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Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

HOJE NO COLISEU - A homenagem do PCP a Ary dos Santos, o Poeta da Revolução

 

No ano em que se cumpre o 35.º aniversário da Revolução de Abril, não podia faltar, nas comemorações dessa data tão importante para o viver colectivo dos trabalhadores e dos democratas portugueses a viva recordação dessa voz de poeta revolucionário que animou os mais significativos passos das transformações políticas, económicas, sociais e culturais a que Abril deu forma e conteúdo. As palavras com que alentou a Revolução e denunciou as manobras reaccionárias que a quiseram desde logo abafar, o entusiasmo e o acerto com que sublinhou as vitórias e alertou para os perigos, o coração e a razão que presidiram à criação de uma poesia que não se ficava pelas páginas dos livros nem pela gravação dos sons e das imagens mas logo saltaram para as ruas do País e para as vozes amplificadoras dos revolucionários de Abril, perduram na memória dos mais velhos e estão destinadas a alcançar e permanecer nas consciências dos jovens que hoje constroem o futuro. Poeta comunista, Ary dos Santos perdura sobretudo nos corações dos seus camaradas, detentores de um projecto de sociedade que era também o seu. A voz poderosa que ouvimos nos dias gloriosos e nos momentos mais difíceis, encorajando as lutas, as palavras escritas que outros artistas transformaram em música e cantaram de novo se fazem ouvir. Arrebatado pela morte há 25 anos, Ary continua a nosso lado!

RETRATO DE ALVES REDOL

Porém se por alguém não foi ninguém
cantou e disse flor canção amigo
a si o deve. A si e mais a quem
floriu cresceu cantou lutou consigo.

Homem que vive só não vive bem
morto que morre só é negativo
morrer é separar-se de ninguém
e contudo com todos ficar vivo.

Nado-vivo da morte. É isso. É isso.
Uma espécie de forno de bigorna
de corpo imorredoiro que transforma
em fusão o metal do compromisso:
Forjar o conteúdo pela forma:
marrar até morrer. E dar por isso.

POETA CASTRADO, NÃO!

Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!

Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria
uma coragem serena
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.

Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:

Da fome já não se fala
– é tão vulgar que nos cansa –
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança?

Do frio não reza a história
– a morte é branda e letal –
mas que dizer da memória
de uma bomba de napalm?

E o resto que pode ser
o poema dia a dia?
– Um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia;
um filho que vai nascer
parido por asfixia?!
– Ah não me venham dizer
que é fonética a poesia!

Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não

E CADA VEZ SOMOS MAIS

Pela espora da opressão
pela carne maltratada
mantendo no coração
a esperança conquistada.
Por tanta sede de pão
que a água ficou vidrada
nos nossos olhos que estão
virados à madrugada.
Por sermos nós o Partido
Comunista e Português
por isso é que faz sentido
sermos mais de cada vez

Por estarmos sempre onde está
o povo trabalhador
pela diferença que há
entre o ódio e o amor.
Pela certeza que dá
o ferro que malha a dor
pelo aço da palavra
fúria fogo força flor
por este arado que lavra
um campo muito maior.
Por sermos nós a cantar
e a lutar em português
é que podemos gritar:
Somos mais de cada vez.

Por nós trazemos a boca
colada aos lábios do trigo
e por nunca acharmos pouca
a grande palavra amigo
é que a coragem nos toca
mesmo no auge do perigo
até que a voz fique rouca
e destrua o inimigo.
Por sermos nós a diferença
que torna os homens iguais
é que não há quem nos vença
cada vez seremos mais.

Por sermos nós a entrega
a mão que aperta outra mão
a ternura que nos chega
para parir um irmão.
Por sermos nós quem renega
o horror da solidão
por sermos nós quem se apega
ao suor do nosso chão
por sermos nós quem não cega
e vê mais clara a razão
é que somos o Partido
Comunista e Português
aonde só faz sentido
sermos mais de cada vez.
Quantos somos? Como somos?
novos e velhos: iguais.
Sendo o que nós sempre fomos
seremos cada vez mais!

A BANDEIRA COMUNISTA

Foi como se não bastasse
tudo quanto nos fizeram
como se não lhes chegasse
todo o sangue que beberam
como se o ódio fartasse
apenas os que sofreram
como se a luta de classe
não fosse dos que a moveram.
Foi como se as mãos partidas
ou as unhas arrancadas
fossem outras tantas vidas
outra vez incendiadas.

À voz de anticomunista
o patrão surgiu de novo
e com a miséria à vista
tentou dividir o povo.
E falou à multidão
tal como estava previsto
usando sem ter razão
a falsa ideia de Cristo.

Pois quando o povo é cristão
também luta a nosso lado
nós repartimos o pão
não temos o pão guardado.
Por isso quando os burgueses
nos quiserem destruir
encontram os portugueses
que souberam resistir.

E a cada novo assalto
cada escalada fascista
subirá sempre mais alto
a bandeira comunista.

O FUTURO

Isto vai meus amigos isto vai
um passo atrás são sempre dois em frente
e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente que outra gente.

Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente.

Depois da tempestade há a bonança
que é verde como a cor que tem a esperança
quando a água de Abril sobre nós cai.

O que é preciso é termos confiança
se fizermos de Maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai.

Temas:
publicado por teresa roque às 10:06
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Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

José Afonso faria ontem 80 anos

Duas décadas depois da sua morte é um ‘património cultural nacional’ um pouco esquecido?

 
“Terra da fraternidade
Grândola vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena”
 
José Afonso, uma das mais importantes figuras da música portuguesa, faria 80 anos ontem, domingo, mas morreu em 1987, em Setúbal, cidade derradeira de um percurso que tinha começado em 1929, em Aveiro, onde nasceu.

 

 

Com a música e o ensino, José Afonso traçou um mapa geográfico pessoal, de Faro a Coimbra, de Belmonte a Setúbal, com ponto de partida em Aveiro e passagem marcante por África.
Durante a década de 30, fez os primeiros estudos em África, um continente que lhe marcou o rumo dos passos anos depois, quando, em meados de 1960, deu aulas em Moçambique. Em 1940, com 11 anos, rumou a Coimbra, cidade epicentro da adolescência e palco das serenatas, no Orfeão e na Tuna Académica.
Ainda a concluir o curso na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, dedica-se à docência, a partir de finais dos anos 50, quase com 30 anos, num percurso nómada em escolas de norte a sul. Aos alunos ensinava História e Geografia, mas sobretudo vivência para que fossem pessoas e tivessem espírito crítico.
Já aí repartia o tempo com a composição, com a edição dos primeiros discos de fados e baladas de Coimbra e digressões com a Tuna Académica.
Teve uma passagem breve por Moçambique entre 1964 e 1967, onde deu aulas e fez, como admitiu, o seu baptismo político quando se vivia já a guerra colonial.
Esgotado com o cenário de conflito, voltou a Portugal em 1967. Tinha três filhos e foi colocado como professor em Setúbal.
É em finais dos anos 60, em pleno marcelismo, que José Afonso intensifica o trabalho na música e o activismo político. Depois de ter sido expulso do ensino oficial, desdobra-se em gravações e em concertos, muitos deles proibidos pela PIDE.
Entre 1971 e 1974, assiste ao estertor do Estado Novo e à Revolução de Abril. Lança discos como "Cantigas do Maio", "Venham mais cinco" e "Coro dos tribunais", que o fazem trovador entre os cantores portugueses.
‘Grândola Vila Morena’, a senha do Movimento das Forças Armadas para a Revolução do 25 de Abril de 1974, inspirou-se numa breve passagem do cantor por aquela localidade alentejana.
Em 1983, com 54 anos e um longo percurso na música de intervenção e de inspiração tradicional e popular, José Afonso é reintegrado no ensino oficial e destacado para Azeitão, em Setúbal. Um ano antes, tinha-lhe sido diagnosticada esclerose lateral amiotrófica, fatal em 1987. Morreu a 23 de Fevereiro, em Setúbal.
 
“Minha mãe quando eu morrer
Ai chore por quem muito amargou
Para então dizer ao mundo
Ai Deus mo deu Ai Deus mo levou” – IN ‘Cantigas do Maio’
 
Ver http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=1323454 e ler também http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1323491&seccao=M%FAsica
publicado por Sobreda às 00:18
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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

CineConchas 2009

A partir de hoje, dia 2 de Julho, terá lugar nos jardins da Quinta das Conchas no Lumiar, em Lisboa, a segunda mostra de cinema ao ar livre “CineConchas 2009”.

Aproveitando as noites amenas de Lisboa e as excelentes condições proporcionadas pelo espaço localizado entre a Alameda das Linhas de Torres e a Alta de Lisboa, o “CineConchas” irá exibir 12 filmes, de quinta a domingo às 21h45, entre 2 e 25 de Julho. A entrada é gratuita.
Ao dispor do público estará uma programação variada. Filmes de grande espectáculo como “007 – Quantum Of Solace” ou “Mamma Mia!”; de animação como “Wall-E” ou “Ratatouille”; ou abordagem a temáticas mais sérias em “A Turma” ou “Expiação”.
O programa deste ano inclui ainda duas novidades: a projecção do filme mudo “Lisboa: Crónica Anedótica” de Leitão de Barros com acompanhamento ao piano, ao vivo; e a estreia do documentário “Vizinhos” de Tiago Figueiredo, projecto que aborda a história da área onde hoje está implementada a Alta de Lisboa e os desafios e problemas que surgiram da vivência conjunta de populações realojadas e da classe média.
O “CineConchas” faz parte, pelo segundo ano consecutivo, do programa oficial das Festas de Lisboa, contribuindo assim para levar as festas da cidade a um bairro onde estas quase não chegavam.
O objectivo principal é trazer os habitantes para a rua, valorizar uma estrutura tão com importante como é a Quinta das Conchas e dos Lilases e contribuir para o convívio entre todos utilizando um meio transversal, que agrada a todos: o cinema.
O CineConchas é uma iniciativa organizada em parceria pela EGEAC, Centro Social da Musgueira e pelo Viver na Alta de Lisboa.
 
Ver www.cineconchas.org
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publicado por Sobreda às 00:15
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Sábado, 13 de Junho de 2009

PS chumba proposta de suspensão do novo Museu dos Coches

O PS chumbou o projecto de resolução do PCP que recomendava a suspensão imediata da construção do novo Museu dos Coches, que contou com votos favoráveis do PSD, CDS-PP, PEV e de dois deputados socialistas.

O projecto de resolução apresentado pelos comunistas propunha também a abertura de um processo de discussão pública sobre a construção do museu e mereceu ainda a abstenção da bancada do BE.
Segundo o projecto de resolução do PCP, o Governo “não conseguiu até hoje explicar a necessidade de construir um novo Museu dos Coches, muito menos justificar a construção desse museu como prioritária face a outras necessidades de investimento museológico ou cultural”.
Considerando a decisão do Governo “desastrosa”, o deputado comunista João Oliveira defendeu a suspensão “imediata” do processo de construção do novo Museu dos Coches nas instalações das antigas Oficinas Gerais do Exército, além de um processo de discussão pública sobre o projecto e as suas consequências para os museus e serviços envolvidos.
Uma das críticas generalizadas é o facto de não ter sido aberto um concurso para a obra e para a escolha do arquitecto, bem como a construção de um novo edifício público orçado em cerca de 30 milhões de euros sem concurso público, para mais quando a verba poderia ser utilizada em outros museus que necessitam “urgentemente” de obras de conservação e restauro.
O deputado José Luís Ferreira do Partido Ecologista “Os Verdes” manifestou-se igualmente contra a construção de um novo museu e adiantou que o Governo ainda não explicou qual o motivo da mudança de instalação. “Só vejo uma justificação: há dinheiro, gasta-se”, realçou.
 
Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1386357&idCanal=12
publicado por Sobreda às 00:10
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Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Museu do Traje e Museu do Teatro

 

O Museu Nacional do Traje 1 encerrou ao público, para realização da 2ª fase da desinfestação anual, no período matinal, entre os dias 9 a 12 de Junho, motivo pelo qual se solicita a melhor compreensão dos visitantes.
A Loja e o Parque Botânico do Monteiro-Mor continuarão contudo a funcionar dentro do horário habitual 2.
Por seu turno, encontra-se novamente disponível a página da Internet do Museu Nacional do Teatro 3, que esteve temporariamente suspensa para responder às normas em matéria de acessibilidades exigidas aos sites da Administração Pública portuguesa.

 

 

Tratando-se de um instrumento fundamental para a divulgação deste Museu e das suas vastas colecções e iniciativas, este sítio foi agora totalmente revisto no seu aspecto gráfico e actualizado no que respeita a conteúdos. Por outro lado, a facilidade de actualizações permanentes tornou-o muito mais eficaz e pertinente, quer quanto à informação por ele fornecida, quer quanto à iconografia divulgada.
Na visita a este renovado sítio é possível percorrer, através de texto e imagem, a história, as colecções, as exposições, as actividades e, no fundo, a vida do Museu Nacional do Teatro e também partes significativas da História do Teatro e das Artes do Espectáculo em Portugal. Para além disso, ali é ainda possível encontrar um conjunto de informações úteis que conduzem com maior facilidade à visita física a este Museu Nacional, cumprindo assim uma das missões fundamentais da sua existência 4.
 
1. Ver http://museudotraje.imc-ip.pt
2. Ver www.ipmuseus.pt/pt-PT/museus_palacios/actividades_museus/ContentDetail.aspx?id=1848
3. Ver www.museudoteatro-ipmuseus.pt
4. Ver www.ipmuseus.pt/pt-PT/museus_palacios/actividades_museus/ContentDetail.aspx?id=1427
Temas: ,
publicado por Sobreda às 00:18
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Sábado, 6 de Junho de 2009

Câmara não pode aprovar o novo Museu dos Coches

A Plataforma pelo Património Cultural (PPCult) defendeu ontem, em comunicado, que a CML “não pode aprovar o novo Museu dos Coches”, um projecto que, lembra o PPCult, o presidente da autarquia já classificou como “desnecessário”.

Num texto muito crítico, a plataforma lamenta que a CML se prepare “para quebrar da pior forma o seu silêncio comprometido, fazendo aprovar [está agendado na próxima terça-feira] uma resolução do vereador Manuel Salgado, na qual se propõe a homologação de parecer favorável condicionado ao projecto do novo Museu dos Coches”. Este parecer favorável surge depois de o arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha ter alterado o projecto, retirando o silo automóvel que estava planeado para a frente ribeirinha e que foi vetado pela CML.
O PPCult, cujo secretariado permanente é assegurado pelo director do Museu Nacional de Arqueologia, acusa também a CML por ter “permitido ao Estado o que a nenhum particular autorizaria", ou seja, "iniciar demolições e obras sem projectos aprovados”, numa referência às demolições já iniciadas nas antigas Oficinas Gerais de Material do Exército, na Avenida da Índia, local onde será construído o novo Museu dos Coches.
O que os membros da plataforma defendem é que, antes de tomar uma decisão, a Câmara participe no debate público sobre esta questão. “Pode até acontecer que se conclua [...] que o projecto [...] é aceitável, devendo apenas ser reprogramado nos seus conteúdos, por forma a respeitar não somente as prioridades de uma política cultural e museológica nacional, como as carências de oferta que se fazem sentir em Belém”.
 
Ver http://ipsilon.publico.pt/artes/texto.aspx?id=233456
publicado por Sobreda às 01:04
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Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

10ª Feira de expressões artísticas de Carnide

ESTÁ AÍ A 10ª FEIRA DE EXPRESSÕES ARTISTICAS DE CARNIDE      
 
 

A 10ª edição da Feira de Expressões Artísticas de Carnide decorre de 3 a 6 de Junho no Jardim da Luz e pretende ser uma mostra do trabalho desenvolvido ao longo do ano lectivo pelas instituições, escolas e grupos da freguesia.
Serão 4 dias mágicos onde as milhares de crianças de Carnide (e da cidade) poderão experimentar a brincar, as inúmeras actividades que as várias entidades prepararam este ano.
O tema da Feira é: "Inovação e Criatividade - Do Universo à Comunidade", dando continuidade ao trabalho desenvolvido ao longo do ano lectivo.

Do programa de animações, destaca-se a grande exibição das Marchas Infantis 2009 (Carnide é a freguesia com maior número de Marchas Infantis da Cidade) que terá lugar no dia 6 de Junho pelas 16 horas junto ao adro da Igreja da Luz.
Visite.

publicado por Sobreda às 01:24
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Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Quando a cozinha é um laboratório

 

 

Assista na 4ª fª a mais um debate do Clube Ciência da A.R.T.

publicado por Sobreda às 01:16
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Vereadoras assumem divergências entre si sobre exposições de arte africana

As vereadoras do movimento Cidadãos por Lisboa Helena Roseta e Manuela Júdice assumiram na 4ª fª a divergência sobre a realização de duas exposições de arte africana, orçamentadas em 500 mil euros.

Roseta disse que votará contra a realização das exposições das colecções de arte africana de José de Guimarães e Joe Berardo, no âmbito do projecto ‘Lisboa, Encruzilhada de Mundos’ (LEM), da responsabilidade da outra vereadora do movimento Cidadãos por Lisboa, Manuela Júdice.
“Os Cidadãos por Lisboa não aprovarão a realização destas exposições por motivos políticos”, justificou Roseta aos jornalistas, sublinhando entender que o montante envolvido “não é razoável” e a iniciativa “não é prioritária” 1.
Ou seja, Júdice aceitou apresentar esta proposta na CML a pedido do próprio presidente da CML, mas Roseta percebeu que se tratava de mais uma jogada de promoção política do PS em vésperas de eleições, e retirou o tapete à sua colega do Movimento. Aleluia!
 
1. Ver http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Helena-Roseta-e-Manuela-Judice-assumem-divergencia-sobre-exposicoes-de-arte-africana.rtp&article=221125&visual=3&layout=10&tm=4&rss=0
Temas: ,
publicado por Sobreda às 00:02
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Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

‘Guarda-sol Amarelo’ numa aldeia dentro da cidade

«Como podemos pensar a comunidade de hoje em dia numa cidade cada vez mais impessoal, invadida e abandonada todos os dias? O grupo Teatroàparte, de forma arrojada e criativa, propõe-nos, através de um exercício pessoal e colectivo, uma reflexão sobre esta temática com o seu mais recente projecto, ‘Guarda-sol Amarelo’.

A peça está em cena e prolonga-se nos dois próximos fins de semana na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, demonstrando uma vez mais o porquê deste grupo de teatro ser um objecto atípico nos dias que correm.
“Recordo com um sorriso doce e nostálgico o que era ser criança em Telheiras. Essa Telheiras que já apenas suspira por baixo de prédios ricos e de uma azáfama constante.” É com esta recordação de um tempo que deixou de o ser mas que, ao mesmo tempo, evoluiu para um conceito de comunidade de século XXI, que somos invadidos ao ver ‘Guarda-Sol Amarelo’, peça do grupo de teatro Teatroàparte, que nasceu e vive dentro de Lisboa, em Telheiras.
Telheiras é um sem dúvida um caso especial não só pelas características de ‘aldeia’ dentro de uma cidade cosmopolita que mantém, mas também pela mobilização que os seus habitantes, devido à sua cultura, idade e predisposição mantém em relação a outras ‘aldeias’ dentro da cidade onde habitam de pessoas de idade já bastante avançada.
Através desta vontade surgiu o profícuo grupo de teatro Teatroàparte, que conta já com 12 anos de idade e com uma miríade de trabalho que atinge o clímax com a sua nova peça de Teatro: ‘Guarda-Sol Amarelo’.

 

 

Esta peça não é inocente e era, de certa forma, inevitável, tendo estado apenas a marinar de forma lenta para explodir com a dose certa de criatividade. Para quem segue o trabalho activo deste grupo de pessoas, cujo conjunto advém dos inputs de cada um, sabe que não é fácil gerir um grupo tão heterogéneo com idades e backgrounds tão diversificados. Saber aproveitar esta massa criativa e orientá-la para um resultado desta índole não é certamente pêra doce. Contudo podemos afirmar com segurança que se atingiu esse objectivo de forma clara e de certa forma brilhante.
Com esta peça foi posta em prática um tipo de exercício que nem sempre consegue ser bem sucedido. Colocou-se a nu o mapa emotivo dos actores com interpretações e textos escritos por si próprios. “A primeira ideia foi uma espécie de Conferência, teatro documental e show num espectáculo. Começámos a trabalhar a partir da Telheiras espacialmente, das idades e também a partir dos mapas emotivos das pessoas e um retrato da cidade sempre tendo Telheiras como referência, mas sempre com uma ideia de universalidade”.
Esta ideia de universalidade ganha uma nova dimensão a partir da forma como os actores expõem parte das suas vidas, sem que com isso seja gratuito ou sensacionalista o que curiosamente cria uma sensação de partilha verdadeiramente gratificante, tornando esta experiência mais rica e indo ao âmago do que uma experiência cultural deve ter. Além deste contacto mais pessoal com os actores, a peça acaba por ser também “histórias de 35 anos de democracia portuguesa e do contacto intra-geracional com o que existiu pelo meio”.
O mito que dá nome à peça veio segundo a explicação de um dos seus membros como uma metáfora para uma mobilização pessoal: “Há um guarda-sol amarelo na mitologia da Associação de Residentes de Telheiras, entretanto, tornado seu símbolo gráfico. Mas o mito do guarda-sol amarelo, difundido na pequena brochura, é também uma realidade materializada. Sempre que alguma coisa está para acontecer, há uma campanha em curso, ou se torna urgente gerar mobilização, os chapéus abrem-se nas esquinas de maior movimento”.
Se certamente as pessoas vão discutir a relevância e ligação com o conjunto de algumas das interpretações, não vão certamente sentir-se defraudadas do conjunto e da ideia final que resulta.
O cenário, que é composto por uma maquete da ‘cidade’ de Telheiras, que acaba por servir os actores das mais diversas formas, “está muito relacionado com o projecto e com isso surgiu a maquete que seria a base que foi construída com materiais reunidos por toda a gente”.
Outro dos elementos que se utilizou de forma mais presente pela primeira vez numa peça do grupo foi uma câmara. Esta experiência veio enriquecer o trabalho, pois “a multimédia acabou por complementar a cenografia o que fez com que a maqueta ganhasse vida pelas brincadeiras que fizemos com a escala”.
O rumo sócio-cultural que Portugal segue nos dias de hoje está na ordem do dia, e cada vez mais se reflecte acerca do conceito de comunidade, ou da falta dela. O Teatroàparte veio, uma vez mais, e desta vez de forma explícita, reforçar que ainda existe em Lisboa esse sentimento, com uma memória colectiva muito portuguesa destes 35 anos de democracia portuguesa, independentemente dos interesses particulares».
 
Ler ‘Guarda-sol Amarelo’ por Tiago Gil Batista IN www.semanario.pt/noticia.php?ID=4794
Ver também http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/470068.html
publicado por Sobreda às 01:05
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Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Teatroàparte apresenta ‘Guarda-sol amarelo’

 

Mês de Maio é o mês do teatroàparte passar pelo palco. E cá estão eles a partir de hoje mais uma vez.!

O teatroàparte vai levar a cena mais uma peça: “Guarda-sol amarelo” (será que este nome não vos diz nada?). É uma criação colectiva (a terceira em 12 anos), uma meditação sobre a cidade feita por 30 cabeças, 60 mãos, algumas miniaturas, umas maquetes. É sobre estarmos aqui. E é uma espécie de construção em andares da nossa história recente (os 35 anos desta democracia) feita em cima dos mapas emotivos das ruas por onde andamos.

Como vem sendo hábito desde 2004, o espectáculo terá lugar no Auditório da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Telheiras. As datas são as seguintes:
- sexta-feira, 15 de Maio, 22h
- sábado, 16 de Maio, 22h
- sexta-feira, 22 de Maio, 22h
- sábado, 23 de Maio, 16h e 22h
- sexta-feira, 29 de Maio, 22h
- sábado, 30 de Maio, 22h
Os bilhetes (ao preço de 5,00 euros - o teatroàparte continua sem inflação!) podem ser reservados pelo 965 577 545 (e têm que ser levantados até meia-hora antes do início do espectáculo - por favor, respeitem este ponto).
Como se sabe, os espectáculos têm esgotado a maioria das sessões, pelo que não demorem a decidir-se (até porque desta vez só há sete sessões em vez das nove da passada peça).
Para o grupo teatral, toda a divulgação do espectáculo será muito bem vinda !
publicado por Sobreda às 00:16
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Domingo, 10 de Maio de 2009

2ª edição do HAJA CIRCO!

 

É já na próxima 3ª fª, dia 12 de Maio, que será inaugurada uma exposição de homenagem à Operação Nariz Vermelho, às 21h30 no Espaço Bento Martins, no edifício da Junta de Freguesia de Carnide.
Dia 15 (6ª fª) haverá um Worshop designado ‘À Procura do seu Palhaço Interior’, sendo as inscrições limitadas e que estão quase esgotadas. Aberto a todas as idades!
Dia 16 (Sábado) será o grande dia do Circo!
Aproveita-se para adiantar, em 1ª mão, que a ART vai organizar uma sessão pública circense no Dia Mundial da Criança, dia 1 de Junho, possivelmente junto aos jardins do Metro de Telheiras.
publicado por Sobreda às 01:47
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Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Vasco Granja o divulgador de BD e animação

Vasco Granja (Fot. Bruno Barbosa)

 

Divulgador de banda desenhada e do cinema de animação em Portugal, Vasco Granja morreu ontem aos 83 anos, informou fonte do Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem. Vasco Granja, que conduziu na RTP mais de um milhar de programas dedicado à animação e foi o último director da revista Tintim, morreu de madrugada numa clínica de cuidados continuados em Cascais.
“Cinéfilo impenitente” e militante do Partido Comunista Português, Vasco Granja foi detido duas vezes pela PIDE por organizar sessões de cinema, muitas delas com filmes que ia buscar por conta própria às embaixadas em Lisboa.
Iniciando as emissões com um saudoso “olá amiguinhos”, Vasco gravou cerca de mil programas entre 1974 e 1990, onde apresentou personagens como Bugs Bunny e a Pantera Cor-de-Rosa, mas também a animação que havia para lá das portas do castelo de Walt Disney. No entanto, a maioria destes programas, intitulados ‘Cinema de Animação’, terá sido apagada dos arquivos da televisão pública.
Através do programa, o público juvenil, agora adulto, tinha oportunidade de ver, por vezes sem compreender, histórias de bonecos de plasticina, sombras chinesas ou com ursos de peluche animados. A televisão deu-lhe um maior reconhecimento público mas o interesse pelas histórias aos quadradinhos surgiu muito tempo antes, quando Vasco Granja lia as revistas ‘O Mosquito’ e ‘Tic-Tac’ e passava horas nos cineclubes.
Autodidacta e curioso, Vasco Granja passou a frequentar os festivais de BD no estrangeiro e organizou ciclos de cinema de animação, dois dos quais para os detidos na Cadeia do Linhó. Integrou por duas vezes o júri do festival de Angôuleme, em França, e em 1960 participou no primeiro Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy.
Teve vários empregos que alimentavam o vício da banda desenhada, numa casa de fotografia, numa tabacaria ou Armazéns do Chiado e, finalmente, na livraria Bertrand, onde permaneceu quase trinta anos e dirigiu a revista Tintin. E é a ele que se deve a publicação de Corto Maltese, de Hugo Pratt pela Bertrand.
Foi ainda determinante no arranque do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, que o homenageou com um troféu de honra em 1996. Vasco Granja, que durante muitos anos ficou conhecido como “o pai da pantera cor-de-rosa”, nasceu a 10 de Julho de 1925, em Campo de Ourique, Lisboa, fez apenas o ensino primário, casou e teve uma filha. Dizia que o seu herói era o Bugs Bunny.
O corpo do divulgador de BD estará em câmara ardente a partir das 18h30 de hoje na capela da Damaia, na Amadora. O funeral realiza-se terça-feira a partir das 15h para o Cemitério de Rio de Mouro, Sintra, onde o corpo será cremado.
 
Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=134026
Ler entrevista IN www.amordeperdicao.pt/especiais_solo.asp?artigoid=119
publicado por Sobreda às 00:43
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Sábado, 18 de Abril de 2009

Pela suspensão imediata de construção do novo Museu dos Coches

O Grupo Parlamentar do PCP defende a “suspensão imediata” da construção do novo Museu dos Coches, em Lisboa, e a abertura de uma discussão pública sobre este projecto, que classificou de “desastroso”.

Num projecto de resolução ontem entregue na Assembleia da República, a bancada comunista pede ao Governo que “suspenda imediatamente o processo de construção do novo Museu dos Coches, pondo fim às demolições entretanto iniciadas”.
O novo Museu, a inaugurar dentro de ano e meio, ficará instalado nas ex-Oficinas Gerais do Material do Exército, em Belém, onde actualmente funcionam os Serviços de Arqueologia, que serão transferidos, na sua maioria, para a Cordoaria Nacional.
No entender do PCP, a construção do novo museu “é uma decisão desastrosa pela falta de perspectiva estratégica em termos de política museológica e cultural que traduz e pelas consequências que acarreta”.
Os comunistas criticam que 32 milhões de euros das contrapartidas do funcionamento do Casino de Lisboa sejam destinados a esta obra, que vai substituir “aquele que é hoje o museu mais visitado do país”, sem que haja uma perspectiva de “requalificação, modernização ou melhoria dos serviços e museus sob tutela do Ministério da Cultura”.
A utilização das actuais instalações do Museu dos Coches como picadeiro real é também criticada pelo PCP, que considera que este uso é “completamente incompatível com a preservação que se impõe ser assegurada pelo Estado”.
Os comunistas condenam também a demolição das antigas Oficinas Gerais do Exército, cujo valor patrimonial destacam, para permitir a nova construção, alertando ainda para eventuais prejuízos para o acervo patrimonial e arqueológico decorrentes da forma como está a ser desocupado este espaço.
Por outro lado, a transferência do Museu Nacional de Arqueologia para a Cordoria Nacional é “desadequada” devido ao investimento necessário para adaptar este edifício e por se tratar, ele próprio, de um monumento nacional, além de já estar pensada a expansão daquele museu no Mosteiro dos Jerónimos.
Os comunistas pedem ainda um processo de discussão pública sobre o projecto de construção de um novo Museu dos Coches e as suas consequências para os museus e serviços envolvidos e defendem que o Estado apresente, para discussão, um projecto de transferência dos serviços do extinto Instituto Português de Arqueologia, ainda instalados nas antigas Oficinas Gerais.
O edifício, que ocupará 15.177 metros quadrados, foi apresentado como “um projecto-âncora da requalificação e revitalização da Frente Tejo de Lisboa”. O novo edifício - de linhas direitas, envidraçado do lado poente (virado para a Praça D. Afonso de Albuquerque) -, caso seja construído, disporá de uma área de apoio à manutenção dos coches, restaurantes e apoio ao visitante.
 
Ver Lusa doc. nº 9565692, 17/04/2009 - 16:02
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publicado por Sobreda às 01:09
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Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Palestra sobre Ciência na ART

O Clube de Ciência da Associação de Residentes de Telheiras convida todos os moradores do bairro, interessados e amigos, para mais uma palestra do Clube de Ciência, que se realizará hoje, 4ª fª, dia 15, a partir das 21h30, na sede da ART (sita na Rua Prof. Mário Chicó).

 

A palestra, que versará o tema “Ciência e trabalho científico : aspectos gerais e situação portuguesa”, será apresentada pelo doutor em Física Frederico Gama Carvalho, Investigador-Coordenador do Instituto Tecnológico e Nuclear (aposentado).

 

publicado por Sobreda às 01:13
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Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

POLAR - Oficina de Arte Política

 

 

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publicado por teresa roque às 14:33
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Segunda-feira, 9 de Março de 2009

Mercado de Artes de Carnide

A 3ª edição do MAC, o Mercado de Artes de Carnide, realizou-se no passado dia 7 de Março, sábado, entre as 14h às 18h no Largo das Pimenteiras, em frente ao edifício sede da Junta de Freguesia.

O MAC, onde a partir de Março será possível comprar produtos e peças originais, terá sempre lugar aos primeiros sábados de cada mês.
Pretende-se que seja um espaço onde os artesãos da freguesia têm a oportunidade de mostrar os seus trabalhos e de os dar a conhecer a toda a população.
 
Ver www.jf-carnide.pt
publicado por Sobreda às 00:23
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Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

PCP felicita Siza Vieira


alvaro-siza-vieira.jpgA propósito da atribuição ao Arquitecto Siza Vieira da «Royal Gold Medal for Architecture 2009», o Secretário-Geral do PCP enviou uma mensagem transmitindo ao premiado «as mais cordiais e sinceras felicitações». Na mensagem enviada em nome do PCP e em seu nome pessoal, Jerónimo de Sousa realça que a obra de Siza Vieira, «o seu trabalho inspirado e criador, honra a cultura portuguesa, prestigia o nosso país, constitui um valioso contributo para um mundo mais justo e mais belo a que aspiramos».
Ler mais...
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publicado por teresa roque às 09:33
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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Homenagem a Nelson Évora no 126º aniversário de A Voz do Operário

 

A ‘Voz do Operário’ celebra hoje o seu 126º Aniversário, aproveitando para homenagear Nelson Évora, numa Sessão Solene que se realiza ao final da tarde.

O prestigiado campeão olímpico de triplo salto, título que conquistou nas Olimpíadas de 2008, realizadas em Pequim, irá conviver com crianças e jovens, alunos de ‘A Voz do Operário’, durante a tarde desse dia.
Às 18 horas terá lugar a Sessão Solene, para a qual foram feitos convites a associados, trabalhadores de ‘A Voz do Operário’ e à população para estarem presentes, bem como a inscreverem-se no Jantar de Confraternização do 126º Aniversário que se segue, às 19h30, de confraternização entre convidados, associados, trabalhadores e amigos de ‘A Voz do Operário’. 

A Voz está de parabéns!
Ver www.vozoperario.pt
publicado por Sobreda às 02:31
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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Ary, a voz indomada e indomável

José Carlos Ary dos Santos (1937-1984) morreu há vinte e cinco anos: de álcool, de desespero e de solidão. Tudo isso foi por ele procurado em êxtase, em euforia, em excesso.

Tinha 46 anos e uma existência que, de certo modo, correspondeu às exigências e às lutas da época que lhe coube viver. E Ary nunca desistiu, nunca contornou obstáculos, cara a cara, frente a frente, pegou o toiro pelos cornos, como escreveu numa canção célebre. De facto, a ‘Tourada’, mais do que uma metáfora, era a grande analogia da sua vida.
Morava na Rua da Saudade, na encosta do Castelo de São Jorge, rés-do-chão de um prédio onde, em épocas distintas, havia sido residência de José Rodrigues Miguéis, o imenso romancista deploravelmente esquecido; de Alexandre O’Neill e de Fernando Tordo.
Um ser tonitruante, narcísico, venenoso como uma cascavel, generoso, atento, cordial e afectuoso como o último dos cavalheiros. E um trabalhador infatigável. Possuía a moral proletária do trabalho; e a marca da sua aristocracia provinha, directamente, da grandeza de alma e da displicência com que esbanjava um talento tão magnífico como sumptuoso. Grande bebedor, grande pecador, grande blasfemo, grande destruidor de mitos e de aldrabices.
Não era, apenas, um génio na publicidade, foi o autor de letras extraordinárias, para fados e canções. As parcerias com Fernando Tordo (outro formidável autor e letras e de músicas, além de originalíssimo cantor) e com Carlos do Carmo deram resultados incomparáveis. E pertencem à selecta mais rigorosa da música popular portuguesa (…)
Ele pertencia a essa estirpe de portugueses que, como diz Fernando Tordo, “era gente importante que desdenhava da sua importância”. Vinte e cinco anos depois, falta-nos o seu grito, a sua voz indomável, a sua presença livre e sem dono 1.
O poeta deixou-nos a 18 de Janeiro de 1984. Postumamente, o seu nome foi dado a um largo do Bairro de Alfama, descerrando-se uma lápide evocativa na casa da Rua da Saudade, onde viveu praticamente toda a sua vida 2.
 
1. Ler Baptista Bastos IN www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=349584
2. Ver www.citi.pt/cultura/literatura/poesia/ary_dos_santos
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publicado por Sobreda às 02:15
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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

As contrapartidas financeiras do Casino de Lisboa

Foi publicado no Diário da República da passada 6ª fª um despacho do Secretário de Estado do Turismo que, finalmente, desbloqueia as verbas provenientes das contrapartidas de instalação do Casino Lisboa, para financiar projectos na cidade, bem como o respectivo calendário.

 

 

Assim, a CML vai receber dez milhões de euros para recuperar o Teatro Capitólio, no Parque Mayer e ainda a concessão de um financiamento de 1,7 milhões de euros ao município para a recuperação do Pavilhão Carlos Lopes.
Este financiamento para o Parque Mayer inclui o concurso de ideias realizado no ano passado (25 mil euros), o plano de pormenor (400 mil), que deverá estar concluído a 31 de Dezembro de 2009, a reabilitação do Capitólio (8,8 milhões de euros), cujo prazo de execução termina a 31 de Dezembro de 2010, além de infra-estruturas e arranjos exteriores (775 mil euros), a realizar até à mesma data.
A verba para o Pavilhão Carlos Lopes destina-se a reabilitar a rede de rega (558.126 euros), recuperar o edifício de restauração (127.050 euros), requalificar o miradouro (241.836 euros), restauro das estátuas (135 mil euros) e revitalização da zona de recreio (630.000 euros) até 31 de Dezembro deste ano.
Ambos os financiamentos são disponibilizados em tranches e as regras relativas à sua libertação e outras condições, incluindo o acompanhamento dos investimentos, são estabelecidas em contratos a celebrar entre a CML e o Turismo de Portugal.
Lê-se no diploma que “as verbas referentes a projectos não executados até ao final de 2010 são consideradas perdidas a favor do Turismo de Portugal”. A CML fica ainda incumbida de apresentar os demais projectos relativos à recuperação do Pavilhão Carlos Lopes e ao outro equipamento cultural do Parque Mayer, cujo prazo de execução não pode exceder a data indicada.
A assinatura do contrato do concurso de reabilitação do Teatro Capitólio, cujo contrato de reabilitação foi assinado a 4 de Dezembro, bem como a escolha da equipa vencedora do concurso de ideias que elaborará o plano de pormenor para a zona do Parque Mayer foi considerada pelo presidente da Câmara como um meio para tirar aquele recinto “do impasse”.
O Prémio Valmor e o primeiro lugar da Bienal de Arquitectura Ibero-Americana são alguns dos galardões que constam no currículo do vencedor do concurso para a requalificação do Parque Mayer 1. No caso do Pavilhão Carlos Lopes, o Governo vai alienar os seus fins para outros usos que não o das habituais actividades desportivas 2.
Também não fica claro porque se demorou tanto tempo a disponibilizar aquelas verbas. Há mesmo quem julgue que o Governo as veio desbloquear mesmo a tempo do executivo camarário preparar a pré-campanha eleitoral de 2009.
 
1. Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1354746
2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/372646.html e http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/386493.html
publicado por Sobreda às 00:31
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Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

Passagem de Ano na Praça do Comércio

Aproxima-se a passos largos o final do ano e Lisboa prepara-se para se despedir do ano velho e dar as boas vindas ao ano novo. A Praça do Comércio transforma-se no maior salão de festas do país e para abrilhantar a noite foram convidados dois dos mais populares nomes da música portuguesa: Sérgio Godinho e Da Weasel.

Com o Cais das Colunas recentemente (embora temporariamente) aberto ao público, o Terreiro do Paço apresenta as condições ideais para uma grande noite de estrelas na qual a música portuguesa é a grande atracção.
Assim, pelas 22h sobe ao palco aquele que é para muitos o grande contador de histórias da música portuguesa: Sérgio Godinho. O autor de ‘Com um brilhozinho nos Olhos’ e ‘O Primeiro Dia’ dá início à festa e, no final da actuação, provavelmente, diremos: ‘hoje soube-nos a pouco’.
Com os ponteiros do relógio a marcarem a meia-noite, Lisboa assistirá a um monumental fogo-de-artifício que iluminará a capital durante 17 minutos. Este fogo, denominado por Big Bang, será lançado nos telhados da baixa pombalina, no ‘novíssimo’ (mas provisório) Cais das Colunas e numa barcaça estacionada no Rio Tejo a 250 metros do cais, produzindo um efeito visual nunca antes visto na capital.
30 minutos depois da meia-noite, entram em palco os Da Weasel, grupo sobejamente conhecido pelas suas performances ao vivo e nesta noite só podemos esperar um grande concerto.
Uma Passagem de Ano que, para além da chuva, promete animação grátis!
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publicado por Sobreda às 00:23
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Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

Governo projecta demolir parte do Pavilhão Carlos Lopes

Poderá parecer um inconcebível pesadelo pós-natalício, mas o Governo anunciou na 3ª fª a remodelação do Pavilhão Carlos Lopes, para ali instalar o Museu Nacional do Desporto, autorizando os gabinetes de arquitectura a poderem habilitar-se, durante o programa preliminar do projecto, a planear a sua transformação, sendo “livres de propor a demolição parcial” do edifício.

O programa, elaborado pelo Instituto do Desporto, refere que o Pavilhão Carlos Lopes “está inserido numa zona abrangida pelas servidões administrativas do património classificado sujeito a parecer do Instituto do Património”. Pelo que, “qualquer intervenção obriga a manter inalteradas as fachadas e a cobertura no que se refere à composição geométrica e forma da estrutura”.
Todavia, o documento assegura também que “será possível demolir parcialmente o edifício e utilizar na cobertura e nas fachadas novos materiais, com características mais resistentes”, apenas “mantendo os elementos mais estruturantes da memória” do Pavilhão, bem como de proporem a instalação do Museu “em construção nova, fora do perímetro e área do edifício existente”, embora no Parque Eduardo VII.
Como é possível um Pavilhão inaugurado em 1923, que possui peças ornamentais inspiradas no barroco joanino do Convento de Mafra, como marcenarias, cantarias, painéis de azulejo e estatuária, ser assim delapidado?

 

 

O imóvel foi concebido pelos arquitectos Guilherme e Carlos Rebelo de Andrade e Alfredo Assunção Santos para representar Portugal na Exposição Internacional do Rio de Janeiro de 1922, finda a qual foi desmontado e transferido para Lisboa. Três décadas mais tarde, chegou a ser equacionada a sua demolição. Depois de ter servido de palco a eventos desportivos e a concertos, foi encerrado há cerca de cinco anos, por falta de condições. O interior encontra-se em estado de decadência, tendo parte dos seus emblemáticos azulejos, feitos na Fábrica de Louças de Sacavém, sido roubada.
Mas foi neste espaço, logo após a revolução de 1974, que os lisboetas vibraram com a vitória portuguesa no campeonato mundial de hóquei em patins. Uma memória que ficará cada vez mais longínqua.
Quanto aos custos, o Governo não revela os valores estimados. Certo é que se trata de uma parceria entre a CML, proprietária do Pavilhão, e o Governo, cabendo à autarquia investir parte das verbas do Casino de Lisboa que lhe cabem por lei, num montante inferior a cinco milhões de euros. Todavia, se o Pavilhão for desvirtuado da sua função, as verbas do Casino deixarão de ali poder ser investidas.
Por tudo isto, a entrega do imóvel municipal ao Governo tem sido contestada pelas forças da oposição na CML, quer por se desconhecerem contrapartidas da cedência para a autarquia, quer porque o Governo também pretende vender as instalações do Complexo Desportivo da Lapa, local onde se previa o embrião original deste Museu, temendo-se que a população do bairro fique privada da prática de desporto 1.
De tal modo que até existe uma petição exigindo que o Pavilhão Carlos Lopes “volte a estar ao serviço da prática desportiva de Lisboa” 1. Para os lisboetas pende mais um equipamento a juntar à “vasta colecção de equipamentos desportivos fechados em Lisboa”. Pior parece impossível.
 
1. Ver http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20081224%26page%3D18%26c%3DA
2. Subscrever em www.petitiononline.com/pvclopes/petition.html
publicado por Sobreda às 00:58
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Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

É desnecessário um novo Museu dos Coches

 

O presidente da CML considerou hoje desnecessária a construção de um novo Museu dos Coches.
“Uma das razões apresentadas para a sua transferência para o novo edifício relaciona-se com o facto de, nas actuais instalações, não ser possível aumentar o número de visitantes. Mas uma vez que se trata de um museu mais visitado do país, considero que não vale a pena mexer-lhe”.
 
Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1353946
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publicado por Sobreda às 20:36
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Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

Festa de Natal da ART

 

A ART realiza a sua Festa de Natal na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, no dia 13 de Dezembro, sábado, a partir das 17 horas, com entrada livre.
Participação do Coro ART, Grupo de Ballet, Grupo de Guitarras, Danças Escocesas.
Não falte!
publicado por Sobreda às 02:30
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Sábado, 22 de Novembro de 2008

‘Casas’ pelo teatroàparte

 

“As pessoas têm a mania que são donas de cães, de canários, de outras pessoas, de casa, a até da própria terra. Ponhamos os cães e os canários de lado, e vejamos como é que se comportam as pessoas com as casas.
Depois a história é simples: a porteira trabalha para a madrasta e depois vem o Príncipe, que é mais poderoso, expropria a madrasta e fica com a porteira. Mas como é que é depois da felicidade para sempre? Como é que são as histórias depois de acabarem as histórias?” (Miguel Castro Caldas).
Eis o enredo da peça ‘Casas’, em cena no Auditório Municipal Orlando Ribeiro, em Telheiras. A peça, conduzida pelo ‘teatroàparte’ - grupo de Teatro amador da ART 1 -, com texto da autoria de Miguel Castro Caldas e encenação de Gonçalo Amorim, está em cena desde 14 de Novembro e tem as últimas representações hoje, às 22 horas e dia 28 de Novembro, também às 22h, e dia 26, às 16h e às 22h.
 

 

1. Ver http://teatroaparte.no.sapo.pt
publicado por Sobreda às 18:52
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Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

Saramago não trocava ideal comunista pelo Prémio Nobel

O escritor José Saramago revelou ontem ao fim da tarde que Álvaro Cunhal, líder histórico do PCP, “tinha razão” ao prever, numa carta que nunca chegou a receber, que ele, Saramago, “nunca abandonaria o partido”. “Tinha razão e aqui estou”, afirmou o escritor, sob uma enorme salva de palmas de uma sala cheia, durante uma homenagem do seu partido, em Lisboa, no 10º aniversário da atribuição do Prémio Nobel da Literatura.

O escritor, militante comunista desde a década de 60, contou que Cunhal, nos anos 80, quando foi “submetido a uma operação de alto risco”, escrevera “algumas cartas” a “várias pessoas, para o caso de não sobreviver”, incluindo a ele, José Saramago. “Felizmente, para todos e para ele, sobreviveu, viveu e trabalhou, e as “cartas foram destruídas”, mas Saramago revelou ter tido conhecimento do que o líder histórico do PCP lhe escrevera.
“O camarada Álvaro Cunhal dizia que estava convencido que eu nunca abandonaria o partido. Tinha razão. E aqui estou”, afirmou o Nobel da Literatura, ouvido em silêncio e que no final recebeu uma ruidosa e sentimental salva de palmas de militantes e amigos que encheram duas salas do Centro Vitória do PCP, na Avenida da Liberdade. Devido à ‘enchente’ de militantes, parte deles teve de assistir à homenagem em directo, através da televisão, numa sala contígua.
A cerimónia incluiu ainda a leitura de um excerto do romance “Memorial do Convento”. Também o fadista Carlos do Carmo cantou um conhecido fado a partir de um poema do escritor.

 

 

Saramago lembrou ter escrito, num dos volumes de ‘Cadernos de Lanzarote’, quando se comentava a hipótese de receber o Nobel, que jamais “abandonaria as suas convicções políticas e ideológicas” para ter o direito a receber o prestigiado prémio. “As coisas correram bem: eu não abandonei as minhas convicções e recebi o Prémio Nobel”, concluiu 1.
Num discurso de três páginas, o secretário-geral do PCP homenageou Saramago como “grande escritor” lembrando a sua condição de comunista do autor de Memorial do Convento. “Creio que a sua condição de comunista e a grandeza da sua obra literária não são facilmente dissociáveis: sem essa condição, a massa humana de muitos dos seus livros não se moveria com o mesmo fulgor e não se sentiria em muitos deles o penoso, trágico, exultante, contraditório, luminoso, sombrio, incessante movimento da história”, disse.
Grande parte do discurso Jerónimo dedicou-o ao momento político dez anos passados sobre a data do Nobel para Saramago que, “apesar de complexo, difícil e perigoso”, abre “grandes perspectivas à luta dos comunistas, no Mundo e em Portugal”. A crise financeira internacional, a “agudização da luta de classes” e do “antagonismo entre o capital e o trabalho” são factos que “mostram a necessidade do socialismo como solução racional em alternativa à anarquia e concorrência capitalista”.
Já no final da cerimónia, o autor de Jangada de Pedra agradeceu as palavras do líder comunista e anotou, perante os risos da assistência que, apesar de ser “uma homenagem a José Saramago”, “oito décimos do seu (de Jerónimo de Sousa) discurso foram para fazer política, a tentar convencer os convencidos”. “Em todo o caso, convém repetir as coisas quando são certas. Vamos continuar juntos”, afirmou.
Na sala, onde muitos ficaram de pé, estavam a sua mulher Pilar, o ex-secretário-geral Carlos Carvalhas, os escritores Mário de Carvalho e Modesto Navarro, o realizador José Fonseca e Costa, inúmeros deputados e dirigentes históricos do PCP, bem como convidados representantes da Intervenção Democrática e do Partido Ecologista “Os Verdes2.
 
1. Ver http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=367099&visual=26&rss=0
2. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=112364
publicado por Sobreda às 03:32
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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

10 anos de Nobel da Literatura

 

José Saramago nasceu na aldeia de Azinhaga (Golegã), em 1922. Fez estudos secundários (liceal e técnico) que, por dificuldades económicas, não pôde prosseguir.

É o único escritor de língua portuguesa que recebeu o Prémio Nobel da Literatura. Corria o ano de 1998. Romancista, poeta, dramaturgo, autodidacta, José Saramago usa a palavra como arma, desde os dias difíceis do salazarismo até à descoberta da literatura. Saramago apenas concluiu os estudos secundários, dadas as dificuldades económicas da família. Desenvolveu um percurso profissional do jornalismo à política, com experiências em serralharia, produção e edição literária, além de tradução. Pratica a literatura dos extremos. É um pessimista que faz da ironia a sua esperança. “É um português de sete estrelas!”, diz o fadista Carlos do Carmo 1.
No seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico, tendo exercido depois, diversas outras profissões: desenhador, funcionário de saúde e de previdência social, editor, tradutor, jornalista. Publicou o seu primeiro livro, um romance, em 1947. Colaborou como crítico literário na revista Seara Nova. Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do jornal Diário de Lisboa. Pertenceu à primeira direcção da Associação Portuguesa de Escritores e foi, desde 1985 a 1994, presidente da Assembleia Geral da Sociedade Portuguesa de Autores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do jornal Diário de Notícias. A partir de 1976 passou a viver exclusivamente do seu trabalho literário, primeiro como tradutor, depois como autor. É Doutor Honoris Causa pelas Universidades de Turim (Itália), de Sevilha (Espanha) e de Manchester (Reino Unido); membro Honoris Causa do Conselho do Instituto de Filosofia do Direito e de Estudos Histórico-Políticos da Universidade de Pisa (Itália); membro da Academia Universal das Culturas (Paris); membro correspondente da Academia Argentina das Letras; membro do Parlamento Internacional de Escritores (Estrasburgo) 2.
José Saramago foi laureado com o Prémio Nobel da Literatura 1998 pela The Nobel Foundation. Detém ainda, entre muitos outros, o Prémio Europeu de Comunicação Jordi Xifra Heras (Girona) 1998, Prémio Nacional de Narrativa Città di Pienne (Itália) 1998, Prémio Nobel de Literatura 1998, Prémio Camões 1995, Prémio de Consagração de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores 1995, Prémio Vida Literária, da Associação Portuguesa de Escritores 1993.

 

Nos 10 anos da entrega do Prémio Nobel, o PCP vai hoje, dia 8 de Outubro, prestar-lhe uma homenagem, com a presença do laureado. A Fundação Saramago lançou ainda recentemente um blogue 3.
 
1. Ver www.rtp.pt/gdesport/?article=678&visual=3&topic=20
2. Ver www.editorial-caminho.pt/cache/html/show_autor__q1area_--_3Dcatalogo__--_3D_obj_--_3D32198__q236__q30__q41__q5.htm
3. Ver http://blog.josesaramago.org
publicado por Sobreda às 01:25
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Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008

Versão cinematográfica do ‘Ensaio sobre a Cegueira’

O filme ‘Ensaio sobre a cegueira’, de Fernando Meirelles, estreia hoje nos EUA, mas está já a causar polémica entre os invisuais, que se queixam da imagem que é passada sobre os cegos, com a Federação Nacional dos Invisuais dos EUA a preparar um protesto contra o filme, que se baseia num romance de José Saramago, e que estreará em 75 salas de cinema em pelo menos 21 estados norte-americanos.
Citado pela Associated Press, o presidente da Federação Nacional dos Invisuais afirmara na 3ª fª que a cegueira não é uma “alegoria muito inteligente para falar sobre o colapso da sociedade”, pois “o filme retrata as pessoas cegas como monstros e isso é mentira. A cegueira não transforma pessoas decentes em monstros”. A Federação está por isso a planear protestos junto dos cinemas, com o recurso a cartazes, onde estará escrito “Não sou actor, mas na vida real eu sou uma pessoa cega”.
A história de ‘Ensaio sobre a cegueira’ é sobre uma estranha epidemia de cegueira branca que gera o caos no seio de uma comunidade, o instinto de sobrevivência a sobrepôr-se à civilização, contan do o filme com a interpretação de Julianne Moore, Mark Ruffalo, Danny Glover e Gael García Bernal, após antestreia mundial em Maio, na abertura do Festival de Cinema de Cannes.
Em comunicado, os estúdios Miramax lamentaram este protesto e defenderam que o realizador brasileiro teve a preocupação de se manter fiel à história de Saramago, “uma corajosa parábola sobre o triunfo do espírito humano quando a civilização sucumbe”.
A Federação norte-americana insiste que o filme transmite estereótipos errados sobre os cegos, nomeadamente sobre o facto dos que não vêem serem incapazes de tomarem conta de si próprios e estarem permanentemente desorientados. A estreia nas salas de cinema portuguesas está prevista para 13 de Novembro.
 
Ver Lusa doc. nº 8838285, 01/10/2008 - 13:00
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publicado por Sobreda às 02:16
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Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008

Lançado na Festa a versão Beta do "ComunaQuiz"

Foi lançada na Festa do Avante, no Pavilhão Central, no Espaço das Tecnologias de Informação e Comunicação, a versão Beta do "ComunaQuiz", um jogo para computador produzido pela SIP DORL do PCP, assente em perguntas sobre 5 temas: Marxismo-Leninismo; História do PCP; História do Movimento Operário e da luta dos povos contra o imperialismo; 25 de Abril; Democracia e Liberdade (podes ver o HELP desta versão Beta aqui ). O lançamento oficial do jogo será anunciado brevemente (por 5€ o exemplar), podendo desde já fazer a tua pré-inscrição aqui ).
 

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publicado por teresa roque às 11:53
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Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

Olhar Carnide em Setembro

 

De 11 a 28 de Setembro a Junta de Freguesia promove mais uma edição do programa ‘Olhar Carnide’, um vasto programa cultural que conta com a participação do movimento associativo local.
Este ano a festa continuará a ter o seu ponto alto no último domingo do mês com a Procissão em Honra de Nossa Senhora da Luz, que mais uma vez irá trazer milhares de populares e irá percorrer as ruas do Centro Histórico. Nessa mesma manhã terá lugar um passeio de bicicleta por algumas ruas de Carnide. Uma oportunidade diferente para conhecer Carnide. Essa pode ser uma manhã de domingo diferente, juntando os amigos e familiares e participando nesta iniciativa.
Mas se não sabe andar de bicicleta pode participar no dia 20 de Setembro ao final do dia em mais uma iniciativa. Desta vez é uma caminhada por Carnide, um passeio a pé acessível a quase todos. O encontro é nos bairros às 17h30 e depois pelas 18h todos juntos seguem por Carnide fora.
Pelo meio haverá muita música, teatro, exposições, animações de rua entre tantas outras actividades.
O programa ‘Olhar Carnide’ está aí para que todos possam saborear e conhecer um pouco mais este lugar único e mágico que dá pelo nome de Carnide.
 
Consulte o programa integral em www.jf-carnide.pt/cr_agenda_detalhe.php?aID=661
publicado por Sobreda às 01:34
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Sábado, 6 de Setembro de 2008

Doces sabores regionais

 

Ficar a par da cultura, das tradições e modos de vida, do artesanato, das artes plásticas, dos vinhos e da gastronomia locais, em bares, restaurantes e bancas é fácil se conviver por entre os stands presentes na Festa.
Quer faça desporto, participe nos debates, prove os sabores ou oiça os sons regionais e internacionais. Tanto no espaço Café-Concerto, como no Palco da Solidariedade do Espaço Internacional, local onde a solidariedade internacionalista, a cooperação e a amizade são quem mais ordena.
 

‘Provar’ a gastronomia em www.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=32029&Itemid=620

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publicado por Sobreda às 02:51
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Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Queres Festa ? Pois vais tê-la !

 

A Festa do Avante é já neste fim de semana, dias 5, 6 e 7.
Mais ninguém te dá Festas com esta !
 
 
Ver o programa completo dos inúmeros Palcos e Pavilhões temáticos no URL www.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=503&Itemid=612
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publicado por Sobreda às 00:44
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Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008

10º aniversário da atribuição do Prémio Nobel a José Saramago

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saramago.jpgA Festa do «Avante!» vai assinalar no sábado, dia 6, às 17h00, no Pavilhão Central, o 10º aniversário da atribuição do Prémio Nobel a José Saramago, um acto público  com a intervenção de José Casanova, Director do “Avante!” e a exibição de um filme alusivo a este acontecimento, que inclui uma saudação do escritor à Festa e aos seus “construtores”.  
 
 

 

publicado por teresa roque às 15:50
editado por cdulumiar às 16:03
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Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

Uma Festa do outro mundo!

 

 

Vem aí a Festa do Avante! É já no próximo fim de semana, dias 5, 6 e 7 de Setembro.
Em grande destaque, logo na noite de 6ª fª: a grande gala das árias da Ópera, de Bellini a Rossini, de Bizet a Verdi ou de Puccini a Gershwin.
Mas é também a Festa do rock, do fado, da música tradicional e popular com, entre muitos outros, Camané, Xutos e Pontapés, Júlio Pereira, as Tucanas, Vieux Farka Touré, Amélia Muge, João Afonso, Mário Laginha ou a Big Band do Hot Club de Portugal. A não perder: a homenagem a Woody Guthrie.
Festa do teatro, da animação de rua, do desporto. Festa da ciência, das artes plásticas. Festa de todas as idades, das crianças, dos jovens, dos casais, dos avós. Festa dos livros, das exposições, das tecnologias. Festa dos trabalhadores e dos Povos. Festa do País e do mundo. Festa de Abril.

Uma Festa do ‘Outro Mundo’. Compre a Entrada Permanente (EP) e esteja atento ao programa!

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publicado por Sobreda às 00:53
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Domingo, 31 de Agosto de 2008

Carnide em Movimento

Durante o mês de Setembro, Carnide voltará a encher-se de inúmeras iniciativas culturais e desportivas para todas as idades, para além da habitual Feira. De 12 a 28 de Setembro, a Junta de Freguesia em colaboração com as várias Associações da freguesia, unirão esforços prosseguindo um trabalho de animação comunitária 1.

 

 

 

Por exemplo, na manhã de domingo dia 28 de Setembro, conviva em Carnide de forma diferente e saudável. Depois do sucesso da primeira edição do Passeio de Cicloturismo que decorreu em Setembro de 2007, a Junta, em articulação com algumas associações locais, irá organizar a 2ª edição do passeio de cicloturismo por alguns bairros da freguesia, dando a conhecer Carnide em cima de uma bicicleta.
Esta iniciativa não é uma competição mas antes um momento de convívio aberto à participação de todos os interessados. É uma forma diferente e saudável de conhecer a freguesia ao ritmo de cada um. Passe a palavra, junte os amigos e a família e desfrute de uma manhã de domingo diferente, aproveitando para conhecer melhor a freguesia. As inscrições deverão ser feitas até ao dia 23 de Setembro. Pelo meio está prometida muita animação 2.
Este ano o programa cultural ‘Olhar Carnide’ lança um outro desafio: conhecer a freguesia através de uma caminhada por algumas ruas da Freguesia. A par do cicloturismo, a caminhada é outra forma acessível a quase todos para conhecerem uma rua, um largo, uma casa, um jardim de Carnide de forma diferente.
A iniciativa irá decorrer no dia 20 de Setembro, a partir das 17h30 e a intenção é reunir as pessoas, promovendo uma caminhada por alguns locais da freguesia. Um final de tarde diferente, saudável e bem acompanhado 3.
Esteja atento ao programa integral !
 
1. Ver www.jf-carnide.pt/cr_agenda_detalhe.php?aID=661
2. Ver www.jf-carnide.pt/cr_agenda_detalhe.php?aID=666
3. Ver www.jf-carnide.pt/cr_agenda_detalhe.php?aID=667
publicado por Sobreda às 00:44
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Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

A vida dela dava mais do que um livro

 

Nos últimos tempos, Karley Aida tem andado numa lufa-lufa - sessões de autógrafos, entrevistas em programas televisivos e telefonemas de pessoas que alegam ser ‘da família’.
Os dias mais atarefados e estas súbitas aparições de familiares desconhecidos têm uma razão: a publicação de Karley Aida, o circo, a vida, biografia escrita por uma socióloga, focou novamente os holofotes sobre a artista. Em 118 páginas, o leitor é convidado pela descrição da autora, a conhecer uma vida singular, feita de “rupturas e recomeços” e a recuar a um tempo em que o circo reinava no mundo dos espectáculos.
No meio da arena está Karley Aida, que, ainda a conversa está no início, dispara: “Tenho o corpo cheio de cicatrizes”. Não admira. Ao longo de várias décadas foi trapezista, ilusionista, palhaço, contorcionista, domadora de leões, amestradora de pombas, actriz, professora, agente artística, cantora, animadora de programas televisivos e grupos musicais.
A ideia de contar a sua história tinha mais de dez anos. Nos primeiros anos da década de 90, um jornalista quis publicá-la em livro, mas morreu antes de concretizar o projecto. Karley ‘esmoreceu’, mas não deixou de passar para o papel pedaços soltos das suas recordações. No ano passado, Karley, que vive desde 1981 numa velha caravana, que comprou em Inglaterra em 1966, parqueda à entrada do Parque dos Artistas de Circo, em Carnide, mesmo ao lado da Casa do Artista, decidiu entregar ao coordenador cultural da Junta de Freguesia, tudo aquilo que tinha escrito.
“Quero publicar as minhas memórias”, disse-lhe. O autarca deu a ler os papéis à socióloga, que ali descobriu “força, determinação, um lado um pouco selvagem e indomável, uma pulsação vital”. Seguiram-se quatro conversas com a artista e a recolha dos testemunhos que fecham o livro. Bastou um mês e meio à autora para escrever Karley Aida, o circo, a vida, agora editado pela Junta de Carnide por iniciativa do seu presidente.
Concluído o livro, Karley foi a primeira leitora. Conta a socióloga que a artista lhe telefonou perto das sete da manhã: “Disse-me que eu tinha feito poesia de uma vida que tinha sido tão crua”. Entre aparições pontuais em espectáculos e na televisão, Karley Aida ocupa agora o seu tempo no Instituto de Desenvolvimento Social, onde dá formação de animações de rua 1.
O excelente livro 'Karley Aida : o circo, a vida' por Fátima Freitas, com 118 páginas e profusamente ilustrado, encontra-se já à venda.
 

1. Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1340376

publicado por Sobreda às 00:18
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Domingo, 24 de Agosto de 2008

Vem aí ‘A Viagem do Elefante’ !

 

(…) Se alguém pode falar das obras e feitos de salomão, sou eu, que para isso sou o seu cornaca, portanto não venha para cá com essa treta de ter ouvido um barrito, Um barrito, não, os barritos que estas orelhas que a terra há-de comer ouviram foram três. O cornaca pensou, Este fulano está doido varrido, variou-se-lhe a cabeça com a febre do nevoeiro, foi o mais certo, tem-se ouvido falar de casos assim, Depois, em voz alta, Para não estarmos aqui a discutir, barrito sim, barrito não, barrito talvez, pergunte você a esses homens que aí vêm se ouviram alguma coisa. Os homens, três vultos cujos difusos contornos pareciam oscilar e tremer a cada passo, davam imediata vontade de perguntar, Onde é que vocês querem ir com semelhante tempo. Sabemos que não era esta a pergunta que o maníaco dos barritos lhes fazia neste momento e sabemos a resposta que lhe estavam a dar. Também não sabemos se algumas destas coisas estão relacionadas umas com as outras, e quais, e como. O certo é que o sol, como uma imensa vassoura luminosa, rompeu de repente o nevoeiro e empurrou-o para longe. A paisagem fez-se visível no que sempre havia sido, pedras, árvores, barrancos, montanhas. Os três homens já não estão aqui. O cornaca abre a boca para falar, mas torna a fechá-la. O maníaco dos barritos começou a perder consistência e volume, a encolher-se, tornou-se meio redondo, transparente como uma bola de sabão, se é que os péssimos sabões que se fabricam neste tempo são capazes de formar aquele maravilhas cristalinas que alguém teve o génio de inventar, e de repente desapareceu da vista. Fez plof e sumiu-se. Há onomatopeias providenciais. Imagine-se que tínhamos de descrever o processo de sumição do sujeito com todos os pormenores. Seriam precisas, pelo menos, dez páginas. Plof (…)
 
Ler fragmento do novo conto de José Saramago ‘A Viagem do Elefante’ IN http://blog.josesaramago.org
Página da Fundação www.josesaramago.org

Delegação na Azinhaga http://fundjosesaramago.blogspot.com/2008/08/delegao-local-da-fundao-jos-saramago.html

publicado por Sobreda às 11:01
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Sábado, 16 de Agosto de 2008

Teatro de rua na Madragoa e no Castelo

A VII edição do Festival Internacional de Máscaras e Comediantes, inaugura, entre 22 de Agosto e 9 de Setembro, uma série de espectáculos realizados por quatro companhias nacionais e oito estrangeiras. Os espectáculos apresentam as vertentes mais modernas do teatro de máscaras e comediantes contemporâneo 1.

 

Durante o festival é possível assistir a várias peças no Museu da Marioneta e no Castelo de S. Jorge, onde de 5ª fª a sábado também se realizam animações a cargo de duas companhias portuguesas.
O Festival começa 2ª fª com um estágio sobre de máscaras para profissionais no Museu da Marioneta, à Madragoa. Para o público a abertura será 5ª fª, quando as companhias de Teatro Regional entrarem em cena.
A novidade da edição deste ano é a animação de rua que acontecerá no Castelo de S. Jorge, onde está instalado o palco principal. “A animação acontecerá às 17h e (repete) às 18h30, antes das sessões da noite, que começam às 22h, no castelejo, servindo como um aperitivo”.
O ano passado, “apesar de uma ligeira quebra no número de espectadores - e daí ter-se condensado o Festival este ano em duas semanas - registaram-se cerca de 3.000 espectadores”.
Esta sétima edição tem um orçamento de 50.000 euros, sendo 35.000 de apoios institucionais, designadamente da EGEAC (Empresa municipal de Gestão dos Equipamentos e Animação Cultural) e do Ministério da Cultura. A partir de agora, “tem de se ver o que se pretende fazer”, ponderou o director do Festival, acrescentando que “o público corresponde e mostra interesse, mas, para crescer, o Festival precisa de um orçamento maior” 2.
 
1. Ver programa no URL www.agendalx.pt/cgi-bin/iportal_agendalx/V0002060.html?area=Festivais&tabela=festivais&genero=&datas=&dia=&mes=&ano=&numero_resultados=

2. Ver http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=359033&visual=26&rss=0

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publicado por Sobreda às 00:14
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Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

“Seara Nova” nº 1704 (Verão de 2008)

A “Seara Nova” é uma revista de informação política, social e cultural com 85 anos de existência que se assume, desde o primeiro número, como um espaço aberto de diálogo e reflexão democráticos.

Lançada em Outubro de 1921 por Aquilino Ribeiro, Augusto Casimiro, Câmara Reys, Faria de Vasconcelos, Ferreira de Macedo, Francisco António Correia, Jaime Cortesão, José de Azeredo Perdigão, Raul Brandão e Raul Proença, desde cedo, o projecto seareiro se afirmou como um espaço de diálogo e reflexão. Primeiro no quadro do processo ligado à consolidação da República Portuguesa, mais tarde na oposição ao regime fascista, inserindo o derrube deste na consolidação dos valores humanistas e democratas.
Nos dias de hoje, e procurando manter a fidelidade ao projecto seareiro, a revista “Seara Nova” continua a publicar-se com regularidade, assegurando em cada edição uma ampla participação de cidadãos e cidadãs representantes do pensamento democrático e dos mais variados sectores de actividade social, política, cultural e económica da sociedade portuguesa.
Está agora em distribuição o número de Verão da "Seara Nova" (nº 1704), cujo dossier específico aborda questões sociais.

 

Deolinda Machado, licenciada em ciências religiosas e mestre em ciências da educação, membro da Comissão Executiva da CGTP-IN, analisa esta temática numa visão global, depois detalhada à situação portuguesa e à sua situação extrema, que é a pobreza.
Herberto Goulart, economista, da redacção da Seara Nova, exemplifica estas desigualdades através de alguns indicadores estatísticos, demonstrativos do agravamento provocado em Portugal nos últimos três anos.
João Rodrigues e Nuno Teles, economistas e professores no ISCTE, co-autores do blogue “ladrões de bicicletas”, desenvolvem uma análise mais ampla sobre “globalização, desigualdade e Estado social”, expressão que no título do artigo é significativamente precedida do inciso “tudo começa pelo trabalho”. São os próprios autores que enunciam o sentido do estudo realizado: “iremos concentrar os nossos esforços em três escalas fundamentais: os processos globais, que dizem respeito à expansão e integração capitalistas, a construção europeia como “cavalo de Tróia” do neo-liberalismo e a tradução destes processos no percurso original de um país capitalista semi-periférico como Portugal”.
Carlos Silva Santos, médico, professor da Escola Superior de Saúde Pública, aborda o funcionamento do nosso Serviço Nacional de Saúde e define algumas das linhas políticas necessárias à melhoria da sua eficiência.
Manuel Veiga, jurista, da Redacção da Seara Nova, aprecia os passos da crescente afirmação dos direitos fundamentais do homem, na sua consagração internacional, a partir da Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 1948 e dos seus sucessivos desenvolvimentos suportados pelo Pacto Internacional sobre os Direitos Económicos, Sociais e Culturais, que consagra a segunda geração de direitos, suporte material e moral na luta contra as desigualdades sociais.
José Alberto Pitacas, economista, também da Redacção da Revista, assegura a presença neste número do Terceiro Sector ou Economia Social, presença esta que tem sido uma constante e caso único em publicações periódicas editadas fora do sector. Pitacas escolhe o mutualismo e a sua função social através dos tempos, para demonstrar que este Terceiro Sector vem ganhando uma expressão tal que torna discutível a teoria económica que só considera a existência dos sectores público e privado.
O dossier internacional abre com um artigo do jornalista José Goulão intitulado “Médio Oriente: o roteiro para o caos”; Larry Holmes, jornalista norte americano, dirigente do Workers World Party, desvenda-nos aspectos da campanha de Barack Obama; contém ainda um artigo de Ulpiano Nascimento; um outro sobre os 60 anos da morte do Professor Bento Jesus Caraça; outro sobre Saramago; idem sobre cinema; outro sobre a Memória, a Obra e o Pensamento de Maria Lamas, do MDM; e ainda um poema de Mel de Carvalho.
Consulte o sumário em www.webboom.pt/ficha.asp?ID=163393
publicado por Sobreda às 02:28
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Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

Saramago vai ‘agitar’ a Casa dos Bicos

A Fundação José Saramago ocupará a Casa dos Bicos em Lisboa com um projecto de “agitação” que promove a Literatura, os Direitos Humanos e o Ambiente e não leva “em ombros” o seu patrono, garantiu o escritor. “Só em circunstâncias muito excepcionais é que a Fundação José Saramago se ocupará da pessoa que lhe deu nome”, afirmou o autor prémio Nobel da Literatura.
O acordo entre a Fundação e a CML para a cedência da Casa dos Bicos foi ontem assinado em Lisboa, um dia depois de ter sido aprovado em reunião do executivo municipal com os votos contra do PSD e do movimento LCC. O presidente da CML prevê que “nos próximos meses” a Fundação possa ocupar o edifício monumento nacional do Campo das Cebolas.
Saramago comprometeu-se a “honrar a Casa dos Bicos com trabalho, com espírito de iniciativa, com vistas largas” e afirmou que um dos objectivos centrais da fundação com o seu nome é a promoção dos Direitos Humanos.
O escritor recordou que abordou no discurso de agradecimento do prémio Nobel, em Estocolmo há dez anos, a “porta que se abriu” com a Declaração Universal dos Direitos do Homem. “A porta fechou-se. É preciso abri-la, arrombá-la. É preciso agitação”, afirmou.
A “agitação” do projecto da fundação estende-se à promoção do meio ambiente e da literatura, e depois de um colóquio sobre Jorge de Sena, estão previstas acções sobre a obra de José Rodrigues Miguéis, Raul Brandão e Almada Negreiros, referiu. “É uma fundação ‘sui generis’ que não vai fazer o que em princípio seria a sua vocação: pegar no seu patrono, colocá-lo em ombros e passeá-lo pelo mundo”, reiterou o escritor.
 
Lusa doc. nº 8561181, 17/07/2008 - 17:55
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publicado por Sobreda às 00:05
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Domingo, 13 de Julho de 2008

Casa dos Bicos poderá ser cedida à Fundação Saramago

A CML discute na 4ª fª (apesar de não constar da sua Ordem de Trabalhos??) uma proposta do presidente para a cedência do edifício da Casa dos Bicos para a instalação da Fundação José Saramago. O protocolo a celebrar entre a autarquia lisboeta e a Fundação José Saramago prevê a cedência da Casa dos Bicos por um período de dez anos renovável.

A Casa dos Bicos poderá não apenas dispor de uma loja, de espaço para exposições e colóquios, bem como vir a albergar a biblioteca do Prémio Nobel da Literatura, composta por vários milhares de exemplares.
Depois de António Costa ter proposto a José Saramago a cedência da Casa dos Bicos, prosseguiram negociações entre os vereadores da Cultura e das Finanças e os administradores da Fundação, a esposa do escritor Pilar del Rio e José Sucena. E, caso a CML aprove o acordo, o protocolo entre a autarquia e a Fundação será celebrado “muito em breve” em Lisboa, “com a presença do próprio escritor”.
O edifício, situado no Campo das Cebolas, foi construído em 1523 por D. Brás de Albuquerque, acolhendo actualmente serviços do departamento de Cultura da CML. A autarquia ficará responsável pelas “pequenas obras” necessárias à adaptação das instalações, ficando a fundação encarregue das despesas de funcionamento e responsável por manter as instalações em boas condições.
A ser aprovada a proposta, constituirá uma inesperada excelente mais valia para a vida cultural da cidade.
 
Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=101514
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publicado por Sobreda às 09:15
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Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Feira de Expressões regressa ao Jardim da Luz

 

De 4 a 7 de Junho o Jardim da Luz transforma-se numa grande sala de aula com dezenas de ateliers e animações de rua em mais uma edição da Feira de Expressões de Carnide.
Serão quatro dias de muita animação, festa e alegria numa organização da Junta de Freguesia em colaboração com as instituições locais de educação 1.
O Programa 2 inclui ateliês de ciência, de design, poesia, circo, teatro, fantoches, actividades desportivas e de palco, música, danças latinas e escocesas, capoeira, marchas infantis, com a participação de associações de pais, de moradores, religiosas, da Santa Casa da Misericórdia, da Biblioteca Natália Correia, entre outros.
É uma semana de festa e animação. Participe também.
 
1. Ver www.jf-carnide.pt/cr_agenda_detalhe.php?aID=636
2. Consultar o Programa em www.jf-carnide.pt/xms/files/Carnide/Agenda_de_Eventos/PROGRAMA_DESTACAVEL.pdf
publicado por Sobreda às 01:02
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Sábado, 3 de Maio de 2008

Haja Circo !

De 9 a 11 de Maio Carnide vai realizar a 1ª edição do festival ‘Haja Circo’, um programa cultural que inclui animação de rua, tendo o Jardim da Luz como centro da animação. No dia 10 a Junta de Freguesia lança o seu 4º livro, desta vez, uma homenagem ao circo e à carnidense Karley Aida.

Do Programa destaca-se:
6ª fª, dia 9 Maio: Participação no programa da TVI ‘Você na TV’, Animação nas escolas e jardins de infância, Inauguração da exposição ‘Karley Aida - quando a vida é o circo’.
Sábado, dia 10: Maik Magic - momentos de magia, Circo no jardim, Oficinas temáticas, Lançamento do livro ‘Karley Aida - o circo, a vida’.
Domingo, dia 11: A magia da cor, Circo no jardim, Oficinas temáticas, Sons do bairro, culminando com o desfile ‘Haja Circo’.
Participe !
 
Ver www.jf-carnide.pt/cr_agenda_detalhe.php?aID=598
publicado por Sobreda às 08:23
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Terça-feira, 25 de Março de 2008

Dia mundial do Teatro

A Junta de Freguesia de Carnide vai assinalar o Dia Mundial do Teatro com um conjunto de iniciativas aberto à participação de todos.
Entre os dias 27 de Março a 5 de Abril associe-se às comemorações, as quais incluem, para além das peças em cena, curso e aula aberta de Expressão Dramática, ‘Performance’ Teatral, bem como um Workshop de iniciação ao Teatro 1.
No próprio dia 27 de Março, vários teatros de Lisboa abrem as suas portas para visitas gratuitas. Também o Museu Nacional do Teatro se associa à data, tendo preparado uma programação que inclui às 10h30 “A Bela Adormecida”, peça de teatro para crianças e jovens; seguindo-se a peça “Uma Grande Árvore”, para crianças dos 3 aos 5 anos; e às 15h “Born... Arte”, um espectáculo de teatro para todos. As entradas no Museu serão gratuitas 2.
 
1. Ver www.jf-carnide.pt/cr_agenda_detalhe.php?aID=548
2. Ver www.museudoteatro-ipmuseus.pt/agen01_details.asp?id=96
publicado por Sobreda às 00:43
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Sábado, 23 de Fevereiro de 2008

A roleta do casino

Segundo o Decreto 15/2003, que permitiu abrir um casino em Lisboa, a empresa que ganhasse a concessão da nova zona de jogo da capital, teria à partida de pagar ao Estado uma contrapartida de 30 milhões de euros.
Desses 30 milhões, que teriam um pagamento faseado, como determinado no decreto, 33,5% (10,5 milhões de euros) seriam para um teatro no Parque Mayer; 16,5% (4,95 milhões de euros) para um outro espaço cultural também no Parque Mayer; a mesma quantia para a recuperação do Pavilhão Carlos Lopes; e ainda 10,5 milhões de euros para um novo museu na cidade “a criar pelo Governo”.
O decreto determina ainda que “os prazos e condições de utilização” dessas verbas sejam estabelecidos por despacho do ministro da Economia, “ouvida a Câmara Municipal de Lisboa”.
Acontece que, da referida importância, o Turismo de Portugal já tem nos seus cofres 21 milhões de euros recebidos do Casino Lisboa para obras no Parque Mayer, recuperação do Pavilhão Carlos Lopes e ainda para um novo museu na cidade.
Um dos assessores da administração do Turismo de Portugal confirma que já entraram no Instituto projectos camarários para as obras em causa. Só que… estão a ser apreciados. Só depois o Instituto despachará para o ministro da Economia, a quem compete desbloquear a verba. E por aí adiante…
Donde, o precioso dinheiro continua a não seguir para os cofres da autarquia, aliviando-os dos atrasos na concessão do empréstimo, apesar de o novo casino ter sido inaugurado há quase dois anos (20 de Abril de 2006). Ou seja, a roleta já produz ‘pilim’, mas até ao momento nada ‘tilintou’ ainda para a CML.
 
Ver http://dn.sapo.pt/2008/02/23/cidades/milhoes_casino_chegaram_a_cml.html
publicado por Sobreda às 13:23
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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

Solidariedade com a Voz

Na próxima 4ª fª, dia 13 de Fevereiro, às 18h30, o início das comemorações dos 125 anos será marcado por uma homenagem à Fundação Calouste Gulbenkian, pela acção fundamental e insubstituível que desenvolve em Portugal e pelo apoio que tem concedido à “Voz do Operário” 1.

Esta sociedade de instrução e beneficência, com uma história e património inigualáveis, tem, actualmente, uma população estudantil de 457 crianças e jovens, nas escolas do 1º, 2º e 3º ciclos, creches e jardins de infância, com uma valiosa acção social, cultural, desportiva e associativa. A metodologia pedagógica seguida é a do Movimento da Escola Moderna, que alia à aprendizagem e aquisição de competências a preparação para a vida, com responsabilidade, autonomia e solidariedade.
Cerca de 50% dos alunos provêem de famílias com dificuldades económicas, pelo que a sociedade tem reivindicado junto do Ministério da Educação (ME) pelo regresso dos contratos de apoio aos alunos oriundos de famílias de baixos rendimentos, que já provocou um prejuízo á instituição de 900 mil euros.
Na vertente social, presta apoio a idosos e doentes através do Centro de Convívio para a terceira idade, do Apoio Domiciliário a idosos e acamados, do Posto Médico para associados e a população. Tem também um Balneário Público, a Biblioteca, que realiza frequentes actividades culturais, desportivas e associativas, bem como actividades diversas com outras instituições, nomeadamente em cooperação com a CML.
Na ocasião, vão ser apresentadas as iniciativas a realizar durante este ano de 2008, na sede da “Voz do Operário” e em espaços culturais e sociais da cidade, como, por exemplo, a estreia de uma peça do “Novo Grupo/Teatro Aberto”. Do programa consta ainda uma gala de fado no dia 16 de Fevereiro, um festival internacional de tango argentino entre os dias 21 e 25 de Maio, um arraial popular em Junho, um espectáculo infantil a 21 do mesmo mês, a 17 de Dezembro a encenação da peça ‘Os operários de Natal’ (a partir das histórias de um álbum de histórias infantis com mais de 20 anos), bem como a estreia de um filme 2.
No sábado realizar-se-á um jantar de “amizade e solidariedade” com aquela instituição, uma vez que o Ministério da Educação (ME) suspendeu o contrato, com o “Voz do Operário”, de apoio às crianças e jovens com mais dificuldades financeiras. Vai ainda ser assinado um protocolo para a construção de um elevador na “Voz do Operário”, uma aspiração há muito desejada.
A campanha de solidariedade visa também arrecadar 500 mil euros para remodelar e modernizar as infra-estruturas da associação. Não se trata de “pedir esmola”, mas sim de captar a “atenção e a solidariedade” de sócios e amigos, para vencer a falta de apoios do ME 3.
 
1. Ver www.vozoperario.pt
2. Ver Sexta 2008-02-08, p. 9
3. Ver Lusa doc. nº 7977440, 07/02/2008 - 20:37
publicado por Sobreda às 01:04
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Domingo, 10 de Fevereiro de 2008

Templo hindu

O local de culto para a população hindu que vive em Lisboa ocupa onze hectares da Alameda Mahatma Gandhi 1, ao Paço do Lumiar, entre o Hospital da Força Aérea e a Quinta de Nossa Senhora da Paz, e, quando ficar concluído, será o maior templo da Europa. Este é, no entanto, um objectivo que ainda não tem uma data, uma vez que a conclusão do complexo religioso depende sobretudo dos fundos angariados entre esta comunidade.
O templo Radha-Krishna, uma obra em permanente construção desde finais de 1989, é uma obra do arquitecto português Augusto da Silva, inspirada no estilo e na tradição arquitectónica indiana dos templos hindus. A parte reservada ao culto religioso, bem como o salão de festas e a cozinha, foram inaugurados em Novembro 1998, mas desde essa data o complexo foi crescendo cada vez mais.
Hoje, além da biblioteca, das salas de jogos ou dos espaços destinados à formação profissional, o complexo conta ainda com uma creche, um centro de idosos ou um restaurante vegetariano. Restam ainda outras ambições como criar um posto médico e um pavilhão desportivo.
A Comunidade Hindu de Portugal conta com cerca de 15 mil membros e é reconhecida como uma Instituição Particular de Solidariedade Social. Mais de 50% desta comunidade vive sobretudo na Área Metropolitana de Lisboa e é principalmente oriunda do Estado indiano de Gujarat 2.
 
1. Ver www.comunidadehindu.org
2. Ver http://lisboakamo.blogspot.com/2007/10/outros-credos-salpicam-lisboa.html
publicado por Sobreda às 01:23
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Sábado, 9 de Fevereiro de 2008

Bastonada no Grémio Lisbonense

O Grémio Lisbonense recebeu ontem uma ordem de despejo, revelou o vice-presidente desta Associação centenária, embora o património da Associação possa continuar dentro do edifício até ser encontrado um novo sítio, devendo as chaves ser entregues ao senhorio. O vice-presidente admitiu que o Grémio continua a tentar uma aproximação com o senhorio mas tem “poucas esperanças” de chegar a um acordo. É que sobre o edifício pendem "outros interesses económicos", devido à sua localização no coração histórico da Baixa lisboeta.
O caso remonta ao ano de 1998 quando o proprietário do imóvel iniciou uma ordem de despejo ao Grémio Lisbonense, localizado no topo sul da Praça do Rossio, após a realização de obras numa das salas, alegadamente sem o consentimento do senhorio. Apesar das inúmeras tentativas para salvar o Grémio, o caso evoluiu para a concretização de uma ordem de despejo 1.
Até que, ontem à noite, agentes da PSP que guardavam o Grémio Lisbonense, intervieram à bastonada atingindo alguns sócios e amigos da Associação que se insurgiram contra a ordem de despejo.
Cerca das 20h de ontem, agentes da PSP que permaneciam junto à Associação, para garantir o despejo do primeiro andar de um edifício da baixa pombalina que o Grémio ocupava há mais de 150 anos, atingiram com cassetetes vários sócios e amigos da instituição que se encontravam nas escadarias de acesso às instalações insurgindo-se contra o despejo ordenado pelo tribunal.
Um repórter fotógrafo da agência Lusa foi também atingido pela polícia na cabeça, nos braços e nas costas. “Estávamos a tentar dialogar mas a polícia bateu indiscriminadamente na cabeça, nas mãos e no pescoço dos vários associados”, afirmou um dos sócios do Grémio Lisbonense, enquanto segurava um saco com gelo sobre uma das mãos. Este jovem associado e mais cerca de uma centena de pessoas encontram-se na Praça do Rossio, em frente ao Arco da Bandeira, onde vários agentes da PSP impediam o seu acesso às instalações do Grémio.
Momentos antes da intervenção da polícia, três homens de uma empresa de mudanças retiraram da sede da associação diversos haveres do bar, enquanto no átrio do edifício se concentravam algumas dezenas de sócios e amigos do Grémio 2.
À porta, taciturnos, assistindo ao despejo, reuniam-se alguns sócios que, todas as tardes, ao longo dos últimos anos, se habituaram a frequentar a colectividade como se fosse a sua segunda casa. A ‘desgraça’ que ontem aconteceu não surpreendeu os sócios mais idosos. “A gente já lá não entra mais. Já mudaram as fechaduras”, lamentavam.
A notícia espalhara-se rapidamente através de e-mails e sms: “Estão a despejar o Grémio. Querem transformar o edifício num hotel de luxo” e, durante a tarde, o número de pessoas à porta do edifício aumentou, inconformadas com o encerramento. “Então querem revitalizar a Baixa e fecham um sítio destes?”, indignavam-se. “Podem arranjar uma solução numa garagem num bairro social, que é o que faz a Câmara, mas já não vai ser como era”, vaticinavam 3.
Fundado a 26 de Outubro de 1842, o Grémio Lisbonense tem sido palco de festas temáticas. Desdobrando-se em dois salões imbuídos de charme, com uma vista única sobre o Rossio, faz parte do circuito de todos os noctívagos. A entrada faz-se pela rua dos Sapateiros, subindo umas escadas íngremes e escuras, mas assim que se acede ao salão principal, é-se transportado no tempo para o início do século 4.
A CML, que pretende distinguir o Grémio Lisbonense com o estatuto de “Instituição de Utilidade Pública”, já prometera intervir como interlocutora entre as partes 5. Será que vai a tempo?
 
1. Ver http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=325328&visual=26&rss=0
2. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=79588
4. Ver www.lxjovem.pt/index.php?id_categoria=14&id_item=173300&id_tema=21
5. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=77927
publicado por Sobreda às 02:18
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Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008

A Cultura Portuguesa perde mais uma voz

Na morte de Luiz Pacheco
Segunda, 07 Janeiro 2008
luiz-pachecoA Comissão Nacional do PCP para a Área da Cultura lamenta profundamente a morte de Luiz Pacheco e a perda que ela significa para a Cultura Portuguesa. Editor e escritor, assegurou um lugar na  história da literatura portuguesa. Luiz Pacheco, autor em que vida e obra se confundem e se ampliam mutuamente, em que a ficção, a crítica literária e a crítica da mundanidade literária se respondem e ecoam um fundo insistente e desassombradamente autobiográfico, tornou-se em finais da década de oitenta, por sua iniciativa, militante do PCP - qualidade que manteve até morrer.
Ler mais...
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publicado por teresa roque às 16:52
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