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Segunda-feira, 31 de Março de 2008

Adesão às greves conta para avaliações

A administração de quatro centros de saúde de Lisboa criou uma grelha de avaliação dos médicos que inclui informação de quem faz... greve !
Os Centros de Saúde de Alvalade, Benfica, Lumiar e Sete Rios estão a proceder à avaliação dos médicos levando em conta os funcionários que adiram a greves, onde um dos parâmetros da grelha de avaliação contabiliza faltas por “greve / impedimento legal / nojo”, sendo possível chegar à identificação de quem foram os grevistas, pois o quadro inclui os números das cédulas profissionais.
Os sindicatos afirmam que é um caso de “abuso de confiança” e que inflige o direito à greve constitucionalmente consagrado.
De acordo com o Código do Trabalho é “nulo e de nenhum efeito todo o acto que implique coação, prejuízo ou discriminação sobre qualquer trabalhador por motivo de adesão à greve”. O mesmo documento considera contra-ordenação muito grave “todo o acto do empregador que implique coação sobre o trabalhador no sentido de não aderir à greve ou que o prejudique ou discrimine por motivo de aderir ou não à greve”.
 
Ver Expresso 2008-03-29, p. 11
publicado por Sobreda às 22:13
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Domingo, 30 de Março de 2008

Radares em Lisboa mudam de local

A Divisão de Trânsito de Lisboa tem estado, desde 2006, a proceder a um estudo sobre os locais e causas dos acidentes na cidade. Em Setembro 2007, a CML criou uma Comissão 1 com o encargo de avaliar o desempenho dos 21 radares instalados em Lisboa e preparar recomendações quanto à sua futura localização e aos limites de velocidade por eles impostos 2.
Na sequência de várias reuniões dessa Comissão, e ao que parece em breve, todos os radares das Avenidas de Ceuta e Marechal Spínola (no prolongamento da Av. EUA) e um da Radial de Benfica vão ser retirados e transferidos para a 2ª Circular bem como para a Avenida Infante D. Henrique, reforçando a vigilância já existente nestas vias de grande circulação. Por seu turno, o Túnel do Marquês passará a ter lombas.
Esta recomendação apresentada pelos membros da Comissão de Avaliação dos Radares de Lisboa, foi aprovada na sua última reunião, realizada na passada 5ª fª. Caberá agora à CML executar a medida e avaliar os respectivos custos financeiros, já que a transição vai implicar, por exemplo, a abertura de valas e a instalação de novas cabinas.
Nesta reunião, a discussão não abrangeu algumas hipóteses que já tinham sido ponderadas em encontros anteriores. Para já, os técnicos não aprovaram, por exemplo, o aumento dos limites de velocidade em algumas artérias (caso das avenidas da Índia e de Brasília, onde não se pode exceder 50 km/h), nem a colocação de caixas para disfarçar a localização dos aparelhos.
Além disso, no documento oficial que a CML vai apresentar nos próximos dias também não deverá estar incluída a instalação de aparelhos no Eixo Norte-Sul, nem na Avenida Alfredo Bensaúde, como inicialmente estava previsto 3.
 
1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/126694.html
2. Ver http://radares50-80.blogspot.com/2007/09/radares-em-avaliao.html

3. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=86689

publicado por Sobreda às 09:48
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Sábado, 29 de Março de 2008

Contra a privatização da água

A Associação Água Pública, o STAL e a CGTP-IN lançaram há uma semana uma campanha em defesa da gestão pública da água. Debates públicos, exposições e um abaixo-assinado são algumas das iniciativas previstas para os próximos tempos.
O SATL alerta que “de forma quase silenciosa e ao arrepio da Constituição da República, há muito que os sucessivos governos, com destaque para o actual, têm vindo a criar condições institucionais, jurídicas e materiais para a privatização da água”, dando o exemplo da Lei da Água e da Titularidade dos Recursos Hídricos, diplomas que, na prática, “consagram a espoliação do direito à água, para instituir direitos de propriedade e facilitar o mercado da água”.
O sindicato alertou ainda para a intenção do Governo de liquidar a autonomia municipal na fixação dos preços da água, “com o objectivo de impor a aplicação do princípio da recuperação do custo dos serviços, o que levará a um significativo e generalizado aumento dos preços da água”.
Manifestou-se ainda contra a anunciada fusão de várias companhias de água agregando já 42 municípios, na denominada “Águas do Nordeste”. “Este é um negócio que seguramente é muito interessante para os futuros operadores privados”, alertou o sindicato, lamentando que seja este “o futuro que o Governo planeia para os serviços de água”.
 
Subscreva o abaixo-assinado em http://aguapublica.no.sapo.pt
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publicado por Sobreda às 00:31
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Sexta-feira, 28 de Março de 2008

Hora de Verão

Os ponteiros do relógio vão adiantar 60 minutos na madrugada de domingo em Portugal Continental e nas ilhas da Madeira e dos Açores, correspondendo à hora legal de Verão, indica o portal do Observatório Astronómico de Lisboa 1.
Em Portugal Continental e na Região Autónoma da Madeira, os ponteiros serão adiantados uma hora à 01h00, passando para as 02h00. Na Região Autónoma dos Açores, a mudança é feita às 00h00, passando para a 01h00.
A hora muda no mesmo instante em todos os países-membros da União Europeia. De cinco em cinco anos, a Comissão Europeia estuda a existência da hora de Verão, que até 2011 é fixada à 01h00. 2
 
1. Ver www.oal.ul.pt/index.php?link=destaque&id=104
2. Ver http://aeiou.visao.pt/Pages/Lusa.aspx?News=200803288160221
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publicado por Sobreda às 23:12
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Quinta-feira, 27 de Março de 2008

Governo anuncia medidas na área da saúde

 

A léguas do necessário
O Primeiro-Ministro foi ao Parlamento anunciar medidas na área da saúde. Ainda que de «sentido positivo», não passam de mexidas «pontuais», considerou Jerónimo de Sousa.

A redução em 50 por cento do valor das taxas moderadoras na saúde para os utentes com mais de 65 anos foi uma decisões que José Sócrates deu a conhecer aos deputados no debate quinzenal realizado na passada semana. Um «passito», chamou-lhe Jerónimo de Sousa, para quem a decisão acertada, essa sim – e nesse sentido foi o seu desafio ao Executivo - , seria eliminar as taxas moderadoras, designadamente para o internamento e para a cirurgia.
Pondo em evidência a falta de ambição na medida anunciada, devido à sua reduzida abrangência, o Secretário-geral do PCP lembrou a Sócrates que 83 por cento dos portugueses com mais de 65 anos já estão isentos de taxas, devido aos seus baixos rendimentos.
Esta mesma ideia foi partilhada no decurso do debate por várias bancadas da oposição, que interpretaram a aparente preocupação social subjacente à medida do Governo como não passando de uma manobra de propaganda. Desmontado foi assim o pretenso alcance de uma medida apresentada por Sócrates com suficiente eloquência para dar ares de que por trás dela só poderia estar um Governo defensor dos mais desprotegidos. Nada mais enganador. A verdade é que da parte do chefe do Governo não houve qualquer referência ou alusão às grandes linhas de orientação emanadas do Ministério da Saúde. Mudou o titular da pasta, mas não se ouviu uma palavra do primeiro-ministro sobre as opções de fundo da política de saúde que têm sido alvo de vigorosa contestação popular, como por exemplo a privatização de serviços, o encerramento de unidades de saúde ou a falta de recursos humanos.

Dar e tirar

Jerónimo de Sousa Sobre trouxe ainda para primeiro plano a questão do preço dos medicamentos para lembrar que, segundo o Infarmed, em 2006, comparando com o ano anterior, os consumidores pagaram mais 39 milhões de euros (mais 5,8 %), enquanto o Estado poupou 23 milhões de euros.
Comprova-se assim que «alguém enganou alguém», acusou, fazendo notar que a baixa verificada nos preços dos medicamentos foi simultaneamente acompanhada por uma baixa das comparticipações do Estado.
«Isto é o que se chama dar com uma mão e tirar com a outra», concluiu o líder do PCP, que, ainda a este propósito, socorrendo-se de um ditado popular, advertiu: «cuidado, senhor primeiro-ministro, pois, como diz o nosso povo, quem dá e tira vai para o inferno».

Taxas moderadoras

Sócrates, na resposta, não se mostrou sensível ao apelo para pôr um ponto final nas taxas moderadores, afiançando que são para continuar, não tanto pela questão financeira mas pelo facto de serem um factor de «moderação no acesso». Como se a decisão de um internamento ou de uma cirurgia dependesse da vontade do doente e não do médico.
E sobre a redução do preço dos medicamentos, ainda que isso não tivesse impacte no bolso das pessoas, valorizou o facto de o Estado ter obtido uma poupança de 46 milhões de euros. Referiu também que se houve alguém que ficou a perder «esse alguém foi a indústria farmacêutica».
Jerónimo de Sousa, perante estas palavras do chefe do Governo, teve de lhe chamar a atenção para a situação de muitos doentes crónicos, muitos reformados, que hoje estão a comprar os medicamentos a prestações ou não os compram mesmo por não terem dinheiro. E considerou que, para estas pessoas, a afirmação de que a indústria farmacêutica é que foi penalizada, além de ser uma afronta só pode ser vista como uma falsidade. «As pessoas não acreditam por razões da sua própria vida e das suas próprias dificuldades», observou Jerónimo, antes de dizer a Sócrates que uma tal afirmação «não lhe fica bem».

Falta de médicos

Jerónimo de Sousa, interpelando o primeiro-ministro noutro momento do debate, lamentou ainda que da parte deste não tenha vindo qualquer indicação para a solução do que classificou de «problema de fundo» existente no Serviço Nacional de Saúde: a carência de médicos e enfermeiros nos centros de saúde.
«Há uma falta de centenas de médicos, de 13 mil enfermeiros», garantiu, perguntando: «Como é que vamos resolver esta questão de fundo, tendo em conta que hoje há muitos médicos que estão à beira da reforma, tendo em conta a necessidade de especialistas?».
Sócrates limitou-se a afirmar que este ano sairão das universidades portuguesas 1400 novos médicos, garantindo, por outro lado, que o «País tem um número suficiente de médicos por habitante».

Não ao fecho de maternidades

Questão que voltou a ser suscitada no Parlamento pelo Secretário-geral do PCP foi a do encerramento das maternidades, contra a vontade das populações e contra os interesses das pessoas. Depois de lembrar que José Sócrates afiançara que todos os critérios utilizados para o licenciamento das maternidades públicas seriam adoptados para o licenciamento das privadas, questionou se tal procedimento estaria a ser levado à prática, nomeadamente no que respeita aos 1500 partos por ano.
E exemplificou com os casos concretos de seis maternidades privadas: em Aveiro, Hospital da Luz, da Cruz Vermelha, da CUF Descobertas, do Hospital Particular de Lisboa, do Hospital dos Clérigos do Porto. «Sim ou não, nestas maternidades, esse critério foi aplicado?», inquiriu Jerónimo de Sousa.
O chefe do Executivo, na réplica, voltou a afirmar que os critérios utilizados para o SNS seriam iguais aos adoptados quer para o licenciamento de novas unidades de saúde quer para as já existentes. E adiantou não ter sido utilizado apenas o critério do número de partos/ano, mas sim um conjunto mais vasto de outros critérios, alguns dos quais dessa extenso rol foram por si enumerados.
Sem deixar de registar as informações dadas pelo primeiro-ministro, Jerónimo asseverou que nalgumas maternidades o critério exclusivo para o encerramento foi a inexistência de 1500 partos ano e não qualquer outro critério dos que integram a longa listagem por aquele referenciada.

Banca concerta-se e sobe juros

Introduzida no debate quinzenal pelo líder comunista foi ainda a questão do aumento das taxas de juro e do aumento do spread. Sendo uma matéria da maior importância, pelas suas repercussões directas no orçamento das famílias e na vida das micro, pequenas e médias empresas, quis saber a opinião de Sócrates sobre o facto de os banqueiros, no recente fórum da banca, em uníssono e em concertação – num «autêntico cartel», assim classificou a sua postura – terem anunciado não apenas o aumento das taxas de juro como, aproveitando-se da crise, o encarecimento do spread e das comissões.
«Ou seja, face à borrasca que se aproxima e para manter o nível dos lucros, a banca concerta-se para aumentar as comissões e as taxas de juros», acusou.
«Qual o papel do Governo perante este cenário?», inquiriu Jerónimo de Sousa, que ouviu Sócrates limitar-se a afirmar que a «cartelização é proibida por lei», pelo que há «instituições próprias que zelam para que isso não aconteça».
E repetiu, numa sintomática profissão de fé - como se não existissem escândalos como o que ainda bem recentemente abalou o BCP - , que o nosso sistema financeiro é forte, que está preparado para responder às dificuldades dos sistemas financeiros internacionais e que o País deve confiar nele. Mas disse mais: que o sistema financeiro existe «para servir a economia portuguesa e não para se aproveitar da crise internacional que afecta os mercados financeiros».
Jerónimo, replicando, não escondeu a sua preocupação pelas palavras do chefe do Governo, lamentando que este não veja ou esqueça que as dificuldades e sacrifícios impostos pela sua governação não são para todos. «Há um punhado que está a beneficiar desta situação e aquilo que disse de forma tão macia sobre o comportamento da banca só agrava a inquietação do PCP de que os sacrificados serão os mesmos do costume», rematou o líder comunista.

Mudança na gestão do Amadora-Sintra

Reconhecer a razão do PCP

Das duas medidas anunciadas pelo Primeiro-ministro uma tem a ver com o Hospital Amadora-Sintra, cuja gestão, revelou, passará a ser pública a partir do final deste ano, altura em que termina o contrato de gestão privada.
Sócrates afirmou que esta passagem à condição de entidade pública empresarial (EPE) baseia-se na experiência obtida, da qual resulta a ideia de que «as parcerias público-privadas são úteis para a construção» mas que «a gestão hospitalar, essa, deve permanecer pública».
Sobre as razões exactas de tal medida só agora ser adoptada é que não adiantou grande coisa, invocando um alegado «sentido de responsabilidade» do Governo para justificar o cumprimento de contratos que já estavam em curso.
E «para não fazer o País perder mais tempo», asseverou, é que manteve «os termos dos concursos de quatro novos hospitais, em parcerias público-privadas, que já haviam sido lançados».
Jerónimo de Sousa, reagindo a este reconhecimento tardio quanto à justeza das posições assumidas há mais de uma década pelos comunistas, «frisou que «mais vale tarde do que nunca», lembrando que «só praticamente a bancada do PCP defendeu durante anos que a gestão do Hospital Amadora-Sintra deveria ser pública».
«Os nomes que não nos chamaram aqui», referiu, ainda, o líder comunista, apontando para a bancada socialista, numa alusão aos ataques dela oriundos em várias ocasiões contra o PCP. E concluiu, com uma ponta de ironia: «afinal, veio o Governo reconhecer a razão do PCP, o que significa que vale a pena continuar a lutar por objectivos justos».
Publicado no Jornal "Avante" de 27.03.2008

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publicado por teresa roque às 10:01
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Quarta-feira, 26 de Março de 2008

Projecto do Alto do Lumiar por concluir

Há obras paradas há vários meses devido a processos burocráticos a que a Câmara não dá resposta e, ao fim de dez anos, apenas parte das zonas habitacionais estão construídas, o que origina que os moradores o movimento Viver na Alta de Lisboa (VAL) acusem a CML de abandono da área do Plano de Urbanização do Alto do Lumiar (PUAL).
O PUAL começou a ser desenvolvido na década de 80, tendo entrado em vigor em 1998. O projecto nasceu da vontade de reabilitar os bairros degradados da zona, criando áreas habitacionais reservadas para realojamento e zonas habitacionais de venda livre. A CML criou para o efeito uma parceria com uma entidade privada SGAL - Sociedade Gestora da Alta de Lisboa. A autarquia cedia terrenos e a SGAL assumia os custos de loteamento e construção.
Os moradores da Alta de Lisboa denunciam por isso a descontinuação do projecto de urbanização desenvolvido para aquela zona e acusam a CML de “desinteresse” e “incumprimento” de promessas, embora preferissem “pensar que o problema é conjuntural e que os dirigentes não são incompetentes nem têm falta de vontade”. É que “a câmara não está a cumprir a sua parte do acordo, mas a SGAL também não tem cumprido, deixando as coisas arrastar-se”.

De acordo com este movimento cívico, está quase tudo por fazer. O realojamento foi a única parte concretizada, o resto “saiu furado”. “Não há equipamentos que fixem aqui as pessoas. Faz falta uma mudança de paradigma, a criação de uma cidade compartimentada, com habitação, comércio e serviços, onde os 60 mil habitantes previstos para a Alta possam viver e trabalhar, não apenas morar”.
De facto, dez anos após o previsto, apenas 49% das zonas habitacionais de venda livre estão construídas. E os edifícios de escritórios não chegaram sequer a ser construídos. Apenas o último troço do Eixo Norte-Sul foi inaugurado em Novembro de 2007. Mas a Avenida Santos e Castro, com inauguração prevista para Dezembro de 2004, está por concluir, dependente de expropriações e/ou aquisição de terrenos entre as Câmaras de Loures e a de Lisboa. Por concluir está também o Nó de Calvanas, que se prevê que faça a ligação à Segunda Circular, aliviando o tráfego actual daquele eixo rodoviário.
Actualmente, vivem cerca de 30 mil pessoas na Alta de Lisboa (perto de 6% da população actual da capital), mas previa-se a duplicação destes números. “As pessoas vieram viver para aqui porque acreditaram no projecto e as promessas não foram cumpridas. Houve quebra do contrato moral que a SGAL e a Câmara fizeram com os cidadãos”.
O VAL conclui que os “movimentos informais (de cidadãos) põem a nu a falta de preparação de uma sociedade que se diz democrática. É preciso que as pessoas tenham consciência de que têm voz e que os políticos só têm poder porque foram elas que lhes deram esse poder”. No entanto, há três meses que estes cidadãos vêm tentando contactos junto da CML à procura de respostas concretas, mas até agora ainda ninguém prestou quaisquer esclarecimentos.
 
Ver Metro 2008-03-26, p. 4
publicado por Sobreda às 20:28
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Terça-feira, 25 de Março de 2008

Dia mundial do Teatro

A Junta de Freguesia de Carnide vai assinalar o Dia Mundial do Teatro com um conjunto de iniciativas aberto à participação de todos.
Entre os dias 27 de Março a 5 de Abril associe-se às comemorações, as quais incluem, para além das peças em cena, curso e aula aberta de Expressão Dramática, ‘Performance’ Teatral, bem como um Workshop de iniciação ao Teatro 1.
No próprio dia 27 de Março, vários teatros de Lisboa abrem as suas portas para visitas gratuitas. Também o Museu Nacional do Teatro se associa à data, tendo preparado uma programação que inclui às 10h30 “A Bela Adormecida”, peça de teatro para crianças e jovens; seguindo-se a peça “Uma Grande Árvore”, para crianças dos 3 aos 5 anos; e às 15h “Born... Arte”, um espectáculo de teatro para todos. As entradas no Museu serão gratuitas 2.
 
1. Ver www.jf-carnide.pt/cr_agenda_detalhe.php?aID=548
2. Ver www.museudoteatro-ipmuseus.pt/agen01_details.asp?id=96
publicado por Sobreda às 00:43
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Segunda-feira, 24 de Março de 2008

O regresso das hortas urbanas

Para sobreviver ou ocupar o tempo, são muitos os lisboetas que trabalham, faça chuva ou sol, as hortas improvisadas que se avistam em vários pedaços de terreno perto de estradas e vias rápidas de Lisboa.
Na sua maioria reformados ou desempregados, são muitos os que cultivam estes terrenos desocupados na esperança de colher algo da terra que os ajude a sobreviver. Junto à CRIL, ou nas encostas das Olaias, encontram-se diversas hortas com muitos destes “agricultores de cidade”, alguns deles desempregados das várias fábricas que “foram fechando”, mas que não se deixaram demover do trabalho pela chuva e vento que se faz sentir.
Os seus cultivadores moram em prédios perto dos terrenos, tendo como única restrição não poderem ter barracas. Apenas “de vez em quando vêm aqui os militares do quartel para verem se há barracas fechadas, mais nada”.
Muitos destes agricultores sofrem inúmeras vezes com ladrões de ocasião que se aproveitam do seu trabalho para “levar uns legumezinhos para casa”. É que existem “alguns espertinhos que moram nos prédios em frente”, que de quando em vez passam pelas hortas de noite e levam para casa “algumas cebolas, tomates ou couves”. Tirando estes casos, “o pessoal das hortas dá-se todo bem”.
A maioria destas hortas são cultivadas em terrenos públicos desocupados há várias décadas por moradores da zona, sendo que muitos destes se localizam junto a estradas ou vias rápidas da cidade. Apesar da sua localização, nenhum dos ‘agricultores’ demonstrou preocupação com a qualidade dos alimentos, explicando que os vegetais que tiram dessas terras, todos eles para consumo próprio, não têm qualquer problema para a saúde pública 1.
Pudera. A notícia pode não ser novidade 2, mas reflecte os sinais dos tempos, de tendência de crescente desemprego e de sinais ‘exteriores’ de pobreza.
 
1. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=86065
2. Ver também http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/22929.html
publicado por Sobreda às 00:59
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Domingo, 23 de Março de 2008

Vozes de Abril no Coliseu

Dezenas de músicos vão encontrar-se no Coliseu de Lisboa no próximo dia 4, numa gala de ‘Homenagem às Vozes de Abril’, organizada pela Associação 25 de Abril (A25A). “As ‘Vozes de Abril’ são cantores, músicos, poetas, escritores, actores, artistas plásticos, cujas obras expressaram os valores da liberdade e da democracia”, afirma a A25A.

Além de Zeca Afonso e de Adriano Correia de Oliveira, dois músicos entretanto falecidos, serão homenageados “todos os que deram o seu contributo artístico e ajudaram a criar condições para que a liberdade fosse conquistada”.
Entre os cantores e grupos que já confirmaram a sua participação na iniciativa figuram José Mário Branco, Luís Cília, Vitorino, Waldemar Bastos, a Brigada Victor Jara, Carlos Alberto Moniz, Carlos Mendes, Ermelinda Duarte, João Afonso, Fernando Tordo, Paulo Carvalho, Janita, Tino Flores, José Jorge Letria e Manuel Freire.
Trata-se de uma espectáculo de cerca de duas horas, que contará também com a actuação das bandas dos três ramos das forças armadas, e será transmitido pela RTP, ‘em horário nobre’, no dia 25 de Abril 1.
A A25A, fundada em Outubro de 1982, tem 5.700 sócios efectivos, entre os quais a grande maioria dos militares de Abril. Presidida pelo tenente-coronel Vasco Lourenço, a A25A assume-se como uma instituição “cultural e cívica” empenhada na “consagração e divulgação do espírito do 25 de Abril de 1974” e na “pedagogia e defesa dos valores democráticos” 2.
 
1. Ver http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=333645&visual=26&rss=0
2. Ver www.25abril.org
publicado por Sobreda às 00:02
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Sábado, 22 de Março de 2008

Reunião descentralizada da CML

A próxima reunião pública descentralizada da Câmara realiza-se a 2 de Abril, pelas 18h30, no Auditório Carlos Paredes, em Benfica (Avenida Gomes Pereira, nº 17), tendo como ponto único na Ordem de Trabalhos a “Audição dos Munícipes”.
A reunião destina-se preferencialmente aos moradores da freguesia. As intervenções, num máximo de 20, serão ordenadas de forma a dar prioridade a assuntos de interesse da zona, colectivos ou públicos.
 
Ver www.cm-lisboa.pt/?id_item=15852&id_categoria=11
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publicado por Sobreda às 08:54
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Sexta-feira, 21 de Março de 2008

Campeonato entre solteiros e casados

E agora algo completamente diferente… Querido, apetece-me algo. Algo que desempate este jogo entre solteiros e casados. Então que tal irmos a prolongamento e marcarmos uns penalties?
Um é adepto apaixonado do Sporting. A noiva, nem tanto. Mas o coração tem razões que a razão desconhece, e após diálogo com a família de sportinguistas lá se convenceram a casar… no Estádio José Alvalade.
Lá marcaram o casamento para amanhã nos relvados de Alvalade. O que acontece pela primeira vez e daí ser notícia. Não precisam de treinador, massagista ou de banco de suplentes. Apenas do serviço de catering e de assistência. A família assiste sentada nas bancadas. Os amigos partilham o bolo no relvado.
O acontecimento está a ser aproveitado ao máximo pelo clube que, assim, descobriu uma nova área de negócios: a liga de campeões dos matrimónios. “Será o palco de um acontecimento diferente, um casamento”. Com uma enchente de emoção. Só não foi divulgado quanto é que vão pagar os noivos.
 
Ver http://dn.sapo.pt/2008/03/21/sociedade/alvalade_abre_porta_casamentos.html
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publicado por Sobreda às 19:36
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Quinta-feira, 20 de Março de 2008

Novo ataque à administração pública

 

O Governo pretende acabar com as carreiras, introduzir o arbitrio nas remunerações e reduzir os vencimentos na administração pública.

O projecto de decreto lei que pretende aplicar a “Tabela de remunerações única” a  toda a Administração Pública que o governo divulgou,  não poderá ser correctamente compreendido se não for analisado conjuntamente com as leis 66-B/2007 e a 12-A-2008. É o que se faz neste estudo do economista Eugénio Rosa.

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Terça-feira, 18 de Março de 2008

Contacto Verde nº 38

Nesta edição da newsletter Contacto Verde são abordadas algumas das actuais questões que, no nosso país, carecem de eficientes e sustentadas respostas, que não ponham em causa caminho já feito e que se avancem com novas perspectivas.

O destaque vai para a situação agrícola portuguesa, o desenvolvimento rural e as análises de “Os Verdes”, que defendem que se deveria avaliar a possibilidade das pequenas explorações serem declaradas de interesse nacional.

Na ‘Entrevista’, Ana Maria Bénard da Costa, que tem um longo percurso em Educação Especial, fala-nos da sua experiência, das orientações pedagógicas que a motivaram e do que falta por cá fazer, nesse domínio. No ‘Em debate’, é abordada a perspectiva da integração das pessoas com deficiência na vida adulta.

Outros temas abordados incluem notícias sobre a campanha ‘Stop às Alterações Climáticas’, a redução de gases com efeitos de estufa no âmbito da U.E., o funcionamento das maternidades privadas, as construções em leito de cheia, o não cumprimento do protocolo de 1997 por parte da Lisnave sobre os trabalhadores da Gestnave e da Erecta, ou a maior manifestação de sempre de um único sector - o dos professores – com 100.000 na rua, a mostrar a sua indignação ao Governo, o que para “Os Verdes” é um claro sinal da necessidade de outra governação.

 

Ver www.osverdes.pt/contactov.asp?edt=38

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Segunda-feira, 17 de Março de 2008

Carta Aberta de resposta a um insulto

Na semana passada, à entrada para uma reunião, o ministro dos Assuntos Parlamentares insultou a resistência ao fascismo e a luta pela liberdade em Portugal, ao declarar, entre outras afirmações, que “a liberdade é algo que o País (…) não deve a Álvaro Cunhal” 1. Aqui se reproduz uma resposta coerente e incisiva.
 
Exmº Senhor Ministro,
Venho por este meio informá-lo que me sinto insultado pelas suas afirmações proferidas ontem à noite, em Chaves e dadas hoje à estampa na comunicação social escrita.
Foi o comunista do meu pai, Sérgio Vilarigues, que esteve preso 7 anos (dos 19 aos 26) no Aljube, em Peniche, em Angra e no campo de concentração do Tarrafal para onde foi enviado já com a pena terminada. Que foi libertado por ‘amnistia’ em 1940, quatro anos depois de ter terminado a pena. Que passou 32 anos na clandestinidade no interior do país, o que constitui um recorde europeu. Não foi ao seu pai, e ainda bem, que tal sucedeu.
Foi a comunista da minha mãe, Maria Alda Nogueira, que, estando literalmente de malas feitas para ir trabalhar em França com a equipa de Irène Joliot-Curie, pegou nas mesmas malas e passou à clandestinidade em 1949. Que presa em 1958 passou 9 anos e 2 meses nos calabouços fascistas. Que durante todo esse período o único contacto físico próximo que teve com o filho (dos 5 aos 15 anos) foi de 3 horas por ano (!!!). Que, sublinhe-se, foi condecorada pelo Presidente da República Mário Soares com a Ordem da Liberdade em 1988. Não foi à sua mãe, e ainda bem, que tal sucedeu.
Foi a mãe das minhas filhas, Lígia Calapez Gomes, quem, em 1965, com 18 anos, foi a primeira jovem legal, menor (na altura a maioridade era aos 21 anos), a ser condenada a prisão maior por motivos políticos - 3 anos em Caxias. Não foi à sua esposa, e ainda bem, que tal sucedeu.
Foi a minha filha mais velha, Sofia Gomes Vilarigues, quem até aos 2 anos e meio não soube nem o nome, nem a profissão dos pais, na clandestinidade de 1971 a 1974. Não foi à sua filha, e ainda bem, que tal sucedeu.
Fui eu, António Vilarigues, quem aos 17 anos, em Junho de 1971, passou à clandestinidade. Não foi a si, e ainda bem, que tal sucedeu.
Foi o caso do primeiro Comité Central do Partido Comunista Português eleito depois do 25 de Abril de 1974. Dos 36 membros efectivos e suplentes eleitos no VII Congresso (Extraordinário) do PCP em 20 de Outubro de 1974, apenas 4 não tinham estado presos nas masmorras fascistas. Dois tinham mais de 21 anos de prisão. Com mais de 10 anos de prisão eram 15, entre eles Álvaro Cunhal (13 anos).
São casos entre milhares de outros (veja-se Haja Memória) presos, torturados e até assassinados pelo fascismo. Para que houvesse paz, democracia e liberdade no nosso país. Para que o senhor ministro pudesse insultar em liberdade. Falta-lhe a verticalidade destes homens e mulheres. Por isso sei que não se retratará, nem muito menos pedirá desculpas.
As atitudes ficam com quem as pratica 2.
 
1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/235645.html
2. Ler António Nogueira de Matos Vilarigues IN ‘O Castendo’ http://ocastendo.blogs.sapo.pt, Penalva do Castelo, 2008-03-08
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publicado por Sobreda às 01:10
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Domingo, 16 de Março de 2008

Circular no Eixo do ruído

Telheiras e o Bairro Fonsecas e Calçada sofrem com o trânsito da 2ª Circular e do Eixo Norte-Sul. Por estas estradas há contrastes, com barreiras apenas na zona residencial conotada como mais abastada.
Há assim os que moram do lado errado da estrada. É como se a 2ª Circular fosse, naquele troço junto ao Eixo Norte-Sul, de apenas algumas dezenas de metros, a fronteira entre dois países distintos. Ou, por outras palavras, eis um péssimo exemplo das desigualdades sociais que colocam Portugal no topo do respectivo ‘ranking’ europeu.
As diferenças entre o bairro de realojamento Fonsecas e Calçada, em Telheiras Sul, e o bairro situado do outro lado daquela via, no lado Norte, não só dão nas vistas por alguma degradação e abandono do edificado e do espaço público, como nos ouvidos, graças à inexistência de barreiras acústicas para travar o barulho do tráfego à porta dos moradores que, há mais de 20 anos, para ali foram transferidos das barracas da antiga Quinta das Fonsecas e do Bairro da Calçada, na freguesia do Campo Grande.
“Não se percebe como é que daquele lado há barreiras e nós aqui temos de gramar com esta barulheira”, diz uma residente bem perto do ‘zumbido’ contínuo dos pneus no asfalto. Apesar de tudo, está conformada porque “já estou habituada”. Ainda assim, “incomoda ouvir barulho logo às cinco da manhã até às nove da noite, às vezes com as motas a piorar as coisas”.
A colocação de vidros duplos alivia o stress sonoro, mas “nem toda a gente tem dinheiro para isso”, como sublinha outra moradora que dispõe daquele sistema. “Mas no Verão, com o calor, não se pode ter a janela aberta por causa do barulho”, queixa-se. Problemas agravados no caso de quem tem bebés ou filhos de tenra idade, situação que esteve, aliás, na origem de um abaixo-assinado que uma mãe indignada fez circular pelo bairro, há cerca de um ano, em busca de uma solução que, pelos vistos, tarda em chegar.
O presidente da Junta de Freguesia diz que conhece o problema, do qual já deu conta ao vereador do pelouro do Ambiente. “Falámos do assunto no âmbito dos protocolos de descentralização de competências para as juntas e ele ficou de atender ao problema”.
O que significa que será preciso fazer bastante mais... barulho, para resolver os problemas de ruído.
 
Ver JRegião 2008-03-14, p. 8
publicado por Sobreda às 00:29
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Chave de lata

O executivo municipal aprovou esta semana a atribuição da chave de ouro da cidade ao presidente da Comissão Europeia.
O vice-presidente da autarquia justificou a distinção com o contributo de Durão Barroso para que o novo tratado europeu fosse assinado em Lisboa, ligando “o nome da cidade às instituições europeias”.
A CDU votou contra, criticando o papel de Barroso como “anfitrião da cimeira dos Açores em que se preparou a guerra do Iraque”. Aliás, mereceria antes, isso sim, uma ‘chave de lata’.
 
Ver JRegião 2008-03-14, p. 8
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publicado por Sobreda às 00:26
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Sábado, 15 de Março de 2008

Função Pública em luta contra despedimentos

Alguns milhares de trabalhadores da administração central foram ontem à tarde a São Bento exigir um sistema retributivo que lhes valorize as carreiras profissionais e lhes permita recuperar o poder de compra perdido nos últimos anos. O apelo foi feito numa resolução entregue no gabinete do primeiro-ministro, no final de uma manifestação que decorreu em Lisboa durante a tarde e que juntou milhares de pessoas.
No documento, aprovado no início do protesto junto ao Ministério das Finanças, é também reivindicada a alteração do sistema de avaliação da função pública e a revogação do aumento da idade de aposentação. Na resolução, os trabalhadores da Administração Pública prometem “prosseguir a luta para travar o passo a este Governo e às políticas de direita por ele desenvolvidas, com a destruição de direitos fundamentais e da sua dignidade profissional e laboral”.

O secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, que falou aos manifestantes no Terreiro do Paço, disse que os trabalhadores da Função Pública têm todas as razões para protestar e lembrou, nomeadamente, que estes perderam um décimo dos seus salários nos últimos anos, por terem tido sucessivamente aumentos salariais abaixo da inflação.
Criticou ainda o Governo por não admitir a hipótese de um aumento salarial intercalar para este ano - em que os trabalhadores da Administração Pública tiveram aumentos de 2,1% quando a inflação deverá chegar aos 2,5% - quando todos os anos tem constatado a desvalorização dos salários reais, acrescentando que “a democracia é alimentada pela intervenção dos cidadãos”.
A coordenadora da Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública acusou também o Governo de não respeitar os Sindicatos, de impor aos trabalhadores uma grelha salarial que baixa a remuneração média da Função Pública e de tentar encontrar, através do estatuto disciplinar, forma de despedir trabalhadores sem justa causa.
A manifestação marcou o final da semana de luta convocada pela Federação, afecta à CGTP, para protestar contra o novo diploma dos vínculos, carreiras e remunerações, o congelamento de escalões, a imposição de quotas no sistema de avaliação e o aumento da idade de reforma.
 
Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1322680&idCanal=57
publicado por Sobreda às 00:27
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Sexta-feira, 14 de Março de 2008

Funcionários da CML descontentes

Vive-se na CML um clima de medo de represálias. Alguns funcionários socialistas dizem que vivem num clima difícil depois do actual executivo da autarquia ter mantido as chefias dos departamentos que lá foram colocadas pelo PSD, encontrando-se numa situação de “descontentamento e medo” e num sentimento de impunidade. Consideram ainda que “todas as más chefias continuaram com o executivo socialista e portanto continuará também a má gestão” na CML.
Este descontentamento do pessoal da CML continua desde o tempo das anteriores vereações do PSD, uma vez que encontra a sua raiz no facto de o executivo socialista ter mantido as mesmas pessoas à frente dos departamentos da autarquia, resultado possível do facto da maior parte dos vereadores eleitos pelo PS serem independentes.
Terá havido “uma grande expectativa com estas eleições intercalares para muitos dos funcionários e especialmente para os militantes e simpatizantes do PS, que sabiam que algo devia mudar, pois a CML estava mal tanto ao nível da vereação como ao nível das chefias”. Os funcionários do município lisboeta consideram que havia uma prepotência onde os directores punham e dispunham, como por exemplo ao nível das decisões nas mudanças dos horários e das horas extra e com “estas eleições esperava-se que algo mudasse”.
Acontece é que “há uma grande confusão na vereação da câmara e não se percebe se é por serem independentes ou não”. "A nova direcção tomou posse e as chefias mantiveram o seu lugar”, e assim, “todas as más chefias continuaram com o executivo socialista e portanto continua a má gestão”. Diz-se que estas chefias, “ao continuarem no seu lugar, pensam que podem fazer tudo e de certo modo tem sido verdade”.
Exemplo também da confusão que se vive nas chefias da CML, foi a curiosa situação relatada por um elemento que trabalha na autarquia de uma pessoa que ia ser nomeada para uma direcção, que foi ‘desnomeada’ no dia em que se estava a apresentar ao serviço que ia dirigir.
Afinal, parece que as esperanças neste mandato radicavam apenas numa nova distribuição dos lugares, com a ‘cor’ política  a mudar de laranja para rosa. As eleições serviriam apenas para legitimá-la. Ora agora estás lá tu, ora agora 'jobs' para mim...
 
Ver www.semanario.pt/noticia.php?ID=3990
publicado por Sobreda às 02:01
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Ameixoeira com alteração ao PDM

Em 18 de Junho de 2002, no âmbito da proposta 166/CM/2002, aprovada pela deliberação 18/AML/2002 da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), foi deliberado proceder -se a uma alteração ao Plano Director Municipal (PDM) que incide sobre uma zona do Vale da Ameixoeira e tem por objectivo a consolidação do tecido urbano da zona, a renovação das áreas degradadas e a valorização do núcleo antigo da Ameixoeira.
Por lapso, na publicação em DR, da RCM n.º 104/2003, que ratifica a referida alteração ao PDM, a planta publicada não coincide com a planta aprovada pela AML.
Detectado o erro material foi emitido o parecer n.º 14/DAJU/DJ/2007, pelo Departamento Jurídico da CML, tendo sido solicitado à Direcção -Geral Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano a rectificação da RCM nº 104/2003.
Com a alteração introduzida pelo DL 316/2007 de 19 de Setembro, a Direcção-Geral Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano notificou a CML através do ofício nº 332/DSO/2007, da competência desta para proceder à publicação da referida alteração.
Neste sentido, o Diário da República procede à publicação da planta de ordenamento aprovada pela AML em 18 de Junho de 2002.
 
Ver Aviso nº 7889/2008 IN DR I Série 2008-03-16, p. 11079
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publicado por Sobreda às 01:52
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Quinta-feira, 13 de Março de 2008

Gebalis sob investigação

A Gebalis, a empresa que gere os bairros sociais de Lisboa, estará a ser investigada pela Polícia Judiciária, onde pelo menos 14 pessoas estarão implicadas em procedimentos menos claros levados a cabo por esta empresa que gere 24 mil casas camarárias.
Em Abril do ano passado, um relatório à actuação da Gebalis, elaborado pelo departamento de auditoria interna da CML, detectou algumas irregularidades, como o fraccionamento da despesa em empreitadas, obras lançadas por concurso limitado e por ajuste directo. Foram analisadas, em especial, as obras lançadas entre 2001 e 2006, tendo o estudo da comissão revelado má gestão e descontrolo dos custos das empreitadas.
A empresa voltou a ser notícia em Julho do ano passado, quando o presidente da Gebalis foi acusado de alegado financiamento da promoção de um concerto de apoio à campanha do anterior presidente da CML, para além de ser o sétimo candidato na sua lista ao executivo camarário. Na altura, recusou afastar-se do cargo, sublinhando que o espectáculo foi cancelado “mal se percebeu que podia haver problemas e acusações de aproveitamento” 1.
A Comissão Nacional de Eleições concluíra em Setembro passado que a empresa violara o “princípio de neutralidade e imparcialidade” na campanha eleitoral para as eleições intercalares em Lisboa, tendo enviado o processo ao Ministério Público 2.
 
1. Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1322324&idCanal=59
2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/120872.html
publicado por Sobreda às 01:02
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Bairros sociais em Lisboa

A cidade de Lisboa tem 67 bairros sociais com cerca de 25 mil casas onde habitam 87 mil pessoas, de acordo com a Gebalis, a empresa que gere os Bairros Municipais de Lisboa. Os dados referentes a Janeiro de 2007 e citados no relatório do Observatório de Luta contra a Pobreza na Cidade de Lisboa, divulgado recentemente, revelam que é na freguesia de Marvila que se localiza o maior número de mais bairros sociais, com um total de dez, seguindo-se Santa Maria dos Olivais, com nove, e Benfica com seis.
De acordo com o relatório do Observatório, os bairros sociais mais populosos da cidade são o de Padre Cruz, com 8.793 habitantes, e do Condado Zona J, em Marvila, com 6.869 pessoas. Os bairros menos populosos são o Presidente Carmona, situado na freguesia Alto do Pina, com 38 habitantes, o do Caramão da Ajuda com 49 e o da Rainha Dona Leonor, em São Domingos de Benfica, com 50.
O bairro do Presidente Carmona, na freguesia do Alto do Pina, é também o mais antigo da capital, tendo sido edificado em 1927. O bairro mais recente é o do Alto de Lisboa Centro, criado em 2007, e que se situa entre as freguesias da Charneca e Lumiar com 62.049 habitantes.
 
Ver Lusa doc. nº 8099219, 12/03/2008 - 09:00
Quarta-feira, 12 de Março de 2008

Ainda o relatório do Observatório de Luta Contra a Pobreza em Lisboa

O Observatório de Luta Contra a Pobreza em Lisboa fez um levantamento de alguns indicadores socio-económicos sobre cada uma das freguesias do concelho de Lisboa de forma a caracterizar a cidade e os seus habitantes e concluiu que, em termos de habitação, 49% dos lisboetas residem em casas arrendadas ou subarrendadas (com rendas médias de 118 euros), sendo São Mamede a freguesia com rendas mais altas, apresentando valores acima dos 150 euros, e Castelo, com valores médios de 54 euros, aquela com rendas mais baixas.
Segundo o Observatório, o lisboeta típico tem, em média, 44 anos, possui o ensino primário ou básico, trabalha no sector terciário e tem um rendimento médio mensal de 1.282 euros. Os dados do relatório indicam ainda que mais de 76% dos lisboetas trabalha no sector terciário, tem um rendimento médio mensal de 1.282 euros, e 7,3% da população está desempregada.
As freguesias que registam maior taxa de desemprego são a Charneca (11,3%), Marvila (10,1%) e Santa Justa (9,8 por cento). Mártires, com 2,3%, São Francisco (4,6%) e Lumiar (5,2%) são as freguesias com menor taxas de desemprego.
Relativamente ao nível de Educação, a maior parte possui o ensino primário ou básico (20%), logo seguido pelo ensino secundário (18%), sendo que os cidadãos com maior nível de qualificação habitam nas freguesias de São Francisco Xavier, Lumiar e Alvalade e aqueles com menor nível na Charneca, Marvila e São Miguel.
O relatório constata ainda que as freguesias de Alvalade (35,2%) e São João de Brito (33,4%) são as que tem mais população idosa e a Charneca (20,40%), Carnide (17,44%) e Lumiar (16,10%) as mais jovens da cidade de Lisboa.
 
Ver Lusa doc. nº 8095933, 12/03/2008 09:01
publicado por Sobreda às 22:58
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Terça-feira, 11 de Março de 2008

12 Março - Manifestação dos Trabalhadores da Administração Local



No dia 12, em Lisboa, os trabalhadores da Administração Local dizem não à política de José Sócrates contra os direitos laborais, as carreiras profissionais, a liberdade sindical e os serviços públicos!
Porque é preciso derrotar a ofensiva de um Governo cada vez mais contra os trabalhadores, cada vez mais ao serviço dos poderosos e dos interesses dos grandes grupos económicos.

Ler Comunicado do STAL em PDF

publicado por cdulumiar às 12:01
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Segunda-feira, 10 de Março de 2008

A Mulher e o Trabalho

No 8 de Março de 2008, em que se comemorou o Dia Internacional da Mulher, interessa fazer um balanço da situação da mulher em Portugal, e como essa situação tem evoluído nos últimos anos. Para concluir que as desigualdades não têm diminuído, como neste estudo de Eugénio Rosa.

Ler Estudo de Eugénio Rosa 

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publicado por teresa roque às 10:38
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Domingo, 9 de Março de 2008

100 mil respondem ao insulto

A ‘Marcha da indignação’ constituiu um protesto de professores sem precedentes. Os organizadores garantem que mais de 100 mil docentes participaram na iniciativa, em Lisboa. E o comando metropolitano de Lisboa da PSP confirmou a presença de cerca de 100 mil manifestantes no desfile dos professores, ratificando os dados adiantados pelos sindicatos 1.

Os números indicam que os professores marcharam de forma massiva para Lisboa em protesto contra a política de Educação do Governo. Segundo o sindicato, cerca de dois terços de toda a classe profissional (constituída por 143 mil docentes) terá estado nesta “Marcha da Indignação”.
Os docentes, que chegaram de todos os pontos do país em centenas de autocarros, concentraram-se no Marquês do Pombal descendo depois para o Terreiro do Paço. Juntos exigiram a demissão da ministra da Educação, a renegociação do Estatuto da Carreira Docente e a suspensão do processo de avaliação de desempenho 2.
Os sindicatos garantem que se trata da maior manifestação de sempre na Educação e um dos maiores protestos dos últimos anos em Lisboa. No discurso que proferiu no final do desfile, o dirigente da Fenprof e porta-voz da plataforma sindical, garantiu que “mais de dois terços” da classe profissional participou no protesto, um anúncio que foi recebido com um forte aplauso pelos manifestantes.
A cabeça do desfile chegaria ao Terreiro do Paço cerca das 16h30, mas mais de duas horas depois eram ainda milhares os manifestantes que chegavam ao local, onde decorrem os discursos finais. Cerca das 18h50, o Terreiro do Paço encontrava-se praticamente cheio, enquanto uma densa mole humana preenchia ainda os últimos dois quarteirões da Rua do Ouro 3.
Vestidos de negro os professores fizeram de Lisboa a capital do seu protesto contra o Governo. E afirmam que venceram o executivo socialista por uma maioria qualificada de dois terços 4.
Foi uma resposta ímpar ao “maior insulto à Democracia” 5.
 
1. Ver www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=39&SubSubAreaId=79&ContentId=239536
2. Ver http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=331781&visual=26
3. Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1322010&idCanal=58
4. Ver http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/262299
5. Ler o anterior artigo http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/235645.html
publicado por Sobreda às 01:05
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Sábado, 8 de Março de 2008

O maior insulto à Democracia

“A liberdade é algo que o País deve a Mário Soares, a Salgado Zenha, a Manuel Alegre. Não deve a Álvaro Cunhal nem a Mário Nogueira”, acusou o ministro dos Assuntos Parlamentares, 6ª fª à noite em Chaves, à entrada para uma reunião sobre os três anos de Governo.

Acusou de seguida os manifestantes que o vaiavam de estarem a levar a cabo uma intimidação anti-democrática e atribuiu o combate pela liberdade apenas a ‘históricos’ do PS, acrescentando que estes “lutaram por ela antes do 25 de Abril contra o fascismo, e lutaram por ela depois do 25 de Abril”. O ministro acusou também os manifestantes de “nem sequer saberem distinguir entre Salazar e os democratas” e de nem terem “lutado contra o fascismo” 1.

 

Esclareça-se então o sr. ministro:

“Álvaro Cunhal nasceu em Coimbra (na freguesia da Sé Nova), filho de Avelino Henriques da Costa Cunhal, advogado, liberal e republicano, natural de Seia, e de Mercedes Simões Ferreira Barreirinhas Cunhal, católica fervorosa.

Ao longo da década de 30, Álvaro Cunhal foi colaborador de vários jornais e revistas como a Seara Nova e o O Diabo, e nas publicações clandestinas do PCP, o Avante e O Militante, onde escreveu artigos de intervenção política e ideológica.

Em 1940, Cunhal é escoltado pela polícia à Faculdade de Direito, onde apresenta a sua tese de licenciatura em Direito, sobre a temática do aborto e a sua despenalização, tema pouco vulgar para a época em questão. A sua tese, apesar do contexto político pouco favorável, foi classificada com 16 valores (num máximo de 20 possíveis).

Devido aos seus ideais comunistas e à sua assumida e militante oposição ao Estado Novo, esteve preso em 1937, 1940 e entre 1949-1960, num total de 13 anos, 8 dos quais em completo isolamento. A 3 de Janeiro de 1960, Cunhal, juntamente com outros camaradas, todos quadros destacados do PCP, protagonizaram a célebre fuga da prisão-fortaleza de Peniche possível graças a um planeamento muito rigoroso e uma grande coordenação entre o exterior e o interior da prisão.

Ocupou o cargo de secretário-geral do Partido Comunista Português, sucedendo a Bento Gonçalves, entre 1961 e 1992. Regressou a Portugal cinco dias depois do 25 de Abril de 1974. Foi ministro sem pasta no I, II, III e IV governos provisórios e também deputado à Assembleia da República entre 1975 e 1992. Em 1982, tornou-se membro do Conselho de Estado, abandonando estas funções dez anos depois, quando saiu da liderança do PCP.

Além das suas funções na direcção partidária, foi romancista e pintor, escrevendo sob o pseudónimo de Manuel Tiago, faceta que só revelou em 1995. Nos últimos anos da sua vida sofreu de glaucoma, acabando por cegar. Faleceu em 13 de Junho de 2005, em Lisboa, e no seu funeral (a 15 de Junho), participaram mais de 250.000 pessoas 2.

 

Curiosamente, a mesma fonte enciclopédica internacional nem numa breve linha refere qualquer pormenor de décadas de luta ou prisões ‘em completo isolamento’ de um dos principais líderes socialistas citados pelo sr. ministro 3, que apenas padeceu de um breve período de deportação para a ilha de São Tomé, entre 1968-1969.

Pergunta-se: quem padece de facto de ‘cegueira’, acabando por desferir o maior dos insultos à luta contra o fascismo em Portugal e à defesa da Democracia?

 

1. Ver http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=331693&visual=26

2. Ver http://pt.wikipedia.org/wiki/Alvaro_Cunhal

3. Ver http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Soares

publicado por Sobreda às 21:05
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Actos intimidatórios

A CGTP-IN pediu uma reunião de urgência com o ministro da Administração Interna sobre a actuação das forças de segurança, que a Intersindical acusa de nos últimos dias praticar ‘actos intimidatórios’ sobre trabalhadores.
Segundo a central sindical, em causa está a actuação de elementos da GNR, que antes de ontem recorrendo a “uma força de intervenção da GNR, dispersou à bastonada o piquete de greve, chegando a algemar e deter um activista sindical, como se tratasse de um perigoso meliante”, e para impedir que trabalhadores da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Sines, em greve há um mês, bloqueassem a entrada de camiões nas instalações, detendo um activista sindical.
Na origem da contestação da CGTP está ainda o caso de agentes da PSP que esta semana visitaram escolas para saber quantos professores iriam participar na manifestação nacional, que se realiza sábado em Lisboa. “Assistiu-se nas últimas horas a uma actuação das forças de segurança que, no mínimo, convoca a preocupação da CGTP-IN pela reprovável atitude de intimidação, perseguição e uso da força sobre trabalhadores em exercício plenos dos seus direitos constitucionais”, refere um comunicado da organização sindical.
“Inaceitável manobra de intimidação” é também como a CGTP classifica a visita de agentes da PSP a escolas, no âmbito e em vésperas da ‘Marcha da indagnação” dos professores, que se realiza hoje à tarde entre a Praça do Marquês de Pombal e a Praça do Comércio, e com a qual se solidariza.
Na sequência destes casos, a central sindical afirma ter pedido ao ministro da Administração Interna uma reunião com carácter de urgência, considerando que esta preocupante “atitude [das forças de segurança] começa a ganhar contornos de comportamento considerado normal pelas chefias das respectivas forças”.
 
Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1321950
publicado por Sobreda às 00:24
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Sexta-feira, 7 de Março de 2008

CDU exige verbas da descentralização de competências

Os presidentes das Juntas de Freguesia de Ajuda, Alcântara e Carnide, as três maiores Juntas governadas pela CDU em Lisboa, exigiram ontem que a CML pague as verbas necessárias para as Juntas de Freguesia assumirem competências da autarquia, afirmando que há serviços à população que podem estar em risco. Contestam também os novos protocolos de manutenção dos espaços verdes, que se preparam para não assinar, acusando o vereador de reduzir as verbas para a manutenção dos jardins.
A ausência de um protocolo de descentralização de competências desde o final de Dezembro “coloca em causa o normal funcionamento da cidade”, sublinha o autarca de Carnide, pois “as 53 freguesias de Lisboa não recebem verbas desde 1 de Janeiro e não sabem com o que podem contar”, nem como continuar a assegurar, por exemplo, as actividades de ocupação de tempos livres das crianças no Verão. “Nunca tinha acontecido à data de hoje não saber se em Julho há praia-campo”.
Às verbas que não foram transferidas desde o início do ano por não haver protocolo assinado, acrescem as dívidas da CML às Juntas de Freguesia, frisou o autarca, referindo que só Carnide tem a receber 600 mil euros. O vice-presidente da CML com o pelouro da relação com as freguesias, assegurou que “a Câmara introduziu no orçamento deste ano uma redução de 30% em relação ao ano anterior, de 800 mil passou para 500 mil euros”, embora mantendo “o montante global de verbas a transferir para as Juntas”.
Os presidentes de Junta comunistas da capital acusam também o presidente da CML e o vice-presidente de falta de diálogo. Segundo os eleitos comunistas, o documento do protocolo foi enviado às Juntas de Freguesia para os Presidentes de Junta “apenas apreciarem e verificarem”. “Não há qualquer conversa, qualquer diálogo”.
O vice-presidente contrapôs que os protocolos serão discutidos na próxima reunião de CML depois de terem sido ouvidas as Juntas. “Alguns presidentes fizeram sugestões de novas áreas a descentralizar, mas que implicam um aumento de verbas que não é possível aceitar”. Acrescentou ainda que “antes da reunião os textos dos protocolos serão dados a conhecer aos senhores presidentes”.
Já em relação aos Espaços Verdes, os presidentes de Junta da CDU acusam o vereador de ter elaborado um conjunto de “critérios subjectivos” com o objectivo de “cortar as verbas”, modificando a forma de calcular as áreas verdes, e excluindo, por exemplo, os caminhos exteriores aos jardins, baixando assim os valores fixados por metro quadrado.
Os autarcas comunistas afirmam que anualmente estavam fixados valores por metro quadrado entre 2,70 euros e 3,10 euros, e que estes passaram a situar-se entre 1,5 e 3 euros. Os eleitos da CDU afirmam por isso ser impossível manter os jardins com estes valores e ameaçam não assinar os protocolos, caso os montantes se mantenham. “Se não houver alterações, não aceito”, disse o Presidente da Junta da Ajuda cuja recusa será seguida pelos autarcas de Alcântara e Carnide.
Recorda-se que a AML já tinha aprovado a 22 de Janeiro uma recomendação exigindo da autarquia a “imediata cessação das pressões para que as Juntas aceitem uma redução das verbas para a manutenção de jardins”. Na altura, também os Presidentes de Junta de Freguesia do PSD alegaram que o objectivo do vereador dos espaços verdes é reduzir as verbas da delegação de competências para a manutenção de jardins em “30 a 50%”.
 
Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=83850
publicado por Sobreda às 01:39
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Quinta-feira, 6 de Março de 2008

Reservatórios para prevenir cheias

A CML está a negociar uma parceria com a EPAL para suportar os custos da intervenção na rede de saneamento, que é a mais antiga do país. Esse saneamento deverá passar pela construção de quatro grandes reservatórios e um túnel entre a Almirante Reis e Santa Apolónia, soluções que poderão ajudar a prevenir cheias em Lisboa.
As intervenções, com um custo estimado em 140 milhões de euros, foram ontem apresentadas pela equipa que está a elaborar o Plano de Drenagem de Lisboa e que serão analisadas pela autarquia. Uma das obras propostas no plano é a construção de um túnel de um quilómetro, com profundidade de 65 metros, entre o Martim Moniz e Santa Apolónia. Esta é uma solução de ‘transvase’ proposta devido à impossibilidade de se fazer um reservatório naquela zona.
O plano propõe também a construção de quatro grandes reservatórios “para atenuação dos caudais máximos”, construção ou reconstrução de colectores com falta de capacidade de escoamento, aumento da capacidade elevatória da zona ribeirinha, entre outras medidas.
Na bacia de Alcântara é proposta a construção de um reservatório na zona de Benfica - Campolide, e de um outro no ramal das Avenidas Novas. Nesta zona é também apontada a construção de quatro comportas, junto ao centro comercial Fonte Nova, junto ao largo General Sousa Brandão, junto à rua Inácio de Sousa e em São Domingos de Benfica.
A construção de reservatórios no Intendente, no Vale de Chelas e na zona da Avenida de Berlim e Infante D. Henrique, são outras das intervenções propostas 1. Nada se prevê porém para inviabilizar a repetição de situações de cheias como as que recentemente ocorreram no centro do Lumiar 2.
 
1. Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1321720&idCanal=59
2. Ver http://viveraltadelisboa.blogspot.com/2008/02/cheias-na-alta-de-lisboa-20.html
publicado por Sobreda às 00:12
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Quarta-feira, 5 de Março de 2008

Aguarda-se solução para o cemitério de Carnide

A CML deverá propor ainda este mês uma solução para o cemitério de Carnide, cuja falta de qualidade dos solos tem impedido enterros nos últimos anos. A autarquia estará a analisar um relatório elaborado pelo LNEC que aponta para a possibilidade de ser necessário exumar sete mil cadáveres, a fim de substituir o solo.
O presidente da Junta de Freguesia de Carnide lamentou “o desinvestimento por parte da Câmara neste cemitério”. “Temos um cemitério que não está a ter o uso que devia e não é só porque o solo não tem qualidade. O projecto inicial previa nove fornos crematórios, mas nem um está a funcionar”, criticou Paulo Quaresma. Além disso, acrescentou, “só metade daquele espaço está a ser usado. O resto, que também devia ser ocupado com campas, continua um baldio”.
Inaugurado em 1996, há já alguns anos que o recinto não cumpre a função de sepultamento, a não ser em casos excepcionais. “Desde 2001 que não é possível levantar os corpos, por isso não há espaço para novos”, explicou Paulo Quaresma, adiantando que ainda não foi informado pela Câmara acerca das conclusões do relatório do LNEC.
Em Lisboa existem actualmente sete cemitérios municipais: Alto de S. João, Prazeres, Ajuda, Benfica, Olivais, Lumiar e Carnide.
 
Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=83628
publicado por Sobreda às 21:17
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Terça-feira, 4 de Março de 2008

Deputados municipais de Lisboa condenam alterações à lei eleitoral

Na Assembleia Municipal de hoje, os deputados municipais de todos os vários grupos políticos manifestaram-se contra as alterações à lei eleitoral autárquica, redigida pelos dois partidos do bloco central (PS e PSD), e que estão a ser discutidas na especialidade na Assembleia da República, sobretudo por retirar aos presidentes de Junta o poder de votar os orçamentos municipais.
O próprio PSD (de Lisboa) contestou agora o que considera ser a transformação dos presidentes de Junta em “deputados municipais de segunda”, ao deixarem de poder votar os planos e orçamentos, sublinhando que a AML já aprovou uma moção contra este aspecto do projecto de lei da autoria, curiosamente, de PS e PSD.
Também o PS (de Lisboa) afirmou igualmente não ter “dúvidas que esta lei desconsidera os presidentes de Junta”, chegando a sugerir a criação de um órgão consultivo especificamente para aqueles autarcas, de consulta obrigatória em matérias orçamentais ou referentes ao Plano Director Municipal. Criticou ainda a “maioria artificial” dos executivos camarários prevista no projecto de lei, que prevê que o presidente da Câmara seja o primeiro da lista mais votada para a Assembleia Municipal e escolha a maioria da vereação, independentemente do resultado eleitoral.
O PCP referiu igualmente que são os presidentes de Junta quem “passam a ser eleitos de segunda classe, perdendo a plenitude de serem deputados municipais, fragilizando-se assim, ainda mais, o órgão deliberativo”. O abuso é de tal ordem, que “vai até à possibilidade de um presidente de Junta, como parte integrante de um grupo municipal, poder apresentar moções de rejeição, mas não poder votá-las”.
Até o CDS classificou o projecto de lei de “inútil”, que “terá como efeito adiar para as calendas aquilo que é primordial, que é a reforma administrativa das autarquias”. “Só depois de uma reforma das competências, meios e recursos das autarquias se deve preocupar com a lei eleitoral autárquica” 1.
Para “Os Verdes”, a lei representa uma clara desqualificação da democracia local, com um destino claro: o regresso ao Rotativismo partidário do período da Regeneração, na 2ª metade do século XIX português, que remeteu o poder local de então ao elitismo e ao caciquismo tão característicos desse período da História de Portugal.
E a pergunta chave é: será que durante mais de 30 anos os executivos funcionaram sob a ameaça da ingovernabilidade ou da instabilidade permanente? Jamais! Porém, PS e PSD unem-se no Parlamento para legislar em nome dos seus interesses e não dos interesses do País. Restringem as opções políticas dos cidadãos, terminando com a possibilidade que os eleitores tinham, até agora, de votar num partido para a gestão da autarquia e de votar num outro para a Assembleia Municipal. Dois partidos com uma necessidade cega de poder político absoluto. Mesmo que para isso ponham em causa o funcionamento das autarquias.
Recorda-se que na recente AML de 22 de Janeiro, PS e PSD chumbaram uma moção, apresentada pelo PCP, condenando a nova Lei Eleitoral Autárquica e em que se criticava o facto de esta ir comprometer a pluralidade da representação nos executivos autárquicos, com a exclusão das forças minoritárias 2. Agora acabaram por assumir o dito por não dito.
Também a CML aprovou já uma moção criticando a diminuição prevista do número de vereadores nos executivos. Depois da sessão de hoje, exclusivamente dedicada a discutir as alterações à lei eleitoral autárquica, os deputados municipais deverão elaborar uma nova moção de condenação.
 
1. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=83514
2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/214394.html
publicado por Sobreda às 23:42
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Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Contacto Verde nº 37

Nesta edição da newsletter Contacto Verde são abordadas algumas das actuais questões polémicas e das perspectivas (ou falta delas) no domínio ambiental e social, no nosso país.
O Destaque vai para a situação actual dos controversos projectos PIN, que deverão cativar uma grande fatia do presente Quadro Comunitário de Apoio, o que foi recentemente criticado pelo Conselho Nacional de “Os Verdes”, reunido no passado dia 16 de Fevereiro, uma vez que muitos são empreendimentos turísticos localizados em áreas classificadas. Numa altura em que o primeiro projecto PIN foi suspenso pelo tribunal, questiona-se a validade destes processos.
Em entrevista, Júlio Campos, médico e membro do Conselho Nacional de “Os Verdes”, fala à Contacto Verde da interacção entre ambiente e saúde, da actual visão economicista do Governo neste domínio e da importância de um maior investimento na saúde pública.
Na secção ‘Em debate’, Cláudia Madeira, dirigente da Ecolojovem, aborda a importância do associativismo juvenil e os problemas com que se debatem actualmente as associações de estudantes do ensino básico e secundário.
É ainda dada notícia sobre o projecto de resolução sobre indemnizações compensatórias para transportes urbanos, apresentado pelo Grupo Parlamentar ecologista no passado dia 29 de Fevereiro na A.R., bem como sobre as duas recomendações apresentadas pelo Grupo Municipal de “Os Verdes”, ambas aprovadas na Assembleia Municipal de Lisboa do passado dia 19 de Fevereiro, uma sobre o “Ensino especializado de música” e outra sobre o “Regimento de Sapadores de Lisboa”.
 

Ver www.osverdes.pt/contactov.asp?edt=37

Temas:
publicado por Sobreda às 23:45
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Domingo, 2 de Março de 2008

50.000 em marcha pela liberdade e democracia

A Marcha pela Democracia e a Liberdade, que o PCP organizou ontem em Lisboa reuniu mais de 50.000 militantes, amigos e anti-fascistas, numa poderosa afirmação dos valores de Abril e da determinação do PCP em defender os direitos conquistados com a Revolução, e derrotar a actual ofensiva do Governo e dos exploradores.
Entre o Príncipe Real e o Rossio, os manifestantes comunistas percorreram a rua do Século, Calçada do Combro, o Chiado o Largo do Carmo, onde se cantou a «Grândola Vila Morena», de Zeca Afonso, seguindo depois pelas Ruas da Conceição e da Prata até à Praça D. Pedro IV.
Em frente ao Palácio Ratton, edifício do Tribunal Constitucional, milhares de militantes comunistas ergueram os seus cartões de militantes em protesto contra a actual Lei dos Partidos. «Somos muitos, muitos mil. Muito mais do que cinco mil», gritou-se na manifestação que foi colorida com milhares de bandeiras vermelhas.
Num Rossio repleto de bandeiras vermelhas, no breve comício que se seguiu à manifestação, o nome de José Sócrates recebeu um coro de apupos sempre que foi pronunciado.

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou o Governo liderado por José Sócrates de atacar todas as vertentes da democracia, de se submeter aos «ditames dos poderosos» e de estar a desenvolver um Estado policial. Para Jerónimo de Sousa, a ofensiva do Governo de José Sócrates «não deixa intocável nenhuma das vertentes do regime democrático, a democracia social, a democracia económica, a democracia cultural e a democracia política».
O Governo «está cada vez mais submetido aos ditames dos poderosos, sobretudo pela sua prática e decisões políticas e económicas», sustentou, antes de acusar o executivo socialista de se colocar «do lado contrário aos constituintes e da Constituição». «Este Governo auto proclamado moderno recorreu à resposta clássica, com arrogância e autoritarismo - animado directa ou indirectamente pelo silêncio ou mesmo com intervenção - através de uma escalada de ataques às liberdades», denunciou o líder dos comunistas.
Para Jerónimo de Sousa, em Portugal, o exercício de direitos sindicais está a ser «coartado e proibido em muitas empresas, o direito à greve ameaçado» e os piquetes de greve são «dispersados com recurso a forças de segurança», ao mesmo tempo que «dirigentes sindicais são expulsos e os processos criminais são cada vez mais frequentes contra quem faz uso de direitos constitucionais». «Um pouco por todo o país vão crescendo as limitações às liberdades de expressão e de propaganda, com regulamentos inconstitucionais e intromissões abusivas de diversas autoridades e instituições públicas ou privadas; multiplicam-se os casos de tentativas de limitação do direito de associação e de autonomia das organizações».
Jerónimo de Sousa fez depois um ataque directo à figura do primeiro-ministro. «Este Governo e em particular o primeiro-ministro, do alto da sua olímpica arrogância, embevecido pelo apoio e aplauso dos poderosos, dos seus seguidores e clientelas, que lhe auguravam a perpetuação do cargo, julgou que seria tão fácil proceder à demolição dos direitos sociais como descer a Avenida da Liberdade até ao Rossio. Enganou-se», exclamou o secretário-geral do PCP.
No seu discurso, além críticas duras á actual lei dos partidos, Jerónimo de Sousa acusou ainda o PS e PSD de pretenderem rever as leis eleitorais para criar um sistema de «dois partidos da política única».
publicado por cdulumiar às 11:04
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Memórias registadas em livro

A história das colectividades da Graça, onde se estreou aos microfones da rádio a carismática Milú, celebrizada em filmes como ‘O Leão da Estrela’ e ‘Costa do Castelo’ fica a partir de 6ª fª disponível numa edição da CML. O livro, que inclui fotos e entrevistas com as antigas vedetas, recordando os seus êxitos, vai estar disponível a partir de 2ª fª na Livraria Municipal, na Avenida da República, e será em breve vendido nas livrarias do circuito comercial.
Na publicação são descritos episódios da história das colectividades da Graça - algumas delas centenárias - e desconhecidos do grande público. As mais antigas são a Caixa Económica Operária, de 1876, o Grupo Excursionista Fiseu do Monte (1898) e o Grupo dos Cinco Reis (1907). Mais recentes, mas também alvo de atenção, são o Maria Pia Sport Clube, o Grupo Recreativo Estrela de Ouro, o Desportivo da Mouraria, o Futebol Clube Monte Pedral e o Núcleo dos Amigos do King (1996).
Todas estas colectividades têm ainda as suas portas abertas. Símbolos emblemáticos da Graça são o Cine Royal, onde foi exibido o primeiro filme sonoro em Portugal. Hoje está lá um supermercado, mas na fachada não se pode mexer, dado o interesse do imóvel.
Este livro é o 2º volume de uma colecção sobre as colectividades de Lisboa, sendo o primeiro dedicado aos Prazeres. Em preparação estão já mais dois volumes, um dedicado à Freguesia do Lumiar e outro sobre as Freguesias da Ajuda e Santos.
 
Ver Lusa doc. nº 8059054, 29/02/2008 - 16:39
publicado por Sobreda às 00:58
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Sábado, 1 de Março de 2008

Ainda se lava roupa à mão fora de casa

Em Lisboa ainda há quem saia de casa com uma trouxa de roupa suja para lavar nos tanques dos lavadouros públicos que resistem em certas zonas da cidade.

Para o presidente da Junta de Freguesia de Carnide, “o lavadouro tem ainda hoje uma vertente social. Ainda há uma ou outra situação de pessoas que vêm aqui porque não têm água em casa”. Segundo o autarca, há dias em que aparecem no lavadouro público de Carnide, situado na Estrada da Correia, cerca de dez pessoas para lavarem roupa nos tanques, na sua maioria idosos, habitantes dos bairros da freguesia, como o centro histórico, o Bairro Padre Cruz ou a Horta Nova.
Também há quem aproveite a ida ao lavadouro para conviver. “O local serve também de ponto de encontro. As pessoas trazem uma ou outra peça para lavar e depois acabam por ficar à conversa com quem encontram por cá”.
O mesmo acontece no lavadouro da Rua dos Corvos, na zona de Alfama. “Acaba por se transformar num local de convívio. É uma forma de os utilizadores, na sua maioria idosos, fugirem à solidão”, disse a presidente da Junta de Santo Estêvão. A autarca contou ainda que a média de ‘visitas’ semanal ao espaço na Rua dos Corvos é de 15 a 20 pessoas.
Em Alfama, os tanques são mais utilizados para lavar peças de roupa grandes, como tapetes ou colchas, ou para lavar roupa para fora. Este lavadouro tem também a vertente de lavandaria social, projecto que a Junta já apresentou à CML e sobre o qual aguarda uma decisão. A lavandaria social é direccionada para pessoas com fracos recursos económicos e prevê a colocação de máquinas de lavar e secar roupa no mesmo espaço onde existem os tanques.
Já em Carnide não há funcionários afectos ao lavadouro. “O funcionamento deste equipamento é um trabalho comunitário. O lavadouro está situado ao lado do Centro Paroquial de Carnide, são eles que têm a chave, abrem a porta e fazem limpeza do espaço. Depois a Junta transfere verbas e articula trabalho com o Centro”.
Os lavadouros públicos de Lisboa são todos municipais, mas são as Juntas de Freguesia que fazem a gestão destes espaços, através de um protocolo de gestão de competências. Na zona de Alfama há ainda um outro lavadouro a cargo da Junta de Santo Estêvão, mas que está fechado há três anos para obras. “Contamos reabrir em Março o lavadouro do Beco do Mexias que esteve fechado para obras de recuperação, devido ao rebentamento de um recoletor”.
Os dois lavadouros têm ainda outra função: quer o de Carnide, quer o de Alfama, são palco de iniciativas culturais, mais ou menos regulares. Desde Setembro de 2007, em Carnide, há ‘cultura de sabão’. Exposições, concertos, poesia e até teatro promovidos por uma associação local, com o apoio da Junta. “Gostávamos muito de ocupar ainda mais o lavadouro. Conseguimos que tenha esta ocupação uma noite por mês, mas estamos abertos a que possa ir além de apenas um dia”. Em Alfama, também “já cedemos o espaço a grupos de teatro amadores para que mostrem o seu trabalho. É uma forma de apoiarmos os grupos de jovens da zona”.
O da Estrada da Correia, situado bem perto da estação de Metro de Carnide e funciona de 2ª a 6ª fª entre as 8h30 e as 18h30. Já o lavadouro e lavandaria social da Rua dos Corvos, em Alfama, está aberto entre as 9h e as 12h e as 14h e as 18h, apenas nos dias úteis.
 
Ver Lusa doc. nº 8044274, 27/02/2008 - 11:30
publicado por Sobreda às 00:40
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