Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
O salto à Vara
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Em 1994, Serguei Bubka – para aqueles que não se recordam foi um dos mais fenomenais atletas do século XX – estabelecia a marca de 6,14 metros no salto com vara, valor que ainda hoje constitui o recorde do mundo sem que se vislumbre que alguém possa em breve vir a superar o nível alcançado por este atleta nascido na antiga URSS.
Em Portugal, fruto de atrasos colossais no desenvolvimento de algumas disciplinas «técnicas» do atletismo, a modalidade tem pouca expressão. Há contudo por aí uma variante praticada por algumas das ilustres figuras da nossa praça: o chamado «salto à Vara».
Elas germinam nas hostes dos partidos que alternadamente têm imposto a política de direita ao País, circulam na crescente promiscuidade entre o poder político e o poder económico, alimentam-se das privatizações, dos lugares de topo da administração pública, das indemnizações que recebem por cada novo cargo, fazem aprovar as leis e ditar as regras que permitem a sua própria impunidade, tratam por tu ministros, presidentes, accionistas, isto é, utilizando as suas ligações políticas, movem-se, saltam, pulam de empresa em empresa, de negócio em negócio, com a mesma destreza com que Bubka utilizava a vara para subir bem acima dos 6 metros.
Digam lá se não é de uma pessoa com enorme talento pular do balcão de uma dependência da Caixa Geral de Depósitos, em Trás-os-Montes, para o conselho de administração do banco público, e daí para vice-presidente do Millenium BCP, como fez Armando Vara? É evidente que não foi um salto linear. Pelo caminho foi deputado, secretário de Estado e ministro do PS – função que teve de abandonar devido a suspeitas de irregularidades na Fundação para a Prevenção e Segurança, que vieram a ser arquivadas –, concluiu ainda a pulso o seu curso de Relações Internacionais na extinta Universidade Independente, e quase ficava descalço para o resto da vida não fosse o Conselho de Administração da CGD lhe ter garantido uma choruda pensão, na base do rendimento máximo pago dentro da empresa. E vê-se agora a braços com a justiça, com novas suspeitas sobre outros voos que aqui não cabe relatar.
Armando Vara está longe de ser o único a estabelecer verdadeiros recordes nesta vergonhosa circulação entre responsabilidades públicas e negócios privados. E se há boas razões para que os amantes do desporto não esqueçam as façanhas de Bubka, cada vez que este se lançava para um novo recorde, também as há para que o povo português não esqueça os caminhos por onde têm andado estes atletas da esperteza.
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Vasco Cardoso
Publicado no jornal "AVANTE" de 04.11.2009
Terça-feira, 10 de Novembro de 2009
Aumento do Salário Mínimo Nacional - PCP quer ver compromisso garantido
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O PCP quer ver confirmado o calendário já estabelecido que eleva em Janeiro do próximo ano o Salário Mínimo Nacional para os 475 euros e para os 500 euros em 2011.
Um projecto de resolução nesse sentido foi já entregue no Parlamento, nele se prevendo, simultaneamente, que o valor do salário mínimo nacional será de 600 euros em 2013.
Formalizada a sua apresentação no início desta semana, dando cumprimento a um dos seus principais compromissos eleitorais, com esta iniciativa os deputados comunistas pretendem garantir que haverá uma linha de continuidade na valorização do salário mínimo.
«Vamos lutar para que este compromisso político seja assumido por esta Assembleia da República», justificou o presidente do Grupo Parlamentar do PCP, Bernardino Soares, em conferência de imprensa na Assembleia da República para apresentação do diploma.
Esta é uma iniciativa legislativa destinada, pois, a «propor e exigir» a «confirmação do acordo» assinado na concertação social, que prevê que o SMN atinja o referido valor de 475 euros em Janeiro de 2010 e de 500 euros em Janeiro de 2011.
«Não há nenhuma confirmação de que os 475 euros estejam garantidos em 2010 e não tem sido frequente o reafirmar do acordo dos 500 euros em 2011», sublinhou o líder da bancada comunista.
Quanto ao horizonte de 600 euros para o salário mínimo nacional em 2013 «como escalão e fasquia mínima», igualmente proposto no projecto de resolução comunista, esta é «uma orientação política que o Parlamento devia tomar», defende Bernardino Soares.
Medida tanto mais importante quanto é certo, como foi lembrado, que o SMN continua a ser um valor remuneratório de referência para milhares de trabalhadores, apresentando um valor muito baixo, quando comparado com outros países da União Europeia.
«Cerca 11,8 por cento dos trabalhadores por conta de outrem tinham como remuneração o SMN», frisou, recordando que na anterior legislatura o programa do Governo referia que o SMN «era um instrumento de combate à pobreza».
No projecto de resolução, os deputados comunistas lembram a propósito que o valor do salário e em concreto também o do salário mínimo nacional, além de ser «um factor decisivo para uma justa distribuição da riqueza, é um elemento decisivo para a recuperação económica e para a dinamização da procura interna».
Antevendo o habitual coro de críticas do patronato, invocando «um cenário catastrófico para as empresas e um aumento do desemprego», os deputados comunistas rejeitam tal papão, considerando que essa é a posição de quem quer «ainda e sempre prolongar um modelo económico assente em grande medida na exploração laboral que depende da manutenção de salários muito baixos».
Mostrando como é «totalmente descabida» a ideia de que o aumento do SMN põe em causa a viabilidade das empresas, o PCP lembra ainda que o impacte do aumento do salário mínimo nacional em 2008 não ultrapassou 0,5 por cento das despesas das empresas com trabalhadores por conta de outrem a tempo integral.
«A situação de crise económica não desaconselha, antes exige que este progresso do SMN se mantenha, porque ele é essencial para introduzir maior justiça social e é essencial também para ajudar à recuperação económica», sustentou, a concluir, Bernardino Soares.
Publicado no jornal "AVANTE" de 04.11.2009
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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
Dívidas à Segurança Social aumentaram mais de 2 mil milhões em 4 anos!
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A sustentabilidade financeira da Segurança Social depende também da cobrança das dividas à Segurança Social, até pela dimensão dos valores em causa. Neste estudo, utilizando apenas dados oficiais (Conta da Segurança Social de 2008 que acabou de ser publicada, e Relatórios do OE 2005-2009) Eugénio Rosa mostra que as divida tem aumentado muito nos ultimos anos, portanto durante o periodo de Vieira da Silva, contrariando a ideia que a propaganda oficial tem procurado fazer passar perante a opinião pública. Para além disso, e como se mostra também no estudo, Viera da Silva preparava um gigantesco perdão de divida tendo para isso constituido mais de 3.000 milhões euros de Provisões.
Ler estudo de Eugénio Rosa em PDF
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Sábado, 7 de Novembro de 2009
Combate à corrupção em diploma do PCP - Crime de enriquecimento ilícito
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O PCP entregou no início da semana um projecto de lei que cria o tipo de crime de enriquecimento ilícito. Aproximadamente seis meses depois de ter visto rejeitada pelos votos contra do PS e as abstenções do PSD e CDS/PP idêntico diploma da sua autoria, a bancada comunista volta a trazer para a ordem do dia um tema da maior importância, com a convicção de que o Parlamento «pode e deve fazer muito mais para adequar o ordenamento jurídico às grandes exigência do combate à criminalidade mais sofisticada, de investigação mais complexa e de grande impacto social».
Notícias dos últimos dias têm revelado, aliás, ser este um fenómeno tentacular e em expansão, envolvendo personalidades bem conhecidas da vida empresarial e política. E o grave é que os processos se arrastam sem conclusão levando, com razão, à generalização da ideia na opinião pública de que o chamado «crime de colarinho branco» continua a gozar da mais completa impunidade.
Daí que, para o PCP, cuja preocupação pelo fenómeno da corrupção é conhecida desde há muito, e para quem a legislação aprovada na legislatura passada ficou «muito aquém do que era esperado, desejável e necessário», seja imprescindível adoptar medidas concretas de combate à corrupção e à criminalidade económica e financeira.
Indo ao encontro, de resto, da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, ratificada pelo Estado português em 2007, que pugna pela introdução do crime de enriquecimento ilícito no ordenamento jurídico de cada Estado, o PCP propõe no seu projecto de lei a introdução de um aditamento ao Código Penal tipificando o crime de enriquecimento ilícito. Trata-se, em síntese, de punir com pena de prisão até três anos e multa até 360 dias os cidadãos que, abrangidos pela obrigação de declaração de rendimentos e património, tendo em conta os cargos públicos que exercem, não demonstrem a origem licita do património e rendimentos que possuam, caso estes se revelem anormalmente superiores aos que constam das declarações efectuadas ou aos que decorreriam das remunerações correspondentes aos cargos públicos e às actividades profissionais desenvolvidas.
Publicado no jornal "AVANTE" de 04.11.2009
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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
Associação Iúri Gagárin promove debate sobre "Materialismo e Empiriocriticismo"
A Associação Iúri Gagárin promove no dia 10 de Novembro, na Faculdade de Letras de Lisboa, um debate com os professores José Croca e Eduardo Chitas, respectivamente da Faculdade de Ciências e da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, sobre a obra de Lénine «Materialismo e Empiriocriticismo», publicada em 1909.
O debate será moderado por José Barata-Moura, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
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Domingo, 1 de Novembro de 2009
Despedimentos e encerramentos - PCP quer ouvir ministro da Economia
O PCP requereu a presença do novo ministro da Economia na Comissão Parlamentar de Trabalho com vista a obter esclarecimentos sobre a posição do Governo quanto à noticiada possibilidade da Delphi, de Ponte de Sôr, despedir até Março 500 trabalhadores. Os deputados comunistas pretendem confrontar ainda o novo titular da pasta da Economia, Vieira da Silva, com outras situações de despedimento e encerramento de empresas que, entretanto, já depois das eleições, têm vindo a público.
No caso da Delphi, aos despedimentos em Ponte de Sôr, poderão ainda juntar-se outros na unidade da Guarda, onde o número de trabalhadores não ultrapassa hoje o milhar, quando já chegaram a ser cerca de três mil.
Esta é uma empresa que tem vindo progressivamente a despedir trabalhadores nas suas várias unidades, apesar de ter beneficiado de diversos apoios públicos.
A confirmar-se o quadro de despedimentos, adverte o PCP, haverá um enorme impacte na situação económica e social das regiões onde as unidades estão implantadas, designadamente na cidade e região da Guarda, bem como em Ponte de Sôr e no Alto Alentejo.
Por isso os deputados comunistas exigem uma intervenção imediata do Governo, considerando que este tem sérias responsabilidades e deve defender os postos de trabalho. |
Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
O Sr. Governador
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O Sr. Governador é uma figura marcante destes mais de 30 anos de política de direita. Foi deputado, secretário de Estado, ministro das Finanças, administrador da EDP e do Banco Português de Investimento, passou também pelo Banco de Portugal em meados dos anos 80, e fixou-se como Governador deste banco desde o ano 2000 com o apoio de PS e PSD. Economista, homem de números e de contas, mas também de elevadíssimas responsabilidades partidárias, entre as quais as de Secretário-geral do PS, Vítor Constâncio, é por assim dizer um... Sr. Governador.
Homem de silêncios cúmplices com os milhares de milhões de lucros da banca nos últimos anos, «supervisor» embaraçado e comprometido quando se tratou de explicar a vista grossa e conveniente negligência do Banco de Portugal face à persistente actividade criminosa verificada no BPN, no BPP, já para não falar do BCP, o Sr. Governador é o primeiro a abrir a boca quando se trata de justificar novos sacrifícios para os trabalhadores e o povo português.
Para além das contínuas referências ao longo dos anos sobre a «rigidez da legislação laboral», qual obstáculo ao desenvolvimento do País, ou o «excessivo endividamento das famílias» fruto da irresponsabilidade de quem quer ter um tecto para viver e tenta pagar uma casa ao banco durante 50 anos, a obsessão do Sr. Governador chama-se: CONTENÇÃO SALARIAL.
Isso mesmo foi dito – ou contenção salarial ou desemprego – pelo Sr. Governador, na passada semana, perante uma plateia de economistas que, atentamente, ouviram as palavras sábias, tecnicamente validadas pelo cargo que ocupa e absolutamente desprendidas de outros objectivos que não os do interesse nacional sobre o perigo dos aumentos salariais. Palavras que rapidamente foram amplificadas pelos principais órgãos de comunicação social e que se juntaram às do Presidente da CIP, que vociferou contra o acordo estabelecido para o aumento do salário mínimo nacional para 500 euros até 2011.
É para isso que pagam ao Sr. Governador, para dar assertivos conselhos do alto da sua fulgurante inteligência e rasgadíssima visão. Palavras sábias, que facilitam a vida ao grande patronato e ao Governo PS – que age como se não tivesse perdido a maioria absoluta nas recentes eleições – para que, de braço dado, intensifiquem a sua política de injustiças e exploração. Palavras pagas a peso de ouro, ou não fosse o Sr. Governador homem para ao fim do mês levar para casa qualquer coisa como 20 000 euros de salário. E até aposto que ainda haverá quem ache pouco para tão grande serviço prestado à Nação.
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Vasco Cardoso
Publicado no jornal "AVANTE" de 28.10.2009
É com o PCP que podem contar
Passado que foi o turbilhão eleitoral, ganha renovada nitidez uma questão central para a qual o Partido alertou: os problemas do País estão todos aí.
Estão aí, como bem revelam os casos da Quimonda, da Sant-Gobain Glass (ex-Covina) e da Delphi.
Estão aí para os trabalhadores da Alicoop, Alisuper, Macral e Geneco, a braços com um processo de insolvência da Alicoop (que controla as restantes) numa região, o Algarve, com um brutal índice de desemprego.
Estão aí para muitos trabalhadores da hotelaria no Algarve, enviados para casa sob os mais diversos expedientes, incluindo a eterna justificação de fecho para obras, caso, por exemplo, do Hotel Baía Montegordo.
Estão aí com a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), a sugerir o aumento em 2010 do preço da electricidade em 2,9%, quando é sabido que a EDP teve entre 2004 e 2008 lucros de 4283 milhões de euros, 540 milhões dos quais só no 1.º semestre de 2009.
Estão aí com a velha cassete do défice e dos avisos da União Europeia e a manutenção (outra coisa não seria de esperar) da teoria dos baixos salários, já expressa por Van Zeller.
Estão aí com os acrescidos factores de descontentamento introduzidos pela política de direita do governo PS nas Forças Armadas, forças de segurança e na área da Justiça.
Estão aí quando assistimos ao velho filme de um ministro da Agricultura que grita «vitória» perante a estupefacção dos agricultores, que a procuram e não a encontram, no quadro de uma política de submissão nacional aos interesses dos grandes que dominam a União Europeia.
Estão aí quando verificamos – e insuspeitas organizações o afirmam – o aumento da pobreza e da exclusão e que o trabalho precário, em que se inserem milhares de jovens, é uma forte contribuição para engrossar esse caudal.
Honrar os compromissos
Ganha por isso mais sentido que o Partido, honrando a sua natureza de classe e os compromissos assumidos, tivesse já apresentado na Assembleia da República um conjunto de propostas cobrindo aspectos tão diferenciados como o Código do Trabalho (reposição do princípio do tratamento mais favorável, eliminação dos mecanismos de caducidade das convenções colectivas, eliminação dos dispositivos de desregulamentação do horário de trabalho, protecção dos trabalhadores na contratação a termo); na Segurança Social (garantia do direito à reforma sem penalizações com 40 anos de trabalho, novas regras de actualização das pensões e outras prestações sociais); alteração das regras para atribuição do subsídio de desemprego; revisão do Estatuto da Carreira Docente; medidas de apoio aos micro e pequenos empresários das quais se salienta, a diminuição em 10% da taxa de IRC, passando de 25% para 22,5% aplicável às empresas com um volume de negócios inferior a 10 milhões de euros.
Como temos afirmado, a verdadeira estabilidade de que o País necessita é a que conduza à superação dos graves problemas económicos e sociais que o afectam, e isso só é possível com uma nova política, uma política de ruptura e mudança. Mas ruptura e mudança, sendo aquilo de que o País precisa, não é aquilo que o PS/Sócrates pretende. O estilo calimero adoptado por Sócrates é um embuste, bem demonstrado pela encenação de um putativo diálogo que o mesmo terá desenvolvido com todas as forças políticas. Ora, propor o que quer que seja ao PCP e fazê-lo de idêntica forma ao CDS-PP é bem ilustrativo daquilo que o PS não quer.
Dar mais força ao PCP
Neste contexto, importa levar desde já mais longe as propostas e o projecto do Partido. E importa deitar mãos ao seu reforço orgânico. Avançar para uma ampla acção de contacto com a organização, reforçar organismos, criar mais estrutura partidária, nomeadamente nas empresas e locais de trabalho e/ou sectores profissionais.
Hoje, como ontem e como sempre, os trabalhadores e o povo é com o PCP que podem contar. E assim foi e será porque este não é um partido que claudica perante as adversidades. Antes vai à luta, assente no seu projecto, valores e princípios. Um Partido grande, porque grande é o seu projecto libertador. Um grande Partido porque grande é a consciência e o empenhamento militante do seu colectivo.
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Rui Fernandes
Publicado no jornal "AVANTE" de 29.10.2009
Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
UM DEBATE À NOSSA MANEIRA COMUNISTA
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Prossegue em todo o Partido o debate sobre os resultados de cada um e do conjunto dos três actos eleitorais realizados este ano – batalhas que constituíram grandes desafios à capacidade, à dedicação, ao esforço, à inteligência dos militantes comunistas; desafios que o nosso grande colectivo partidário enfrentou e ganhou.
Trata-se de um debate que se quer participado e que se estende das direcções regionais às organizações concelhias e de freguesia, bem como aos sectores profissionais e às células de empresa e às organizações dos jovens comunistas, procurando, assim, envolver na necessária discussão o maior número possível de militantes do Partido e da JCP.
Trata-se de um debate à nossa maneira comunista:
procedendo à análise concreta de cada situação concreta; considerando tanto os aspectos positivos como os negativos da nossa intervenção e dos resultados eleitorais obtidos; tirando lições, acumulando experiências e aprendendo com vista a corrigir o que deve ser corrigido e a tomar como referência do trabalho futuro tudo o que de positivo aconteceu.
Trata-se de um debate colectivo, em que todas as opiniões contam porque todas são contributos para a síntese da soma de todas elas, a que muito justamente chamamos a opinião colectiva.
Trata-se de um debate que todos travamos com a consciência de que neste nossa maneira de debater os problemas, na conclusão colectiva a que chegamos e na aplicação colectiva dessa conclusão, reside uma das principais fontes de força do Partido.
Naturalmente, no que toca à análise dos resultados das autárquicas, o estado de espírito dos participantes varia consoante o resultado obtido foi bom ou mau em cada concelho ou em cada freguesia: um bom resultado é motivo de alegria para os camaradas da organização onde ele ocorreu, da mesma forma que um resultado menos bom, ou mau, entristece os que mais directamente a ele estão ligados. É natural e humano que assim seja.
Contudo, para além destas normais reacções emotivas, é bom não esquecermos, em situação nenhuma, que no nosso fraterno colectivo partidário, tanto os momentos bons como os maus, tanto os êxitos como os inêxitos do Partido num determinado concelho ou freguesia, dizem respeito a todos os militantes – e que, seja qual for o resultado da batalha que travamos, a luta continua.
Na verdade, como em diversas situações e circunstâncias tem sublinhado o secretário-geral do Partido, camarada Jerónimo de Sousa, «as vitórias não nos descansam, as derrotas não nos desanimam» - com isto apontando o caminho da luta colectiva como caminho de todos os dias, em todas as situações e circunstâncias.
Também de acordo com a nossa maneira de estar, de ser, de trabalhar, o debate agora em curso entre os militantes comunistas não se limita a analisar o passado eleitoral. Ele tem em vista o futuro: o futuro do Partido e do seu reforço e o futuro da luta de massas da qual o Partido é motor essencial, nessa estreita ligação que faz com que quanto mais forte for o Partido da classe operária e de todos os trabalhadores mais forte será essa luta – e vice-versa.
Nessa perspectiva, deste debate sairemos melhor preparados e em melhores condições para levar a cabo, com êxito, a aplicação das medidas e orientações de trabalho definidas pelo XVIII Congresso visando o reforço do Partido
Como é sabido, a necessidade do reforço do Partido, sendo sempre uma questão essencial para o colectivo partidário, assume em determinadas ocasiões um carácter imperativo e urgente.
É o que se passa na situação actual, em que um novo-velho Governo PS/José Sócrates acaba de tomar posse e se prepara para dar continuidade à política de direita do anterior governo (e dos anteriores governos), com tantas e tão graves consequências para os trabalhadores e o povo.
Ouvindo o primeiro-ministro, dir-se-ia que nada se passou nos últimos meses; que o povo português não condenou a política de direita ao serviço do grande capital, que ele quer prosseguir; que o eleitorado, numa inequívoca exigência de mudança, não lhe retirou a maioria absoluta que ele usou e de que ele abusou no anterior mandato.
E a desfaçatez chega ao ponto de pretender responsabilizar os outros pelo futuro do seu Governo, como se fosse tarefa obrigatória de todos apoiar a política que ele, José Sócrates, e o seu PS, decidiram fazer – e que, insista-se, os portugueses condenaram em 27 de Setembro.
Quando o capital financeiro, à pala da crise, acumula lucros fabulosos enquanto definha e se arruína o aparelho produtivo e a produção nacional – e isso é visto como um sinal de retoma; quando o Governador do Banco de Portugal (que é o funcionário do Estado que mais ganha em Portugal) vem defender o congelamento dos já baixos salários; quando o grande patronato se sente estimulado a questionar o acordo sobre o já miserável Salário Mínimo Nacional e a anunciar despedimentos - como na Quimonda e na Delphi - e ameaçar a destruição da produção nacional de vidro plano na Covina/Saint Gobain - quando tudo isto acontece, estamos perante realidades que apontam para a necessidade da intensificação e do alargamento da luta de massas.
Da luta dos trabalhadores, das populações, dos jovens, dos micro, pequenos e médios empresários, dos agricultores - que acabam de levar a cabo uma impressionante jornada de luta em Aveiro. Da luta que é o caminho para dar à política de direita a resposta que se impõe, derrotando-a e criando condições para a sua substituição por uma política ao serviço dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País.
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Publicado no jornal "AVANTE" de 29.10.2009
Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009
29 Outubro - Encontro de Escritores - CT Vitória
Crescem as desigualdades sociais
Neste estudo, Eugénio Rosa analisa alguns dos aspectos da desigualdade na distribuição dos rendimento em Portugal, utilizando apenas dados oficiais, que revelam o agravamento da situação nos últimos anos, o que contribui para fragilidade do tecido economico e social português, e é uma das causas importantes do atraso do País.
Ler Estudo em PDF
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Comunicado CDU: Oposição e trabalho ao serviço da população de Lisboa
Devido à onda de especulação que parece estar a levantar-se em algumas Redacções, a CDU de Lisboa esclarece o que se segue.
Não foi firmado nem está a ser preparado qualquer acordo global para a Cidade.
A CDU na Cidade de Lisboa, no quadro da afirmação do seu projecto e dos seus compromisso, tomará a iniciativa e bater-se-á pelas propostas necessárias à defesa e valorização da Cidade de Lisboa e dos interesses da sua população e combaterá todas as medidas negativas da gestão PS.
A CDU afirmará esta posição própria e independente na Câmara, na Assembleia Municipal e nas Freguesias.
É nesta base que após as eleições autárquicas, em que é absolutamente natural que as forças políticas conversem para analisar como construir a viabilidade do funcionamento dos órgãos autárquicos, que se verificaram contactos da CDU com o PS e outras forças políticas para analisar o problema da constituição dos executivos nas Juntas de Freguesia de Lisboa e da Mesa da Assembleia Municipal.
A posição da CDU quanto à Mesa da Assembleia Municipal de Lisboa e à sua Presidência será marcada pela análise independente que fará tendo em conta os resultados eleitorais e a adopção de medidas que favoreçam o melhor funcionamento da Assembleia.
Em relação às Juntas de Freguesia, as organizações e os eleitos locais analisam caso a caso em cada freguesia e no quadro da independência política da CDU, se convidam outras forças para os executivos a que a CDU preside ou se aceitam integrar executivos presididos por outras forças políticas como sempre aconteceu depois de um acto eleitoral autárquico, sempre em defesa dos interesses da Cidade.
Tudo o resto que se escrever não passa de mera especulação.
A CDU continua a entender que é nas políticas que está a solução para os problemas da Cidade e não nos cargos e pessoas. É pois pela mudança necessária nas políticas que a CDU e os seus eleitos continuarão a bater-se nos órgãos agora eleitos.
Lisboa, 27 Outubro de 2009
A CDU de Lisboa
Terça-feira, 27 de Outubro de 2009
CP tenta substituir Revisores por Seguranças: Mais Trabalho por Menos Salário!
O Sector de Transportes está a distribuir aos trabalhadores um comunicado sobre a tentativa de substituição de revisores por seguranças na CP. Um comunicado onde alerta para o objectivo desta medida (substituir trabalhadores efectivos e com AE por trabalhadores precarizados, mais mal pagos e com menor poder reivindicativo), onde se solidariza com a greve marcada para dia 5 de Novembro para combater esta medida, e onde alerta para a necessidade de ir mais longe, e exigir que sejam integrados como trabalhadores efectivos os milhares de trabalhadores precarizados que nas Empresas Públicas de Transportes trabalham subcontratados por empresas de vigilantes, limpeza e ETT's.
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Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
Trabalhadores da Carris, Aeroporto e Ferroviários editam comunicados
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As células do PCP na Carris, no Sector Ferroviário e no Aeroporto de Lisboa iniciaram a distribuição aos trabalhadores de comunicados onde sublinham a importância de prosseguir a luta contra a política de direita, valorizam um conjunto de iniciativas parlamentares do PCP, destacam o papel da luta dos trabalhadores para conseguir a sua aprovação, e apela à adesão dos trabalhadores ao PCP para "Resistir e Avançar!"
Ler Comunicado em PDF da Célula da Carris
Ler Comunicado em PDF do Sector Ferroviário
Ler Comunicado em PDF das Células do Aeroporto
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Domingo, 25 de Outubro de 2009
Aumenta o Desemprego, e o IEFT martela as estatísticas!
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Neste novo estudo, Eugénio Rosa demonstra que o Desemprego continua a crescer em Portugal, bem como o número de desempregados sem direito a subsídio, e que o Instituto de Emprego e Formação Profissional continua a eliminar milhares de desempregados dos seus ficheiros!
Ler Estudo em PDF
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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009
Conclusões da Conferência "O PCP e o Poder Local"
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No início de um novo mandato autárquico, deixamos aqui a edição em PDF da Conferência Nacional do PCP sobre "O PCP e o Poder Local", realizada em Maio de 2003. Ao definir o Projecto Autárquico do PCP, estas conclusões são um riquíssimo material para os cerca de 500 militantes e amigos que na sequência das eleições autárquicas de 11 de Outubro vão agora assumir, no distrito de Lisboa, o mandato para o qual foram eleitos. Mas é igualmente um material a revisitar por todos os militantes das organizações locais do Partido.
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Terça-feira, 20 de Outubro de 2009
PCP avança com vasto conjunto de iniciativas parlamentares
Na sequência de mais de três décadas de política de direita, a última Legislatura foi marcada por um ataque violento do PS contra os trabalhadores e simultaneamente por uma fortíssima resposta popular à política de direita praticada pelo Governo. Hoje, no dia em que se iniciou mais uma Legislatura, o PCP apresentou na AR um conjunto de iniciativas que visam alterar as normas mais gravosas do Código do Trabalho, alargar os critérios de atribuição do Subsidio de Desemprego e garantir o direito à reforma sem penalizações ao fim de 40 anos.Veja aqui as 7 medidas avançadas:
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Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009
Relatório sobre a zona Euro - Relatório sobre a zona Euro
O Relatório Anual sobre a zona euro 2009 constitui «mais uma peça de uma campanha de mistificação, acusam os deputados do PCP ao Parlamento Europeu
Isto, porque, de acordo com estes deputados, o Relatório ignora «a situação de desgraça social em que se encontram milhões de trabalhadores e cidadãos» e foge «ao reconhecimento da tendência de aprofundamento da crise social na zona Euro». Mais, o relatório «escamoteia as verdadeiras causas e o papel negativo das políticas que presidem à União Económica e Monetária (UEM), ao Pacto de Estabilidade e à Estratégia de Lisboa» em diversos Estados-Membros»; aponta para o aprofundamento do carácter federalista da UE, com novos ataques à soberania dos Estados; e reafirma a intenção da União Europeia de, no âmbito das relações económicas internacionais, aprofundar as causas centrais da crise económica e financeira internacional, caso da transferência de capital dos sectores produtivos para a especulação financeira, do reforço do papel do FMI e Banco Mundial, das políticas de liberalização do comércio mundial e da chamada «competitividade». Para o PCP, estas políticas «são tanto mais graves quanto se insiste numa perigosa política monetária de sobrevalorização artificial do Euro».
A realidade
Aliás, o regozijo da Comissão em torno dos eixos centrais da sua política neoliberal «contrasta escandalosamente» com os mais de 22 milhões de pessoas desempregadas na UE-27, com os cerca de 625 mil portugueses actualmente sem emprego – dos quais quase metade (300 mil) sem acesso ao subsídio de desemprego –, com a crescente desregulação das relações laborais ou com o alastramento da pobreza.
Enfim, o Relatório tenta lançar a ideia de uma crise já ultrapassada quando várias vozes e relatórios alertam para o «carácter altamente volátil e frágil» de alguns «sinais de estabilização» do sistema financeiro internacional.
A realidade, dizem os deputados comunistas, é que a «crise» há muito se vinha a sentir, sendo que a actual apenas expôs todas as vulnerabilidades nos diferentes Estados Membros, resultantes de políticas alicerçadas nas orientações do Pacto de Estabilidade e Estratégia de Lisboa. Vulnerabilidade que, em Portugal, «é resultado directo da continuada fragilização dos sectores económicos, particularmente dos sectores produtivos, do ataque aos serviços públicos, das políticas de baixos salários e reformas, da desigual distribuição do rendimento, do endividamento e do brutal défice e dívida externos que a política de direita vem impondo ao País».
Qualquer real solução para a presente crise, dizem por fim estes deputados, «passaria obrigatoriamente pela ruptura com as políticas que enformam o actual rumo neoliberal da União Europeia».
Publicado no Jornal "AVANTE" de 15.10.2009
Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009
Uma «conduta de enganos»
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Em «A arte da guerra», escreveu Sun Tzu, um grande general chinês de há 25 séculos - «a guerra é uma conduta de enganos». Esta é uma síntese possível do percurso dos últimos meses do PS/Sócrates e das manobras que conduziram ao actual momento político em que, apesar da derrota da maioria absoluta, se prepara para voltar a governar, mas agora com acrescidas dificuldades.
Depois da pesadíssima derrota das europeias e da «firmeza no rumo», com que Sócrates logo tranquilizou os grandes interesses, os «senadores» do PS, sobretudo Mário Soares, antes tão cáustico nas palavras sobre a «terceira via», puseram a tónica na «moderação», «humildade» e «inflexão de imagem», no «sobressalto à “esquerda”», para que se tornassem possíveis os mesmos caminhos de governação à direita.
O PS pôs então em movimento uma operação de inflexão táctica e de imagem, que passou também pela «cedência» de posições a Soares e Alegre - o tal que fez de conta que ia sair do PS para que, uma vez «regressado» adonde nunca saiu, pudesse arrastar os «incautos».
E foi (tele)ver à exaustão o fantasioso «ataque» dos neoliberais e a defesa do voto de «esquerda» no PS «contra a direita», foi a intervenção profissional - continuada, silenciosa e esmagadora - da «Central» do Governo, com o estreitar do controlo sobre os média, a fabricação da «agenda», a recuperação dos (re)velhos fantasmas do anti-comunismo e a mistificação de «inventonas».
E a denúncia da «asfixia democrática», com que o PSD procurou desmascarar esta brutal operação de mistificação, foi gerida pelo PS para credibilizar a sua «luta contra a direita».
As eleições legislativas e autárquicas decorreram neste quadro, também marcado por uma «conflitualidade social mitigada», que como agora se vê na Quimonda vai em muitos casos terminar de forma brutal para os trabalhadores.
Os resultados estão à vista – a derrota do PS nas legislativas foi transformada em «vitória» pelos média de serviço. E nas autárquicas, dada a proximidade às legislativas, houve como que uma «síndrome do castigo já infligido», que favoreceu o PS e uma bipolarização artificial e que mistificou muitas eleições locais e impediu um outro resultado.
O mundo mudou desde Sun Tzu. A resistência e a luta dos trabalhadores já provou mil vezes que pode vencer os «enganos» e abrir as alamedas da dignidade.
Estamos hoje em melhores condições de travar esse combate.
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Carlos Gonçalves
Artigo de opinião publicado no Jornal "AVANTE" de 15.10.2009
Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009
A GRANDE FORÇA DE ESQUERDA NO PODER LOCAL
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Foram meses de um trabalho intenso, dando resposta aos múltiplos e complexos desafios colocados por um longo e exigente ciclo eleitoral.
Foram meses de intensa actividade por parte de milhares e milhares de militantes do PCP, do PEV, da ID, da JCP, da Juventude CDU, de cidadãos independentes, enfim de homens, mulheres e jovens que, no seu conjunto, ergueram três campanhas eleitorais cheias de criatividade e tendo como traço essencial o contacto estreito com os trabalhadores e as populações.
Foram meses de uma intervenção marcada pela dedicação, pela entrega, pela disponibilidade de luta, pela militância, e que, afirmando a CDU como um amplo espaço de convergência e de vivência democrática, criaram condições para dar mais força às batalhas futuras por uma vida melhor num Portugal mais justo.
Por isso, o Comité Central do PCP, na sua reunião da passada terça-feira, enviou a todos estes camaradas e amigos uma fraterna saudação de combate e a todos reafirmou a determinação dos comunistas portugueses de, honrando os compromissos assumidos com os trabalhadores e o povo, darem a necessária continuidade à luta contra a política de direita, até a derrotar e substituir por uma nova política, de esquerda, que inicie a resolução dos muitos e graves problemas criados à imensa maioria dos portugueses por sucessivos governos PS/PSD/CDS-PP, ao longo de mais de três décadas.
Como sublinha o Comité Central, do ciclo eleitoral agora concluído – traduzido globalmente num sólido e progressivo avanço e crescimento da CDU, que os resultados das autárquicas não desmentem - ressalta uma inequívoca afirmação da Coligação Democrática Unitária como uma grande força nacional, enraizada nos trabalhadores e no povo, com uma reconhecida intervenção institucional, ancorada em convicções e portadora de um projecto indispensável ao País.
Os resultados das autárquicas – designadamente os quase 600 mil votos obtidos para as Assembleias Municipais (correspondendo a uma percentagem de 10,7%), bem como a confirmação da imensa maioria das presidências de Câmara – confirmam a CDU como a grande força de esquerda no Poder Local.
O Comité Central valoriza, igualmente, a expressiva votação obtida pela CDU na península de Setúbal - consolidando-se como força maioritária na Área Metropolitana de Lisboa – bem como a conquista dos municípios de Alpiarça, Alvito e Crato.
Este balanço positivo não esconde nem anula aspectos negativos e insatisfatórios do resultado obtido. Um resultado que ficou aquém dos objectivos definidos em matéria de votos e mandatos e, em especial, pela perda da maioria em sete municípios, alguns dos quais constituem referências históricas da luta dos trabalhadores, do povo, dos comunistas – e, acima de tudo, um resultado que não corresponde de todo nem à ampla e dinâmica campanha realizada, nem ao reconhecido valor do trabalho, da obra e do projecto autárquico dos comunistas e dos seus aliados.
Um facto, entretanto, emerge deste balanço: as posições conquistadas nas autarquias, as maiorias obtidas em municípios e freguesias, os mais de três mil mandatos directos alcançados, constituem uma força considerável que, posta ao serviço dos interesses das populações - com o trabalho, a honestidade e a competência que são traço distintivo dos eleitos da CDU - dará um forte contributo, não apenas para a construção de uma vida melhor no plano local, mas também para o reforço da acção mais vasta do Partido, da sua intervenção política e da luta dos trabalhadores e do povo visando a ruptura com a política de direita e a mudança, rumo à construção de um País de justiça social, de progresso, de respeito pelos direitos dos trabalhadores e dos cidadãos.
E essa é uma luta tanto mais necessária quanto a realidade nos mostra, de forma cada vez mais evidente, a disposição do primeiro-ministro indigitado de dar continuidade à política que levou a cabo durante o mandato anterior: a mesma política de direita ao serviço dos interesses do grande capital e de flagelação dos direitos e interesses dos trabalhadores e do povo.
Por isso, o Comité Central alerta para a importância decisiva do desenvolvimento e do alargamento da luta de massas envolvendo as diversas camadas e sectores, a começar pela luta da classe operária e dos restantes trabalhadores – luta que já derrotou a maioria absoluta do PS e que derrotará a política de direita.
Isso implica a intervenção organizada do PCP no cumprimento do seu papel do Partido da classe operária e de todos os trabalhadores, de grande força de esquerda, cujo reforço é indispensável para uma real alternativa de esquerda.
Daí a importância desse reforço e a necessidade de o colectivo partidário avançar para a concretização do conjunto de medidas decididas pelo XVIII Congresso, sob o lema «Avante! Por um PCP mais forte», designadamente: o acompanhamento e responsabilização de quadros; a formação política e ideológica; o reforço da organização e intervenção junto da classe operária e dos trabalhadores nas empresas e locais de trabalho; a criação e dinamização das organizações de base; a estruturação partidária; a realização de Assembleias das Organizações; o desenvolvimento do trabalho de ligação às massas; a imprensa; as questões financeiras – para além, naturalmente, da intensificação do esforço de recrutamento de novos militantes de entre os milhares de candidatos da CDU sem filiação partidária, e de dirigentes e activistas sindicais e de outros movimentos de massas.
Os tempos que aí vêm são tempos de luta. Vamos a ela.
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Publicado no Jornal " AVANTE " de 15.10.2009
Terça-feira, 13 de Outubro de 2009
CDU: única força com a vontade, a implantação e a capacidade de resistir à política de direita
Terminado o apuramento dos resultados eleitorais no Distrito de Lisboa, três factos se impõe: A CDU reforça a sua maioria na única Câmara Municipal de gestão CDU no Distrito de Lisboa, Sobral de Monte Agraço; A CDU não alcança o essencial dos seus objectivos eleitorais no Distrito, que passavam por um reforço de votos e mandatos, assistindo-se antes a um retrocesso de posições em 12 dos 16 Municípios; Na Câmara de Lisboa, apesar de ser a única força política que resiste aos efeitos da bipolarização, a CDU vê reduzir-se o número dos seus eleitos.
Frente aos partidos da política de direita (PS, PSD e PP), e às suas políticas lesivas dos interesses dos trabalhadores e das populações, a CDU afirma-se nesta eleições como a única força onde convergem a vontade de combater a política de direita, e a implantação e capacidade de travar esse combate. Os 453 eleitos da CDU no Distrito de Lisboa constituirão um elemento mais na luta pela construção de uma vida melhor, pela necessária ruptura com a política de direita.
Para uma ánalise mais detalhada dos resultados eleitorais realizar-se-ão nos próximos dias as reuniões dos órgãos de direcção do Partido a todos os níveis e um vasto conjunto de plenários das organizações.
Mapa em PDF dos Resultados da CDU no Distrito de Lisboa
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Domingo, 11 de Outubro de 2009
Soluções da CDU para uma vida melhor

Consulte regularmente www.pcp.pt/index.php e www.osverdes.pt
Sábado, 10 de Outubro de 2009
Programas eleitorais da CDU nas Freguesias de Lisboa

Encontram-se disponíveis para consulta as listas dos candidatos da CDU à Câmara e Assembleia Municipais, bem como todos os Programas da CDU para as Freguesias de Lisboa.
Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009
Programa da CDU para a Assembleia de Freguesia do Lumiar (parte 4)
A Coligação Democrática Unitária, fiel aos seus compromissos de trabalho, competência, honestidade e participação, defende para o Lumiar as seguintes medidas (extracto):
Saúde
- Por uma freguesia saudável defendemos, junto dos poderes central e regional, a dotação de mais recursos médicos de clínica geral, médicos especialistas, enfermeiros e outros profissionais para o Centro de Saúde do Lumiar e respectivas extensões.
- Defendemos a instalação de novas unidades de saúde de proximidade nos grandes bairros mais afastados do Centro de Saúde, são exemplo Telheiras e Alto do Lumiar (exigimos a criação de Unidade de Saúde, construída de raiz, dado que a solução actual de instalação em lojas da EPUL não serve a população nem os profissionais de saúde).
- Defendemos um clara intervenção da Junta em parceria com outras entidades e população, nos factores ambientais e urbanos determinantes para a saúde tais como o ruído, poluição e higiene urbana e o controlo de outros vectores, tais como o comércio de bens alimentares e outros, para tal propomos a criação de uma comissão de Saúde na Assembleia de Freguesia.
Segurança
- Promover a ligação entre as forças de segurança, as populações e as instituições locais, através de um conselho local de segurança a criar no âmbito da Assembleia de Freguesia.
- Identificação das situações e pontos críticos de insegurança e introdução de medidas de limitação do risco em cooperação com as populações e forças de segurança e protecção civil.
- Defendemos o regresso às funções para a qual foi criada a esquadra do Alto do Lumiar. Competindo ao poder central encontrar uma solução para a Polícia de Trânsito que neste momento ocupa as instalações.
Transportes públicos
- Reclamar junto da Carris por mais e melhores transportes, principalmente os transversais ao território da freguesia, com horários prolongados à noite e fins-de-semana.
- Reclamação de protectores nas paragens nomeadamente, Alameda da Linhas de Torres, Telheiras / Alto da Faia, Alto do Lumiar entre outras.
Consultar o blogue http://cdulumiar.blogs.sapo.pt para outros pormenores destas e de outras propostas de intervenção política para a Freguesia do Lumiar.
Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009
Programa da CDU para a Assembleia de Freguesia do Lumiar (parte 3)
A Coligação Democrática Unitária, fiel aos seus compromissos de trabalho, competência, honestidade e participação, defende para o Lumiar as seguintes medidas (extracto):
Habitação
- Intervir no processo de conservação e melhoria dos bairros municipais (Telheiras e Alto da Faia, Bairro da Cruz Vermelha, Quinta do Lambert e Alto do Lumiar) apoiando e estimulando a participação dos moradores, para uma rápida reabilitação dos mesmos, fomentando a assinatura de protocolos de competência com as Associações de Moradores.
- Intervenção e acompanhamento directo na prometida e há muito reivindicada reabilitação da Rua Pedro Queirós Pereira.
- Acompanhamento na atribuição do alvará de AUGI na Quinta do Olival.
Higiene Urbana
- Assegurar a higiene das ruas, passeios e espaços públicos promovendo a varredura mecânica e a lavagem das ruas com água de origem alternativa.
- Sugerir em colaboração com os moradores/utilizadores junto dos serviços da CML quais os melhores locais para a colocação de pontos de recolha selectiva dos lixos. Como exemplo da deficiente e/ou má escolha temos a zona da Rua André Gouveia/Rua Jaime Lopes Dias/Rua Garcia Resende.
- Assegurar a monda química (retirada de ervas daninhas dos passeios) e a poda selectiva do arvoredo que em algumas zonas da freguesia atingiu já dimensões preocupantes.
Património
- Requalificação de todo o património histórico da Freguesia (Paço do Lumiar, Estrada do Paço, Quinta de Nossa Senhora da Paz, Ermida de S. Sebastião, Casa de Cesário Verde, Rua do Lumiar, Telheiras e outras).
- Reabilitação urgente do património habitacional sempre que a mesma seja possível, atribuindo-lhe de imediato destino (quer para habitação, quer para utilização pública, evitando assim a sua nova degradação), a Rua do Lumiar é um bom exemplo de como não se deve tratar o património camarário.
- Recuperação dos edifícios com Prémio Valmor.
Consultar o blogue http://cdulumiar.blogs.sapo.pt para outros pormenores destas e de outras propostas de intervenção política para a Freguesia do Lumiar.
Será que em eleições vale tudo?
A simplicidade da questão poderá parecer banal, depois de tudo o que algumas forças políticas afirmam e desmentem logo de seguida, durante as iniciativas partidárias de campanha eleitoral ou algures na comunicação social. Por vezes tenta-se prender o voto do eleitor através do logro da ‘invenção da roda’ ou de voltar a prometer para ‘amanhã’ o que já estava planeado há anos. No entanto, eleitor alertado vale por dois.
Nestes dias que antecedem as eleições autárquicas ‘nasceu’ mais uma vedação premonitória de obra. Neste caso, na Azinhaga dos Ulmeiros, junto ao Templo Hindu Mahatma Gandhi 1 e às traseiras da Quinta de Nossa Srª da Paz.

A placa informativa apenas apresenta uma simples planta, existente na respectiva Divisão Municipal há já um par de anos atrás, mas sem qualquer data de início ou conclusão da obra, qual a empresa ou qual o responsável e custo da intervenção. Tudo isto, claro, a escassos dias das eleições autárquicas. Ora pois…
Curiosamente, o anúncio de obra no local já se arrasta na (p. 4 da) Informação Escrita do Presidente da CML, pelo menos desde Setembro de 2007 e tem constituído uma repetida falácia do executivo municipal 2. Será agora uma obra para avançar? Vejamos então o duplo aproveitamento político. Comecemos por ‘espreitar’ o jardim por detrás do cartaz.

O estaleiro da ‘obra’ está muito avançado: tem o gradeamento do costume, as máquinas já devem vir a caminho (talvez ainda antes das eleições) e a ‘erva’ do jardim é muito promissora. Para sala de entrada em espaço verde até está ‘razoável’. Passemos agora à sala de estar.


O aparelho receptor digital encontra-se no local apropriado e a festa de inauguração deve ter sido de arromba, visto os recipientes das bebidas se encontrarem espalhados pelo chão.
Mas há mais: ou seja, há ainda uma 2ª parte do aproveitamento político. É que o folheto com o programa eleitoral de uma das forças políticas candidatas à Assembleia de Freguesia do Lumiar anuncia assim, no topo da página 7:
“O que fizemos no Lumiar”. “Requalificação e ampliação do Jardim Mahatma Ganghi” (sic, com gralha e tudo).
Ou seja: ainda agora lá foi colocado o gradeamento, mas já se tem o desplante de publicitar o logro de ‘obra feita’. Será que em campanha eleitoral vale tudo? Será que se pensa que os moradores no local são tolos, para se deixarem levar por ‘papas e bolos’?
Em alternativa, a Coligação Democrática Unitária apenas promete a qualidade do seu habitual desempenho, com o reconhecido lema de ‘Trabalho, Honestidade e Competência’.
Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009
Programa da CDU para a Assembleia de Freguesia do Lumiar (parte 2)
A Coligação Democrática Unitária, fiel aos seus compromissos de trabalho, competência, honestidade e participação, defende para o Lumiar as seguintes medidas (extracto):
Educação, juventude e desporto
- Promover um grande encontro desportivo anual da freguesia, em parceria com os clubes e associações desportivas, apoiando com meios técnicos, e financiando as actividades desportivas populares.
- Instalação da Casa da Juventude na Quinta dos Lilases.
- Valorização dos estabelecimentos de ensino pré-escolar, básico (1º, 2º e 3º ciclos) e jardins infantis públicos existentes, dinamizando os seus profissionais docentes, não docentes, os pais e as populações em geral, para que, além de educativa, o Lumiar seja uma freguesia educadora.
- Patrocinar à população sempre que possível, o equipamento adequado aos hábitos e costumes populares - propomos por exemplo a construção de um campo de malha junto ao PER / Alto da Faia I, Rua Prof. Prado Coelho/Rua Prof. Queiroz Veloso.
- Criação e implementação de circuito de manutenção devidamente equipado na Quinta das Conchas.
- Exigir, tal como foi prometido à freguesia, a reconstrução do Polidesportivo e Piscina do Lumiar, demolidas e consequência da passagem do Eixo N/S.
Ambiente e espaços verdes
- Recuperação e conservação dos espaços verdes e outros espaços de fruição pública por acção directa em colaboração com as populações, bem como a construção de outros nas novas urbanizações – na área da Rua Armindo Rodrigues / Rua Frederico George / Rua Abel Salazar, Alto da Faia II, existem dezenas de caleiras de árvores vazias!
- Criação e implementação de circuito de manutenção devidamente equipado na Quinta das Conchas.
- Reflorestação da zona do Vale do Forno, parque urbano prometido há longo tempo.
- Colocação de mesas, bancos e pérgolas ( pala / toldo ), nos locais possíveis para usufruto da população (são exemplos Telheiras / Alto da Faia I junto ao PER, início da R. Helena Vaz da Silva, Bairro da Cruz Vermelha entre outros).
Consultar o blogue http://cdulumiar.blogs.sapo.pt para outros pormenores destas e de outras propostas de intervenção política para a Freguesia do Lumiar.
Candidato da CDU diz estar absolutamente confiante
O candidato da CDU à CML, Ruben de Carvalho, afirmou estar “absolutamente confiante nos resultados de domingo”, dizendo não entender o apelo do candidato do PS à maioria absoluta.
“Estou absolutamente confiante nos resultados de domingo e se António Costa voltou a pedir a maioria absoluta, não sei porque é que ele voltou a pedi-la, pois ele não a tinha”, disse Ruben de Carvalho durante uma arruada em Benfica.
O cabeça de lista da CDU considerou que “ao fim destes dois anos os lisboetas têm acrescidas razões para não darem maiorias absolutas a ninguém e, muito menos, ao partido socialista. Se há coisa que rigorosamente não me preocupa é esse problema porque entendemos que em Lisboa não há lugar para muitas dúvidas. Se há um voto útil em Lisboa é o voto na CDU”.
Ruben de Carvalho escolheu as ruas de Benfica, por considerar tratar-se de uma zona onde o comércio local ainda persiste, “apesar da concorrência” e que “precisa de ser apoiado”, algo que a Câmara não tem feito.
“O mercado de Benfica é um dos mercados mais importantes de Lisboa”, mencionando também o de Campo de Ourique, ambas em “zonas que mantêm uma vivência de cidade, na sua vivência colectiva, económica, social e até cultural”.

Neste sentido, as prioridades da CDU para Lisboa passam pela “reabilitação urbana, recuperação de condições para que Lisboa possa recuperar a sua população, resolução dos problemas de mobilidade e melhoria geral das condições de vida, saneamento das finanças da Câmara e reorganização de todo o universo municipal”.
Terça-feira, 6 de Outubro de 2009
Programa da CDU para a Assembleia de Freguesia do Lumiar (parte 1)
A Freguesia do Lumiar é das poucas freguesias de Lisboa em crescimento, facto que provoca um processo de mutação acelerada, que passa pela construção de novas centralidades e conduz à chegada de milhares de novas famílias.
O trabalho continuado dos eleitos da CDU nos órgãos autárquicos da freguesia e da cidade, intervindo e acompanhando os problemas da freguesia, com a colaboração dos activistas da CDU, é reconhecido por muitos cidadãos que, independentemente da sua ‘cor’ política, confiam na capacidade de trabalho, sensibilidade e competência dos nossos candidatos para defender o progresso e bem estar da população do Lumiar.
A Coligação Democrática Unitária, fiel aos seus compromissos de trabalho, competência, honestidade e participação, defende para o Lumiar as seguintes medidas (extracto):
Acção social e pública
- Melhoria dos serviços da Junta através de uma efectiva organização interna e da melhoria das condições de trabalho dos seus trabalhadores, aumentando a sua motivação e qualidade do desempenho.
- Organização de equipa de apoio a pequenas obras nas habitações degradadas de famílias carenciadas, segundo regulamento a aprovar em Assembleia de Freguesia.
Acessibilidades
- Desnivelamento da Av. Rainha D. Amélia sob a Av. Padre Cruz.
- Pressionar a CML para a criação de parques de estacionamento periférico, bem como a criação de estacionamento autorizado para moradores à superfície e subterrâneo, e a abertura imediata dos construídos e não abertos ao público - por exemplo o parque do metropolitano no Lumiar centro.
Cultura
- Desenvolver em cooperação com as associações e colectividades um plano plurianual de actividades culturais nas suas diversas expressões, potenciando os recursos e infra-estruturas locais, com o devido apoio técnico e financeiro segundo critérios elaborados em conjunto e tornados públicos, potenciando a troca de experiências e projectos entre as diversas Associações e/ou colectividades nos vários bairros da freguesia.
- Promover e dar mais vida às actividades de teatro, exposições e outras realizações artísticas locais, apoiando-as técnica e financeiramente. Fomentado por exemplo, o amplo usufruto pelas associações e população do equipamento e das condições existentes na Quinta das Conchas e dos Lilases.
Consultar o blogue http://cdulumiar.blogs.sapo.pt para outros pormenores destas e de outras propostas de intervenção política para a Freguesia do Lumiar.
Inválidos do Comércio apresenta projectos
Ainda durante a recente visita de sábado, dia 3 de Outubro, parte do dia de campanha do cabeça de lista da CDU à CML, Ruben de Carvalho, e restantes candidatos à CML, AML e Freguesias da Ameixoeira, Carnide, Charneca e Lumiar, foi passada em contactos com as diversas colectividades destas freguesias.

O presidente dos Inválidos do Comérico, engº Vitor Damião, recebe Ruben de Carvalho, cabeça de lista da CDU e restantes candidatos à AML, CML e Freguesias

A direcção dos Inválidos do Comércio apresenta os seus novos projectos

Na foto de cima reconhecem-se elementos da direcção da cidade de Lisboa e os vereadores Ruben de Carvalho, Rita Magrinho e Manuel Figueiredo
Através desses encontros, nos quais os membros da Coligação Democrática Unitária foram particularmente muito bem recebidos, os candidatos da CDU procuraram fazer um balanço das dificuldades que aquelas associações têm sentido, durante os mandatos de direita na Câmara de Lisboa, desde 2002.

Na foto de cima, Teresa Roque, cabeça da lista da Freguesia do Lumiar e Ruben de Carvalho

Na foto, reconhecem-se, da esquerda para a direita, David de Castro, cabeça de lista à Freguesia da Charneca, o vereador Manuel Figueiredo, Alberto Grijó e Teresa Roque

Na foto, da esquerda para a direita, Alberto Grijó, Teresa Roque (candidatos no Lumiar), Ruben de Carvalho, Vitor Damião, presidente da direcção dos Inválidos do Comércio, a vereadora Rita Magrinho e Carlos Chaparro.
Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009
Breve história da Igreja de Nª Srª da Porta do Céu

Na sequência de notícia anterior, complementa-se a informação com uma breve nota histórica sobre a Igreja de Nª Srª da Porta do Céu 1.


Contacto Verde nº 72

Nesta nova edição da ‘newsletter’ Contacto Verde está em foco a campanha para as próximas eleições autárquicas de 11 de Outubro.
Em ‘Destaque’, dá-se a conhecer o Manifesto Verde e um pouco do trabalho ecologista realizado nas autarquias.
Na ‘Entrevista’ Afonso Luz, membro da Comissão Executiva de “Os Verdes” e candidato à Assembleia Municipal e à Câmara Municipal de Setúbal, dá a conhecer à Contacto Verde as propostas para o concelho, as dificuldades financeiras herdadas da gestão PS em Setúbal e outras esferas da sua intervenção cidadã, que se interligam com este trabalho pela região e pelo desenvolvimento de novas dinâmicas sociais, ambientais e culturais.
No ‘In Loco’ Daniel Gonçalves, Cabeça de lista da CDU à Câmara Municipal Vila do Porto traça um retrato sobre a ilha mais antiga dos Açores e dá a conhecer o Programa Eleitoral da CDU.
No ‘Em debate’, divulga-se a análise da Comissão Executiva de “Os Verdes” dos resultados eleitorais das eleições legislativas.
Finalmente, as ‘Notícias Breves’ reportam-se à acusação de “Os Verdes” ao Governo pela não comunicação à UNESCO do ‘crime ambiental’ da construção da barragem hidro-eléctrica na Foz do Tua, da disponibilização dos Programas de Freguesia e Concelhio da CDU da Cidade de Lisboa, bem como de outras iniciativas locais.
Domingo, 4 de Outubro de 2009
Visita da CDU às colectividades

O cabeça de lista da CDU, Ruben de Carvalho, acompanhado da candidata de "Os Verdes", Cláudia Madeira
Ontem, sábado dia 3 de Outubro, parte do dia de campanha do cabeça de lista da CDU à CML, Ruben de Carvalho, e restantes candidatos à CML, AML e Freguesias da Ameixoeira, Carnide, Charneca e Lumiar, foi passada em visita às diversas colectividades destas freguesias.

O cabeça de lista da CDU, Ruben de Carvalho, acompanhado do candidato na Freguesia da Ameixoeira, Bruno Rôlo
Através desses encontros, nos quais foram particularmente muito bem recebidos, os candidatos da CDU procuraram fazer um balanço das dificuldades que aquelas associações têm sentido, durante os mandatos de direita na Câmara de Lisboa, desde 2002.

Do Jardim Caldeira Cabral ao NAT Nascente

Nem só de espaços degradados se ‘fazem notícias’. Por vezes, algumas zonas lúdicas dispõem de pequenos recantos de lazer, como no caso do Jardim Caldeira Cabral, em Telheiras, junto à estação do Metro 1.

Mas do lado nascente deste espaço verde, os moradores assistem ao reverso da medalha 2. É o caso do NAT Nascente de Telheiras, de que já antes, neste blogue, se dera notícia 2.
Para o local, a EPUL insiste na pretensão de construir mais um novo edifício - o R4/5 - na esquina entre as Ruas prof. Francisco Gentil e Eduardo Araújo Coelho. No entanto, este espaço está classificado em PDM como “Quinta e Jardim Histórico” e faz parte do sistema verde seco da Estrutura Ecológica Urbana da cidade.
Por isso os moradores insistem na integral preservação da Quinta de Sant'Ana, como património verde local, sugerindo, também, a edificação de hortas pedagógicas, em memória da que até há 2 décadas atrás lá existiu.
Sábado, 3 de Outubro de 2009
Convento da Igreja da Porta de Nª Srª do Céu

Os anos vão passando e o Convento da Igreja da Porta de Nª Srª do Céu continua degradando-se, ano após ano, situação que neste blogue já aqui foi anteriormente descrita 1.
Falou-se de ser adaptado a uma residência sénior que, mais ano menos ano, começará a fazer falta em Telheiras. E porque não uma residência universitária, visto que a Cidade Universitária se localiza relativamente perto? Também podia ser adaptado a um museu temático, incluindo, ou não, serviços complementares da Igreja da Porta de Nª Srª do Céu.
O que não se compreende é a EPUL não se decidir em lhe dar um destino condigno com o restante património histórico e ambiental envolvente.
CDU acusa PSD de gestão danosa de Lisboa com o apoio do PS
O ‘número um’ da lista de candidatos da CDU à CML, Ruben de Carvalho, acusou o adversário Santana Lopes de ser responsável por “muitos males de que a cidade ainda sofre”, sublinhando que durante o mandato na presidência da autarquia o PSD teve o apoio do PS.
“Muitos males de que a cidade ainda sofre são fruto dos anos da gestão PSD de Santana Lopes e Carmona Rodrigues, mas é preciso não esquecer que o que o PSD fez foi com o apoio do PS”, afirmou Ruben de Carvalho, no final da apresentação dos candidatos da CDU às freguesias de S. Miguel e Santo Estevão.
“O PS é que agora pode dizer que não tido o apoio do PSD”, acrescentou, referindo-se a muitas das propostas do executivo socialista da autarquia chumbadas pela maioria social-democrata na Assembleia Municipal.
Ruben de Carvalho falava no Largo de Chafariz de Dentro, em frente do Museu do Fado, uma das obras “da coligação” PS/CDU nos anos 90 na Câmara de Lisboa que o candidato destacou.
A propósito da “guerra de cartazes”, o cabeça-de-lista da CDU à CML lembrou que “o conflito não é entre a CML e a AML. É entre o executivo PS (na CML) e a maioria social-democrata na Assembleia Municipal”, e nada tem a haver com os verdadeiros interesses dos munícipes.
Referindo-se à área da reabilitação urbana, Ruben deu o exemplo de Alfama para mostrar o trabalho que ficou por fazer. “Fomos nós que começámos com a reabilitação urbana na cidade. Muitos recordam as obras que começaram com a CDU e sabem também quando elas pararam. Foi em 2002, quando as eleições autárquicas deram a vitória a Santana Lopes”.
“A diferença em Lisboa tem sido feita pela CDU. Esperamos que a comunicação social tenha de facto em conta todos os candidatos à autarquia”, afirmou Ruben de Carvalho, referindo-se à bipolarização e dando o exemplo a imprensa de 4ª fª passada: “nos jornais vi notícias sobre iniciativas da candidatura de Santana Lopes, de António Costa, mas não vi nada da CDU”.
Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009
A cidade ficará melhor se a CDU tiver mais poder na autarquia

Ruben de Carvalho, cabeça de lista da CDU na corrida à CML admitiu ontem, 5ª fª à tarde, durante um passeio por algumas ruas de Lisboa, que um dos objectivos da coligação é “eleger mais vereadores na Câmara, na Assembleia Municipal e ganhar mais Juntas de Freguesia”.
Ainda não eram 16h quando o candidato chegou à Praça Paiva Couceiro, para descer a Rua Morais Soares e ficar-se pela Portugália, na Avenida Almirante Reis. “Isto não é uma arruada, é só um passeio e uma forma de chegar às pessoas. Para uma arruada falta a banda e o cavalo”, brincou.
Com algumas bandeiras na mão e, por perto, um carro com a tradicional ‘Carvalhesa’, Ruben de Carvalho entrou em quase todas as lojas da Rua Morais Soares. Entregou panfletos, distribuiu sorrisos e parou para falar com quem o interpelasse.
“Pensei que as pessoas estivessem mais cansadas, depois da campanha legislativa que tivemos”, confessou aos jornalistas que o acompanhavam no passeio. “Não posso falar pelas outras forças políticas mas, no meu caso até agora, não senti nada a não ser boa vontade e até incentivo”, acrescentou.
Apesar da prioridade “ser a CDU” e a eleição de mais vereadores, Ruben de Carvalho, admite que o futuro da Câmara de Lisboa “poderá ser diferente” se ganharem outros candidatos. Todavia, recusa comentar, apesar da insistência dos jornalistas, qual dos adversários poderá ser pior: “o que fará, certamente diferença, é a CDU ter mais força”, concluiu.
Ao terceiro dia de campanha, o candidato da CDU, destaca ainda a força “anímica” dos militantes, que depois de duas semanas na estrada com a campanha legislativa, têm aparecido “em força” nas iniciativas autárquicas.
CGTP comemorou 39 anos de existência
A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses CGTP-IN comemorou ontem, dia 1 de Outubro de 2009, 39 anos de vida.
Realizaram-se plenários, concentrações, debates e encontros sindicais ou de convívio por todo o país, lembrando as suas principais reivindicações passam pela valorização do trabalho e do emprego.
São 39 anos de uma grande organização empenhadamente ao serviço dos trabalhadores e do país, em que 1 de Outubro de 2009 é dia de festa e de valorização do sindicalismo.
São 39 anos ricos de experiências e vivência sindical face a uma imensa diversidade de situações e problemas que tiveram que ser resolvidos em condições políticas, económicas e sociais específicas e, muitas vezes complexas, que marcaram, indelevelmente, um período muito rico da História do movimento operário e sindical e da História contemporânea de Portugal.
Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009
CML prepara-se para construir estacionamento em terreno previsto para escola
E eis senão quando, ontem a meio da tarde, no baldio expectante entre as Ruas Luís da Cunha Gonçalves e Moisés Amzalak, no topo sul, junto à Clínica Psiquiátrica de D. José, nasceu, sem aviso prévio, uma extensa vedação metálica.

Para este terreno, as plantas municipais têm prevista a construção de uma escola de ensino básico, o que se justifica plenamente, se considerarmos que se trata de um bairro recente de Telheiras - Quinta de Santo António - com muitos casais jovens e filhos pequenos.
A obra vai estar a cargo da Vibeiras, que por acaso até é especializada em arquitectura paisagista 1, trabalhando, entre outras para a EPUL, para quem recupera os espaços ajardinados ao redor do Metro de Telheiras.
No entanto, interpolados os funcionários daquela empresa que procediam à armação da estrutura metálica, sobre para que servia aquele gradeamento, esclareceram que a empresa recebera instruções da CML para isolar o local e ali construir um parque. Como parque infantil já se encontra um em construção a menos de 100 metros, junto ao topo nascente da Clínica de São José 2, tal parque só poderá ser de estacionamento.

Em primeiro lugar, não existe qualquer placa informativa da CML sobre a obra ‘em curso’, custo e tempo de execução previsto, qual o departamento da CML que autorizou, qual o responsável pela obra, etc. Aquela zona serve ainda de local de inversão de marcha dos veículos dos residentes no local.
Segundo, os moradores desconhecem qualquer auscultação da CML, nem lhes foi prestada qualquer informação, nem aos condomínios das redondezas, sobre qual o projecto em curso e se sempre se mantém a projectada (e tão necessária) escola de ensino básico ou, até, um também muito desejado jardim.
Terceiro, acontece que a colocação da grade impede a circulação dos peões entre a Rua Moisés Amzalak e a Alameda da Quinta de Santo António e Rua Fernanda Namora, e vice-versa, onde circula, por exemplo, a carreira 767 da Carris, obrigando a que dêem a volta aos blocos de edifícios, inviabilizando um acesso mais fácil, principalmente agora que vem aí o horário de Inverno e dias mais escuros.

Quarto, todo o espaço circundante não possui iluminação pública, excepto o das referidas vias ou os focos de luz colocados e pagos pelo orçamento do próprio condomínio, para além de que a área em causa tem sido abusivamente ocupada pelas camionetas de duas grandes empresas das imediações: um grande hipermercado e uma empresa de aluguer de veículos. Será que o estacionamento se trata de um ‘pedido expresso’ dessas duas empresas privadas?
De um facto ninguém tem dúvidas: faltam 11 dias para as eleições autárquicas!! Mas também ninguém duvida que, nesse escasso prazo, não pode nascer ‘obra a obra’. Irão ser, não 11 dias, mas 11 meses de chapas e arames? Ou terá o mesmo destino do tapume que circunda, há muitos anos, o terreno do futuro parque desportivo junto à Rua Augusto Macedo, a escassa centena de metros da Clínica de São José, a poente da Azinhaga da Torre do Fato?
No mínimo, e independentemente do óbvio período eleitoral, os moradores/pagadores de impostos municipais mereciam uma palavra da CML.
CDU preocupada com privatização serviços e alienação de património
O cabeça-de-lista da CDU à CML, Ruben de Carvalho, manifestou a sua preocupação com a privatização de serviços e a alienação de património afecto ao trabalho do município.
Após uma reunião com o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML), Ruben, afirmou que “já houve tentativas [de privatização] e nalguns casos já há situações consumadas, como nos espaços verdes, com espaços tratados por empresas privadas”.
“É uma situação que nos preocupa e que tem outras implicações, com eventuais alienações de património afecto ao trabalho municipal (…). Aqui merece uma palavra particular as preocupações que demos conta na última reunião da CML relativamente às Oficinas Olivais 2 a ao Plano da Zona Envolvente da Gare do Oriente”.
“Em muitas circunstâncias, há na autarquia o culto e o elogio da parceria público-privada, da privatização e da concessão que revela uma filosofia sobre o trabalhado do município que justificam inquietações, sobretudo para uma área da dimensão e da importância da higiene urbana e recolha resíduos sólidos na cidade”.
Ruben de Carvalho considerou positivo que se tenha resolvido o problema dos trabalhadores com vínculo precário, lembrando que foi “o resultado de uma luta de anos do Sindicato”. “Na campanha eleitoral de há dois anos o actual presidente da CML tinha anunciado que o problema das centenas de trabalhadores com vínculo precário era serem despedidos, este era o projecto” do actual executivo PS.
O cabeça-de-lista da CDU à CML sublinhou ainda a necessidade de estudar melhor o problema do funcionamento do departamento recursos humanos da autarquia. “A CML tem 10 mil trabalhadores, com uma multiplicidade de tarefas muito grande, e não tem sido dada a atenção (…) à modernização do funcionamento da articulação dos serviços nos recursos humanos”, afirmou, sublinhando que a CDU vai dar “particular atenção” a este assunto.
Dando o exemplo da Higiene Urbana, Ruben de Carvalho lembrou que, por vezes, quando um trabalhador é aconselhado pelo médico a fazer tarefas menos violentas fisicamente, não está assegurada a sua substituição. “O trabalhador não é substituído e muitas vezes não se encontra sequer a tal outra função… [que ele poderia fazer]. Podemos chegar a uma situação de ter 1.300 cantoneiros e, na prática, estarem 700 e ainda ser discutível se esses 700 estão todos inteiramente operacionais”.
A CDU estima que a área da higiene e limpeza urbana da autarquia precise de 250 cantoneiros e pelo menos 50 motoristas. O candidato não se referiu, porém a outro tipo de alienação de património, designadamente, o histórico, com a repetida tentativa da CML em vender edifícios e palácios do município para hotéis de charme.
Ver Lusa doc. nº 10180544, 30/09/2009 - 14:48
Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009
Programa dos Candidatos da CDU em Lisboa até 1 de Outubro

Programa de Ruben de Carvalho
30-Set, 4ªf
11.00 – CML - Reunião com o STML. Com Ruben de Carvalho, Miguel Tiago e Cláudia Madeira
16.00 - Z. Centro – Pena - Visita de comerciantes. Ponto de encontro: Campo dos Mártires da Pátria. Com Ruben de Carvalho, Cláudia madeira, Miguel Tiago, João Saraiva e Carlos Moura
21.00 - Zona Centro – Sº Estêvão e S. Miguel - Apresentação dos candidatos. Largo do Chafariz de Dentro. Com espectáculo musical e intervenção política. Com Ruben de carvalho, Inês Zuber e Modesto Navarro.
1-Out, 5ªf
10.00 - Z. Oriental - Graça/S.ta Engrácia. Contacto com a população e comerciantes. Largo da Graça/Sapadores. Com Ruben de Carvalho, Cláudia Madeira, Inês Zuber e Rita Magrinho.
15.30 - Z. Oriental - P. França/S. João/Arroios. Contacto com a população e comerciantes – Pr. Paiva Couceiro/Rua M. Soares/Av. Alm. Reis/Portugália. Com Ruben de Carvalho, Cláudia Madeira, Inês Zuber.
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Programa de outros candidatos
30-Set, 4ªf
09.30 - Z. Norte – Carnide - Contacto com a população – Com Carlos Moura
12.00 - Z. Oriental – Marvila - Contacto com trab. das empresas locais. Ponto de encontro: Clube Futebol Chelas. Com Rita Magrinho
16.30 - Z. Oriental – Olivais - Acção contacto com a população: Shopping dos Olivais. Com Miguel Tiago
18.30 - Z. Oriental – Marvila - Distribuição de programa e lista, contactos junto da PRODAC/Vale Fundão – Ponto de encontro: entrada do bairro. Com Miguel Tiago, Carlos Carvalho e Ana Pascoa
21.30 - Z. Oriental – Vicente – Sessão de esclarecimento - Espaço CDU. Com Manuel Figueiredo
01-Out, 5ªf
09.30 - Z. Norte – Carnide - Contacto com a população. Com Modesto Navarro
18.30 - Z. Oriental – Marvila - Distribuição de programa e lista - Bº Amendoeiras - Saída do Metro de Chelas. Com Manuel Figueiredo
18.30 – Cidade - Debate na ILGA. Com Carlos Moura
20.30 - Z. Centro - Colina de Santana - Jantar CDU no CT Vitória, Av. Liberdade, 170. Com Rita Magrinho e Isabel Guimarães
Ver http://cdudelisboa.blogspot.com/2009/09/programa-dos-candidatos-da-cdu-em.html
Terça-feira, 29 de Setembro de 2009
Portugal volta a atingir o défice excessivo
O Instituto Nacional de Estatística (INE) enviou esta 2ª fª a segunda notificação do ano no âmbito do procedimento dos défices excessivos para o Eurostat, projectando que Portugal termine o ano com um défice de 5,9%. As previsões para o saldo orçamental de 2009 apontam ainda que a dívida bruta das administrações públicas se situe nos 74,5% do PIB.
O INE explica que as estimativas dos agregados para este ano são da responsabilidade do Ministério das Finanças, que mantém assim a estimativa para o défice orçamental que o Governo do PS tem defendido até ao final da actual legislatura.
Entre a primeira e esta segunda notificação, o INE alerta ainda que foi revista em alta “em cerca de 115 milhões de euros”da necessidade de financiamento das administrações públicas, respeitante a 2008, no equivalente a 0,07% do PIB.
Em consequência, a Comissão Europeia abrirá em Novembro um procedimento de ‘défice excessivo’ contra Portugal, uma situação em que se encontram mais de metade dos Estados-membros da União Europeia, que viram as suas contas públicas derrapar com a crise.
Bruxelas irá assim fazer uma série de recomendações ao Governo português, colocando-o sob ‘vigilância orçamental’, e avançar com um calendário para sair da situação de desequilíbrio das contas superior a 3,0% do PIB (défice excessivo), seguindo as regras que estão estipuladas no Pacto de Estabilidade e Crescimento da União Europeia.
O período que será dado para corrigir este ‘défice excessivo’ português será a partir de agora negociado com as autoridades nacionais 1.
Perante este ‘renovado’ cenário, impõe-se perguntar para que foram, afinal, forçados os trabalhadores a fazer tantos sacrifícios sobre os seus já magros salários e orçamentos familiares?
85º aniversário da Associação dos Inquilinos Lisbonenses
«A Associação dos Inquilinos Lisbonenses, que foi fundada em 1924, comemora este ano 85 anos de vida e de luta por condições dignas de habitação (casa) e de residência (proximidade). Dos tempos difíceis, fica a memória do colóquio realizado em Março de 1968, no LNEC, sobre os problemas da habitação. Os seis grupos de trabalho apresentaram então conclusões que ainda hoje nos norteiam justamente. Exemplos: a reabilitação urbana, o direito à habitação, a lei dos solos, entre outras.
Excesso de fogos devolutos
Hoje, uma preocupação da AIL continua a ser o excesso de fogos devolutos, uns em mau estado de conservação e outros fora do mercado de arrendamento. A dinamização do mercado de arrendamento só será possível com apoio ao investimento em edifícios públicos e privados para serem colocados no mercado.
Há falta de apoios ou incentivos fiscais ao arrendamento, falta de uma política de dinamização do arrendamento apoiada pelo poder central e local com a colocação de fogos para arrendamento a custos controlados - o que seria um processo regulador do custo do arrendamento e viria possibilitar a existência de mais fogos disponíveis. Uma correcta política de habitação exige a colocação no mercado de fogos públicos, como forma de regular o valor das rendas e estimular a economia.
Direitos dos inquilinos
Aos poderes políticos chamamos a atenção para outras grandes preocupações dos inquilinos: habitação digna para todos, cumprimento da legislação em matéria de obras de conservação de acordo com o RGEU, contenção de aumentos de renda ilegítimos, rendas especulativas e incumprimento por inquilinos e proprietários dos contratos livremente aceites (…)
Os problemas da habitação situam-se, nomeadamente, no estado de degradação a que o parque habitacional chegou, na falta de construção de fogos para habitação a custo controlados, destinados a arrendamento, e de equipamentos complementares, da recuperação de habitação degradada.
Mercado de arrendamento
Por que razão não há um mercado de arrendamento em Portugal? A política seguida por diversos governos, após a revolução de Abril, no incentivo à compra de casa própria trouxe o excessivo endividamento das famílias. Essa situação foi ampliada pelo alargamento do crédito à habitação, praticamente a todas as instituições bancárias.
Defendemos, por isso, que deve haver uma política de habitação coordenada, com alteração da política de solos. Cabe aos municípios, na revisão dos planos directores municipais, um papel regulador, isentando de algumas taxas os investidores em edifícios para arrendamento, não permitindo preços especulativos, incentivando a construção de boa qualidade, com condições exigíveis no século XXI.
Obras de restauro
A lei prevê a obrigatoriedade de os proprietários realizarem as obras indispensáveis para que os inquilinos possam viver numa habitação digna. O Governo deve ter sempre presente que o direito à propriedade é um direito dos cidadãos, mas é igualmente um dever manter o seu património nas devidas condições (…)
Novo Regime
O recente Novo Regime de Arrendamento Urbano (NRAU) e os decretos complementares pouco ou quase nada contribuíram para os objectivos que foram definidos, isto é, dinamizar o mercado de arrendamento, reabilitar o parque edificado, aumentar o valor das rendas. Apenas um objectivo foi alcançado: foi aumentado o valor dos impostos arrecadados pelo poder central e local, através do IMI, IMT, IRS e IRC.
A AIL (…) reafirma mais uma vez o (seu) empenho em contribuir para a resolução dos problemas relacionados com o direito a uma habitação condigna para todos os cidadãos».
Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
CDU ganha mais um deputado em Lisboa
Resultados para o distrito de Lisboa das eleições legislativas de 2009:
O PS perdeu quatro mandatos em Lisboa e a coligação PCP-PEV, o PSD e o BE sobem um cada. Com todas as Freguesias apuradas - 226 (ou seja, todas) - os resultados são os seguintes:
PS (417542) – 36,34% = 19 mandatos
PPD/PSD (288554) – 25,12% = 13 mandatos
CDS-PP (126088) – 10,98% = 5 mandatos
BE (124244) – 10,81% = 5 mandatos
PCP-PEV (114119) – 9,93% = 5 mandatos
Um jardim de infância com prazo indefinido
Finalmente vai ser construído um jardim de infância no Lumiar. E o que todos os moradores, e os pais em particular, gostariam de saber é: mas quando?

A placa camarária afixada no tapume da Rua Mário Sampaio Ribeiro, entre o ISEC e a Escola Secundária do Lumiar, refere o nº e o valor da empreitada, bem como prevê um prazo para a execução da obra: 270 dias, ou seja, 9 meses.
O problema que a CML e a sua placa não esclarecem é: como são considerados os 270 dias? Quando começa a contagem decrescente para o ‘trabalho de parto’? Ou qual a data esperada para o previsto nascimento no referido prazo de 9 meses?
Assim é fácil o executivo camarário publicitar que vai de ‘obra em obra’. Quem não deve ficar nada agradado com este indefinido ‘parto tardio’ serão as mães e os pais que aguardam para lá colocar os seus filhos. Talvez, (com sorte ou azar) as crianças acabem por transitar directamente para a Escola Básica que lhe fica a escassa centena de metros.
Polícias queixam-se de pressões para passarem mais multas
Elementos da 5ª Divisão de Lisboa da PSP (na Penha de França) queixam-se de estar a ser forçados pelo 2º Comandante para aumentar o número de autuações, sob ameaça de mudança de Secção se não se destacarem nas estatísticas mensais.
Esta situação foi relatada na 6ª fª por elementos daquela divisão, que pediram para não serem identificados por temerem represálias, e confirmada pelo presidente do Sindicato Unificado de Polícia, que desempenha funções precisamente na 5ª Divisão.

Contudo, a medida deverá mesmo estar a ser seguida noutros locais da cidade. Por exemplo, fez exactamente ontem uma semana, que os agentes de trânsito procederam a uma acção semelhante na Estrada de Telheiras, e apenas no passeio do lado direito do troço entre a Igreja de Nossa Senhora das Portas do Céu e a Rua prof. Eduardo Araújo Coelho.
Muito estranho não é o facto de as rodas de todas as viaturas terem sido bloqueadas, mas sim não existir, naquele troço, qualquer sinal vertical de proibição de estacionamento!!

Ainda sobre o mesmo assunto, a Direcção Nacional da PSP, através do gabinete de Relações Públicas, declarou que “não estão definidos 'rankings' na Esquadra de Intervenção e Fiscalização Policial (EIFP), não foram proferidas ameaças e não estão consignados prémios”. “São apenas definidas operações a nível de EIFP, que são depois executadas pelas diferentes Equipas de Intervenção Rápida”.
Parece que face à “saída de elementos daquela Esquadra para o Porto, o comandante daquela divisão, após a redefinição das Equipas de Intervenção Rápida, reuniu com todo o efectivo no sentido de clarificar as missões que estão consignadas àquelas equipas e os deveres inerentes ao serviço”, segundo os quais “nesta reunião, ficou clarificado o âmbito da missão, nomeadamente a prossecução de operações policiais e o desenvolvimento de relatórios no fim do serviço que determinarão uma adequada percepção do trabalho desenvolvido durante o turno”.
Ora, de acordo com o relato dos elementos daquela Divisão, está a ser implantado um denominado ‘Código de Conduta’ pelo 2º Comandante e criado um ‘ranking’ mensal onde só têm ascensão na carreira e ‘prémios de produtividade’ os elementos que passarem mais multas. A partir de hoje, 2ª fª, esta situação deverá estender-se aos polícias que fizerem mais detenções.
Relataram ainda que os agentes estão a ser informadas individualmente pelo próprio Comissário, em conversa no seu gabinete, a sós ou acompanhados pelo chefe de Secção. Quando não atingem os objectivos alegadamente estabelecidos, dizem estar a ser chamados e confrontados com ameaças de saída da Secção onde se encontram ou saída da Divisão.
“Os graduados são obrigados a chamar diariamente à atenção os agentes para que efectuem mais autuações”, disse uma das fontes, acrescentando que há dias em que são feitas operações STOP de manhã e outra à tarde. As mesmas fontes adiantaram que estes procedimentos estão a ser transmitidos também aos novos elementos que chegam à 5ª Divisão, “para que sintam as mudanças e aprendam que têm de autuar”. Segundo os testemunhos, esta situação está a criar “um grave mal-estar” entre oficiais, subchefes e agentes, que receiam resistir às ordens de aumentar o nível de autuações e de detenções.
O próprio presidente do Sindicato Unificado de Polícia confirmou a existência destas pressões par aumentar a quantidade de multas e especificou que estas situações sucedem mais nas Equipas de Intervenção e Fiscalização Policial, relativamente às Secções de Intervenção Rápida. Todavia, os elementos da PSP “não podem aceitar estas situações, que estão a gerar um grande desgaste no seio do pessoal da 5ª Divisão” e que o Sindicato Unificado de Polícia “está contra esta forma de actuação”.
O dirigente sindical relatou que a argumentação para estas listas é a falta de produtividade, mas realçou que a produtividade não se mede por autuações, sublinhando que a primeira função policial é prevenir e combater a criminalidade, num efectivo policiamento de proximidade e aconselhamento para com o cidadão, e não a caça à multa.
Domingo, 27 de Setembro de 2009
Contar com o trabalho dos eleitos da CDU
Muitas são as razões para que os activistas da CDU se sintam satisfeitos: eles foram os construtores de uma intensa, ampla e esclarecedora campanha, que fica marcada, ainda, pela realização das mais participadas de todas as iniciativas eleitorais.
Têm razão também, esses activistas, para se sentirem cansados, dado o enorme esforço que desenvolveram – um esforço sempre superior ao dos activistas (chamemos-lhes assim…) das restantes forças políticas. Por muitas e conhecidas razões.
É sabido que um voto na CDU dá sempre mais trabalho a conquistar do que um voto de qualquer das outras forças concorrentes, já que estas, todas, contam com o apoio da comunicação social dominante, que funciona como seu activo instrumento da propaganda.

A explicação para esse apoio é simples: sendo os média dominantes propriedade do grande capital e sendo o grande capital o principal interessado na política de direita, esses média, agindo, naturalmente, de acordo com os interesses dos seus patrões, propagandeiam tudo o que, directa ou indirectamente, favorece essa política e silenciam, deturpam ou manipulam a actividade dos que, de facto, combatem a política de direita – no caso, as forças que integram a CDU. E é assim não apenas no decorrer das campanhas eleitorais, mas durante todo o ano. E todos os anos…
Deste modo, a batalha pela conquista de cada voto novo na CDU comporta exigências que passam por afastar dos eleitores a imagem negativa que os média difundiram, vencer preconceitos – tarefa complexa, como se sabe – e pela apresentação da imagem real da CDU, com as suas propostas e os seus objectivos.
Apesar de tudo isso, para domingo os activistas da CDU estão confiantes num bom resultado, no aumento do número de votos e de deputados, em relação às anteriores eleições legislativas. E se assim for – como é quase certo que será – então o essencial desta batalha estará ganho.
Avante, 2009-09-24
Como criar um mercado para fundos de pensões privados
«Os programas eleitorais do CDS e do PSD contêm medidas que, se forem implementadas, criarão problemas graves à Segurança Social, já que poderão pôr em causa a sua sustentabilidade financeira e mesmo o pagamento das pensões no futuro. Infelizmente no debate eleitoral, e mesmo por parte das organizações dos trabalhadores, essas medidas não mereceram qualquer posição ou intervenção, ou então passaram despercebidas.
O CDS apresenta uma proposta que consiste em estabelecer um limite ou ‘plafond’ (6 salários mínimos nacionais) acima do qual empresas e trabalhadores deixariam de descontar para a Segurança Social e a parte dos trabalhadores seria aplicada em fundos de pensões privados. Os trabalhadores seriam duplamente prejudicados.
Em primeiro lugar, as contribuições acima desse limite que as empresas entregam agora à Segurança Social ficariam para as empresas, o que determinaria que o valor que os trabalhadores receberiam dos fundos de pensões quando se reformassem seria apenas o correspondente aos seus descontos, portanto um valor reduzido.
Em segundo lugar, uma parte das poupanças dos trabalhadores seria investida em fundos pensões cujos resultados dependem da especulação bolsista, o que poria em perigo uma parte das pensões dos trabalhadores. E a Segurança Social perderia uma receita de 16.000 milhões de euros num período de 30 anos.
As propostas do PSD constantes do seu programa eleitoral incluem reduzir em dois pontos percentuais a Taxa Social Única suportada pelos empregadores até 2011; e apoiar a contratação de novos trabalhadores com uma redução da Taxa Social Única em 35% e 70%, respectivamente para os trabalhadores a termo e sem termo”.
Ora, a introdução de qualquer limite determina sempre uma quebra imediata de receita, porque uma parte dos ‘descontos’ das empresas e dos trabalhadores deixariam imediatamente de ir para a Segurança Social.
O Governo já introduziu na lei a possibilidade de implementar o ‘plafonamento das contribuições’. De acordo com o artº 58 da Lei nº 4/2007, “a lei pode ainda prever... a aplicação de limites superiores aos valores considerados como base de incidência contributiva ou a redução das taxas contributivas dos regimes gerais” (…)
Para além disso, também aprovou um conjunto de medidas - redução da taxa contributiva das micro e pequenas empresas em 3 pontos percentuais; prémio de 2.000€ dado às empresas que contratem trabalhadores até 30 anos, etc. - que determinarão, só em 2009, uma redução de receitas para a Segurança Social em 240 milhões de euros.
No fim de Agosto de 2009, o saldo global da Segurança Social era de 628,1 milhões de euros, quando em idêntico mês de 2008 atingia 1.534 milhões de euros, ou seja, 2,4 vezes mais. Isto mostra que a crise está a ter um forte impacto na Segurança Social e que, embora estando a aguentar as graves consequências dela, o certo é que não poderá continuar a ser utilizada, como tem feito o PS e como pretendem fazer o CDS e PSD, para resolver» (…)
Ler o estudo “Estrangulamento financeiro da Segurança Social pelo CDS, PSD e PS” do economista Eugénio Rosa
Sábado, 26 de Setembro de 2009
Crise para uns, 'farinha' para outros


UGT faz frete ao Governo
O Acordo Colectivo de Carreiras Gerais da Administração Pública (ACCG), assinado pelo Governo e Sindicatos da UGT, além da duvidosa legalidade da sua formalização, tem aspectos tão graves para os trabalhadores da Administração Pública, que não podem deixar de ser denunciados.
Registe-se que a UGT subscreveu a retirada do vínculo de nomeação, na Lei dos Vínculos, Carreiras e Remunerações, bem como no Regime do Contrato de Trabalho em Funções Públicas (RCTFP), consagrando ambos a retirada de outros direitos fundamentais e cuja imperatividade é agora invocada pelo Governo para não permitir que o ACCG consagre melhorias nas nossas condições de vida e de trabalho.
Por outro lado, além do ACCG não poder negociar carreiras, o Governo tem o objectivo de conseguir, com a institucionalização da adaptabilidade, a desagregação e destruição do horário de trabalho das 7 horas diárias e 35 semanais.
A Frente Comum (FCSAP) esclarece os trabalhadores que nunca aceitará a perda dos seus direitos e que irá combater, ao seu lado, no sentido de as alterar. A FCSAP não desiste de negociar, não admitindo que o Governo imponha a sua concepção unilateral de imperatividades, que o próprio RCTFP não impõe. De resto, se há matérias que são imperativas e prejudicam os trabalhadores, então exigem que o Governo altere essas normas e ou diplomas legais.
A Frente Comum esclarece que o ACCG acordado entre o Governo e a UGT não se aplica aos trabalhadores filiados nos Sindicatos da Frente Comum; e que a FCSAP vai continuar a exigir do Governo a negociação da sua contraproposta de ACCG.
Para criar melhores condições à negociação de um ACCG justo na Administração Pública é importante derrotar a política de direita seguida nos últimos 33 anos no nosso país. É preciso derrotar os que, ao longo dos anos, têm feito dos trabalhadores da Administração Pública o bode expiatório da sua política a favor dos grandes interesses económico-financeiros!