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Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009
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publicado por cdulumiar às 11:50
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Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
PCP apresenta na Assembleia Municipal

 

MOÇÃO
 
Pátio dos Piçarra – Bairro da Cruz Vermelha
 
No nº 134 do Pátio dos Piçarra, no Bairro da Cruz Vermelha, Freguesia do Lumiar, vivem famílias em situações desumanas, em instalações precárias à beira da ruína, sem condições de segurança e salubridade.
 
Em Janeiro deste ano uma vistoria da Protecção Civil e do Regimento Sapadores de Bombeiros, constatou a gravidade da situação habitacional, tendo aconselhado os moradores a abandonarem o local com urgência, o que não veio a acontecer.
 
Desde 2003 que os moradores manifestam as suas preocupações junto da Câmara Municipal mas até à data não obtiveram nenhuma solução para o problema.
 
O Grupo Municipal do Partido Comunista Português propõe que a Assembleia Municipal, na sua reunião de 10 de Dezembro, delibere solicitar à Câmara Municipal:
1. Que proceda, com urgência, ao levantamento de todas as situações graves, com vista a encontrar uma solução para resolver as necessidades habitacionais prementes das famílias do Pátio dos Piçarra.
2. Informações sobre o desenvolvimento dos programas municipais de prevenção das condições de risco, bem como sobre os processos de avaliação e reabilitação do património municipal, com condições para o realojamento das populações já sinalizadas nos serviços municipais.
 
A Deputada Municipal do PCP
 
Rita Magrinho


publicado por cdulumiar às 11:30
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Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009
Requerimento sobre o Bairro da Cruz Vermelha, apresentado pelo Grupo Municipal do PEV , a 03 de Dezembro de 2009

Assunto: Falta de condições de habitabilidade no Bairro da Cruz Vermelha

O Bairro da Cruz Vermelha situa-se na freguesia do Lumiar e tem cerca de 10 hectares. A inauguração solene deste bairro data de 1967, tendo sido originalmente criado para realojar os desalojados das cheias na zona de Odivelas e para pessoas com baixos recursos.

Considerando que neste bairro, no Pátio dos Piçarra, vivem quatro famílias, constituídas por quinze pessoas, em casas em ruínas, onde há infiltrações de água, os tectos estão em risco de cair e não há instalações sanitárias.

Considerando que estas habitações não oferecem o mínimo de condições de conforto, de higiene e de habitabilidade, constituindo um grave risco para a saúde e a segurança das famílias que aí habitam.

Considerando que em Janeiro de 2009 os Bombeiros efectuaram uma vistoria às habitações em causa e aconselharam os moradores a sair com urgência, o que não se verificou até hoje, devido à falta de recursos e de soluções apresentadas.

Considerando que o proprietário das habitações apontou responsabilidades para a autarquia e que os moradores já apresentaram várias vezes a situação à Câmara Municipal de Lisboa, sem terem obtido até ao momento qualquer solução.

Assim, e ao abrigo da al. j) do artº. 12º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, venho por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de me ser facultada a seguinte informação:

  • 1. Qual o resultado das diversas queixas apresentadas pelos moradores do Bairro da Cruz Vermelha à Câmara Municipal de Lisboa?
  • 2. Quais os procedimentos entretanto efectuados pela Câmara Municipal de Lisboa no sentido de solucionar esta situação? Quais os resultados destes procedimentos?
  • 3. Prevê a autarquia a curto prazo realojar as famílias afectadas?

Requeiro, nos termos regimentais aplicáveis, que me seja igualmente facultado:

  • 4. O Projecto de Requalificação do Bairro da Cruz Vermelha.

Com os nossos melhores cumprimentos.

Assembleia Municipal de Lisboa, 3 de Dezembro de 2009

O Grupo Municipal de "Os Verdes"



publicado por cdulumiar às 11:36
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Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009
O TRATADO DO GRANDE CAPITAL

 

 

Dia da Independência segundo o calendário português, o 1º de Dezembro foi, este ano, dia de entrada em vigor de um Tratado – chamado de Lisboa – que constitui, em primeiro lugar e acima de tudo, um verdadeiro atentado à independência e à soberania nacional. A data não terá sido escolhida de propósito, assim em jeito de provocação organizada ou de humilhação pensada, já que quem toma tais decisões pouco ou nada sabe de Portugal e da sua História, apenas lhe interessando que os governos indígenas sejam fiéis executores das ordens dos mandantes que, lá na Europa, dizem como é. Mas lá que a coincidência é digna de registo, é.
Em 1640, ao fim de 60 anos de ocupação, o povo português, lutando, recuperou a sua independência – e o traidor Miguel de Vasconcelos foi devidamente defenestrado; em 2009, os partidos dos governos que há trinta e três anos levam por diante a política de direita, deitando às urtigas a Constituição da República Portuguesa, vendem a independência nacional ao grande capital europeu e aclamam-se como heróis - sem saberem (ou sabendo?) que a História se encarregará de lhes proporcionar a devida defenestração.
É certo que a Lei Fundamental do País – ainda com inequívocos sinais de Abril, não obstante as muitas machadadas antidemocráticas que lhe foram infligidas por sucessivas revisões – nunca foi cumprida por nenhum dos sucessivos governos PS e PSD (às vezes com o CDS/PP atrelado) que têm vindo a flagelar o País e o povo desde que, em 1976, o primeiro governo PS/Mário Soares, aliado à direita, iniciou a política da contra-revolução de Abril. Mas o passo agora dado nessa matéria vai mais longe do que todos os anteriores, na medida em que deposita parte grande da independência e da soberania de Portugal nas mãos dos mais vorazes e predadores inimigos dos povos e institucionaliza o facto.

A «grande vitória para Portugal» anunciada pelo primeiro-ministro José Sócrates – «Porreiro, pá», disse ele, com a satisfação da tarefa cumprida, ao outro tratante, Durão Barroso, já então a viver dos rendimentos da tarefa cumprida de apoiante do morticínio do povo iraquiano – é uma vitória negra… Isto é: vitória, sim, mas para aquela reduzidíssima minoria de portugueses que identifica Portugal com os seus lucros pessoais e cujo patriotismo é tanto maior quanto maiores forem esses lucros.
Para os trabalhadores e para o povo, isto é, para a imensa maioria dos portugueses, este Tratado significa mais política de direita, que o mesmo é dizer mais desemprego, mais precariedade, mais injustiças, mais desigualdades, mais pobreza, mais miséria, mais fome.
Peça importante de um processo que vem de longe, o Tratado agora em vigor é o resultado de uma imposição do grande capital internacional, concretizada pelos conselhos de administração dos seus interesses, que são os vários governos em exercício nos países desta espécie de sucursal do imperialismo norte-americano que é a União Europeia.
Com efeito, com este Tratado, o processo de construção desta União Europeia do grande capital dá novos e perigosos passos em frente: a UE consolida-se como bloco económico e político de carácter imperialista, reforça consideravelmente a sua vertente militarista, o neoliberalismo é instituído como doutrina económica – o que significa, em resumo, a institucionalização das políticas que estão na origem da crise actual e da grave situação social hoje existente. E, com tudo isso, mais e mais graves problemas futuros para os trabalhadores e o povo.
E não apenas para os trabalhadores e o povo português, mas para os trabalhadores e os povos de todos os países da Europa.

Para além de tudo isto, este Tratado é o exemplo acabado do conceito de democracia em que assenta todo o processo de construção da chamada União Europeia.
Levado a votos uma primeira vez, em 2005, foi abertamente rejeitado pelos povos de França e da Holanda, num inequívoco sinal do que o esperava noutros referendos. Apavorados, os euro-democratas de serviço fizeram o que sabem fazer: exibiram a democracia de que são capazes: procedendo a uma ligeiríssima operação cosmética ao texto, amanharam à pressa uma segunda edição do mesmo, mantendo o essencial do seu conteúdo, a saber: a sua matriz neo-liberal, federalista e militarista.
Entretanto, à cautela, proibiram os referendos – apesar de a sua realização fazer parte das promessas com as quais caçaram o voto dos eleitores.
Assim, estes euro-vassalos-do-capital de fachada democrática puseram a nu o que querem dizer quando, em tremidinhos de voz, proclamam o sufrágio universal como pilar básico da democracia: eleições, sim, mas só quando têm previamente assegurada a sua vitória; se houver a mínima dúvida quanto aos resultados, não há referendo para ninguém...
O processo de congeminação e concretização desta UE é, todo ele, uma sucessão de atropelos à democracia e à liberdade de escolha dos cidadãos.

À entrada em vigor deste Tratado e às suas consequências previsíveis, responderão os trabalhadores e os povos dos países da União Europeia com o prosseguimento da luta pela soberania dos seus países, pelos seus direitos políticos e sociais, enfim, pela democracia. Pela sua parte, o PCP afirma perante os trabalhadores e o povo que não se resignará face aos inúmeros condicionamentos da vida democrática que este Tratado implica.
Para os comunistas portugueses este Tratado é mais um motivo para prosseguir e intensificar a luta por uma ruptura com a política de direita e pela conquista de uma política de esquerda ao serviço dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País.

 

«Este Tratado é mais uma razão para continuar e intensificar a luta contra a política de direita»

 

Publicado no jornal "AVANTE" de 04.12.2009

 


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publicado por teresa roque às 07:13
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Domingo, 6 de Dezembro de 2009
Injustiça nas leis, (in)justiça de classe

São muito justas e fundadas as preocupações que percorrem a sociedade portuguesa a propósito da corrupção e do sistema judicial.
Tudo o que se está a passar é revelador do aprofundamento do domínio do poder político pelo poder económico e da correspondente degradação do regime democrático.
O crescimento dos processos, conhecidos e importantes, que vemos começar, mas cujo curso e desfecho é, quase sempre previsível (arrastamento e complicações, para acabar em nada, ou quase nada...), corresponde apenas a uma pequeníssima parte do que está por resolver no DCIAP – cerca de 700 processos de crime organizado – missão impossível com as estruturas e meios existentes no sistema.
São processos que revelam a crescente promiscuidade que existe entre o poder político e económico, que indiciam claramente o financiamento ilegal dos partidos da política da direita, que envolvem milhões, verbas colossais, que constituem verdadeiro saque ao Estado, como são os casos, muito graves, detectados pelo Tribunal de Contas, travam o crescimento e desenvolvimento económico, aprofundam as injustiças e as desigualdades.
E são processos, todos eles, os mais antigos e os mais recentes, mais claramente nuns e menos noutros, de forma mais conseguida nuns casos que noutros, com uma gestão política por parte das mesmas forças e partidos do chamado «arco do poder».
Gestão política essa cuja eficácia, maior ou menor, passa, não apenas, mas sobretudo pelo condicionamento, influência e controlo dos lugares de maior responsabilidade do aparelho judiciário.
E tudo tem servido – pressões sobre tribunais e magistrados, influências partidárias, ramificações de poderes ocultos, fugas de informação, declarações «assassinas», luta pelo controlo e controlo da comunicação social, e mesmo actuações ilegais, para evitar que a corrupção seja combatida.

Próxima revisão constitucional

Devemos ter a noção clara do que está em jogo em todos estes processos - é a autonomia do Ministério Público (MP) nas investigações, e é a independência do poder judicial nos julgamentos.
Temos dito: o poder económico e o poder político da burguesia desconfiam do poder judicial, não estão seguros, não têm garantida a total impunidade, com o actual sistema constitucional de justiça.
Por isso fazem leis que alteram a sua estrutura e os seus equilíbrios, e sonham já com a próxima revisão constitucional.
Atacam e põem em causa a existência das associações e sindicatos dos magistrados, que não conseguem controlar.
Invocam a «crise da justiça» para escamotear a responsabilidade dos governos e das políticas.
Intensificam a ofensiva e a campanha, violentíssima, que vem de há muito, contra tribunais e magistrados – de todo o lado: de grandes empresários, de comentadores e académicos de serviço, de bastonários, de deputados, de ministros e do primeiro ministro.
Com certo descontrolo, até, como fez Vieira da Silva, apelidando de espionagem a actuação legal dos magistrados de Aveiro.
Mas com meridiana clareza e sem nenhum pudor, como fez Vital Moreira, há dias, num vibrante apelo à união de todos os políticos perante o inimigo potencial de todos: os magistrados. Diz ele, textualmente: «Decididamente, o poder político não pode estar permanentemente à mercê destas emboscadas judicial-mediáticas. Em vez de se regozijarem com essas situações e de as explorarem politicamente em seu proveito, os líderes da oposição e os titulares de outros cargos políticos deveriam pensar que poderá também chegar a sua vez de serem vítimas dos abusos de poder de agentes da justiça (…)».
Portanto, quer ele dizer: ocupantes do poder e ocupantes da oposição, há que reunir as hostes contra os agentes da justiça! Mais claro não se pode ser!

Defender o regime democrático

A nossa justiça é uma justiça de classe, temo-lo dito. Menos pela origem de classe dos magistrados ou pela arquitectura da Constituição de Abril. Sobretudo, isso sim, pelo desrespeito pela separação dos poderes e pelo sentido de classe das políticas e das leis, feitas à medida dos seus interesses. E nisso, PS, PSD e CDS estão bem uns para os outros e são por igual responsáveis.
Aprovaram, sucessivamente, reformas nas leis penais, leis de política criminal, do acesso e composição do Supremo, alterações nos conselhos, alterações ao estatuto do MP, limitações no acesso aos tribunais.
Acentuam as desigualdades face à Lei fundamental. Limitam a independência. Protegem os poderosos.
Foram ao ponto de aprovar (contra a nossa opinião) um artigo no Código de Processo Penal que, retirando poder ao colectivo do Supremo, entrega ao seu Presidente, e só a ele, o poder de autorizar escutas, e apenas escutas (sabem como elas podem ser decisivas) que envolvam as três principais figuras do Estado, desta forma completamente blindadas.
Finalmente, quanto aos tribunais, à defesa de direitos e ao acesso à justiça, tornada cada vez mais difícil para os trabalhadores e cidadãos em geral, a estratégia do Governo e da nova equipa está no seu programa e não oferece dúvidas. E diz: «O Governo pugnará por uma justiça que seja vista pelos cidadãos mais como serviço do que como poder, e orientará a sua acção no sentido de a justiça ser virada para o cidadão, como consumidor de um serviço.» É verdade. Está escrito. Ir à justiça será assim como ir à mercearia, um puro acto de consumo. Para quem tem dinheiro. Não podemos aceitar e vamos lutar contra isto com novas propostas.
O Partido, todo o Partido, não pode nem vai baixar os braços. Acesso ao direito e independência dos tribunais – deverão continuar a ser as traves mestras, estratégicas, da nossa intervenção e das nossas propostas. Não estamos sozinhos. Há forças e vontades que crescem. E condições para mobilizar em defesa do projecto constitucional e do regime democrático.
 

José Neto

Publicado no jornal "AVANTE" de 04.12.2009



publicado por teresa roque às 16:02
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Sábado, 5 de Dezembro de 2009
Medidas do Governo são insuficientes - Desemprego atinge 700 000 pessoas e só metade recebe subsídio

O Instituto Nacional de Estatística (INE) acabou de publicar os dados do desemprego relativos ao 3.º trimestre de 2009. Esses dados desmentem a mensagem que o Governo tem procurado fazer passar de que a economia já teria entrado na fase de recuperação e que as medidas tomadas pelo Governo estariam a ter efeitos. Na verdade, o que os dados do INE revelam é que o desemprego já atinge 696,9 mil portugueses, dos quais apenas 350,8 mil recebem subsídio de desemprego.

Os dados divulgados pelo INE mostram que a situação é pior do que aquela que o Governo e os seus defensores pretendem fazer crer, e que as medidas tomadas são claramente insuficientes, pois o desemprego em Portugal está a atingir valores que nunca se verificaram no passado. O quadro seguinte, construído com os dados divulgados pelo INE, mostra com clareza a gravidade da situação e que são necessárias novas medidas para a enfrentar.
No 3.º trimestre de 2009, o desemprego oficial atingia 547,7 mil portugueses, quando no 3.º trimestre de 2005 somava 429,9 mil. Num ano apenas, ou seja, entre o 3.º trimestre de 2008 e o 3.º trimestre de 2009, o desemprego oficial passou de 433,7 mil para 547,7 mil, ou seja, aumentou em 114 mil, e a taxa de desemprego oficial subiu de 7,7% para 9,8% (+ 27,3%).
Mas o desemprego oficial não inclui a totalidade dos desempregados. No número oficial de desempregados não estão incluídos aqueles que, embora na situação de desemprego, não procuraram emprego no mês em que foi feito o inquérito. E esses, que têm a designação de «inactivos disponíveis», somavam 82,7 mil no 3.º trimestre de 2009, segundo o próprio INE. Para além disso, também não estão considerados no número oficial de desempregados todos os desempregados que, para sobreviverem, fizeram um pequeno «biscate», por exemplo de uma hora. Esses são designados «subemprego visível», e somavam 66,5 mil no 3.º trimestre de 2009, também segundo o INE.
Se somarmos ao desemprego oficial os desempregados que não foram considerados no cálculo do desemprego oficial – «inactivos disponíveis» e «subemprego visível» – obtemos, para o 3.º trimestre de 2009, um total de 696,9 mil desempregados (o número oficial é apenas 547,7 mil) e uma taxa efectiva de desemprego de 12,3% (a taxa oficial é somente 9,8%). Isto é, valores muito superiores aos valores de desemprego oficial que são divulgados pelos média. Quadro I.
Em Setembro de 2009, portanto no fim do 3.º trimestre de 2009, o número de desempregados a receber o subsídio de desemprego, segundo o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, era apenas de 350,8 mil, o que correspondia a 64,1% do número oficial de desempregados, e somente a 50,3% do número efectivo de desempregados. Isto significa que entre 196,9 mil e 346,1 mil desempregados não estavam a receber subsídio de desemprego. A medida anunciada pelo 1.º ministro na Assembleia da República de redução do prazo de garantia de 450 dias para 360 dias, vai apenas permitir a mais 10 000 desempregados receberem subsídio de desemprego. É uma medida claramente insuficiente face à gravidade e à dimensão da situação. É urgente adaptar a lei do subsídio de desemprego à actual situação, o que o Governo se tem recusado fazer.

Destruição de emprego continua e precariedade atinge mais de 29% da população

Outro aspecto que contribui para agravar ainda mais a situação é a elevada destruição líquida de emprego e a elevada precariedade que se verifica em Portugal. O
Quadro II, construído também com dados divulgados pelo INE, dá uma ideia da dimensão do problema.
Desde o 3.º trimestre de 2008 que se tem verificado em Portugal um destruição líquida crescente de emprego. Entre o 3.º trimestre de 2008 e o 3.º trimestre de 2009, a destruição líquida de emprego em Portugal atingiu 178,3 mil de trabalho, pois o emprego total diminuiu de 5191,8 mil para 5017,5 mil. Só no 3.º trimestre de 2009, a destruição líquida de emprego atingiu 58,5 mil postos de trabalho.
Por outro lado, muitos daqueles que têm emprego – 1 452 600 – têm emprego precário. E neste total apenas incluímos 70% dos «trabalhadores por conta própria como isolados», ou seja, aqueles que têm o ensino básico ou menos. Só estes é que considerámos «falsos recibos verdes» pois não têm qualificações para serem verdadeiros prestadores de serviços. É evidente que também muitos trabalhadores com o ensino secundário e mesmo superior são também «falsos recibos verdes», pois as condições em que realizam a sua actividade são idênticas às dos trabalhadores por conta de outrem. Entre o 3.º trimestre de 2005 e o 3.º trimestre de 2009, o número de trabalhadores que considerámos como precários aumentou de 26,5% para 29% da população empregada, o que corresponde a mais 101,2 mil precários.

Operários e trabalhadores não qualificados são os mais atingidos

A análise da destruição de emprego por profissões revela que alguma delas estão ser mais atingidas, como mostra o Quadro III, construído também com dados divulgados pelo INE.
Entre o 3.º trimestre de 2008 e o 3.º trimestre de 2009, a destruição líquida de emprego atingiu o elevado total de 178,3 mil, mas 104,5 mil foram postos de trabalho de «operários, artífices e trabalhos similares» e 79,1 mil postos de trabalho ocupados por «trabalhadores não qualificados». São fundamentalmente estes dois grupos profissionais que estão a ser mais atingidos pela destruição de emprego. No entanto, no 3.º trimestre de 2009 também se começou a verificar destruição líquida de emprego em profissões de escolaridade e qualificação mais elevada. Entre o 2.º trimestre e o 3.º trimestre de 2009, o número de postos de trabalho de «quadros superiores do sector privado e da administração pública» diminuiu em 31,8 mil; o de «especialistas de profissões intelectuais e científicas» reduziu-se em 23,2 mil; e de «técnicos profissionais de nível intermédio» diminuiu em 27,8 mil. Só nestas três profissões, que são de qualificação mais elevada, a destruição líquida de emprego no 3.º trimestre de 2009 atingiu 82,8 mil. O emprego mais qualificado começou também a ser destruído, pondo-se em causa o desenvolvimento do País.

Nota: Dados do Eurostat divulgados esta terça-feira apontam para uma taxa de desemprego de 10,3% em Outubro, a maior de sempre no País e a quarta maior entre os 16 países da Zona Euro.

 

Eugénio Rosa

Publicado no jornal "AVANTE" de 04.12.2009


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publicado por teresa roque às 19:19
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Desemprego e Pensões a realidade por Eugénio Rosa

Publicamos hoje três novos estudos de Eugénio Rosa. Dois sobre a dimensão real do desemprego em Portugal, à luz das estatísticas recentemente divulgadas, e um terceiro sobre a realidade da redução das pensões a partir de 2010 para muitos pensionistas.

Ler Estudo sobre Dados do Desemprego relativos ao 3º Trimestre

Ler Estudo sobre a redução das pensões

Ler Estudo sobre a taxa de desemprego de Outubro em 10,2%



publicado por teresa roque às 15:56
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Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009
LINHAS DE ALTA TENSÃO - Os projectos PCP e Verdes foram rejeitados com os votos contra do PS e a abstenção dos social-democratas e dos democratas-cristãos

Cá as fazem, cá as pagarão...

 

Abaixo se transcreve integralmente notícia da LUSA.

 

A CDU no Lumiar desafia e apoiará as Associações se movimentem em defesa da segurança e da qualidade de vida dos cidadãos! Porque não actualizar um abaixo assinado, dirigido à AR, sobre as linhas de alta tensão no Lumiar?

 

Quantos estarão dispostos a lutar pela sua qualidade de vida, já que aqueles que elegeram na Assembleia da República não estão?!

  


Alta tensão: Movimento contra linhas em zonas habitadas lamenta abstenções do PSD e CDS

Número de Documento: 10405756

Lisboa, Portugal 30/11/2009 16:56 (LUSA)
Lisboa, 30 Nov (Lusa) - O Movimento Nacional Contra a Alta Tensão nas Zonas Habitadas lamentou hoje que o PSD e o CDS-PP se tenham abstido na votação de projectos que poderiam "mudar realmente os limites" da exposição às linhas de alta tensão.
Na passada sexta-feira, quatro projectos-lei de partidos da oposição foram a votos na Assembleia da República, tendo sido aprovado apenas o do PSD, que deixa nas mãos do Governo a definição dos limites de exposição humana em relação às linhas de alta e muito alta tensão.

A proposta, que contou com os votos favoráveis do PSD e CDS-PP e a abstenção do PS, BE, PCP e PEV e que vai baixar agora a uma comissão, estabelece um prazo de 10 anos para que as linhas, instalações e equipamentos respeitem estas distância e a elaboração, dentro de dois anos, de um plano nacional para a correcção de situações.

Já os projectos do BE, PCP e Verdes foram rejeitadas com os votos contra do PS e a abstenção dos social-democratas e dos democratas-cristãos.
"O PSD e o CDS-PP, que na legislatura anterior tinham votado favoravelmente os projectos dos outros partidos, abstiveram-se agora, quando o seu voto contava para mudar realmente os limites que a lei determina. Só podemos lamentar esta mudança", afirmou o movimento nacional em comunicado.
Os responsáveis pelo grupo põem a hipótese de a precaução implícita no conceito de princípio de precaução, reconhecido como prioritário pelos dois partidos, significar "manter tudo como está", continuando a confrontar populações com a construção de novas linhas, como acontece "desde 2005".
O Movimento lamenta que, perante a falta de consenso científico sobre a questão, as pessoas "continuem a servir de cobaias perante a desresponsabilização dos políticos que têm o poder da maioria dos votos para mudar a lei".
"Somos alarmistas? Como as populações foram no caso do amianto? No caso do tabaco? No caso das fábricas de produtos químicos?", questiona o movimento, afirmando que continuará a combater "os interesses económicos que suportam as empresas de transporte de energia".
ROC/JH.
Lusa/fim



publicado por cdulumiar às 15:29
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HOJE NO COLISEU - A homenagem do PCP a Ary dos Santos, o Poeta da Revolução

 

No ano em que se cumpre o 35.º aniversário da Revolução de Abril, não podia faltar, nas comemorações dessa data tão importante para o viver colectivo dos trabalhadores e dos democratas portugueses a viva recordação dessa voz de poeta revolucionário que animou os mais significativos passos das transformações políticas, económicas, sociais e culturais a que Abril deu forma e conteúdo. As palavras com que alentou a Revolução e denunciou as manobras reaccionárias que a quiseram desde logo abafar, o entusiasmo e o acerto com que sublinhou as vitórias e alertou para os perigos, o coração e a razão que presidiram à criação de uma poesia que não se ficava pelas páginas dos livros nem pela gravação dos sons e das imagens mas logo saltaram para as ruas do País e para as vozes amplificadoras dos revolucionários de Abril, perduram na memória dos mais velhos e estão destinadas a alcançar e permanecer nas consciências dos jovens que hoje constroem o futuro. Poeta comunista, Ary dos Santos perdura sobretudo nos corações dos seus camaradas, detentores de um projecto de sociedade que era também o seu. A voz poderosa que ouvimos nos dias gloriosos e nos momentos mais difíceis, encorajando as lutas, as palavras escritas que outros artistas transformaram em música e cantaram de novo se fazem ouvir. Arrebatado pela morte há 25 anos, Ary continua a nosso lado!

RETRATO DE ALVES REDOL

Porém se por alguém não foi ninguém
cantou e disse flor canção amigo
a si o deve. A si e mais a quem
floriu cresceu cantou lutou consigo.

Homem que vive só não vive bem
morto que morre só é negativo
morrer é separar-se de ninguém
e contudo com todos ficar vivo.

Nado-vivo da morte. É isso. É isso.
Uma espécie de forno de bigorna
de corpo imorredoiro que transforma
em fusão o metal do compromisso:
Forjar o conteúdo pela forma:
marrar até morrer. E dar por isso.

POETA CASTRADO, NÃO!

Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!

Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria
uma coragem serena
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.

Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:

Da fome já não se fala
– é tão vulgar que nos cansa –
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança?

Do frio não reza a história
– a morte é branda e letal –
mas que dizer da memória
de uma bomba de napalm?

E o resto que pode ser
o poema dia a dia?
– Um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia;
um filho que vai nascer
parido por asfixia?!
– Ah não me venham dizer
que é fonética a poesia!

Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não

E CADA VEZ SOMOS MAIS

Pela espora da opressão
pela carne maltratada
mantendo no coração
a esperança conquistada.
Por tanta sede de pão
que a água ficou vidrada
nos nossos olhos que estão
virados à madrugada.
Por sermos nós o Partido
Comunista e Português
por isso é que faz sentido
sermos mais de cada vez

Por estarmos sempre onde está
o povo trabalhador
pela diferença que há
entre o ódio e o amor.
Pela certeza que dá
o ferro que malha a dor
pelo aço da palavra
fúria fogo força flor
por este arado que lavra
um campo muito maior.
Por sermos nós a cantar
e a lutar em português
é que podemos gritar:
Somos mais de cada vez.

Por nós trazemos a boca
colada aos lábios do trigo
e por nunca acharmos pouca
a grande palavra amigo
é que a coragem nos toca
mesmo no auge do perigo
até que a voz fique rouca
e destrua o inimigo.
Por sermos nós a diferença
que torna os homens iguais
é que não há quem nos vença
cada vez seremos mais.

Por sermos nós a entrega
a mão que aperta outra mão
a ternura que nos chega
para parir um irmão.
Por sermos nós quem renega
o horror da solidão
por sermos nós quem se apega
ao suor do nosso chão
por sermos nós quem não cega
e vê mais clara a razão
é que somos o Partido
Comunista e Português
aonde só faz sentido
sermos mais de cada vez.
Quantos somos? Como somos?
novos e velhos: iguais.
Sendo o que nós sempre fomos
seremos cada vez mais!

A BANDEIRA COMUNISTA

Foi como se não bastasse
tudo quanto nos fizeram
como se não lhes chegasse
todo o sangue que beberam
como se o ódio fartasse
apenas os que sofreram
como se a luta de classe
não fosse dos que a moveram.
Foi como se as mãos partidas
ou as unhas arrancadas
fossem outras tantas vidas
outra vez incendiadas.

À voz de anticomunista
o patrão surgiu de novo
e com a miséria à vista
tentou dividir o povo.
E falou à multidão
tal como estava previsto
usando sem ter razão
a falsa ideia de Cristo.

Pois quando o povo é cristão
também luta a nosso lado
nós repartimos o pão
não temos o pão guardado.
Por isso quando os burgueses
nos quiserem destruir
encontram os portugueses
que souberam resistir.

E a cada novo assalto
cada escalada fascista
subirá sempre mais alto
a bandeira comunista.

O FUTURO

Isto vai meus amigos isto vai
um passo atrás são sempre dois em frente
e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente que outra gente.

Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente.

Depois da tempestade há a bonança
que é verde como a cor que tem a esperança
quando a água de Abril sobre nós cai.

O que é preciso é termos confiança
se fizermos de Maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai.


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publicado por teresa roque às 10:06
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Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009
PCP: Em defesa da Saúde para todos e dos direitos dos trabalhadores do Sector

saudedez09.jpg

Está em distribuição o Boletim do Sector da Saúde da ORL do PCP. De entre o conjunto de artigos dedicados ao sector, destacamos os seguintes: Viva o Serviço Nacional de Saúde; De como o dinheiro para a Saúde vai parar aos bolsos dos privados; "taxas moderadoras"; Em risco o ACT para os Hospitais EPE; O silenciamento do PCP e das suas iniciativas; extinsão das carreiras nos serviços gerais de saúde. 

Ler Boletim em PDF


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publicado por teresa roque às 15:50
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Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009
27 Novembro, O Capital Revisitado, com Jerónimo de Sousa

capitalrevisitado.jpg



publicado por teresa roque às 01:01
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Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009
4 Dezembro - Homenagem a Ary dos Santos

ary550.jpg
 



publicado por teresa roque às 10:52
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Terça-feira, 24 de Novembro de 2009
25 Novembro, Debate promovido pela DORL sobre "A 1ª República"

1republicaproposta.jpg


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publicado por teresa roque às 10:46
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Domingo, 22 de Novembro de 2009
A RESPOSTA NECESSÁRIA E INDISPENSÁVEL

 

 

 


O estado a que a política de direita vem conduzindo o País agrava-se a ritmo acelerado e os exemplos disso são mais do que muitos.
Todos os dias a imensa maioria dos portugueses é confrontada com novos e acrescidos problemas. Aumenta o número de trabalhadores que, a cada dia que passa, vê a sua situação agravada, por efeito do desemprego - que, aproximando-se dos dois dígitos, ou superando-os, até, atingiu a mais elevada taxa de sempre - da precariedade e do lay-off. E as medidas já anunciadas pelo novo/velho Governo nessa matéria, não deixam margem para dúvidas sobre a acentuação desse agravamento. Aumentam as desigualdades geradas pelo desemprego, pelos baixos salários, pelas pensões de miséria e, em consequência disso, cerca de dois milhões de portugueses vivem abaixo do limiar da pobreza – pobreza que atinge um número cada vez mais elevado de pessoas, incluindo as famílias com dois elementos desempregados (que são cerca de 21% dos lares onde há desempregados) e mesmo trabalhadores empregados, mas cujos salários não chegam para comer.
Mais de metade dos mais de 700 mil desempregados não recebe qualquer subsídio e o Governo persiste em recusar o alargamento dos critérios de acesso ao subsídio de desemprego; as pensões e reformas sofrem «aumentos» que rondam os 10 cêntimos por dia - um verdadeiro insulto aos pensionistas e reformados.
Entretanto, o custo de vida aumenta com os novos aumentos de preços, a começar pela energia eléctrica…
É esta a «modernização» que José Sócrates brande contra os trabalhadores e o povo: o brutal agravamento da grave situação em que vive a imensa maioria dos portugueses, ou seja, os que trabalham e vivem do seu trabalho; os que já trabalharam e vêem negado o seu legítimo direito a reformas dignas; os que querem entrar no mundo do trabalho e só vêem à sua frente espessos e cerrados muros.

Do outro lado desta realidade, e alimentando-se dela, estão os grandes grupos económicos e financeiros, que engordam e arrecadam lucros fabulosos, confirmando ser essa a única condição que conhecem seja qual for a situação do País. Para eles, a coisa é simples: em estado de «crise» ou em estado de «retoma», ou em estado «não importa qual», o lucro está sempre assegurado. E assegurar esse lucro certo é a principal e prioritária tarefa dos governos da política de direita, no desempenho das suas funções de conselhos de administração dos interesses do grande capital – funções que desempenham com extrema eficácia e igual desvergonha, dando lugar, amiúde, a situações que espelham, por vezes de forma chocante, a essência exploradora, opressora e profundamente desumana desta política que, impiedosa e brutal, há mais de três décadas vem flagelando os trabalhadores, o povo e o País.
Um exemplo: no mesmo dia em que o ministro da Economia decretava a insustentabilidade do aumento de 1,5% nos salários dos trabalhadores, os jornais anunciavam que os cinco maiores bancos tiveram um lucro diário superior a 5 milhões de euros – e logo a seguir chegou a notícia dos lucros fabulosos no sector energético, onde as privatizadas EDP, REN e GALP atingiram cerca de 1200 milhões de euros de lucros só este ano.
Nas eleições legislativas de 27 de Setembro, o PS perdeu a maioria absoluta, podendo dizer-se que essa derrota constituiu o dado mais relevante do recente ciclo eleitoral, na medida em que se tratou da expressão de uma inequívoca vontade, por parte dos portugueses, de uma mudança de política.
Contudo, o primeiro-ministro, cego e surdo a essa vontade, persiste na aplicação da política de direita que está na origem da actual situação do País – e que está na origem da perda da sua maioria absoluta. Fá-lo com a arrogância habitual e com redobrada hipocrisia: fingindo uma «abertura ao diálogo», que outra coisa não é do que o estafado monólogo da vitimização e da chantagem; e recorrendo ao velho e falso estratagema de procurar obter uma base política de apoio a troco de uma suposta governação de «geometria variável», com supostos acordos «à esquerda» em matéria social, e à «direita» em matéria económica, como o PCP tem sublinhado, outra coisa não é do que a continuação da política de direita, sempre orientada, no plano económico para a salvaguarda dos lucros e dos privilégios dos grandes grupos económicos e financeiros, e no plano social para a distribuição, pelos trabalhadores e pelo povo, do pouco que sobra dessa acumulação de lucros.

Neste quadro, a luta de massas assume um papel primordial, enquanto instrumento essencial dos trabalhadores para a defesa dos seus interesses, para responder às novas ofensivas contra os direitos laborais e para a ruptura e mudança necessárias.
Vimos a sua importância decisiva na derrota da maioria absoluta do PS. E é fácil de ver como essa derrota criou novas e melhores condições para o desenvolvimento e intensificação da luta de massas na situação actual – condições que urge aproveitar com determinação e confiança.
A luta da classe operária e de todos os trabalhadores, das populações, dos jovens, dos pequenos e médios empresários, dos agricultores, enfim, de todos os que, todos os dias, sofrem na pele as consequências da política de direita, é a resposta necessária e indispensável ao prosseguimento, pelo Governo PS/José Sócrates, do mais do mesmo para pior – a resposta que, mais tarde ou mais cedo, derrotará a política de direita e construirá a alternativa de esquerda indispensável à solução dos muitos e graves problemas que pesam sobre o nosso País.

 

Publicado no Jornal "AVANTE" de 19.11.2009



publicado por teresa roque às 11:02
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Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
PCP quer reduzir desigualdades aumentando reformas e pensões

O PCP defende, para 2010, um aumento extraordinário das reformas, envolvendo o sector público e privado.

A proposta que o PCP vai apresentar na Assembleia da República prevê uma aumento de 25 euros para as pensões de invalidez e velhice iguais ou inferiores ao salário mínimo nacional – o mesmo valor absoluto que propõe na actualização do salário mínimo nacional – e um aumento de 2% nas pensões de invalidez e velhice iguais ou inferiores a 2500 euros e de 1,5% nas pensões por velhice e invalidez superiores a 2500 euros.
Em conferência de imprensa, realizada na segunda-feira, Fernanda Mateus, membro da Comissão Política, diz que esta proposta, que tem em conta as evoluções negativas verificadas no crescimento do PIB e da inflação em 2009, pretende minimizar as quebras do poder de compra registadas desde a aplicação das novas regras de actualização anual das reformas e pensões aprovadas em 2006 e combater a pobreza entre reformados e pensionistas e as desigualdades na distribuição do rendimento nacional.
A proposta e os custos financeiros que lhe estão inerentes – mais elevados do que os resultantes dos valores do aumento decidido pelo Governo PS –, significando embora um aumento médio das reformas e pensões de 6,4%, «não chegam a representar um terço das dívidas dos contribuintes à segurança social no final de 2008 (3,7 mil milhões de euros)». A isto acresce que a proposta do PCP «ao aumentar mais as pensões mais baixas, irá reduzir consideravelmente o montante global despendido anualmente com o Complemento Solidário para Idosos».

Governo promove pobreza

O Governo, com o aumento extraordinário das reformas de 1,25% para as pensões inferiores a 630 euros e de 1% nas de montante até 1500 euros em 2010, pretende diminuir os impactos da aplicação da fórmula de actualização anual das reformas que, omissa relativamente a conjunturas com uma inflação negativa, levaria a uma situação absurda de redução do seu valor nominal. De facto, a lei aprovada pelo anterior Governo do PS exige um crescimento do PIB de 3% para que se registe uma melhoria e valorização das pensões dos primeiros dois escalões (pensão até 6 IAS), sendo que só nesta condição as restantes não terão perda de poder de compra.
Mais, o aumento decidido pelo Governo PS, representando um aumento médio das pensões de 4,4 euros por mês, ou seja 15 cêntimos por dia, aprofunda o fosso entre as pensões mais baixas – a sua esmagadora maioria – e o salário mínimo nacional (cerca de 2,2 milhões de pensionistas recebem pensões inferiores a 332 euros mensais), agravando consequentemente a situação de algumas centenas de milhares de reformados e pensionistas que permanecem abaixo do limiar da pobreza (fixado em 2007 em 406 euros para adulto equivalente).

Novas opções

Diz o PCP que «a desanexação das prestações sociais do salário mínimo nacional, para as relacionar com o Indexante de Apoios Sociais» é o fundamento a que agora o Governo recorre para proceder ao seu congelamento, mantendo em 2010 o valor de 2009 e penalizando assim fortemente o direito à protecção social, em especial dos trabalhadores em situação de ausência de rendimentos do trabalho.
Assim se explica, prossegue o PCP, que «sendo Portugal o País da União Europeia a 27 com a média de crescimento do PIB mais baixa nos últimos anos, seja paradoxalmente o único País que faz depender a actualização anual das pensões de tal crescimento.»
Ora, para o PCP, «o combate às desigualdades na distribuição do rendimento nacional impõe novas opções em matéria de política de pensões assentes na defesa do direito à reforma e a uma pensão digna». Assim, continuará a intervir pela garantia de aumentos reais das reformas e pensões em 2010, pela alteração da fórmula de actualização anual das pensões, pela a eliminação do factor de sustentabilidade (que penaliza indevidamente os trabalhadores do sector privado e público na sua passagem à reforma) e pelo direito à reforma aos 65 anos e a possibilidade da sua antecipação sem penalização para carreiras contributivas de 40 e mais anos. E a defender o reforço dos mecanismos de protecção social no âmbito de um Sistema Público de Segurança Social, Universal e Solidário.

Publicado no Jornal "AVANTE" de 19.11.2009


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publicado por teresa roque às 10:54
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Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
O salto à Vara

 

 

Em 1994, Serguei Bubka – para aqueles que não se recordam foi um dos mais fenomenais atletas do século XX – estabelecia a marca de 6,14 metros no salto com vara, valor que ainda hoje constitui o recorde do mundo sem que se vislumbre que alguém possa em breve vir a superar o nível alcançado por este atleta nascido na antiga URSS.
Em Portugal, fruto de atrasos colossais no desenvolvimento de algumas disciplinas «técnicas» do atletismo, a modalidade tem pouca expressão. Há contudo por aí uma variante praticada por algumas das ilustres figuras da nossa praça: o chamado «salto à Vara».
Elas germinam nas hostes dos partidos que alternadamente têm imposto a política de direita ao País, circulam na crescente promiscuidade entre o poder político e o poder económico, alimentam-se das privatizações, dos lugares de topo da administração pública, das indemnizações que recebem por cada novo cargo, fazem aprovar as leis e ditar as regras que permitem a sua própria impunidade, tratam por tu ministros, presidentes, accionistas, isto é, utilizando as suas ligações políticas, movem-se, saltam, pulam de empresa em empresa, de negócio em negócio, com a mesma destreza com que Bubka utilizava a vara para subir bem acima dos 6 metros.
Digam lá se não é de uma pessoa com enorme talento pular do balcão de uma dependência da Caixa Geral de Depósitos, em Trás-os-Montes, para o conselho de administração do banco público, e daí para vice-presidente do Millenium BCP, como fez Armando Vara? É evidente que não foi um salto linear. Pelo caminho foi deputado, secretário de Estado e ministro do PS – função que teve de abandonar devido a suspeitas de irregularidades na Fundação para a Prevenção e Segurança, que vieram a ser arquivadas –, concluiu ainda a pulso o seu curso de Relações Internacionais na extinta Universidade Independente, e quase ficava descalço para o resto da vida não fosse o Conselho de Administração da CGD lhe ter garantido uma choruda pensão, na base do rendimento máximo pago dentro da empresa. E vê-se agora a braços com a justiça, com novas suspeitas sobre outros voos que aqui não cabe relatar.
Armando Vara está longe de ser o único a estabelecer verdadeiros recordes nesta vergonhosa circulação entre responsabilidades públicas e negócios privados. E se há boas razões para que os amantes do desporto não esqueçam as façanhas de Bubka, cada vez que este se lançava para um novo recorde, também as há para que o povo português não esqueça os caminhos por onde têm andado estes atletas da esperteza.

 

Vasco Cardoso

Publicado no jornal "AVANTE" de 04.11.2009



publicado por teresa roque às 00:18
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Terça-feira, 10 de Novembro de 2009
Aumento do Salário Mínimo Nacional - PCP quer ver compromisso garantido

 

O PCP quer ver confirmado o calendário já estabelecido que eleva em Janeiro do próximo ano o Salário Mínimo Nacional para os 475 euros e para os 500 euros em 2011.
Um projecto de resolução nesse sentido foi já entregue no Parlamento, nele se prevendo, simultaneamente, que o valor do salário mínimo nacional será de 600 euros em 2013.
Formalizada a sua apresentação no início desta semana, dando cumprimento a um dos seus principais compromissos eleitorais, com esta iniciativa os deputados comunistas pretendem garantir que haverá uma linha de continuidade na valorização do salário mínimo.
«Vamos lutar para que este compromisso político seja assumido por esta Assembleia da República», justificou o presidente do Grupo Parlamentar do PCP, Bernardino Soares, em conferência de imprensa na Assembleia da República para apresentação do diploma.
Esta é uma iniciativa legislativa destinada, pois, a «propor e exigir» a «confirmação do acordo» assinado na concertação social, que prevê que o SMN atinja o referido valor de 475 euros em Janeiro de 2010 e de 500 euros em Janeiro de 2011.
«Não há nenhuma confirmação de que os 475 euros estejam garantidos em 2010 e não tem sido frequente o reafirmar do acordo dos 500 euros em 2011», sublinhou o líder da bancada comunista.
Quanto ao horizonte de 600 euros para o salário mínimo nacional em 2013 «como escalão e fasquia mínima», igualmente proposto no projecto de resolução comunista, esta é «uma orientação política que o Parlamento devia tomar», defende Bernardino Soares.
Medida tanto mais importante quanto é certo, como foi lembrado, que o SMN continua a ser um valor remuneratório de referência para milhares de trabalhadores, apresentando um valor muito baixo, quando comparado com outros países da União Europeia.
«Cerca 11,8 por cento dos trabalhadores por conta de outrem tinham como remuneração o SMN», frisou, recordando que na anterior legislatura o programa do Governo referia que o SMN «era um instrumento de combate à pobreza».
No projecto de resolução, os deputados comunistas lembram a propósito que o valor do salário e em concreto também o do salário mínimo nacional, além de ser «um factor decisivo para uma justa distribuição da riqueza, é um elemento decisivo para a recuperação económica e para a dinamização da procura interna».
Antevendo o habitual coro de críticas do patronato, invocando «um cenário catastrófico para as empresas e um aumento do desemprego», os deputados comunistas rejeitam tal papão, considerando que essa é a posição de quem quer «ainda e sempre prolongar um modelo económico assente em grande medida na exploração laboral que depende da manutenção de salários muito baixos».
Mostrando como é «totalmente descabida» a ideia de que o aumento do SMN põe em causa a viabilidade das empresas, o PCP lembra ainda que o impacte do aumento do salário mínimo nacional em 2008 não ultrapassou 0,5 por cento das despesas das empresas com trabalhadores por conta de outrem a tempo integral.
«A situação de crise económica não desaconselha, antes exige que este progresso do SMN se mantenha, porque ele é essencial para introduzir maior justiça social e é essencial também para ajudar à recuperação económica», sustentou, a concluir, Bernardino Soares.

 

Publicado no jornal "AVANTE" de 04.11.2009

 



publicado por teresa roque às 00:10
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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
Dívidas à Segurança Social aumentaram mais de 2 mil milhões em 4 anos!

A sustentabilidade financeira da Segurança Social depende também da cobrança das dividas à Segurança Social, até pela dimensão dos valores em causa. Neste estudo, utilizando apenas dados oficiais (Conta da Segurança Social de 2008 que acabou de ser publicada, e Relatórios do OE 2005-2009) Eugénio Rosa mostra que as divida tem aumentado muito nos ultimos anos, portanto durante o periodo de Vieira da Silva, contrariando a ideia que a propaganda oficial tem procurado fazer passar perante a opinião pública. Para além disso, e como se mostra também no estudo, Viera da Silva preparava um gigantesco  perdão de divida tendo para isso constituido mais de 3.000 milhões euros de Provisões.

Ler estudo de Eugénio Rosa em PDF



publicado por teresa roque às 11:07
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Sábado, 7 de Novembro de 2009
Combate à corrupção em diploma do PCP - Crime de enriquecimento ilícito

O PCP entregou no início da semana um projecto de lei que cria o tipo de crime de enriquecimento ilícito. Aproximadamente seis meses depois de ter visto rejeitada pelos votos contra do PS e as abstenções do PSD e CDS/PP idêntico diploma da sua autoria, a bancada comunista volta a trazer para a ordem do dia um tema da maior importância, com a convicção de que o Parlamento «pode e deve fazer muito mais para adequar o ordenamento jurídico às grandes exigência do combate à criminalidade mais sofisticada, de investigação mais complexa e de grande impacto social».
Notícias dos últimos dias têm revelado, aliás, ser este um fenómeno tentacular e em expansão, envolvendo personalidades bem conhecidas da vida empresarial e política. E o grave é que os processos se arrastam sem conclusão levando, com razão, à generalização da ideia na opinião pública de que o chamado «crime de colarinho branco» continua a gozar da mais completa impunidade.
Daí que, para o PCP, cuja preocupação pelo fenómeno da corrupção é conhecida desde há muito, e para quem a legislação aprovada na legislatura passada ficou «muito aquém do que era esperado, desejável e necessário», seja imprescindível adoptar medidas concretas de combate à corrupção e à criminalidade económica e financeira.
Indo ao encontro, de resto, da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, ratificada pelo Estado português em 2007, que pugna pela introdução do crime de enriquecimento ilícito no ordenamento jurídico de cada Estado, o PCP propõe no seu projecto de lei a introdução de um aditamento ao Código Penal tipificando o crime de enriquecimento ilícito. Trata-se, em síntese, de punir com pena de prisão até três anos e multa até 360 dias os cidadãos que, abrangidos pela obrigação de declaração de rendimentos e património, tendo em conta os cargos públicos que exercem, não demonstrem a origem licita do património e rendimentos que possuam, caso estes se revelem anormalmente superiores aos que constam das declarações efectuadas ou aos que decorreriam das remunerações correspondentes aos cargos públicos e às actividades profissionais desenvolvidas.

 

Publicado no jornal "AVANTE" de 04.11.2009

 



publicado por teresa roque às 11:21
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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
Associação Iúri Gagárin promove debate sobre "Materialismo e Empiriocriticismo"

A Associação Iúri Gagárin promove no dia 10 de Novembro, na Faculdade de Letras de Lisboa, um debate com os professores José Croca e Eduardo Chitas, respectivamente da Faculdade de Ciências e da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, sobre a obra de Lénine «Materialismo e Empiriocriticismo», publicada em 1909.

O debate será moderado por José Barata-Moura, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Ler mais...
 



publicado por teresa roque às 18:12
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Domingo, 1 de Novembro de 2009
Despedimentos e encerramentos - PCP quer ouvir ministro da Economia

O PCP requereu a presença do novo ministro da Economia na Comissão Parlamentar de Trabalho com vista a obter esclarecimentos sobre a posição do Governo quanto à noticiada possibilidade da Delphi, de Ponte de Sôr, despedir até Março 500 trabalhadores. Os deputados comunistas pretendem confrontar ainda o novo titular da pasta da Economia, Vieira da Silva, com outras situações de despedimento e encerramento de empresas que, entretanto, já depois das eleições, têm vindo a público.
No caso da Delphi, aos despedimentos em Ponte de Sôr, poderão ainda juntar-se outros na unidade da Guarda, onde o número de trabalhadores não ultrapassa hoje o milhar, quando já chegaram a ser cerca de três mil.
Esta é uma empresa que tem vindo progressivamente a despedir trabalhadores nas suas várias unidades, apesar de ter beneficiado de diversos apoios públicos.
A confirmar-se o quadro de despedimentos, adverte o PCP, haverá um enorme impacte na situação económica e social das regiões onde as unidades estão implantadas, designadamente na cidade e região da Guarda, bem como em Ponte de Sôr e no Alto Alentejo.
Por isso os deputados comunistas exigem uma intervenção imediata do Governo, considerando que este tem sérias responsabilidades e deve defender os postos de trabalho.

 



publicado por teresa roque às 11:26
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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
O Sr. Governador

 

 

O Sr. Governador é uma figura marcante destes mais de 30 anos de política de direita. Foi deputado, secretário de Estado, ministro das Finanças, administrador da EDP e do Banco Português de Investimento, passou também pelo Banco de Portugal em meados dos anos 80, e fixou-se como Governador deste banco desde o ano 2000 com o apoio de PS e PSD. Economista, homem de números e de contas, mas também de elevadíssimas responsabilidades partidárias, entre as quais as de Secretário-geral do PS, Vítor Constâncio, é por assim dizer um... Sr. Governador.
Homem de silêncios cúmplices com os milhares de milhões de lucros da banca nos últimos anos, «supervisor» embaraçado e comprometido quando se tratou de explicar a vista grossa e conveniente negligência do Banco de Portugal face à persistente actividade criminosa verificada no BPN, no BPP, já para não falar do BCP, o Sr. Governador é o primeiro a abrir a boca quando se trata de justificar novos sacrifícios para os trabalhadores e o povo português.
Para além das contínuas referências ao longo dos anos sobre a «rigidez da legislação laboral», qual obstáculo ao desenvolvimento do País, ou o «excessivo endividamento das famílias» fruto da irresponsabilidade de quem quer ter um tecto para viver e tenta pagar uma casa ao banco durante 50 anos, a obsessão do Sr. Governador chama-se: CONTENÇÃO SALARIAL.
Isso mesmo foi dito – ou contenção salarial ou desemprego – pelo Sr. Governador, na passada semana, perante uma plateia de economistas que, atentamente, ouviram as palavras sábias, tecnicamente validadas pelo cargo que ocupa e absolutamente desprendidas de outros objectivos que não os do interesse nacional sobre o perigo dos aumentos salariais. Palavras que rapidamente foram amplificadas pelos principais órgãos de comunicação social e que se juntaram às do Presidente da CIP, que vociferou contra o acordo estabelecido para o aumento do salário mínimo nacional para 500 euros até 2011.
É para isso que pagam ao Sr. Governador, para dar assertivos conselhos do alto da sua fulgurante inteligência e rasgadíssima visão. Palavras sábias, que facilitam a vida ao grande patronato e ao Governo PS – que age como se não tivesse perdido a maioria absoluta nas recentes eleições – para que, de braço dado, intensifiquem a sua política de injustiças e exploração. Palavras pagas a peso de ouro, ou não fosse o Sr. Governador homem para ao fim do mês levar para casa qualquer coisa como 20 000 euros de salário. E até aposto que ainda haverá quem ache pouco para tão grande serviço prestado à Nação.

 

Vasco Cardoso

Publicado no jornal "AVANTE" de 28.10.2009



publicado por teresa roque às 23:59
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É com o PCP que podem contar

Passado que foi o turbilhão eleitoral, ganha renovada nitidez uma questão central para a qual o Partido alertou: os problemas do País estão todos aí.

Estão aí, como bem revelam os casos da Quimonda, da Sant-Gobain Glass (ex-Covina) e da Delphi.
Estão aí para os trabalhadores da Alicoop, Alisuper, Macral e Geneco, a braços com um processo de insolvência da Alicoop (que controla as restantes) numa região, o Algarve, com um brutal índice de desemprego.
Estão aí para muitos trabalhadores da hotelaria no Algarve, enviados para casa sob os mais diversos expedientes, incluindo a eterna justificação de fecho para obras, caso, por exemplo, do Hotel Baía Montegordo.
Estão aí com a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), a sugerir o aumento em 2010 do preço da electricidade em 2,9%, quando é sabido que a EDP teve entre 2004 e 2008 lucros de 4283 milhões de euros, 540 milhões dos quais só no 1.º semestre de 2009.
Estão aí com a velha cassete do défice e dos avisos da União Europeia e a manutenção (outra coisa não seria de esperar) da teoria dos baixos salários, já expressa por Van Zeller.
Estão aí com os acrescidos factores de descontentamento introduzidos pela política de direita do governo PS nas Forças Armadas, forças de segurança e na área da Justiça.
Estão aí quando assistimos ao velho filme de um ministro da Agricultura que grita «vitória» perante a estupefacção dos agricultores, que a procuram e não a encontram, no quadro de uma política de submissão nacional aos interesses dos grandes que dominam a União Europeia.
Estão aí quando verificamos – e insuspeitas organizações o afirmam – o aumento da pobreza e da exclusão e que o trabalho precário, em que se inserem milhares de jovens, é uma forte contribuição para engrossar esse caudal.

Honrar os compromissos

Ganha por isso mais sentido que o Partido, honrando a sua natureza de classe e os compromissos assumidos, tivesse já apresentado na Assembleia da República um conjunto de propostas cobrindo aspectos tão diferenciados como o Código do Trabalho (reposição do princípio do tratamento mais favorável, eliminação dos mecanismos de caducidade das convenções colectivas, eliminação dos dispositivos de desregulamentação do horário de trabalho, protecção dos trabalhadores na contratação a termo); na Segurança Social (garantia do direito à reforma sem penalizações com 40 anos de trabalho, novas regras de actualização das pensões e outras prestações sociais); alteração das regras para atribuição do subsídio de desemprego; revisão do Estatuto da Carreira Docente; medidas de apoio aos micro e pequenos empresários das quais se salienta, a diminuição em 10% da taxa de IRC, passando de 25% para 22,5% aplicável às empresas com um volume de negócios inferior a 10 milhões de euros.
Como temos afirmado, a verdadeira estabilidade de que o País necessita é a que conduza à superação dos graves problemas económicos e sociais que o afectam, e isso só é possível com uma nova política, uma política de ruptura e mudança. Mas ruptura e mudança, sendo aquilo de que o País precisa, não é aquilo que o PS/Sócrates pretende. O estilo calimero adoptado por Sócrates é um embuste, bem demonstrado pela encenação de um putativo diálogo que o mesmo terá desenvolvido com todas as forças políticas. Ora, propor o que quer que seja ao PCP e fazê-lo de idêntica forma ao CDS-PP é bem ilustrativo daquilo que o PS não quer.

Dar mais força ao PCP

Neste contexto, importa levar desde já mais longe as propostas e o projecto do Partido. E importa deitar mãos ao seu reforço orgânico. Avançar para uma ampla acção de contacto com a organização, reforçar organismos, criar mais estrutura partidária, nomeadamente nas empresas e locais de trabalho e/ou sectores profissionais.
Hoje, como ontem e como sempre, os trabalhadores e o povo é com o PCP que podem contar. E assim foi e será porque este não é um partido que claudica perante as adversidades. Antes vai à luta, assente no seu projecto, valores e princípios. Um Partido grande, porque grande é o seu projecto libertador. Um grande Partido porque grande é a consciência e o empenhamento militante do seu colectivo.
 

 

Rui Fernandes

Publicado no jornal "AVANTE" de 29.10.2009


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publicado por teresa roque às 11:19
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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
UM DEBATE À NOSSA MANEIRA COMUNISTA

 

 

Prossegue em todo o Partido o debate sobre os resultados de cada um e do conjunto dos três actos eleitorais realizados este ano – batalhas que constituíram grandes desafios à capacidade, à dedicação, ao esforço, à inteligência dos militantes comunistas; desafios que o nosso grande colectivo partidário enfrentou e ganhou.
Trata-se de um debate que se quer participado e que se estende das direcções regionais às organizações concelhias e de freguesia, bem como aos sectores profissionais e às células de empresa e às organizações dos jovens comunistas, procurando, assim, envolver na necessária discussão o maior número possível de militantes do Partido e da JCP.
Trata-se de um debate à nossa maneira comunista:
procedendo à análise concreta de cada situação concreta; considerando tanto os aspectos positivos como os negativos da nossa intervenção e dos resultados eleitorais obtidos; tirando lições, acumulando experiências e aprendendo com vista a corrigir o que deve ser corrigido e a tomar como referência do trabalho futuro tudo o que de positivo aconteceu.
Trata-se de um debate colectivo, em que todas as opiniões contam porque todas são contributos para a síntese da soma de todas elas, a que muito justamente chamamos a opinião colectiva.
Trata-se de um debate que todos travamos com a consciência de que neste nossa maneira de debater os problemas, na conclusão colectiva a que chegamos e na aplicação colectiva dessa conclusão, reside uma das principais fontes de força do Partido.

Naturalmente, no que toca à análise dos resultados das autárquicas, o estado de espírito dos participantes varia consoante o resultado obtido foi bom ou mau em cada concelho ou em cada freguesia: um bom resultado é motivo de alegria para os camaradas da organização onde ele ocorreu, da mesma forma que um resultado menos bom, ou mau, entristece os que mais directamente a ele estão ligados. É natural e humano que assim seja.
Contudo, para além destas normais reacções emotivas, é bom não esquecermos, em situação nenhuma, que no nosso fraterno colectivo partidário, tanto os momentos bons como os maus, tanto os êxitos como os inêxitos do Partido num determinado concelho ou freguesia, dizem respeito a todos os militantes – e que, seja qual for o resultado da batalha que travamos, a luta continua.
Na verdade, como em diversas situações e circunstâncias tem sublinhado o secretário-geral do Partido, camarada Jerónimo de Sousa, «as vitórias não nos descansam, as derrotas não nos desanimam» - com isto apontando o caminho da luta colectiva como caminho de todos os dias, em todas as situações e circunstâncias.
Também de acordo com a nossa maneira de estar, de ser, de trabalhar, o debate agora em curso entre os militantes comunistas não se limita a analisar o passado eleitoral. Ele tem em vista o futuro: o futuro do Partido e do seu reforço e o futuro da luta de massas da qual o Partido é motor essencial, nessa estreita ligação que faz com que quanto mais forte for o Partido da classe operária e de todos os trabalhadores mais forte será essa luta – e vice-versa.
Nessa perspectiva, deste debate sairemos melhor preparados e em melhores condições para levar a cabo, com êxito, a aplicação das medidas e orientações de trabalho definidas pelo XVIII Congresso visando o reforço do Partido

Como é sabido, a necessidade do reforço do Partido, sendo sempre uma questão essencial para o colectivo partidário, assume em determinadas ocasiões um carácter imperativo e urgente.
É o que se passa na situação actual, em que um novo-velho Governo PS/José Sócrates acaba de tomar posse e se prepara para dar continuidade à política de direita do anterior governo (e dos anteriores governos), com tantas e tão graves consequências para os trabalhadores e o povo.
Ouvindo o primeiro-ministro, dir-se-ia que nada se passou nos últimos meses; que o povo português não condenou a política de direita ao serviço do grande capital, que ele quer prosseguir; que o eleitorado, numa inequívoca exigência de mudança, não lhe retirou a maioria absoluta que ele usou e de que ele abusou no anterior mandato.
E a desfaçatez chega ao ponto de pretender responsabilizar os outros pelo futuro do seu Governo, como se fosse tarefa obrigatória de todos apoiar a política que ele, José Sócrates, e o seu PS, decidiram fazer – e que, insista-se, os portugueses condenaram em 27 de Setembro.
Quando o capital financeiro, à pala da crise, acumula lucros fabulosos enquanto definha e se arruína o aparelho produtivo e a produção nacional – e isso é visto como um sinal de retoma; quando o Governador do Banco de Portugal (que é o funcionário do Estado que mais ganha em Portugal) vem defender o congelamento dos já baixos salários; quando o grande patronato se sente estimulado a questionar o acordo sobre o já miserável Salário Mínimo Nacional e a anunciar despedimentos - como na Quimonda e na Delphi - e ameaçar a destruição da produção nacional de vidro plano na Covina/Saint Gobain - quando tudo isto acontece, estamos perante realidades que apontam para a necessidade da intensificação e do alargamento da luta de massas.
Da luta dos trabalhadores, das populações, dos jovens, dos micro, pequenos e médios empresários, dos agricultores - que acabam de levar a cabo uma impressionante jornada de luta em Aveiro. Da luta que é o caminho para dar à política de direita a resposta que se impõe, derrotando-a e criando condições para a sua substituição por uma política ao serviço dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País.

 

Publicado no jornal "AVANTE" de 29.10.2009


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publicado por teresa roque às 23:15
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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009
29 Outubro - Encontro de Escritores - CT Vitória

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publicado por teresa roque às 18:14
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Crescem as desigualdades sociais

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Neste estudo, Eugénio Rosa analisa alguns dos aspectos da desigualdade na distribuição dos rendimento em Portugal, utilizando apenas dados oficiais, que revelam o agravamento da situação nos últimos anos, o que contribui para fragilidade do tecido economico e social português, e é uma das causas importantes do atraso do País.

Ler Estudo em PDF  

 
 



publicado por teresa roque às 10:08
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Comunicado CDU: Oposição e trabalho ao serviço da população de Lisboa
Devido à onda de especulação que parece estar a levantar-se em algumas Redacções, a CDU de Lisboa esclarece o que se segue.
 
Não foi firmado nem está a ser preparado qualquer acordo global para a Cidade.
 
A CDU na Cidade de Lisboa, no quadro da afirmação do seu projecto e dos seus compromisso, tomará a iniciativa e bater-se-á pelas propostas necessárias à defesa e valorização da Cidade de Lisboa e dos interesses da sua população e combaterá todas as medidas negativas da gestão PS.
 
A CDU afirmará esta posição própria e independente na Câmara, na Assembleia Municipal e nas Freguesias.
 
É nesta base que após as eleições autárquicas, em que é absolutamente natural que as forças políticas conversem para analisar como construir a viabilidade do funcionamento dos órgãos autárquicos, que se verificaram contactos da CDU com o PS e outras forças políticas para analisar o problema da constituição dos executivos nas Juntas de Freguesia de Lisboa e da Mesa da Assembleia Municipal.
 
A posição da CDU quanto à Mesa da Assembleia Municipal de Lisboa e à sua Presidência será marcada pela análise independente que fará tendo em conta os resultados eleitorais e a adopção de medidas que favoreçam o melhor funcionamento da Assembleia.
 
Em relação às Juntas de Freguesia, as organizações e os eleitos locais analisam caso a caso em cada freguesia e no quadro da independência política da CDU, se convidam outras forças para os executivos a que a CDU preside ou se aceitam integrar executivos presididos por outras forças políticas como sempre aconteceu depois de um acto eleitoral autárquico, sempre em defesa dos interesses da Cidade.
 
Tudo o resto que se escrever não passa de mera especulação.
 
A CDU continua a entender que é nas políticas que está a solução para os problemas da Cidade e não nos cargos e pessoas. É pois pela mudança necessária nas políticas que a CDU e os seus eleitos continuarão a bater-se nos órgãos agora eleitos.
 
Lisboa, 27 Outubro de 2009
A CDU de Lisboa


publicado por cdulumiar às 09:19
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Terça-feira, 27 de Outubro de 2009
CP tenta substituir Revisores por Seguranças: Mais Trabalho por Menos Salário!

revisores_20out2009.jpgO Sector de Transportes está a distribuir aos trabalhadores um comunicado sobre a tentativa de substituição de revisores por seguranças na CP. Um comunicado onde alerta para o objectivo desta medida (substituir trabalhadores efectivos e com AE por trabalhadores precarizados, mais mal pagos e com menor poder reivindicativo), onde se solidariza com a greve marcada para dia 5 de Novembro para combater esta medida, e onde alerta para a necessidade de ir mais longe, e exigir que sejam integrados como trabalhadores efectivos os milhares de trabalhadores precarizados que nas Empresas Públicas de Transportes trabalham subcontratados por empresas de vigilantes, limpeza e ETT's.
 



publicado por teresa roque às 18:00
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Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
Trabalhadores da Carris, Aeroporto e Ferroviários editam comunicados

ferroviarios_20out2009.jpgAs células do PCP na Carris, no Sector Ferroviário e no Aeroporto de Lisboa iniciaram a distribuição aos trabalhadores de comunicados onde sublinham a importância de prosseguir a luta contra a política de direita, valorizam um conjunto de iniciativas parlamentares do PCP, destacam o papel da luta dos trabalhadores para conseguir a sua aprovação, e apela à adesão dos trabalhadores ao PCP para "Resistir e Avançar!"

Ler Comunicado em PDF da Célula da Carris

Ler Comunicado em PDF do Sector Ferroviário

Ler Comunicado em PDF das Células do Aeroporto



publicado por teresa roque às 18:05
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Domingo, 25 de Outubro de 2009
Aumenta o Desemprego, e o IEFT martela as estatísticas!

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Neste novo estudo, Eugénio Rosa demonstra que o Desemprego continua a crescer em Portugal, bem como o número de desempregados sem direito a subsídio, e que o Instituto de Emprego e Formação Profissional continua a eliminar milhares de desempregados dos seus ficheiros!

Ler Estudo em PDF


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publicado por teresa roque às 17:58
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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009
Conclusões da Conferência "O PCP e o Poder Local"

 mini-topo3.gif.jpg
 

No início de um novo mandato autárquico, deixamos aqui a edição em PDF da Conferência Nacional do PCP sobre "O PCP e o Poder Local", realizada em Maio de 2003. Ao definir o Projecto Autárquico do PCP, estas conclusões são um riquíssimo material para os cerca de 500 militantes e amigos que na sequência das eleições autárquicas de 11 de Outubro vão agora assumir, no distrito de Lisboa, o mandato para o qual foram eleitos. Mas é igualmente um material a revisitar por todos os militantes das organizações locais do Partido.

 

 



publicado por teresa roque às 17:53
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Terça-feira, 20 de Outubro de 2009
PCP avança com vasto conjunto de iniciativas parlamentares

mini-pcp1.gifNa sequência de mais de três décadas de política de direita, a última Legislatura foi marcada por um ataque violento do PS contra os trabalhadores e simultaneamente por uma fortíssima resposta popular à política de direita praticada pelo Governo. Hoje, no dia em que se iniciou mais uma Legislatura, o PCP apresentou na AR um conjunto de iniciativas que visam alterar as normas mais gravosas do Código do Trabalho, alargar os critérios de atribuição do Subsidio de Desemprego e  garantir o direito à reforma sem penalizações ao fim de 40 anos.Veja aqui as 7 medidas avançadas:
 
 



publicado por teresa roque às 13:39
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Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009
Relatório sobre a zona Euro - Relatório sobre a zona Euro

 

O Relatório Anual sobre a zona euro 2009 constitui «mais uma peça de uma campanha de mistificação, acusam os deputados do PCP ao Parlamento Europeu

 

Isto, porque, de acordo com estes deputados, o Relatório ignora «a situação de desgraça social em que se encontram milhões de trabalhadores e cidadãos» e foge «ao reconhecimento da tendência de aprofundamento da crise social na zona Euro». Mais, o relatório «escamoteia as verdadeiras causas e o papel negativo das políticas que presidem à União Económica e Monetária (UEM), ao Pacto de Estabilidade e à Estratégia de Lisboa» em diversos Estados-Membros»; aponta para o aprofundamento do carácter federalista da UE, com novos ataques à soberania dos Estados; e reafirma a intenção da União Europeia de, no âmbito das relações económicas internacionais, aprofundar as causas centrais da crise económica e financeira internacional, caso da transferência de capital dos sectores produtivos para a especulação financeira, do reforço do papel do FMI e Banco Mundial, das políticas de liberalização do comércio mundial e da chamada «competitividade». Para o PCP, estas políticas «são tanto mais graves quanto se insiste numa perigosa política monetária de sobrevalorização artificial do Euro».

A realidade

Aliás, o regozijo da Comissão em torno dos eixos centrais da sua política neoliberal «contrasta escandalosamente» com os mais de 22 milhões de pessoas desempregadas na UE-27, com os cerca de 625 mil portugueses actualmente sem emprego – dos quais quase metade (300 mil) sem acesso ao subsídio de desemprego –, com a crescente desregulação das relações laborais ou com o alastramento da pobreza.
Enfim, o Relatório tenta lançar a ideia de uma crise já ultrapassada quando várias vozes e relatórios alertam para o «carácter altamente volátil e frágil» de alguns «sinais de estabilização» do sistema financeiro internacional.
A realidade, dizem os deputados comunistas, é que a «crise» há muito se vinha a sentir, sendo que a actual apenas expôs todas as vulnerabilidades nos diferentes Estados Membros, resultantes de políticas alicerçadas nas orientações do Pacto de Estabilidade e Estratégia de Lisboa. Vulnerabilidade que, em Portugal, «é resultado directo da continuada fragilização dos sectores económicos, particularmente dos sectores produtivos, do ataque aos serviços públicos, das políticas de baixos salários e reformas, da desigual distribuição do rendimento, do endividamento e do brutal défice e dívida externos que a política de direita vem impondo ao País».
Qualquer real solução para a presente crise, dizem por fim estes deputados, «passaria obrigatoriamente pela ruptura com as políticas que enformam o actual rumo neoliberal da União Europeia».

 

Publicado no Jornal "AVANTE" de 15.10.2009



publicado por teresa roque às 14:02
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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009
Uma «conduta de enganos»

 

 

Em «A arte da guerra», escreveu Sun Tzu, um grande general chinês de há 25 séculos - «a guerra é uma conduta de enganos». Esta é uma síntese possível do percurso dos últimos meses do PS/Sócrates e das manobras que conduziram ao actual momento político em que, apesar da derrota da maioria absoluta, se prepara para voltar a governar, mas agora com acrescidas dificuldades.
Depois da pesadíssima derrota das europeias e da «firmeza no rumo», com que Sócrates logo tranquilizou os grandes interesses, os «senadores» do PS, sobretudo Mário Soares, antes tão cáustico nas palavras sobre a «terceira via», puseram a tónica na «moderação», «humildade» e «inflexão de imagem», no «sobressalto à “esquerda”», para que se tornassem possíveis os mesmos caminhos de governação à direita.
O PS pôs então em movimento uma operação de inflexão táctica e de imagem, que passou também pela «cedência» de posições a Soares e Alegre - o tal que fez de conta que ia sair do PS para que, uma vez «regressado» adonde nunca saiu, pudesse arrastar os «incautos».
E foi (tele)ver à exaustão o fantasioso «ataque» dos neoliberais e a defesa do voto de «esquerda» no PS «contra a direita», foi a intervenção profissional - continuada, silenciosa e esmagadora - da «Central» do Governo, com o estreitar do controlo sobre os média, a fabricação da «agenda», a recuperação dos (re)velhos fantasmas do anti-comunismo e a mistificação de «inventonas».
E a denúncia da «asfixia democrática», com que o PSD procurou desmascarar esta brutal operação de mistificação, foi gerida pelo PS para credibilizar a sua «luta contra a direita».
As eleições legislativas e autárquicas decorreram neste quadro, também marcado por uma «conflitualidade social mitigada», que como agora se vê na Quimonda vai em muitos casos terminar de forma brutal para os trabalhadores.
Os resultados estão à vista – a derrota do PS nas legislativas foi transformada em «vitória» pelos média de serviço. E nas autárquicas, dada a proximidade às legislativas, houve como que uma «síndrome do castigo já infligido», que favoreceu o PS e uma bipolarização artificial e que mistificou muitas eleições locais e impediu um outro resultado.
O mundo mudou desde Sun Tzu. A resistência e a luta dos trabalhadores já provou mil vezes que pode vencer os «enganos» e abrir as alamedas da dignidade.
Estamos hoje em melhores condições de travar esse combate.

 

 

Carlos Gonçalves
Artigo de opinião publicado no Jornal "AVANTE" de 15.10.2009

 

 



publicado por teresa roque às 13:59
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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009
A GRANDE FORÇA DE ESQUERDA NO PODER LOCAL

 

 
Foram meses de um trabalho intenso, dando resposta aos múltiplos e complexos desafios colocados por um longo e exigente ciclo eleitoral.
Foram meses de intensa actividade por parte de milhares e milhares de militantes do PCP, do PEV, da ID, da JCP, da Juventude CDU, de cidadãos independentes, enfim de homens, mulheres e jovens que, no seu conjunto, ergueram três campanhas eleitorais cheias de criatividade e tendo como traço essencial o contacto estreito com os trabalhadores e as populações.
Foram meses de uma intervenção marcada pela dedicação, pela entrega, pela disponibilidade de luta, pela militância, e que, afirmando a CDU como um amplo espaço de convergência e de vivência democrática, criaram condições para dar mais força às batalhas futuras por uma vida melhor num Portugal mais justo.
Por isso, o Comité Central do PCP, na sua reunião da passada terça-feira, enviou a todos estes camaradas e amigos uma fraterna saudação de combate e a todos reafirmou a determinação dos comunistas portugueses de, honrando os compromissos assumidos com os trabalhadores e o povo, darem a necessária continuidade à luta contra a política de direita, até a derrotar e substituir por uma nova política, de esquerda, que inicie a resolução dos muitos e graves problemas criados à imensa maioria dos portugueses por sucessivos governos PS/PSD/CDS-PP, ao longo de mais de três décadas.

Como sublinha o Comité Central, do ciclo eleitoral agora concluído – traduzido globalmente num sólido e progressivo avanço e crescimento da CDU, que os resultados das autárquicas não desmentem - ressalta uma inequívoca afirmação da Coligação Democrática Unitária como uma grande força nacional, enraizada nos trabalhadores e no povo, com uma reconhecida intervenção institucional, ancorada em convicções e portadora de um projecto indispensável ao País.
Os resultados das autárquicas – designadamente os quase 600 mil votos obtidos para as Assembleias Municipais (correspondendo a uma percentagem de 10,7%), bem como a confirmação da imensa maioria das presidências de Câmara – confirmam a CDU como a grande força de esquerda no Poder Local.
O Comité Central valoriza, igualmente, a expressiva votação obtida pela CDU na península de Setúbal - consolidando-se como força maioritária na Área Metropolitana de Lisboa – bem como a conquista dos municípios de Alpiarça, Alvito e Crato.
Este balanço positivo não esconde nem anula aspectos negativos e insatisfatórios do resultado obtido. Um resultado que ficou aquém dos objectivos definidos em matéria de votos e mandatos e, em especial, pela perda da maioria em sete municípios, alguns dos quais constituem referências históricas da luta dos trabalhadores, do povo, dos comunistas – e, acima de tudo, um resultado que não corresponde de todo nem à ampla e dinâmica campanha realizada, nem ao reconhecido valor do trabalho, da obra e do projecto autárquico dos comunistas e dos seus aliados.

Um facto, entretanto, emerge deste balanço: as posições conquistadas nas autarquias, as maiorias obtidas em municípios e freguesias, os mais de três mil mandatos directos alcançados, constituem uma força considerável que, posta ao serviço dos interesses das populações - com o trabalho, a honestidade e a competência que são traço distintivo dos eleitos da CDU - dará um forte contributo, não apenas para a construção de uma vida melhor no plano local, mas também para o reforço da acção mais vasta do Partido, da sua intervenção política e da luta dos trabalhadores e do povo visando a ruptura com a política de direita e a mudança, rumo à construção de um País de justiça social, de progresso, de respeito pelos direitos dos trabalhadores e dos cidadãos.
E essa é uma luta tanto mais necessária quanto a realidade nos mostra, de forma cada vez mais evidente, a disposição do primeiro-ministro indigitado de dar continuidade à política que levou a cabo durante o mandato anterior: a mesma política de direita ao serviço dos interesses do grande capital e de flagelação dos direitos e interesses dos trabalhadores e do povo.
Por isso, o Comité Central alerta para a importância decisiva do desenvolvimento e do alargamento da luta de massas envolvendo as diversas camadas e sectores, a começar pela luta da classe operária e dos restantes trabalhadores – luta que já derrotou a maioria absoluta do PS e que derrotará a política de direita.

Isso implica a intervenção organizada do PCP no cumprimento do seu papel do Partido da classe operária e de todos os trabalhadores, de grande força de esquerda, cujo reforço é indispensável para uma real alternativa de esquerda.
Daí a importância desse reforço e a necessidade de o colectivo partidário avançar para a concretização do conjunto de medidas decididas pelo XVIII Congresso, sob o lema «Avante! Por um PCP mais forte», designadamente: o acompanhamento e responsabilização de quadros; a formação política e ideológica; o reforço da organização e intervenção junto da classe operária e dos trabalhadores nas empresas e locais de trabalho; a criação e dinamização das organizações de base; a estruturação partidária; a realização de Assembleias das Organizações; o desenvolvimento do trabalho de ligação às massas; a imprensa; as questões financeiras – para além, naturalmente, da intensificação do esforço de recrutamento de novos militantes de entre os milhares de candidatos da CDU sem filiação partidária, e de dirigentes e activistas sindicais e de outros movimentos de massas.
Os tempos que aí vêm são tempos de luta. Vamos a ela.

 

Publicado no Jornal " AVANTE " de 15.10.2009



publicado por teresa roque às 13:56
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Terça-feira, 13 de Outubro de 2009
CDU: única força com a vontade, a implantação e a capacidade de resistir à política de direita

mini-capa1.jpgTerminado o apuramento dos resultados eleitorais no Distrito de Lisboa, três factos se impõe: A CDU reforça a sua maioria na única Câmara Municipal de gestão CDU no Distrito de Lisboa, Sobral de Monte Agraço; A CDU não alcança o essencial dos seus objectivos eleitorais no Distrito, que passavam por um reforço de votos e mandatos, assistindo-se antes a um retrocesso de posições em 12 dos 16 Municípios; Na Câmara de Lisboa, apesar de ser a única força política que resiste aos efeitos da bipolarização, a CDU vê reduzir-se o número dos seus eleitos.

Frente aos partidos da política de direita (PS, PSD e PP), e às suas políticas lesivas dos interesses dos trabalhadores e das populações, a CDU afirma-se nesta eleições como a única força onde convergem a vontade de combater a política de direita, e a implantação e capacidade de travar esse combate. Os 453 eleitos da CDU no Distrito de Lisboa constituirão um elemento mais na luta pela construção de uma vida melhor, pela necessária ruptura com a política de direita.

Para uma ánalise mais detalhada dos resultados eleitorais realizar-se-ão nos próximos dias as reuniões dos órgãos de direcção do Partido a todos os níveis e um vasto conjunto de plenários das organizações.

Mapa em PDF dos Resultados da CDU no Distrito de Lisboa
 
 



publicado por teresa roque às 13:49
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Domingo, 11 de Outubro de 2009
Soluções da CDU para uma vida melhor

  

Consulte regularmente www.pcp.pt/index.phpwww.osverdes.pt



publicado por Sobreda às 00:01
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Sábado, 10 de Outubro de 2009
Programas eleitorais da CDU nas Freguesias de Lisboa

faixafreggg.jpg

Encontram-se disponíveis para consulta as listas dos candidatos da CDU à Câmara e Assembleia Municipais, bem como todos os Programas da CDU para as Freguesias de Lisboa.

 
Ver www.dorl.pcp.pt/cidadelisboa/index.php?option=com_content&task=view&id=538&Itemid=1 e www.dorl.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=3147&Itemid=125

 



publicado por Sobreda às 00:30
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Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009
Programa da CDU para a Assembleia de Freguesia do Lumiar (parte 4)

Coligação Democrática Unitária, fiel aos seus compromissos de trabalho, competência, honestidade e participação, defende para o Lumiar as seguintes medidas (extracto):

 
Saúde
- Por uma freguesia saudável defendemos, junto dos poderes central e regional, a dotação de mais recursos médicos de clínica geral, médicos especialistas, enfermeiros e outros profissionais para o Centro de Saúde do Lumiar e respectivas extensões.
- Defendemos a instalação de novas unidades de saúde de proximidade nos grandes bairros mais afastados do Centro de Saúde, são exemplo Telheiras e Alto do Lumiar (exigimos a criação de Unidade de Saúde, construída de raiz, dado que a solução actual de instalação em lojas da EPUL não serve a população nem os profissionais de saúde).
- Defendemos um clara intervenção da Junta em parceria com outras entidades e população, nos factores ambientais e urbanos determinantes para a saúde tais como o ruído, poluição e higiene urbana e o controlo de outros vectores, tais como o comércio de bens alimentares e outros, para tal propomos a criação de uma comissão de Saúde na Assembleia de Freguesia.
 
Segurança
- Promover a ligação entre as forças de segurança, as populações e as instituições locais, através de um conselho local de segurança a criar no âmbito da Assembleia de Freguesia.
- Identificação das situações e pontos críticos de insegurança e introdução de medidas de limitação do risco em cooperação com as populações e forças de segurança e protecção civil.
- Defendemos o regresso às funções para a qual foi criada a esquadra do Alto do Lumiar. Competindo ao poder central encontrar uma solução para a Polícia de Trânsito que neste momento ocupa as instalações.
 
Transportes públicos
- Reclamar junto da Carris por mais e melhores transportes, principalmente os transversais ao território da freguesia, com horários prolongados à noite e fins-de-semana.
- Reclamação de protectores nas paragens nomeadamente, Alameda da Linhas de Torres, Telheiras / Alto da Faia, Alto do Lumiar entre outras.
 
Consultar o blogue http://cdulumiar.blogs.sapo.pt para outros pormenores destas e de outras propostas de intervenção política para a Freguesia do Lumiar.


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Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009
Programa da CDU para a Assembleia de Freguesia do Lumiar (parte 3)

A Coligação Democrática Unitária, fiel aos seus compromissos de trabalho, competência, honestidade e participação, defende para o Lumiar as seguintes medidas (extracto):

 
Habitação
- Intervir no processo de conservação e melhoria dos bairros municipais (Telheiras e Alto da Faia, Bairro da Cruz Vermelha, Quinta do Lambert e Alto do Lumiar) apoiando e estimulando a participação dos moradores, para uma rápida reabilitação dos mesmos, fomentando a assinatura de protocolos de competência com as Associações de Moradores.
- Intervenção e acompanhamento directo na prometida e há muito reivindicada reabilitação da Rua Pedro Queirós Pereira.
- Acompanhamento na atribuição do alvará de AUGI na Quinta do Olival.
 
Higiene Urbana
- Assegurar a higiene das ruas, passeios e espaços públicos promovendo a varredura mecânica e a lavagem das ruas com água de origem alternativa.
- Sugerir em colaboração com os moradores/utilizadores junto dos serviços da CML quais os melhores locais para a colocação de pontos de recolha selectiva dos lixos. Como exemplo da deficiente e/ou má escolha temos a zona da Rua André Gouveia/Rua Jaime Lopes Dias/Rua Garcia Resende.
- Assegurar a monda química (retirada de ervas daninhas dos passeios) e a poda selectiva do arvoredo que em algumas zonas da freguesia atingiu já dimensões preocupantes.
 
Património
- Requalificação de todo o património histórico da Freguesia (Paço do Lumiar, Estrada do Paço, Quinta de Nossa Senhora da Paz, Ermida de S. Sebastião, Casa de Cesário Verde, Rua do Lumiar, Telheiras e outras).
- Reabilitação urgente do património habitacional sempre que a mesma seja possível, atribuindo-lhe de imediato destino (quer para habitação, quer para utilização pública, evitando assim a sua nova degradação), a Rua do Lumiar é um bom exemplo de como não se deve tratar o património camarário.
- Recuperação dos edifícios com Prémio Valmor.
 
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Será que em eleições vale tudo?

A simplicidade da questão poderá parecer banal, depois de tudo o que algumas forças políticas afirmam e desmentem logo de seguida, durante as iniciativas partidárias de campanha eleitoral ou algures na comunicação social. Por vezes tenta-se prender o voto do eleitor através do logro da ‘invenção da roda’ ou de voltar a prometer para ‘amanhã’ o que já estava planeado há anos. No entanto, eleitor alertado vale por dois.

Nestes dias que antecedem as eleições autárquicas ‘nasceu’ mais uma vedação premonitória de obra. Neste caso, na Azinhaga dos Ulmeiros, junto ao Templo Hindu Mahatma Gandhi 1 e às traseiras da Quinta de Nossa Srª da Paz.
 

 

A placa informativa apenas apresenta uma simples planta, existente na respectiva Divisão Municipal há já um par de anos atrás, mas sem qualquer data de início ou conclusão da obra, qual a empresa ou qual o responsável e custo da intervenção. Tudo isto, claro, a escassos dias das eleições autárquicas. Ora pois…

Curiosamente, o anúncio de obra no local já se arrasta na (p. 4 da) Informação Escrita do Presidente da CML, pelo menos desde Setembro de 2007 e tem constituído uma repetida falácia do executivo municipal 2. Será agora uma obra para avançar? Vejamos então o duplo aproveitamento político. Comecemos por ‘espreitar’ o jardim por detrás do cartaz. 

 

 

O estaleiro da ‘obra’ está muito avançado: tem o gradeamento do costume, as máquinas já devem vir a caminho (talvez ainda antes das eleições) e a ‘erva’ do jardim é muito promissora. Para sala de entrada em espaço verde até está ‘razoável’. Passemos agora à sala de estar.

 

 

 

 

O aparelho receptor digital encontra-se no local apropriado e a festa de inauguração deve ter sido de arromba, visto os recipientes das bebidas se encontrarem espalhados pelo chão.
Mas há mais: ou seja, há ainda uma 2ª parte do aproveitamento político. É que o folheto com o programa eleitoral de uma das forças políticas candidatas à Assembleia de Freguesia do Lumiar anuncia assim, no topo da página 7:
“O que fizemos no Lumiar”. “Requalificação e ampliação do Jardim Mahatma Ganghi” (sic, com gralha e tudo).
Ou seja: ainda agora lá foi colocado o gradeamento, mas já se tem o desplante de publicitar o logro de ‘obra feita’. Será que em campanha eleitoral vale tudo? Será que se pensa que os moradores no local são tolos, para se deixarem levar por ‘papas e bolos’?
 
Em alternativa, a Coligação Democrática Unitária apenas promete a qualidade do seu habitual desempenho, com o reconhecido lema de ‘Trabalho, Honestidade e Competência’.
 
1. Ver http://pt.wikipedia.org/wiki/Mahatma_Gandhi
2. Ver http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=83&Itemid=33
3. Há poucos dias atrás tínhamos noticiado outro ‘parto’ IN http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/556746.html e IN http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/508581.html


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Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009
Programa da CDU para a Assembleia de Freguesia do Lumiar (parte 2)

A Coligação Democrática Unitária, fiel aos seus compromissos de trabalho, competência, honestidade e participação, defende para o Lumiar as seguintes medidas (extracto):

 
Educação, juventude e desporto
- Promover um grande encontro desportivo anual da freguesia, em parceria com os clubes e associações desportivas, apoiando com meios técnicos, e financiando as actividades desportivas populares.
- Instalação da Casa da Juventude na Quinta dos Lilases.
- Valorização dos estabelecimentos de ensino pré-escolar, básico (1º, 2º e 3º ciclos) e jardins infantis públicos existentes, dinamizando os seus profissionais docentes, não docentes, os pais e as populações em geral, para que, além de educativa, o Lumiar seja uma freguesia educadora.
- Patrocinar à população sempre que possível, o equipamento adequado aos hábitos e costumes populares - propomos por exemplo a construção de um campo de malha junto ao PER / Alto da Faia I, Rua Prof. Prado Coelho/Rua Prof. Queiroz Veloso.
- Criação e implementação de circuito de manutenção devidamente equipado na Quinta das Conchas.
- Exigir, tal como foi prometido à freguesia, a reconstrução do Polidesportivo e Piscina do Lumiar, demolidas e consequência da passagem do Eixo N/S.
 
Ambiente e espaços verdes
- Recuperação e conservação dos espaços verdes e outros espaços de fruição pública por acção directa em colaboração com as populações, bem como a construção de outros nas novas urbanizações – na área da Rua Armindo Rodrigues / Rua Frederico George / Rua Abel Salazar, Alto da Faia II, existem dezenas de caleiras de árvores vazias!
- Criação e implementação de circuito de manutenção devidamente equipado na Quinta das Conchas.
- Reflorestação da zona do Vale do Forno, parque urbano prometido há longo tempo.
- Colocação de mesas, bancos e pérgolas ( pala / toldo ), nos locais possíveis para usufruto da população (são exemplos Telheiras / Alto da Faia I junto ao PER, início da R. Helena Vaz da Silva, Bairro da Cruz Vermelha entre outros).
 
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Candidato da CDU diz estar absolutamente confiante

O candidato da CDU à CML, Ruben de Carvalho, afirmou estar “absolutamente confiante nos resultados de domingo”, dizendo não entender o apelo do candidato do PS à maioria absoluta.

“Estou absolutamente confiante nos resultados de domingo e se António Costa voltou a pedir a maioria absoluta, não sei porque é que ele voltou a pedi-la, pois ele não a tinha”, disse Ruben de Carvalho durante uma arruada em Benfica.
O cabeça de lista da CDU considerou que “ao fim destes dois anos os lisboetas têm acrescidas razões para não darem maiorias absolutas a ninguém e, muito menos, ao partido socialista. Se há coisa que rigorosamente não me preocupa é esse problema porque entendemos que em Lisboa não há lugar para muitas dúvidas. Se há um voto útil em Lisboa é o voto na CDU”.
Ruben de Carvalho escolheu as ruas de Benfica, por considerar tratar-se de uma zona onde o comércio local ainda persiste, “apesar da concorrência” e que “precisa de ser apoiado”, algo que a Câmara não tem feito.
“O mercado de Benfica é um dos mercados mais importantes de Lisboa”, mencionando também o de Campo de Ourique, ambas em “zonas que mantêm uma vivência de cidade, na sua vivência colectiva, económica, social e até cultural”.

 

Neste sentido, as prioridades da CDU para Lisboa passam pela “reabilitação urbana, recuperação de condições para que Lisboa possa recuperar a sua população, resolução dos problemas de mobilidade e melhoria geral das condições de vida, saneamento das finanças da Câmara e reorganização de todo o universo municipal”.
 
Ver http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1382684&seccao=Sul#


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Terça-feira, 6 de Outubro de 2009
Programa da CDU para a Assembleia de Freguesia do Lumiar (parte 1)

A Freguesia do Lumiar é das poucas freguesias de Lisboa em crescimento, facto que provoca um processo de mutação acelerada, que passa pela construção de novas centralidades e conduz à chegada de milhares de novas famílias.

O trabalho continuado dos eleitos da CDU nos órgãos autárquicos da freguesia e da cidade, intervindo e acompanhando os problemas da freguesia, com a colaboração dos activistas da CDU, é reconhecido por muitos cidadãos que, independentemente da sua ‘cor’ política, confiam na capacidade de trabalho, sensibilidade e competência dos nossos candidatos para defender o progresso e bem estar da população do Lumiar.
 
A Coligação Democrática Unitária, fiel aos seus compromissos de trabalho, competência, honestidade e participação, defende para o Lumiar as seguintes medidas (extracto):
 
Acção social e pública
- Melhoria dos serviços da Junta através de uma efectiva organização interna e da melhoria das condições de trabalho dos seus trabalhadores, aumentando a sua motivação e qualidade do desempenho.
- Organização de equipa de apoio a pequenas obras nas habitações degradadas de famílias carenciadas, segundo regulamento a aprovar em Assembleia de Freguesia.
 
Acessibilidades
- Desnivelamento da Av. Rainha D. Amélia sob a Av. Padre Cruz.
- Pressionar a CML para a criação de parques de estacionamento periférico, bem como a criação de estacionamento autorizado para moradores à superfície e subterrâneo, e a abertura imediata dos construídos e não abertos ao público - por exemplo o parque do metropolitano no Lumiar centro.
 
Cultura
- Desenvolver em cooperação com as associações e colectividades um plano plurianual de actividades culturais nas suas diversas expressões, potenciando os recursos e infra-estruturas locais, com o devido apoio técnico e financeiro segundo critérios elaborados em conjunto e tornados públicos, potenciando a troca de experiências e projectos entre as diversas Associações e/ou colectividades nos vários bairros da freguesia.
- Promover e dar mais vida às actividades de teatro, exposições e outras realizações artísticas locais, apoiando-as técnica e financeiramente. Fomentado por exemplo, o amplo usufruto pelas associações e população do equipamento e das condições existentes na Quinta das Conchas e dos Lilases.
 
Consultar o blogue http://cdulumiar.blogs.sapo.pt para outros pormenores destas e de outras propostas de intervenção política para a Freguesia do Lumiar.


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Inválidos do Comércio apresenta projectos

Ainda durante a recente visita de sábado, dia 3 de Outubro, parte do dia de campanha do cabeça de lista da CDU à CML, Ruben de Carvalho, e restantes candidatos à CML, AML e Freguesias da Ameixoeira, Carnide, Charneca e Lumiar, foi passada em contactos com as diversas colectividades destas freguesias.

O presidente dos Inválidos do Comérico, engº Vitor Damião, recebe Ruben de Carvalho, cabeça de lista da CDU e restantes candidatos à AML, CML e Freguesias 

A direcção dos Inválidos do Comércio apresenta os seus novos projectos

Na foto de cima reconhecem-se elementos da direcção da cidade de Lisboa e os vereadores Ruben de Carvalho, Rita Magrinho e Manuel Figueiredo

 

Através desses encontros, nos quais os membros da Coligação Democrática Unitária foram particularmente muito bem recebidos, os candidatos da CDU procuraram fazer um balanço das dificuldades que aquelas associações têm sentido, durante os mandatos de direita na Câmara de Lisboa, desde 2002. 

 

 Na foto de cima, Teresa Roque, cabeça da lista da Freguesia do Lumiar e Ruben de Carvalho

 

Na foto, reconhecem-se, da esquerda para a direita, David de Castro, cabeça de lista à Freguesia da Charneca, o vereador Manuel Figueiredo, Alberto Grijó e Teresa Roque 

 

 

Na foto, da esquerda para a direita, Alberto Grijó, Teresa Roque (candidatos no Lumiar), Ruben de Carvalho, Vitor Damião, presidente da direcção dos Inválidos do Comércio, a vereadora Rita Magrinho e Carlos Chaparro.



publicado por Sobreda às 00:16
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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009
Breve história da Igreja de Nª Srª da Porta do Céu

 

Na sequência de notícia anterior, complementa-se a informação com uma breve nota histórica sobre a Igreja de Nª Srª da Porta do Céu 1.
 

 

 

1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/557636.html


publicado por Sobreda às 00:14
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Contacto Verde nº 72

 

Nesta nova edição da ‘newsletter’ Contacto Verde está em foco a campanha para as próximas eleições autárquicas de 11 de Outubro.
Em ‘Destaque’, dá-se a conhecer o Manifesto Verde e um pouco do trabalho ecologista realizado nas autarquias.
Na ‘Entrevista’ Afonso Luz, membro da Comissão Executiva de “Os Verdes” e candidato à Assembleia Municipal e à Câmara Municipal de Setúbal, dá a conhecer à Contacto Verde as propostas para o concelho, as dificuldades financeiras herdadas da gestão PS em Setúbal e outras esferas da sua intervenção cidadã, que se interligam com este trabalho pela região e pelo desenvolvimento de novas dinâmicas sociais, ambientais e culturais.
No ‘In Loco’ Daniel Gonçalves, Cabeça de lista da CDU à Câmara Municipal Vila do Porto traça um retrato sobre a ilha mais antiga dos Açores e dá a conhecer o Programa Eleitoral da CDU.
No ‘Em debate’, divulga-se a análise da Comissão Executiva de “Os Verdes” dos resultados eleitorais das eleições legislativas.
Finalmente, as ‘Notícias Breves’ reportam-se à acusação de “Os Verdes” ao Governo pela não comunicação à UNESCO do ‘crime ambiental’ da construção da barragem hidro-eléctrica na Foz do Tua, da disponibilização dos Programas de Freguesia e Concelhio da CDU da Cidade de Lisboa, bem como de outras iniciativas locais.
 
Ver www.osverdes.pt/contactov.asp?edt=72

Temas:

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Domingo, 4 de Outubro de 2009
Visita da CDU às colectividades

O cabeça de lista da CDU, Ruben de Carvalho, acompanhado da candidata de "Os Verdes", Cláudia Madeira

 

Ontem, sábado dia 3 de Outubro, parte do dia de campanha do cabeça de lista da CDU à CML, Ruben de Carvalho, e restantes candidatos à CML, AML e Freguesias da Ameixoeira, Carnide, Charneca e Lumiar, foi passada em visita às diversas colectividades destas freguesias.

 

O cabeça de lista da CDU, Ruben de Carvalho, acompanhado do candidato na Freguesia da Ameixoeira, Bruno Rôlo

 

Através desses encontros, nos quais foram particularmente muito bem recebidos, os candidatos da CDU procuraram fazer um balanço das dificuldades que aquelas associações têm sentido, durante os mandatos de direita na Câmara de Lisboa, desde 2002.

 



publicado por Sobreda às 09:12
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Do Jardim Caldeira Cabral ao NAT Nascente

 

Nem só de espaços degradados se ‘fazem notícias’. Por vezes, algumas zonas lúdicas dispõem de pequenos recantos de lazer, como no caso do Jardim Caldeira Cabral, em Telheiras, junto à estação do Metro 1.

 

 

Mas do lado nascente deste espaço verde, os moradores assistem ao reverso da medalha 2. É o caso do NAT Nascente de Telheiras, de que já antes, neste blogue, se dera notícia 2.
Para o local, a EPUL insiste na pretensão de construir mais um novo edifício - o R4/5 - na esquina entre as Ruas prof. Francisco Gentil e Eduardo Araújo Coelho. No entanto, este espaço está classificado em PDM como “Quinta e Jardim Histórico” e faz parte do sistema verde seco da Estrutura Ecológica Urbana da cidade.
Por isso os moradores insistem na integral preservação da Quinta de Sant'Ana, como património verde local, sugerindo, também, a edificação de hortas pedagógicas, em memória da que até há 2 décadas atrás lá existiu.
 
1. Ver também http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/330477.html e http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/351252.html
2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/355071.html


publicado por Sobreda às 00:20
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Sábado, 3 de Outubro de 2009
Convento da Igreja da Porta de Nª Srª do Céu

 

Os anos vão passando e o Convento da Igreja da Porta de Nª Srª do Céu continua degradando-se, ano após ano, situação que neste blogue já aqui foi anteriormente descrita 1.
Falou-se de ser adaptado a uma residência sénior que, mais ano menos ano, começará a fazer falta em Telheiras. E porque não uma residência universitária, visto que a Cidade Universitária se localiza relativamente perto? Também podia ser adaptado a um museu temático, incluindo, ou não, serviços complementares da Igreja da Porta de Nª Srª do Céu.
O que não se compreende é a EPUL não se decidir em lhe dar um destino condigno com o restante património histórico e ambiental envolvente.
 
1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/348423.html e http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/348221.html e http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/51021.html


publicado por Sobreda às 00:27
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