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Sexta-feira, 26 de Março de 2010

Apontamentos insuficientes, por Ruben de Carvalho

http://aeiou.expresso.pt/ruben-de-carvalho=s24888

 

O primeiro-ministro é averiguado, os administradores são demitidos e julgados, as sucatas transformam-se num vértice político de incontornável significado, os bancos têm lucros, o desemprego aumenta....

Definitivamente, a frase feita do 'fim de regime' adquire uma presença inquietante no dia-a-dia. A par e passo com outras, de recorte menos erudito, mas bastante mais contundente. E talvez mais próximas da realidade.

A Polícia Judiciária investiga a Polícia Judiciária. Não se trata de um trocadilho de gosto duvidoso: é a pura realidade imposta por uns investigadores terem encontrado documentação da sua polícia no escritório de um investigado. Com papel timbrado e tudo. A violação do segredo de justiça já ultrapassou a fase da informação confidencial e conversas telefónicas de português caserneiro: não basta a inconfidência - é necessário o documento probatório.

O PEC governamental transforma-se, de um conjunto de medidas governativas anunciadas como salvíficas, num pomo de discórdia que atravessa a sociedade portuguesa, incluindo as próprias entidades que o criaram: o Partido Socialista e o seu Governo.

Não são discordâncias pontuais. As críticas do cidadão comum adquirem o tom de indignada recusa, mas o discurso político no Governo e seu partido atinge contornos de fractura. Diz-se que se trata (só) do definitivo abandono da matriz político-ideológica do PS. Quem o diz não é irrelevante, o que é dito muito menos.

O PSD realiza um congresso para discutir questões programáticas e estatutárias. De urgência. Que tais temas se discutam 'de urgência' é todo um inventário da situação. Discutir se tal urgência é de um dia ou dois é entrar definitivamente no risível. Como se isto não fora suficiente, os delegados revelaram um tal empenho que não conseguiram votar a maioria das propostas que consubstanciavam (ou não...) as tais urgências! Como se isto já não fosse suficientemente patético, aprovaram (ainda não se sabe se em generalizada consciência ou em generalizada confusão) uma alteração estatutária que, objectivamente, não serve para nada - excepto para lançar uma demolidora discussão pública e interna que nem um perspicaz adversário seria capaz de inventar.

Os presidentes dos dois maiores municípios do país encontram-se no manuseio de uns talheres e, entre a sopa e a sobremesa, decidem da sua concordância interpartidária para demolir o quadro jurídico-político do Poder Autárquico da democracia nacional. Entretanto, trocam cromos com corridas de automóveis, aviões e festivais rock. No meio, já se vê, há uns milhões em apoios, patrocínios, despesas que transitam velozmente de Lisboa ao Porto e vice-versa, tornando inevitável a conclusão de que, pelo menos para estes convívios e acordos, o TGV não é preciso para nada.

O primeiro-ministro é averiguado, os administradores são demitidos e julgados, as sucatas transformam-se num vértice (ou num vórtice) político de incontornável significado, os bancos têm lucros, o desemprego aumenta (presume-se, porque os números são segredo de Estado mais bem guardado que o da justiça), os acordos com os professores afinal levam uma volta, são precisos médicos reformados para voltarem a trabalhar e os funcionários públicos reformam-se em massa.

Portugal, a um mês de comemorar 36 anos do 25 de Abril. Dá que pensar.

 

Ruben de Carvalho

Texto publicado na edição do Expresso de 20 de Março de 2010

publicado por teresa roque às 14:55
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Sábado, 5 de Dezembro de 2009

Medidas do Governo são insuficientes - Desemprego atinge 700 000 pessoas e só metade recebe subsídio

O Instituto Nacional de Estatística (INE) acabou de publicar os dados do desemprego relativos ao 3.º trimestre de 2009. Esses dados desmentem a mensagem que o Governo tem procurado fazer passar de que a economia já teria entrado na fase de recuperação e que as medidas tomadas pelo Governo estariam a ter efeitos. Na verdade, o que os dados do INE revelam é que o desemprego já atinge 696,9 mil portugueses, dos quais apenas 350,8 mil recebem subsídio de desemprego.

Os dados divulgados pelo INE mostram que a situação é pior do que aquela que o Governo e os seus defensores pretendem fazer crer, e que as medidas tomadas são claramente insuficientes, pois o desemprego em Portugal está a atingir valores que nunca se verificaram no passado. O quadro seguinte, construído com os dados divulgados pelo INE, mostra com clareza a gravidade da situação e que são necessárias novas medidas para a enfrentar.
No 3.º trimestre de 2009, o desemprego oficial atingia 547,7 mil portugueses, quando no 3.º trimestre de 2005 somava 429,9 mil. Num ano apenas, ou seja, entre o 3.º trimestre de 2008 e o 3.º trimestre de 2009, o desemprego oficial passou de 433,7 mil para 547,7 mil, ou seja, aumentou em 114 mil, e a taxa de desemprego oficial subiu de 7,7% para 9,8% (+ 27,3%).
Mas o desemprego oficial não inclui a totalidade dos desempregados. No número oficial de desempregados não estão incluídos aqueles que, embora na situação de desemprego, não procuraram emprego no mês em que foi feito o inquérito. E esses, que têm a designação de «inactivos disponíveis», somavam 82,7 mil no 3.º trimestre de 2009, segundo o próprio INE. Para além disso, também não estão considerados no número oficial de desempregados todos os desempregados que, para sobreviverem, fizeram um pequeno «biscate», por exemplo de uma hora. Esses são designados «subemprego visível», e somavam 66,5 mil no 3.º trimestre de 2009, também segundo o INE.
Se somarmos ao desemprego oficial os desempregados que não foram considerados no cálculo do desemprego oficial – «inactivos disponíveis» e «subemprego visível» – obtemos, para o 3.º trimestre de 2009, um total de 696,9 mil desempregados (o número oficial é apenas 547,7 mil) e uma taxa efectiva de desemprego de 12,3% (a taxa oficial é somente 9,8%). Isto é, valores muito superiores aos valores de desemprego oficial que são divulgados pelos média. Quadro I.
Em Setembro de 2009, portanto no fim do 3.º trimestre de 2009, o número de desempregados a receber o subsídio de desemprego, segundo o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, era apenas de 350,8 mil, o que correspondia a 64,1% do número oficial de desempregados, e somente a 50,3% do número efectivo de desempregados. Isto significa que entre 196,9 mil e 346,1 mil desempregados não estavam a receber subsídio de desemprego. A medida anunciada pelo 1.º ministro na Assembleia da República de redução do prazo de garantia de 450 dias para 360 dias, vai apenas permitir a mais 10 000 desempregados receberem subsídio de desemprego. É uma medida claramente insuficiente face à gravidade e à dimensão da situação. É urgente adaptar a lei do subsídio de desemprego à actual situação, o que o Governo se tem recusado fazer.

Destruição de emprego continua e precariedade atinge mais de 29% da população

Outro aspecto que contribui para agravar ainda mais a situação é a elevada destruição líquida de emprego e a elevada precariedade que se verifica em Portugal. O
Quadro II, construído também com dados divulgados pelo INE, dá uma ideia da dimensão do problema.
Desde o 3.º trimestre de 2008 que se tem verificado em Portugal um destruição líquida crescente de emprego. Entre o 3.º trimestre de 2008 e o 3.º trimestre de 2009, a destruição líquida de emprego em Portugal atingiu 178,3 mil de trabalho, pois o emprego total diminuiu de 5191,8 mil para 5017,5 mil. Só no 3.º trimestre de 2009, a destruição líquida de emprego atingiu 58,5 mil postos de trabalho.
Por outro lado, muitos daqueles que têm emprego – 1 452 600 – têm emprego precário. E neste total apenas incluímos 70% dos «trabalhadores por conta própria como isolados», ou seja, aqueles que têm o ensino básico ou menos. Só estes é que considerámos «falsos recibos verdes» pois não têm qualificações para serem verdadeiros prestadores de serviços. É evidente que também muitos trabalhadores com o ensino secundário e mesmo superior são também «falsos recibos verdes», pois as condições em que realizam a sua actividade são idênticas às dos trabalhadores por conta de outrem. Entre o 3.º trimestre de 2005 e o 3.º trimestre de 2009, o número de trabalhadores que considerámos como precários aumentou de 26,5% para 29% da população empregada, o que corresponde a mais 101,2 mil precários.

Operários e trabalhadores não qualificados são os mais atingidos

A análise da destruição de emprego por profissões revela que alguma delas estão ser mais atingidas, como mostra o Quadro III, construído também com dados divulgados pelo INE.
Entre o 3.º trimestre de 2008 e o 3.º trimestre de 2009, a destruição líquida de emprego atingiu o elevado total de 178,3 mil, mas 104,5 mil foram postos de trabalho de «operários, artífices e trabalhos similares» e 79,1 mil postos de trabalho ocupados por «trabalhadores não qualificados». São fundamentalmente estes dois grupos profissionais que estão a ser mais atingidos pela destruição de emprego. No entanto, no 3.º trimestre de 2009 também se começou a verificar destruição líquida de emprego em profissões de escolaridade e qualificação mais elevada. Entre o 2.º trimestre e o 3.º trimestre de 2009, o número de postos de trabalho de «quadros superiores do sector privado e da administração pública» diminuiu em 31,8 mil; o de «especialistas de profissões intelectuais e científicas» reduziu-se em 23,2 mil; e de «técnicos profissionais de nível intermédio» diminuiu em 27,8 mil. Só nestas três profissões, que são de qualificação mais elevada, a destruição líquida de emprego no 3.º trimestre de 2009 atingiu 82,8 mil. O emprego mais qualificado começou também a ser destruído, pondo-se em causa o desenvolvimento do País.

Nota: Dados do Eurostat divulgados esta terça-feira apontam para uma taxa de desemprego de 10,3% em Outubro, a maior de sempre no País e a quarta maior entre os 16 países da Zona Euro.

 

Eugénio Rosa

Publicado no jornal "AVANTE" de 04.12.2009

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publicado por teresa roque às 19:19
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Desemprego e Pensões a realidade por Eugénio Rosa

Publicamos hoje três novos estudos de Eugénio Rosa. Dois sobre a dimensão real do desemprego em Portugal, à luz das estatísticas recentemente divulgadas, e um terceiro sobre a realidade da redução das pensões a partir de 2010 para muitos pensionistas.

Ler Estudo sobre Dados do Desemprego relativos ao 3º Trimestre

Ler Estudo sobre a redução das pensões

Ler Estudo sobre a taxa de desemprego de Outubro em 10,2%

publicado por teresa roque às 15:56
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Domingo, 22 de Novembro de 2009

A RESPOSTA NECESSÁRIA E INDISPENSÁVEL

 

 

 


O estado a que a política de direita vem conduzindo o País agrava-se a ritmo acelerado e os exemplos disso são mais do que muitos.
Todos os dias a imensa maioria dos portugueses é confrontada com novos e acrescidos problemas. Aumenta o número de trabalhadores que, a cada dia que passa, vê a sua situação agravada, por efeito do desemprego - que, aproximando-se dos dois dígitos, ou superando-os, até, atingiu a mais elevada taxa de sempre - da precariedade e do lay-off. E as medidas já anunciadas pelo novo/velho Governo nessa matéria, não deixam margem para dúvidas sobre a acentuação desse agravamento. Aumentam as desigualdades geradas pelo desemprego, pelos baixos salários, pelas pensões de miséria e, em consequência disso, cerca de dois milhões de portugueses vivem abaixo do limiar da pobreza – pobreza que atinge um número cada vez mais elevado de pessoas, incluindo as famílias com dois elementos desempregados (que são cerca de 21% dos lares onde há desempregados) e mesmo trabalhadores empregados, mas cujos salários não chegam para comer.
Mais de metade dos mais de 700 mil desempregados não recebe qualquer subsídio e o Governo persiste em recusar o alargamento dos critérios de acesso ao subsídio de desemprego; as pensões e reformas sofrem «aumentos» que rondam os 10 cêntimos por dia - um verdadeiro insulto aos pensionistas e reformados.
Entretanto, o custo de vida aumenta com os novos aumentos de preços, a começar pela energia eléctrica…
É esta a «modernização» que José Sócrates brande contra os trabalhadores e o povo: o brutal agravamento da grave situação em que vive a imensa maioria dos portugueses, ou seja, os que trabalham e vivem do seu trabalho; os que já trabalharam e vêem negado o seu legítimo direito a reformas dignas; os que querem entrar no mundo do trabalho e só vêem à sua frente espessos e cerrados muros.

Do outro lado desta realidade, e alimentando-se dela, estão os grandes grupos económicos e financeiros, que engordam e arrecadam lucros fabulosos, confirmando ser essa a única condição que conhecem seja qual for a situação do País. Para eles, a coisa é simples: em estado de «crise» ou em estado de «retoma», ou em estado «não importa qual», o lucro está sempre assegurado. E assegurar esse lucro certo é a principal e prioritária tarefa dos governos da política de direita, no desempenho das suas funções de conselhos de administração dos interesses do grande capital – funções que desempenham com extrema eficácia e igual desvergonha, dando lugar, amiúde, a situações que espelham, por vezes de forma chocante, a essência exploradora, opressora e profundamente desumana desta política que, impiedosa e brutal, há mais de três décadas vem flagelando os trabalhadores, o povo e o País.
Um exemplo: no mesmo dia em que o ministro da Economia decretava a insustentabilidade do aumento de 1,5% nos salários dos trabalhadores, os jornais anunciavam que os cinco maiores bancos tiveram um lucro diário superior a 5 milhões de euros – e logo a seguir chegou a notícia dos lucros fabulosos no sector energético, onde as privatizadas EDP, REN e GALP atingiram cerca de 1200 milhões de euros de lucros só este ano.
Nas eleições legislativas de 27 de Setembro, o PS perdeu a maioria absoluta, podendo dizer-se que essa derrota constituiu o dado mais relevante do recente ciclo eleitoral, na medida em que se tratou da expressão de uma inequívoca vontade, por parte dos portugueses, de uma mudança de política.
Contudo, o primeiro-ministro, cego e surdo a essa vontade, persiste na aplicação da política de direita que está na origem da actual situação do País – e que está na origem da perda da sua maioria absoluta. Fá-lo com a arrogância habitual e com redobrada hipocrisia: fingindo uma «abertura ao diálogo», que outra coisa não é do que o estafado monólogo da vitimização e da chantagem; e recorrendo ao velho e falso estratagema de procurar obter uma base política de apoio a troco de uma suposta governação de «geometria variável», com supostos acordos «à esquerda» em matéria social, e à «direita» em matéria económica, como o PCP tem sublinhado, outra coisa não é do que a continuação da política de direita, sempre orientada, no plano económico para a salvaguarda dos lucros e dos privilégios dos grandes grupos económicos e financeiros, e no plano social para a distribuição, pelos trabalhadores e pelo povo, do pouco que sobra dessa acumulação de lucros.

Neste quadro, a luta de massas assume um papel primordial, enquanto instrumento essencial dos trabalhadores para a defesa dos seus interesses, para responder às novas ofensivas contra os direitos laborais e para a ruptura e mudança necessárias.
Vimos a sua importância decisiva na derrota da maioria absoluta do PS. E é fácil de ver como essa derrota criou novas e melhores condições para o desenvolvimento e intensificação da luta de massas na situação actual – condições que urge aproveitar com determinação e confiança.
A luta da classe operária e de todos os trabalhadores, das populações, dos jovens, dos pequenos e médios empresários, dos agricultores, enfim, de todos os que, todos os dias, sofrem na pele as consequências da política de direita, é a resposta necessária e indispensável ao prosseguimento, pelo Governo PS/José Sócrates, do mais do mesmo para pior – a resposta que, mais tarde ou mais cedo, derrotará a política de direita e construirá a alternativa de esquerda indispensável à solução dos muitos e graves problemas que pesam sobre o nosso País.

 

Publicado no Jornal "AVANTE" de 19.11.2009

publicado por teresa roque às 11:02
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Domingo, 1 de Novembro de 2009

Despedimentos e encerramentos - PCP quer ouvir ministro da Economia

O PCP requereu a presença do novo ministro da Economia na Comissão Parlamentar de Trabalho com vista a obter esclarecimentos sobre a posição do Governo quanto à noticiada possibilidade da Delphi, de Ponte de Sôr, despedir até Março 500 trabalhadores. Os deputados comunistas pretendem confrontar ainda o novo titular da pasta da Economia, Vieira da Silva, com outras situações de despedimento e encerramento de empresas que, entretanto, já depois das eleições, têm vindo a público.
No caso da Delphi, aos despedimentos em Ponte de Sôr, poderão ainda juntar-se outros na unidade da Guarda, onde o número de trabalhadores não ultrapassa hoje o milhar, quando já chegaram a ser cerca de três mil.
Esta é uma empresa que tem vindo progressivamente a despedir trabalhadores nas suas várias unidades, apesar de ter beneficiado de diversos apoios públicos.
A confirmar-se o quadro de despedimentos, adverte o PCP, haverá um enorme impacte na situação económica e social das regiões onde as unidades estão implantadas, designadamente na cidade e região da Guarda, bem como em Ponte de Sôr e no Alto Alentejo.
Por isso os deputados comunistas exigem uma intervenção imediata do Governo, considerando que este tem sérias responsabilidades e deve defender os postos de trabalho.

 

publicado por teresa roque às 11:26
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Terça-feira, 27 de Outubro de 2009

CP tenta substituir Revisores por Seguranças: Mais Trabalho por Menos Salário!

revisores_20out2009.jpgO Sector de Transportes está a distribuir aos trabalhadores um comunicado sobre a tentativa de substituição de revisores por seguranças na CP. Um comunicado onde alerta para o objectivo desta medida (substituir trabalhadores efectivos e com AE por trabalhadores precarizados, mais mal pagos e com menor poder reivindicativo), onde se solidariza com a greve marcada para dia 5 de Novembro para combater esta medida, e onde alerta para a necessidade de ir mais longe, e exigir que sejam integrados como trabalhadores efectivos os milhares de trabalhadores precarizados que nas Empresas Públicas de Transportes trabalham subcontratados por empresas de vigilantes, limpeza e ETT's.
 

publicado por teresa roque às 18:00
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Domingo, 25 de Outubro de 2009

Aumenta o Desemprego, e o IEFT martela as estatísticas!

mini-qeremprego.jpg

Neste novo estudo, Eugénio Rosa demonstra que o Desemprego continua a crescer em Portugal, bem como o número de desempregados sem direito a subsídio, e que o Instituto de Emprego e Formação Profissional continua a eliminar milhares de desempregados dos seus ficheiros!

Ler Estudo em PDF

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publicado por teresa roque às 17:58
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Terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Relatório sobre a zona Euro - Desgraça social ignorada

O Relatório Anual sobre a zona euro 2009 constitui «mais uma peça de uma campanha de mistificação, acusam os deputados do PCP ao Parlamento Europeu.

Isto, porque, de acordo com estes deputados, o Relatório ignora «a situação de desgraça social em que se encontram milhões de trabalhadores e cidadãos» e foge «ao reconhecimento da tendência de aprofundamento da crise social na zona Euro». Mais, o relatório «escamoteia as verdadeiras causas e o papel negativo das políticas que presidem à União Económica e Monetária (UEM), ao Pacto de Estabilidade e à Estratégia de Lisboa» em diversos Estados-Membros»; aponta para o aprofundamento do carácter federalista da UE, com novos ataques à soberania dos Estados; e reafirma a intenção da União Europeia de, no âmbito das relações económicas internacionais, aprofundar as causas centrais da crise económica e financeira internacional, caso da transferência de capital dos sectores produtivos para a especulação financeira, do reforço do papel do FMI e Banco Mundial, das políticas de liberalização do comércio mundial e da chamada «competitividade». Para o PCP, estas políticas «são tanto mais graves quanto se insiste numa perigosa política monetária de sobrevalorização artificial do Euro».

A realidade

Aliás, o regozijo da Comissão em torno dos eixos centrais da sua política neoliberal «contrasta escandalosamente» com os mais de 22 milhões de pessoas desempregadas na UE-27, com os cerca de 625 mil portugueses actualmente sem emprego – dos quais quase metade (300 mil) sem acesso ao subsídio de desemprego –, com a crescente desregulação das relações laborais ou com o alastramento da pobreza.
Enfim, o Relatório tenta lançar a ideia de uma crise já ultrapassada quando várias vozes e relatórios alertam para o «carácter altamente volátil e frágil» de alguns «sinais de estabilização» do sistema financeiro internacional.
A realidade, dizem os deputados comunistas, é que a «crise» há muito se vinha a sentir, sendo que a actual apenas expôs todas as vulnerabilidades nos diferentes Estados Membros, resultantes de políticas alicerçadas nas orientações do Pacto de Estabilidade e Estratégia de Lisboa. Vulnerabilidade que, em Portugal, «é resultado directo da continuada fragilização dos sectores económicos, particularmente dos sectores produtivos, do ataque aos serviços públicos, das políticas de baixos salários e reformas, da desigual distribuição do rendimento, do endividamento e do brutal défice e dívida externos que a política de direita vem impondo ao País».
Qualquer real solução para a presente crise, dizem por fim estes deputados, «passaria obrigatoriamente pela ruptura com as políticas que enformam o actual rumo neoliberal da União Europeia».
 

 

Publicado no Jornal "AVANTE" de 15.10.2009

publicado por cdulumiar às 17:02
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Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Relatório sobre a zona Euro - Relatório sobre a zona Euro

 

O Relatório Anual sobre a zona euro 2009 constitui «mais uma peça de uma campanha de mistificação, acusam os deputados do PCP ao Parlamento Europeu

 

Isto, porque, de acordo com estes deputados, o Relatório ignora «a situação de desgraça social em que se encontram milhões de trabalhadores e cidadãos» e foge «ao reconhecimento da tendência de aprofundamento da crise social na zona Euro». Mais, o relatório «escamoteia as verdadeiras causas e o papel negativo das políticas que presidem à União Económica e Monetária (UEM), ao Pacto de Estabilidade e à Estratégia de Lisboa» em diversos Estados-Membros»; aponta para o aprofundamento do carácter federalista da UE, com novos ataques à soberania dos Estados; e reafirma a intenção da União Europeia de, no âmbito das relações económicas internacionais, aprofundar as causas centrais da crise económica e financeira internacional, caso da transferência de capital dos sectores produtivos para a especulação financeira, do reforço do papel do FMI e Banco Mundial, das políticas de liberalização do comércio mundial e da chamada «competitividade». Para o PCP, estas políticas «são tanto mais graves quanto se insiste numa perigosa política monetária de sobrevalorização artificial do Euro».

A realidade

Aliás, o regozijo da Comissão em torno dos eixos centrais da sua política neoliberal «contrasta escandalosamente» com os mais de 22 milhões de pessoas desempregadas na UE-27, com os cerca de 625 mil portugueses actualmente sem emprego – dos quais quase metade (300 mil) sem acesso ao subsídio de desemprego –, com a crescente desregulação das relações laborais ou com o alastramento da pobreza.
Enfim, o Relatório tenta lançar a ideia de uma crise já ultrapassada quando várias vozes e relatórios alertam para o «carácter altamente volátil e frágil» de alguns «sinais de estabilização» do sistema financeiro internacional.
A realidade, dizem os deputados comunistas, é que a «crise» há muito se vinha a sentir, sendo que a actual apenas expôs todas as vulnerabilidades nos diferentes Estados Membros, resultantes de políticas alicerçadas nas orientações do Pacto de Estabilidade e Estratégia de Lisboa. Vulnerabilidade que, em Portugal, «é resultado directo da continuada fragilização dos sectores económicos, particularmente dos sectores produtivos, do ataque aos serviços públicos, das políticas de baixos salários e reformas, da desigual distribuição do rendimento, do endividamento e do brutal défice e dívida externos que a política de direita vem impondo ao País».
Qualquer real solução para a presente crise, dizem por fim estes deputados, «passaria obrigatoriamente pela ruptura com as políticas que enformam o actual rumo neoliberal da União Europeia».

 

Publicado no Jornal "AVANTE" de 15.10.2009

publicado por teresa roque às 14:02
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Sábado, 19 de Setembro de 2009

Portugal desperdiçou milhões de euros em fundos comunitários

«O desemprego é o problema social mais grave que o País enfrenta actualmente, e vai continuar a aumentar se não forem tomadas rapidamente medidas. Para combater o aumento do desemprego é necessário criar postos de trabalho, ou seja, é preciso investir mais.

No entanto, segundo o INE, até ao 2º Trimestre de 2009, o investimento em Portugal reduziu-se em -15,9% em relação a igual período de 2008. Entre 2000 e 2010, o investimento total em Portugal baixará de 27,1% do PIB para apenas 17,4% do PIB.
Só um aumento significativo do investimento público é que poderá inverter esta quebra contínua que levará Portugal a um maior atraso e divergência da União Europeia.
Sócrates não se cansa agora de afirmar que o investimento público é vital para o País sair da crise. No entanto, existe uma distância abissal quando comparamos as suas declarações com os actos do seu Governo. Serve de prova o que tem acontecido com a aplicação dos Fundos Comunitários do QREN, que são fundos públicos. Apenas uma ínfima parte do que podia ser utilizado por Portugal (16,2%) foi aplicado até a esta data.
Como se sabe o QREN abrange o período 2007-2013. De 1 de Janeiro de 2007 até 30 de Junho de 2009, o valor dos Fundos Comunitários do QREN não utilizados, podendo o ser, atingiu 6.151,6 milhões de euros.
De acordo com dados constantes do Boletim Informativo nº 4 do QREN, que acabou de ser divulgado, até 30 de Junho de 2009 tinham sido utilizados (pago aos beneficiários) apenas 1.190,6 milhões de euros dos 7.342,2 milhões de euros que a Comunidade Europeia tinha posto ao dispor de Portugal para utilizar até ao fim do 1º semestre de 2009, o que corresponde a uma taxa de execução de apenas 16,2%.
Só devido ao atraso na utilização dos Fundos Comunitários estimamos que Portugal já perdeu já 320 milhões de euros em termos de poder de compra.
Se a análise for feita por programa as conclusões ainda são mais graves, pois existem programas fundamentais para o desenvolvimento do País e para enfrentar a crise em que a taxa de execução é extremamente baixa.
Assim, a taxa de execução, medida em percentagem do que o pago aos beneficiários representa em relação ao que podia ter sido utilizado por Portugal até 30.6.2009, era de apenas 21,4% no Programa Operacional Factores de Competitividade essencial para aumentar a competitividade das empresas (pagou-se 227,4 milhões de euros aos beneficiários, ficando por gastar 833,1 milhões de euros).
No Programa Potencial Humano, fundamental para aumentar a qualificação dos portugueses que é actualmente um obstáculo estrutural ao desenvolvimento, a taxa de execução era apenas de 34,3% (pagou-se 684 milhões de euros ficando por gastar 1.309,5 milhões de euros).
No Programa Valorização do Território, vital no combate às assimetrias regionais e na construção de acessibilidades, a taxa de execução era apenas de 1,8% (pagou-se aos beneficiários somente 28,9 milhões de euros, ficando por gastar 1.562,9 milhões de euros) em dois anos e meios de execução.
Em relação aos Programas Operacionais Regionais (POR), fundamentais para promover o desenvolvimento das regiões, a taxa de execução era ainda mais baixa (…)
Até 30.6.2009, no POR de Lisboa a taxa de execução era de 13,9% (foi pago 14,5 milhões de euros, ficando por gastar 90 milhões de euros) (…)
Eis, na prática, a que se resume a ‘paixão’ tardia de Sócrates pelo investimento público».
 
Ler o estudo “Portugal não utilizou 6.151,6 milhões de euros de Fundos Comunitários até ao fim do 1º semestre de 2009” do economista Eugénio Rosa
publicado por Sobreda às 12:12
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Terça-feira, 1 de Setembro de 2009

IEFP e INE sobre o desemprego: um esconde dados, o outro não

O problema do desemprego em Portugal está a atingir uma tal gravidade que nunca é demais falar sobre ele. E isto até pela insensibilidade social revelada por este Governo que continua a recusar alargar o subsídio de desemprego a mais desempregados, quando o número daqueles que não recebem subsídio de desemprego é já superior a 200.000.

Embora tanto o IEFP como o INE procurem ocultar a verdadeira dimensão do desemprego em Portugal, no entanto têm comportamentos diferentes: o IEFP oculta dados, enquanto o INE não o faz.
O número oficial de desempregados divulgado pelo INE - 507,7 mil no 2º Trim. de 2009 - não inclui a totalidade dos desempregados. Existem muitos desempregados que não são considerados naquele número oficial de desempregados.
Mas o número que não é considerado é também divulgado trimestralmente pelo INE, assim como a justificação para não serem considerados. Assim, de acordo com o próprio INE, não foram incluídos, no 2º Trimestre de 2009, 125,5 mil desempregados.
Apesar de não serem considerados, como esse número é divulgado, qualquer pessoa pode fazer o cálculo. Assim, de acordo com o INE, o número de desempregados no nosso País não era de 507,7 mil mas sim 635,2 mil, o que aumenta ainda mais a gravidade do problema. Infelizmente a maioria dos órgãos de comunicação social não chamaram a atenção da opinião pública para esse facto colaborando assim, objectivamente, com o Governo na intenção deliberada que este tem em ocultar a extrema gravidade da situação.
Comportamento diferente tem o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Nos primeiros sete meses eliminou, dos ficheiros dos Centros de Emprego, 303.662 desempregados, o que dá uma média de 43.380 desempregados por mês.
Uma análise mais fina por concelhos mostra que, com aquela eliminação, o IEFP tem até conseguido diminuir o número de desempregados em vários concelhos.
E isto apesar de, segundo o INE, o próprio desemprego oficial ter aumentado entre o 1º trimestre de 2009 e o 2º Trimestre de 2009, a nível do País, de 495,8 mil para 507,7 mil. Portanto, o IEFP faz um milagre: - quando o desemprego aumenta por todo o País, este Instituto, tutelado pelo Ministro do Trabalho, consegue-o baixar nas estatísticas que publica.
E o IEFP procura ocultar essa eliminação. A prová-lo está o facto de que na “Informação Mensal do Mercado do Emprego”, que divulga mensalmente com os dados sobre o desemprego registado, não constar nem o número de desempregados que são eliminados todos os meses dos ficheiros dos Centros de Emprego nem as razões dessa eliminação.
E isto apesar de várias entidades já o terem solicitado (por ex. a CGTP que tem representantes no concelho de Administração), e também vários deputados da Assembleia da República. É claro o propósito do IEFP em querer ocultar essa eliminação, que permite baixar significativamente o número de desempregados colaborando deliberadamente com o Governo na intenção de esconder a gravidade da situação.
 
Ler o estudo “Comportamentos diferentes do INE e do IEFP sobre os dados do desemprego” do economista Eugénio Rosa
Temas:
publicado por Sobreda às 00:11
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Terça-feira, 25 de Agosto de 2009

Milhares de trabalhadores afectados por lay-off

Quase 12 mil trabalhadores de mais de 100 empresas de vários sectores em Portugal estão ou estiveram com o contrato de trabalho temporariamente suspenso ‘lay-off’ desde o início do ano.

Segundo dados fornecidos pela CGTP, desde Janeiro, foram abrangidos ou estão ainda abrangidos pela figura legal da lay-off 11.859 trabalhadores de vários sectores, num total de 108 empresas, que recorreram a esta medida, pretensamente, para enfrentar problemas relacionados com quebra de encomendas ocorrida na sequência da crise económica.
Mais de metade dos trabalhadores em lay-off laboram na indústria metalúrgica, sector em que 7.628 trabalhadores de 54 empresas estão ou estiveram com o contrato suspenso temporariamente. Há mesmo empresas deste sector que suspenderam o contrato à maioria dos seus trabalhadores durante seis meses, na expectativa de que o mercado melhore entretanto.
A CGTP reconheceu que os dados sobre lay-off por si compilados pecam por defeito dado que os seus sindicatos não têm um registo exaustivo de todos os casos.
De acordo com dados do Ministério do Trabalho, no final de Abril estavam envolvidos em processos de ‘lay-off’ 10.500 trabalhadores, que custavam à Segurança Social 1,940 milhões de euros, mas os dados do Ministério também não estão actualizados.
O Código de Trabalho admite que as empresas possam reduzir a actividade temporariamente assim como suspender os contratos de trabalho “por motivos de mercado, estruturais ou tecnológicos, catástrofes ou outras ocorrências que tenham afectado gravemente a actividade normal da empresa, desde que tal medida seja indispensável para assegurar a viabilidade da empresa e a manutenção dos postos de trabalho”.
Durante a suspensão temporária do contrato de trabalho o trabalhador apenas tem direito a auferir mensalmente um montante mínimo igual a dois terços da sua retribuição normal ilíquida, através da Segurança Social, ou o correspondente ao Salário Mínimo Nacional, consoante o que for mais elevado.
 
Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=146058
publicado por Sobreda às 00:06
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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

42 novas viaturas por menos 400 trabalhadores

Os sindicatos que representam os trabalhadores da TAP revelaram que a empresa comprou 42 carros para os seus directores, poucos dias depois de ter afirmado que não havia condições para efectuar revisões salariais.

Em comunicado conjunto, os sindicatos consideram a aquisição de “42 novos carros para directores [da TAP]” como sendo “mais um exemplo digno de realce de medidas de contenção de custos”.
Questionada, fonte oficial da TAP afirmou que foram comprados 30 carros, para substituir automóveis “que já tinham muitos anos”, sendo esta substituição sido efectuada com “ganhos para a empresa”, sendo destinados ao uso de “quadros da empresa que têm no seu contrato de trabalho o fornecimento de viatura”.
No comunicado dos sindicatos, estes recordam que o presidente-executivo da TAP enviou uma carta a estas organizações, na qual afirma que, actualmente, “não estão reunidas condições para uma negociação [salarial] profícua”.
Os sindicatos recordam ainda que foi revelado pela imprensa que os rendimentos declarados pelo presidente da TAP em 2008 foram o dobro dos de 2007, ao mesmo tempo que os gastos com os salários da administração da TAP subiram 17% em 2008 face ao ano anterior 1.
Com efeito, o presidente da TAP recebeu mais de 816 mil euros em 2008, quase o dobro do valor estipulado no estatuto remuneratório fixado para o período entre 2006 e 2008.
Daí que os sindicatos exijam aumentos de 1,5%. Só que, entretanto, a transportadora aérea nacional informou os sindicatos, na passada semana, que não será possível rever os salários dos trabalhadores, alegando uma “crise gravíssima” 3.
Como vai então a TAP procurar equilibrar as suas finanças? É simples: a Groundforce, empresa de handling da TAP, vai reduzir custos no valor de 20 milhões de euros anuais, preparando-se para despedir 400 dos seus 2.800 funcionários 2.
Deste modo, a administração do Grupo TAP, prevê encerrar o ano de 2009 com lucros de 8,1 milhões de euros, apesar dos prejuízos de 280 milhões de euros apresentados em 2008, segundo o próprio orçamento 3.
 
1. Ver http://economico.sapo.pt/noticias/sindicatos-denunciam-compra-de-42-carros-pela-tap_67128.html
2. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=145766
3. Ver www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000011-0000-0000-0000-000000000011&contentid=5912B27A-1E66-4FBD-87A0-8CDAF081E819
publicado por Sobreda às 00:26
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Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

A Taxa de Roubo

«Os técnicos do INE têm que criar mais um índice: ‘A Taxa de Roubo’. Um indicador destes devia ser periodicamente elaborado e divulgado em conjunto com os níveis de desemprego, de inflação ou do PIB. Com uma ‘Taxa de Roubo’ incluída no conjunto das funções estatísticas que já compilamos, teríamos uma imagem muito mais clara do Estado da Nação.

Se houvesse Taxa de Roubo (TR), os noticiários da semana passada, para além dos números do PIB e do Desemprego, teriam incluído que no primeiro trimestre a Taxa de Roubo em Portugal se tinha mantido entre as mais elevadas do mundo industrializado.
Os analistas podiam depois ir à TV para nos desagregar a TR nos seus componentes mais expressivos, o NSP (Nível de Sonegação Pura), que inclui tudo o que seja trocas em dinheiro vivo em malas, e o GDC (Grau de Desfalque Contabilizável), que descrimina os montantes em off shore e os activos já transformados (quintas, apartamentos, carros, barcos e acções não cotadas na Bolsa que valorizem mais de um centena de pontos em recompra).
Assim, ao sabermos que já temos mais de meio milhão de desempregados e que a economia nacional continua a soluçar em níveis anémicos, ficaríamos a saber também que o grau de gatunagem nacional continua intocado e que, apesar da crise, de facto, a nacional roubalheira subiu em termos homólogos quando comparada com trimestres passados.
Ficaríamos a saber que a volumetria do roubo em Portugal é das mais imponentes na Zona do Euro e que, contrariando o pessimismo de Pedro Ferraz da Costa quando disse ao Expresso que Portugal não tinha dimensão para se roubar tanto, há perspectivas para a Taxa de Roubo continuar a crescer.
A insistência do PS nos mega-projectos que, antes de começar já assinalam derrapagens indiciadoras de que a componente PPF (Pagamentos a Partidos e Figurões) vai crescer muito, é uma garantia de uma Taxa de Roubo que rivaliza com qualquer democracia africana ou sultanato levantino.
No PSD, a presença de candidatos com historial em posições elegíveis e em ternurenta proximidade com a líder, sugere que as boas práticas que têm sustentado a Taxa de Roubo vão continuar nos eventuais Ministérios de Ferreira Leite.
Neste ambiente de bagunça ideal, em que se juntam as possibilidades de grandes obras públicas com o frenesim eleitoral, os corretores podem mesmo, à semelhança do que se passa no mercado de capitais, criar valor com Futuros baseados nos potenciais de subida da Taxa de Roubo Portuguesa.
(…) Portugal é uma holding de rapinagem que faz o que se passou no BPN parecer a contabilidade de uma igreja mórmon».
 
Ler “A Taxa de Roubo” por Mário Crespo IN http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=M%E1rio%20Crespo
publicado por Sobreda às 00:19
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Terça-feira, 18 de Agosto de 2009

Continua a destruição do emprego

«O INE acabou de divulgar as Estatísticas do Emprego do 2º Trimestre de 2009. E os media noticiaram com destaque que o desemprego em Portugal continuava a aumentar e tinha ultrapassado meio milhão, o que é dramático para centenas de milhares de famílias portuguesas que tem como principal fonte de rendimento para viver o trabalho.

No entanto este número global esconde alguns outros aspectos também dramáticos da evolução do emprego em Portugal pois o desemprego não está a afectar de forma idêntica todas as pessoas com diferentes níveis de escolaridade, com diferentes profissões, em diferentes sectores da economia e de diferentes idades.
Este estudo tem como objectivo fazer uma análise mais fina dos números publicados pelo INE com o propósito de tornar visível aspectos também da realidade do desemprego no nosso País que normalmente são esquecidos ou omitidos, nomeadamente mostrando quais são os sectores mais frágeis da população que estão a ser mais atingidos pelo desemprego.
Se considerarmos o período compreendido entre os 2ºs Trimestres de 2005 e de 2009, ou seja, o período correspondente ao deste Governo, a destruição liquida de emprego atinge já 55,8 mil, portanto a população com emprego em 2009 é já inferior em 55,8 mil à de 2005. No entanto, se considerarmos o período 2º Trim. 2008 / 2º Trim. 2009, verificou-se uma destruição líquida de emprego muito mais elevada, tendo atingindo 151,9 mil.
É evidente que a continuar esta elevada destruição de emprego liquido, em Setembro de 2009, no lugar dos novos 150.000 empregos prometidos por Sócrates, teremos sim é menos 150.000. O que está a suceder é dramático, já que a economia portuguesa não só não está a criar emprego para aqueles que entram de novo no mercado de trabalho, mas está também a destruir o emprego de muitos que o tinham.
É por isso que o desemprego vai continuar a disparar. No entanto, o desemprego não está atingir de forma igual os trabalhadores de diferentes níveis de escolaridade (…)
Também o número de desempregados que não recebem subsidio de desemprego tem aumentado, o que revela uma crescente desprotecção deste segmento da população que está a ser fortemente afectado pela crise, atirando muitos deles para a miséria (35% já viviam abaixo da pobreza em 2008 segundo o INE).
(…) Em resumo, são os trabalhadores dos segmentos mais frágeis da população - mais baixo nível de escolaridade, os operários e os não qualificados, etc. - que estão a ser mais afectados pelo desemprego e pela desprotecção».
 
Ler o estudo ” O desemprego está a afectar mais dramaticamente os segmentos mais frágeis da população” do economista Eugénio Rosa
publicado por Sobreda às 00:26
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Sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

Aumento do desemprego desmente propaganda do Governo

O PCP considera que o aumento do desemprego hoje revelado pelo INE “desmente toda a propaganda do Governo” e afirma existir uma “chaga social” que afecta 635 mil desempregados, mais que os 507 mil estimados pelas estatísticas.

Segundo os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego atingiu os 9,1% no segundo trimestre de 2009, o que representa um agravamento face aos 8,9% do primeiro trimestre do ano.
Para o deputado Francisco Lopes, “os números do desemprego são de uma enorme gravidade e desmentem toda a propaganda do Governo, designadamente a que foi promovida pelo primeiro-ministro ontem [5ª fª] a propósito da situação económica”.
De acordo com o INE, a população desempregada foi estimada em 507,7 mil indivíduos, uma subida de 23,9% face ao trimestre homólogo (mais 97,8 mil pessoas) e de 2,4% em relação ao trimestre anterior (mais 11,9 mil pessoas).
No entanto, para o PCP, esta é a primeira vez que as estatísticas ultrapassam a barreira dos 500 mil desempregados, “no sentido estrito”, mas, acrescentou Francisco Lopes, “no sentido lato e mais real”, o desemprego atinge mais de 635 mil pessoas, o nível mais elevado desde o 25 de Abril de 1974.
O deputado comunista sublinhou que, face aos números do ano passado, “há mais de cem mil pessoas desempregadas e houve a extinção de 150 mil postos de trabalho”, pelo que o PCP se afirma particularmente preocupado com os jovens - a taxa de desemprego juvenil é de 18,7% - e com os mais de 1,2 milhões de trabalhadores precários.
“Ao mesmo tempo que cresce o desemprego, por acção deste Governo diminui acentuadamente a protecção aos desempregados, a par do crescimento dos grupos económicos e financeiros”, salientou o deputado do PCP, acrescentando que mais de 300 mil pessoas sem trabalho não têm qualquer apoio do Estado.
O PCP reclama, por isso, uma “ruptura com esta política”, propondo “uma efectiva protecção aos desempregados, mais produção nacional e mais emprego”.
Os comunistas defendem medidas de emergência para combater aquilo que dizem ser uma “chaga social”, nomeadamente o alargamento da protecção no desemprego, a reposição dos critérios que este Governo alterou e “uma outra política económica”.
 
Ver Lusa doc. nº 10007363, 14/08/2009 - 12:30
Temas: ,
publicado por Sobreda às 13:58
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Confirma-se que é muito cedo para afirmar que o pior da crise tenha passado

 

 É ainda cedo para se poder afirmar que o pior da crise económica tenha passado, sendo necessário esperar por novos dados estatísticos. As previsões mais recentes, efectuadas pelo Banco de Portugal, apontam para a continuação da crise em 2010, ainda que mais moderada do que no ano em curso.

 

1 - A estimativa rápida das Contas Nacionais Trimestrais, hoje divulgadas pelo INE, aponta para uma melhoria da situação económica no 2º trimestre (+0.3%) em relação ao 1º trimestre. No entanto, a comparação em termos homólogos regista valores negativos (-3.7%) pelo terceiro trimestre consecutivo. As causas apontadas pelo INE são a redução acentuada das exportações dos investimentos e, em menor grau, das despesas de consumo das famílias.

2 – É ainda cedo para se poder afirmar que o pior da crise económica tenha passado, sendo necessário esperar por novos dados estatísticos. As previsões mais recentes, efectuadas pelo Banco de Portugal, apontam para a continuação da crise em 2010, ainda que mais moderada do que no ano em curso.

3 – A CGTP-IN salienta que o desemprego registado nos Centros de Emprego subiu no 2º trimestre (+4,8%) face ao trimestre anterior, o que permite concluir que mesmo a melhoria apontada pelo INE se não traduziu no alívio da situação no mercado de emprego. O que é particularmente grave se atendermos a que tem vindo a aumentar o número de desempregados sem subsídio de desemprego.

 

Ler Comunicado de Imprensa nº 53/2009, da CGTP-IN http://cgtp.pt//index.php?option=com_content&task=view&id=1406&Itemid=1

publicado por Sobreda às 09:58
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Taxa de desemprego do INE contraria previsões do Governo

A taxa de desemprego atingiu os 9,1% no segundo trimestre de 2009, o que representa um agravamento face aos 8,9% do primeiro trimestre do ano.

Os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística indicam que o desemprego entre Abril e Junho sofreu um aumento de 1,8 pontos percentuais face aos 7,3% do período homólogo de 2008.
Este valor fica acima das previsões do Governo para o conjunto do ano (8,8%) e é ainda pior do que esperavam os analistas, que em média apontavam para que a taxa de desemprego chegasse aos 9% até Junho 1.
A CGTP veio de imediato defender que o aumento da taxa de desemprego no segundo trimestre levou o desemprego ao “valor mais elevado registado desde o 25 de Abril” em Portugal.
Para a Comissão Executiva da CGTP, é preocupante o facto de já ter sido ultrapassada a barreira dos 500 mil desempregados, realçando que “tem havido falhas nas políticas do Governo” 2.
Já em Maio passado, o secretário-geral da CGTP alertara ser necessário criar novas propostas de emprego para a juventude, de forma a acabar com a precariedade e os baixos salários 3.
 
1. Ver http://dn.sapo.pt/bolsa/emprego/interior.aspx?content_id=1334912
2. Ver http://dn.sapo.pt/Inicio/interior.aspx?content_id=1334936
3. Ver http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=46&visual=9&tm=8&t=DesempregoINE-CGTP-defende-criacao-de-novas-propostas-para-a-juventude.rtp&article=220091
publicado por Sobreda às 09:50
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Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

6 de Agosto - Juventude CDU realiza Debate sobre o Emprego

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publicado por cdulumiar às 10:31
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Terça-feira, 4 de Agosto de 2009

Pobreza aumenta em Portugal com baixos salários e desemprego

 

«A pobreza está a aumentar em Portugal, mesmo entre os trabalhadores com emprego, e também entre os desempregados, as famílias com filhos e os jovens. Mas só agora é que o primeiro-ministro descobriu que existem famílias a viver abaixo do limiar da pobreza e promete introduzir no seu programa eleitoral, para obter votos, um subsídio para essas famílias, como divulgaram os órgãos de informação.
Segundo o INE, entre 2007 e 2008, a taxa de risco de pobreza, ou seja, pessoas que auferem um rendimento inferior ao limiar de pobreza (384,5 euros/mês - 14 meses) aumentou em Portugal de 10% para 12% entre os empregados (+20%); e de 32% para 35% (+9%) entre os desempregados.
Em relação à população empregada pode-se falar já com propriedade de “pobreza no trabalho”, ou seja, trabalhadores que têm emprego, mas cujo salário que obtêm não é suficiente para viver com um mínimo de dignidade. Congelar salários ou reduzir salários, como defendem alguns, seria aumentar ainda mais a pobreza mesmo entre aqueles que têm emprego.
A solução eficaz passa por subir significativamente o salário mínimo, e fazê-lo cumprir, para combater o aumento da pobreza entre os que têm trabalho.
Relativamente aos desempregados, a dimensão da pobreza é ainda maior do que aquela que revelam os dados anteriores do INE. Efectivamente, em Maio de 2009, a taxa de desemprego em Portugal atingia, segundo a OCDE, 9,3% o que correspondia a 520.316 desempregados (…)
Portanto, se adicionarmos aos 101.546 que recebiam um valor inferior ao limiar da pobreza aos 196.400 que não tinham direito ao subsídio de desemprego, obtém-se 297.946, o que corresponde a 57,3% do total de desempregados estimados pela OCDE. Isto significava que, pelo menos, 57 em cada 100 desempregados ou não recebiam subsídio de desemprego ou recebiam um valor inferior ao limiar da pobreza.
É devido a estes números que afirmamos que a taxa de pobreza entre desempregados é superior aos 35% divulgados pelo INE (e pelo Governo).
Perante a pressão da CGTP-IN e dos partidos políticos da oposição para que o Governo alterasse a lei do subsídio de desemprego que publicou para abranger mais desempregados, já que a actual está a excluir um elevadíssimo número de desempregados do direito ao subsidio de desemprego, o Governo aprovou recentemente o Decreto-Lei nº 150/2009, que é uma autêntica burla, pois a alteração feita é claramente insuficiente, e não é no subsidio de desemprego, mas sim no subsídio social de desemprego.
Antes, um desempregado tinha direito ao subsídio social de desemprego se o rendimento mensal per-capita do agregado familiar fosse inferior a 80% do salário mínimo nacional; agora, devido a alteração feita pelo Governo, o desempregado tem direito se o rendimento for inferior a 110% do IAS, que corresponde a 460 euros. Os efeitos desta medida são reduzidos. O próprio Governo já admitiu que isso poderia beneficiar, quanto muito, 15.000 desempregados.
Ou seja, muda-se uma pequena coisa para que tudo, no essencial, fique na mesma.
Este Governo não se cansa de afirmar na propaganda oficial que está extremamente preocupado com o apoio às famílias e aos jovens. No entanto, os dados que o INE acabou de publicar desmentem também esse apoio às famílias e aos jovens. E são os dados oficiais do INE que confirmam o aumento de pobreza em Portugal, desmentindo a propaganda governamental veiculada acriticamente pelos órgãos de informação portugueses».
 
Ler o estudo “Pobreza aumenta em Portugal em 2008 segundo o INE” do economista Eugénio Rosa
publicado por Sobreda às 00:39
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Sábado, 18 de Julho de 2009

Política anti-social - PS rejeita protecção no desemprego


 

Mais de 300 mil desempregados não têm qualquer protecção social, mas a maioria socialista voltou a chumbar a proposta do PCP para alargar a atribuição do subsídio de desemprego. Foi a sétima vez, na presente legislatura, que a bancada comunista levou o tema a debate, e em todas elas o PS rejeitou corrigir a sua política anti-social.

Jornal " AVANTE " 16.07.2009

publicado por teresa roque às 13:17
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Domingo, 31 de Maio de 2009

Basta de políticas de direita!

O desemprego, em sentido restrito, atingiu, no último trimestre de 2008, 7,8% do total da população activa e, em sentido lato, atingiu 574.200 trabalhadores, 10,1% da população activa. No mesmo período, 882 800 trabalhadores tinham um contrato a prazo e o trabalho precário atingiu 32% do total do emprego por conta de outrem. Para agravar a situação, e de acordo com a Eurostat, os salários reais dos trabalhadores portugueses tiveram nos últimos quatro anos uma quebra acumulada de menos 1,5%.

Ainda segundo dados oficiais, dois milhões de portugueses têm um rendimento inferior a 366 euros por mês, o que torna Portugal no país mais desigual da União Europeia.
A grave situação que o País enfrenta, motivada pelos sucessivos governos de direita, repercute-se no sector primário da nossa economia (agricultura, silvicultura e pescas), que representa hoje apenas 2,4% do Valor Acrescentado Bruto Nacional. Só nos últimos quatro anos, por exemplo, foram abatidas 844 embarcações (cerca de 10,7% da frota pesqueira). Por outro lado, em igual período, as importações de produtos alimentares aumentaram 20,4%.

 

 

A crise tem responsáveis
● Foram o PS, o PSD e o CDS-PP que estiveram no Governo – dez anos de governo PSD/Cavaco, seis anos de governo PS/Guterres e dois anos de governo PSD/CDS-PP/Durão/Santana/Portas, quatro anos de Governo PS/Sócrates – e que constituíram maiorias na Assembleia da República e no Parlamento Europeu, ao longo dos últimos 23 anos;
● PS, PSD e CDS-PP estão de acordo quanto ao essencial das políticas da União Europeia:
 Aprovaram o federalismo, o neoliberalismo e o militarismo na UE;
 Aprovaram todos os tratados da CEE/UE (Acto Único, Maastricht, Amesterdão, Nice) e a proposta da dita «constituição europeia», agora transformada em «Tratado de Lisboa»;
 Aprovaram a livre e desregulada circulação de capitais, a liberalização dos mercados e a crescente financeirização da economia;
 Aprovaram a Política Agrícola Comum e a Política Agrícola das Pescas e as suas sucessivas reformas;
 Aprovaram o Pacto de Estabilidade e a Estratégia de Lisboa, com as suas consequências no desemprego, na redução dos salários, na desregulação das relações laborais, no corte do investimento na saúde, educação, entre outros;
 Aprovaram as liberalizações e privatizações dos serviços públicos;
 Aprovaram um alargamento da UE sem que fossem avaliadas as consequências para Portugal e garantidos os meios financeiros e os instrumentos adequados à defesa dos interesses nacionais;
 Aprovaram a liberalização do comércio mundial.
 
Portugal, ao fim de 23 anos, caracteriza-se por:
● Aumento do desemprego e da precariedade;
● Baixos salários, reformas e pensões;
● Crescente desregulamentação do horário de trabalho;
● Desrespeito pelos direitos dos trabalhadores;
● Aumento da dependência externa;
● Crescente endividamento externo;
● Domínio dos monopólios e crescente controlo da economia pelo capital estrangeiro; pelas maiores desigualdades sociais, índices de pobreza e de abandono escolar;
● Divergência económica com a média da UE;
● Crescentes assimetrias regionais e desertificação do interior do País.
 
23 anos depois de ter aderido à União Europeia, Portugal está hoje mais dependente, mais injusto e menos soberano.
publicado por Sobreda às 09:20
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Sábado, 30 de Maio de 2009

Milhares de desempregados foram eliminados dos ficheiros do IEFP

Segundo o IEFP, o desemprego registado em 30.4.2009 atingiu 491.635, ou seja, mais 23,7% do que em Abril-2008. Apesar deste elevado crescimento, este número só não é muito maior porque todos os meses o IEFP elimina dezenas de milhares desempregados dos seus ficheiros. Por trás de cada eliminação está uma pessoa, quando não mesmo uma família, em grandes dificuldades.

Numa intervenção que fez durante num programa realizado no dia 20.5.2009, em que também participamos (o vídeo desse programa está disponível no ‘site’ da RTP), o presidente do IEFP afirmou que o Instituto tinha eliminado, durante o ano de 2008, 535.656 desempregados dos seus ficheiros (deu médias mensais, mas com elas facilmente se calculou valores anuais). E as razões que apresentou para justificar a eliminação de tão elevado número de desempregados são várias, sendo as mais importantes duas: as auto-colocações (24,6% do total) e as eliminações de desempregados que não responderam às notificações (cartas) enviadas pelo IEFP (51,6%, do total).
Em relação às auto-colocações registadas em 2008 - 132.000 desempregados segundo o IEFP - correspondem ao dobro das colocações feitas pelo IEFP no mesmo ano. Em 2008, o IEFP conseguiu arranjar emprego para apenas 64.521 desempregados que estavam inscritos nos Centros de Emprego, o que corresponde somente a 48,9%, ou seja, a menos de metade das auto-colocações verificadas em 2008. A ser verdade o número de auto-colocações o mínimo que se poderá dizer é que o IEFP tem uma muito baixa produtividade neste campo.
Relativamente, aos 276.000 desempregados que o presidente do IEFP afirmou terem sido eliminados dos ficheiros com base no facto de não terem respondido à notificação (carta), o mínimo que se poderá dizer é que uma decisão insólita e muito conveniente para baixar artificialmente o número de desempregados. A carta nem é registada (a CGTP fez uma proposta para que, pelo menos, a carta fosse registada, mas o presidente do IEFP recusou), portanto nem se tem a certeza que ela foi recebida pelo desempregado, e sem qualquer outro aviso elimina-se o desempregado do ficheiro considerando que ele já não está nessa situação.
Em 2009, só no período de Janeiro a Abril de 2009, já foram eliminados, pelo mesmo processo, 143.648 desempregados dos ficheiros do IEFP, o que contribuiu para reduzir significativamente os dados do desemprego registado divulgados mensalmente pelo IEFP.
A mentira continua a ser um instrumento de manipulação da opinião pública. Na sua intervenção num programa televisivo, também disse duas grandes mentiras. A primeira que utilizo “dados de Eugénio Rosa” (foram as palavras que utilizou), procurando dar a ideia que “fabrico” dados.
Os dados que utilizo sobre desemprego são sempre dados oficiais do INE e do IEFP que qualquer leitor pode ter acesso através da Internet. A segunda grande mentira é que os critérios que o IEFP está a utilizar para eliminar desempregados dos ficheiros foram aprovados pela CGTP. Os critérios constam de uma ‘Norma Interna’ aprovada pelo Conselho Directivo do IEFP no qual a CGTP não participa.
A falta de credibilidade dos dados sobre o desemprego registado divulgados mensalmente pelo IEFP exige, pelo menos, duas medidas imediatas:
a) Que seja realizada uma auditoria externa independente, não ao chamado “apagão” que é apenas a ponta do “iceberg,” mas sim aos critérios utilizados e à sua aplicação pelo IEFP para eliminar dos seus ficheiros, todos os meses, dezenas de milhares de desempregados que se inscreveram nos Centros de Emprego;
b) Que passe a constar da Informação que o IEFP divulgada todos os meses, também o número de desempregados que são eliminados dos ficheiros assim como as respectivas razões.
O IEFP, que é um instituto público pago com uma percentagem dos descontos dos trabalhadores para a Segurança Social, não pode ser um instrumento utilizado pelo governo para manipular e enganar a opinião pública sobre o desemprego.
É necessário conhecer os verdadeiros números do desemprego no nosso País para que sejam aplicadas medidas adequadas de combate ao desemprego, pois as aprovadas até a este momento pelo governo têm sido manifestamente insuficientes, já que os seus efeitos são reduzidos como rapidamente se conclui face ao aumento vertiginoso do desemprego em Portugal.
 
Ler o estudo “Presidente do IEFP afirma que foram eliminados 535.656 desempregados dos ficheiros em 2008” do economista Eugénio Rosa
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publicado por Sobreda às 00:20
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Sábado, 23 de Maio de 2009

O ‘apagão’ no desemprego registado nos ficheiros do IEFP

No passado dia 18 de Maio, quase todos os órgãos de informação deram grande destaque ao “apagão” (eliminação) nos ficheiros do IEFP de 15.000 desempregados.

O presidente do IEFP, não podendo negar facto, em conferência de imprensa veio dizer que isso teve como causa um erro informático (a informática tem costas largas) e que iria ser rapidamente corrigindo, não afectando os desempregados atingidos. E simultaneamente criticou aqueles que afirmaram que é uma praticada reiterada do IEFP para manipular os dados do desemprego registado, apresentando assim valores mais baixos e favoráveis ao governo, ameaçando todos o que afirmaram isso com processos em tribunal, nomeadamente o Sindicato Nacional dos Técnicos de Emprego que denunciou a situação.    
No entanto, o presidente do IEFP, assim como o Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social continuam a recusar esclarecer um “estranho fenómeno” que todos os meses acontece no IEFP revelado nos dados divulgados por este Instituto público tutelado pelo ministro do Trabalho, que temos vindo a denunciar há vários anos a esta parte.
Ora, de acordo com os próprios dados do IEFP divulgados pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, durante o 1º Trimestre de 2009, os novos desempregados que se inscreveram nos Centros de Emprego somaram 196.654. Deste total, os Centros de Emprego só conseguiram colocar (arranjar emprego) para 12.576, o que significa que 184.078 não foram colocados pelo IEFP. No entanto, entre 31 de Dezembro de 2008 e 30 de Março de 2009, o total de desempregados inscritos nos Centros de Emprego aumentou apenas de 416.005 para 484.131, ou seja, somente em 68.126.
Portanto, só no primeiro trimestre de 2009, foram eliminados dos ficheiros dos Centros de Emprego 115.952 desempregados (184.078 – 68.126), como revelam os próprios dados do IEFP.
E não se pense que este “estranho fenómeno” apenas se limitou ao 1º Trimestre de 2009. Ele tem-se verificado de uma forma sistemática nos últimos anos no IEFP. Basta analisar os dados que o IEFP divulga todos os meses, compará-los e fazer contas.
O quadro seguinte, igualmente construído com os dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, mostra a dimensão desse “estranho fenómeno” que o governo e o presidente do IEFP continuam a recusar-se explicar, no ano de 2008.
Portanto, durante o ano de 2008 inscreveram-se nos Centros de Emprego 608.090 novos desempregados. Os Centros de Emprego, durante todo o ano de 2008, (colocaram) arranjaram emprego para apenas 64.521 desempregados. Se deduzirmos este valor - 64.521 - ao total de desempregados que se inscreveram nos Centros durante o ano de 2008 - 608.096 - ainda ficam 543.575 que o IEFP não conseguiu arranjar emprego. No entanto, entre Janeiro de 2008 e Dezembro de 2008 o número total de desempregados registados nos Centros de Emprego passou de 399.674 para 416.005, ou seja, aumentou apenas em 16.331.
A pergunta imediata que se coloca é a seguinte: Como é que desapareceram 527.244 (543.575 – 16.331) desempregados dos ficheiros do IEFP? Quais foram as razões que justificaram a eliminação de um número tão elevado de desempregados dos ficheiros do IEFP? Este é um “estranho fenómeno” que sucede todos os meses no IEFP que o seu presidente se tem recusado sistematicamente a explicar. É altura de o fazer perante o descrédito que poderá atingir o IEFP determinado pelo “apagão do desemprego”.
Durante o debate do Orçamento do Estado para 2009 na Assembleia da República, em que participamos, colocamos esta questão directamente ao ministro do Trabalho e Solidariedade Social. Ele apenas conseguiu dizer que menos de metade era explicado pelo facto dos próprios desempregados arranjarem emprego, ficando por explicar o que acontecia ao restante, que é mais de metade.
 
Ler o estudo do “A eliminação sistemática de desempregados nos ficheiros do IEFP que nunca foi explicada” do economista Eugénio Rosa
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publicado por Sobreda às 00:20
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Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

A taxa de desemprego efectivo atinge já os 11%

«O INE acabou de publicar as Estatísticas do Emprego referentes ao 1º Trimestre de 2009. E elas revelam, por um lado, um aumento muito significativo do desemprego; por outro lado, uma destruição muito elevada de postos de trabalho; e, finalmente, uma percentagem reduzida de desempregados a receber subsídio de desemprego.

A taxa de desemprego oficial, ou seja, aquela que é utilizado pelo Governo e divulgado habitualmente pelos media, atingiu, no 1º Trimestre de 2009, 8,9%, ou seja, mais 1,4 pontos percentuais da registada no 1º Trimestre de 2005, quando o actual Governo tomou posse. Em valor absoluto são mais 83,2 mil desempregados dos que existiam no 1º Trimestre de 2005.
Mas para além deste desemprego ainda existiam mais desempregados, não incluídos nestes números oficiais de desemprego. E esses desempregados são os chamados “inactivos disponíveis” (desempregados que por não terem procurado emprego na semana em que foi feito o inquérito não são considerados nos números oficiais de desemprego, embora estejam efectivamente desempregados), assim como o chamado “Subemprego visível” (desempregados que não encontram emprego, que não têm direito ao subsidio de desemprego que, para sobreviver, fazem pequenos “biscates” e que, por isso, não são incluídos nas estatísticas oficiais).
Se somarmos os “inactivos disponíveis” e o “subemprego visível” ao número oficial de desemprego (469,9 mil no 1º Trimestre de 2009) obtém-se 624,3 mil, o que corresponde já a uma taxa efectiva de desemprego de 11,2% no 1º Trimestre de 2009, portanto superior à taxa oficial de desemprego de 8,9% divulgada pelos media
Os dados do INE também revelam uma elevada destruição de emprego. Entre o 2º Trimestre de 2008 e o 1º Trimestre de 2009, o número de postos de trabalho no nosso País passou de 5.228,1 mil para 5.099,1 mil, o que significa que neste período (3 trimestres) foram destruídos 129 mil postos de trabalho. Mas esta destruição tem aumentado de ritmo ultimamente, pois no 1º Trimestre de 2009, ou seja, apenas num trimestre, foram destruídos 77,2 mil de postos de trabalho. É um agravamento socialmente insustentável, que prova que as medidas tomadas pelo governo são manifestamente insuficientes, pois não estão a conter o aumento do desemprego.
Apesar da elevada destruição de emprego, e de um aumento muito rápido do desemprego, a percentagem de desempregados a receber subsídio de desemprego é muita reduzida, sendo bastante inferior à registada quando este governo entrou em funções.
Assim, no 1º Trimestre de 2005, se se considerar o desemprego oficial a percentagem de desempregados a receber subsídio de desemprego era de 76,3%; e se se considerar o desemprego efectivo essa percentagem diminuía para 57,3%. Mas no 1º Trimestre de 2009, a percentagem de desempregados a receber subsidio de desemprego era já de 60,7% se se considerar o desemprego oficial, e de apenas 48,2% se se considerar o desemprego efectivo.
Estes números mostram só por si a necessidade urgente de alargar o subsídio de desemprego a mais desempregados, medida essa que este governo continua a recusar tomar, apesar da miséria aumentar no País devido à subida rápida do desemprego».
 
Ler o estudo “Taxa de desemprego efectivo atinge 11% e foram destruídos 76,2 mil postos de trabalho no 1ºT de 2009” do economista Eugénio Rosa
publicado por Sobreda às 00:28
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Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Ilda Figueiredo pede programa de emergência para travar desemprego

A candidata da CDU ao Parlamento Europeu Ilda Figueiredo defendeu ontem a criação de um programa de emergência para travar o desemprego na Europa, durante uma manifestação que reúne em Madrid milhares de sindicalistas.

A cabeça-de-lista da CDU integra uma comitiva de mais de 1.000 sindicalistas da CGTP que hoje participam em Madrid na manifestação convocada pela Confederação Europeia de Sindicatos (CES), a par de uma delegação de mais de 600 sindicalistas da UGT.
A cerca de um mês de um encontro do Conselho Europeu, marcado para 18 e 19 de Junho, em que serão analisadas as conclusões da Cimeira do Emprego, que decorreu na semana passada, os sindicalistas pedem “emprego com direitos” e manifestam-se contra a crise e a precariedade laboral.
A também eurodeputada mostrou-se contra as alterações “para pior” da legislação laboral e defendeu ser “urgente das prioridades” às políticas que promovam o emprego e combatam o desemprego na Europa.
“Direitos conquistados não podem ser roubados”, “empregos para a juventude” e “exigimos uma resposta contra a crise” são algumas das palavras de ordem nos cartazes exibidos na manifestação em que são esperados cerca de 40 mil participantes.
A Confederação Europeia de Sindicatos prevê a participação de 150 mil a 200 trabalhadores no conjunto das quatro manifestações que marcou para Madrid, Bruxelas (6ª fª), Berlim e Praga (sábado).
“Num contexto de crise e de desemprego, os sindicatos europeus desfilarão pela salvaguarda do emprego e lembrar que todas as medidas de combate à crise devem ter como objectivo manter os trabalhadores no seu posto de trabalho”, defende a Confederação Europeia de Sindicatos num documento sobre as acções de luta.
As últimas previsões da União Europeia apontam para uma perda de cerca de 8,5 milhões de empregos em 2009 e 2010 na região. Segundo as Previsões Económicas da Primavera publicadas segunda-feira pela Comissão Europeia, a taxa de desemprego nos países da zona euro deverá crescer até aos 9,9% em 2009, devendo atingir os 11,5% em 2010.
Para Portugal, o executivo comunitário prevê que a taxa de desemprego atinja os 9,1% este ano e os 9,8% em 2010.
 
Ver http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/514580
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publicado por Sobreda às 00:02
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Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Desemprego faz perder 10% do PIB

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O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) acabou de divulgar o número dos desempregados que se encontram inscritos nos Centros de Emprego. De acordo esses dados, o número de desempregados inscritos atingia, em Março, 484.131, tendo aumentado, entre Dezembro de 2008 e Março de 2009, 68.131, o que significa um aumento médio mensal de 22.709 desempregados.
Se este ritmo de aumento mensal se mantiver, no fim de 2009, existirão inscritos nos Centros de Emprego mais 272.504 que, somados aos 416.005 que existiam em 1.1.2009, totalizarão 688.509.
Este total de desempregados inscritos nos Centros de Emprego no fim de Dezembro de 2009, corresponderá a uma taxa de desemprego de 12,3%.
É evidente que se não forem tomadas novas medidas (porque as tomadas são insuficientes) para inverter o ritmo do crescimento do desemprego verificada no 1º Trimestre de 2009, a taxa de desemprego de 12,3% poderá ser uma dramática realidade.
É que esta taxa nunca foi alcançada em Portugal depois do 25 de Abril. Em 1974 e 1975, anos de grandes transformações revolucionárias, as taxas de desemprego foram, segundo o Banco de Portugal (ver séries longas), de 2,1% em 1974, e de 4% em 1975.
Mesmo aquele número - de 484.131 - não corresponde à totalidade dos desempregados existentes no País. Ele apenas inclui os desempregados que se encontram inscritos nos Centros de Emprego. Todos os trabalhadores desempregados que não se inscreveram ou que foram eliminados dos ficheiros dos Centros de Emprego pelo IEFP, embora estejam desempregados, e são muitos, não estão incluídos no desemprego registado.
O desemprego, para além de provocar imenso sofrimento e imensas privações a centenas de milhares de famílias portuguesas, também determina a perda de imensa riqueza, que deixa de ser produzida.
Em 2009, segundo o FMI, o número de desempregados em Portugal deverá atingir os 538,9 mil. Utilizando mesmo este número, e não os 688 mil referidos anteriormente, mesmo assim conclui-se que se aqueles 538,9 mil tivessem trabalho (um emprego) produziriam riqueza avaliada em cerca de 17.590 milhões de euros, que corresponde a 10,4% do PIB português.
Por outro lado, se esses trabalhadores estivessem a trabalhar, e não no desemprego, receberiam 6.965,7 milhões de euros de remunerações, o que contribuiria para animar a actividade económica, combatendo assim a crise, e determinaria também que a Segurança Social recebesse mais 2.420,6 milhões de euros de contribuições pagas pelos trabalhadores e pelas empresas.
O Estado receberia 3.518 milhões de impostos, nomeadamente de IVA, IRC e IRS, e a Segurança Social já não teria uma despesa de cerca de 2.000 milhões de euros com o pagamento de subsídios de desemprego.
Não resta dúvida que o elevado desemprego que se prevê para 2009 em Portugal, representa também um elevado prejuízo para o País, para os trabalhadores, para o Estado e para a Segurança Social.
O elevado desemprego prova que a política seguida nos últimos anos, baseada na obsessão do défice, acabou por fragilizar ainda mais a economia e a sociedade portuguesa deixando-a menos preparada para enfrentar crises como a actual.
O 25 de Abril não se coaduna com tanto desemprego e com a miséria e o medo que gera. Não foi para isso que se fez o 25 de Abril (…)
 
Ler o estudo “Riqueza perdida em 2009 devido ao desemprego deverá atingir 10,6% do PIB” do economista Eugénio Rosa
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publicado por Sobreda às 00:24
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Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Números oficiais de desempregados dispara

De acordo com os dados divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), o número de desempregados inscritos no final do mês passado somava os 484.131, mais 93.105 inscrições do que em Março de 2008.

Assim, o número de desempregados inscritos nos centros de emprego disparou 23,8% em Março, face ao mesmo mês de 2008, prolongando a subida iniciada em Outubro e marcando o acréscimo mais elevado desde Setembro de 2003.
Relativamente a Fevereiro, o número de inscritos aumentou 3,2%, resultado de um acréscimo de 14.832 desempregados.
 
Ver http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1210352
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publicado por Sobreda às 02:01
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Terça-feira, 24 de Março de 2009

Número de desempregados dispara em Fevereiro

De acordo com os dados divulgados ontem pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), o número de desempregados inscritos no final do mês passado totalizava os 469.299, ou seja, mais 70.720 inscrições do que em Fevereiro de 2008, tendo o número de desempregados inscritos nos centros de emprego disparado 17,7% em Fevereiro, prolongando a subida iniciada em Outubro e marcando o acréscimo mais elevado desde Dezembro de 2003.
Para o aumento do número de desempregados inscritos nos centros de emprego em relação a Fevereiro de 2008 contribuíram essencialmente a subida do desemprego entre os homens (mais 30,7%), entre jovens (mais 17,6%) e adultos (17,8%).
A procura de um novo emprego (que justificou o registo de 92,3% dos desempregados) aumentou 19,8% face ao mês homólogo, enquanto a procura de primeiro emprego diminuiu no período considerado 2,1%.
Todos os níveis de habilitação escolar apresentavam mais desempregados do que há um ano, com os que possuíam o 2º e 3º ciclos do ensino básico a registarem os aumentos mais elevados, 25,4% e 24,2, respectivamente.
Os licenciados, por sua vez, totalizaram 40.915 registos, mais 5,3% do que os registados em Fevereiro de 2008. Na evolução anual do desemprego, o destaque, com o acréscimo mais elevado (mais 72%), vai para o grupo dos operários e trabalhadores similares da indústria extractiva e construção civil.
São ainda de assinalar, com aumentos de desemprego superiores a 30%, os grupos dos trabalhadores da metalurgia, metalomecânica e similares, condutores de veículos e operadores de equipamentos pesados móveis e trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústria transformadora.
Com menos desemprego do que há um ano, assumem relevância as profissões do ensino, representadas pelos grupos dos docentes do ensino secundário, superior e profissões similares (com menos 39,4%) e profissionais de nível intermédio do ensino (a caírem 17,4%), devido também ao aumento do número de reformas antecipadas no sector.
 
Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=129953
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publicado por Sobreda às 01:51
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Terça-feira, 17 de Março de 2009

DESIGUALDADES AUMENTAM EM PORTUGAL

cdu_males.jpgEm Portugal verifica-se uma profunda desigualdade na distribuição dos rendimentos e da riqueza , que se agravou nos últimos anos com a politica seguida por este governo.

 

Dados oficiais comprovam isso. Um exemplo flagrante é que enquanto pensão média da Segurança Social é apenas de 389 euros por mês, já a remuneração média dos executivos ascende a 799 mil euros por ano!

Ler Estudo de Eugénio Rosa em PDF

publicado por teresa roque às 11:29
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Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Na mobilidade sem vencimento há um ano

Após um ano em Situação de Mobilidade Especial (SME), sem receberem qualquer salário ou qualquer explicação para este facto, dois funcionários públicos receberam uma carta a informá-los de que, devido a um despacho do Ministro das Finanças e da Administração Pública, não poderiam estar nesta situação por trabalharem em Entidades Públicas Empresariais (EPE) criadas em 2005, ou seja, antes da lei da mobilidade.

Um funcionário devidamente identificado, mas que pediu o anonimato, contou que exerceu funções administrativas num hospital da Grande Lisboa durante mais de 20 anos, quando, por despacho publicado em DR, foi colocado em SME. Desde então, há quase um ano, não recebeu nem uma vez a percentagem a que teria direito por se encontrar naquela situação.
Explicações pediu-as várias vezes, mas sempre sem resposta, e sempre mantendo a obrigação de responder a todos os concursos para os quais a GeRAP - Empresa de Gestão Partilhada de Recursos da Administração Pública - o convocava para não ser penalizado no salário... que nunca recebia !!
Num desses concursos foi seleccionado e deveria iniciar funções no início de Março, mas na passada 6ª fª recebeu uma carta que deitava tudo por terra. A missiva da secretaria-geral do Ministério da Saúde informava que as EPE criadas antes de 2006 não podiam colocar funcionários em SME, pelo que esse acto e todos os actos subsequentes eram declarados nulos.
Em situação idêntica está um outro funcionário administrativo no Instituto de Oncologia de Lisboa durante mais de 20 anos, que em 2000 pediu uma licença sem vencimento. Em 2008, pediu o reingresso e foi colocado em SME. Apesar de estar nesta situação, continuou sem receber a percentagem do salário a que, de acordo com a lei, teria direito.
Ambos garantiram que há outros funcionários na mesma situação.
O Ministério garantiu que os funcionários erroneamente colocados em situação de SME regressam à situação de origem, isto é, serão reintegrados nos serviços em que desempenhavam funções. Porém, para os funcionários em licença sem vencimento antes de irem para a mobilidade tudo volta à estaca zero. Estes terão de voltar a pedir a reintegração e aguardar que haja vaga para serem readmitidos. Quanto ao não pagamento de salários as explicações ficaram adiadas.
Desde que o actual executivo do PS assumiu posse em 2005, foram reduzidos 50.000 postos de trabalho na Administração Pública. No final de 2008 era já de 2486 o número de funcionários públicos colocados compulsivamente em SME.
O Governo não pode assim esconder que é co-responsável pelo dramático aumento do desemprego e níveis de pobreza em Portugal.
 
Ver www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=514F14E8-ADD6-43B7-BC84-44B77CF5F96C&channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181
publicado por Sobreda às 00:29
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Exclusão social ameaça 30 mil desempregados

No final de 2008, o desemprego real afectava 565.800 portugueses - 10,1% da população activa - e mais 30 mil cidadãos estavam a caminho de cair na rede do rendimento social de inserção (ex-rendimento mínimo garantido). Em 2009, as previsões oficiais apontam para um agravamento do mercado de trabalho e para um aumento do número de excluídos.

Marginalizados dos dados oficiais do desemprego e ameaçados de exclusão no mercado de trabalho, estas três dezenas de milhares de trabalhadores são apelidados de ‘desencorajados’. São os ‘desanimados’ que respondem no inquérito trimestral do INE não saber procurar trabalho ou ‘achar’ que ‘não vale a pena procurar trabalho’. Não entram na contabilidade do desemprego real e estão, por isso, no limiar da exclusão social. Mais tarde ou mais cedo, deverão entrar nas contas do rendimento social de inserção.
Uma perspectiva cada vez mais real, já que a economia continua a dar sinais de degradação, sem oferta de emprego.
Em Dezembro passado, o Governo fixou a taxa de desemprego nos 7,6% da população (activa), afectando 427,1 mil portugueses. Uma (conveniente) quebra de 0,4 pontos percentuais face a 2007, menos 21 mil desempregados.
Porém, as estatísticas oficiais escondem (em 2008) mais 139 mil portugueses sem trabalho, o que, no conjunto, representa 10,1% da população activa.
São duas as categorias excluídas das estatísticas (para além dos 30 mil ‘desencorajados’). Na realidade, existiam 69,4 mil ‘inactivos disponíveis’, que apenas um critério estatístico afasta das listas oficiais do desemprego do INE. São os desempregados que respondem no inquérito do INE que não procuraram trabalho nas últimas três semanas.
Existem ainda mais 69 mil portugueses inseridos pelo Instituto de Estatísticas em outra categoria: a do ‘subemprego visível’, que também entram na contabilidade do desemprego real. São os apelidados de ‘biscateiros’. O número de portugueses que caiu neste ‘modo de vida’ aumentou 4% em relação a 2007.
O exército dos sem trabalho deverá aumentar este ano, de acordo com a generalidade das previsões. A OCDE, bem como o Banco de Portugal e o Governo, estima que o emprego deverá cair entre 0,7% e 1% em 2009. Isto significa que pelo menos 35 mil a 50 mil pessoas deverão perder o emprego em 2009.
Outras 40 mil pessoas - que em média todos os anos entram para o mercado de trabalho - deverão manter-se inactivas. Ao mesmo tempo, a degradação da economia poderá empurrar para a exclusão social mais alguns milhares de trabalhadores 1.
Ainda bem que nas últimas eleições o Governo ‘prometeu’ criar mais 150 mil novos postos de trabalho. Onde eles estão, ninguém sabe…
 
1. Ver http://dn.sapo.pt/2009/03/01/economia/exclusao_social_ameaca_mil_desempreg.html
publicado por Sobreda às 00:23
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Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

Milhares de portugueses sem subsídio de desemprego

O INE acabou de publicar as Estatísticas do Emprego referentes ao 4º Trimestre de 2008. É altura de fazer um balanço objectivo da evolução do emprego e do desemprego em Portugal durante o período de 2004-2008, ou seja, desde que entrou em funções o actual Governo, até porque uma das promessas feitas por Sócrates, durante a campanha eleitoral, foi precisamente reduzir o desemprego através da criação de 150.000 empregos líquidos.

Para isso, vamos utilizar apenas dados oficiais divulgados pelo INE e pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e a análise limitar-se-á somente a alguns aspectos importantes para não tornar o artigo muito longo.
O desemprego oficial atingiu, no 4º Trimestre de 2008, 437,6 mil portugueses e a taxa de desemprego oficial 7,8%, quando no 1º trimestre de 2005, ou seja, quando o governo de Sócrates entrou em funções era, respectivamente, de 412,6 mil a que correspondia uma taxa de desemprego oficial de 7,5%.
Se somarmos ao desemprego oficial todos aqueles desempregados que não entram nas estatísticas oficiais, ou porque no período em que o INE realizou o inquérito não procuraram emprego ou porque faziam pequenos biscates para sobreviver (os chamados “inactivos disponíveis” e o “subemprego visível), que, no fundo, estavam desempregados embora não fossem considerados nos números oficiais de desemprego; repetindo, se somarmos estes dois grupos ao desemprego oficial então, no 4º Trimestre de 2008, o número efectivo de desempregados sobe para 574,2 mil e a taxa efectiva de desemprego atinge já 10,2%; portanto valores superiores aos que se verificavam quando o actual Governo tomou posse (no 1º Trimestre de 2005, o desemprego efectivo atingia 548,9 mil portugueses e a taxa de desemprego efectiva era de 10%).
Um aspecto grave e novo da situação actual é a destruição líquida continuada de emprego. Nos dois últimos trimestres de 2008, o emprego líquido destruído atingiu 51.800 postos de trabalho, o que tem contribuído para agravar ainda mais o problema do desemprego.
Neste período o desemprego oficial aumentou em 27.700, não tendo subido mais porque, por ex., se tem verificado uma subida importante no número de trabalhadores que se reformam, muitos deles antecipadamente com pensões mais reduzidas e do número de desempregados em programas de formação. Segundo o INE, só no 4º Trimestre de 2008 o número de reformados aumentou em 28.600, quando no trimestre anterior tinha sido de 15.000.
No último trimestre de 2008, o desemprego oficial atingiu 437,6 mil mas o numero de desempregados a receber o subsidio de desemprego foi apenas de 262,3 mil, o que correspondia a uma taxa de cobertura de 59,9%, o que representa menos 17,1 pontos percentuais que a percentagem registada no inicio de 2005, ou seja, quando o governo de Sócrates entrou em funções. Se a análise for feita tomando como base o desemprego efectivo, a taxa de cobertura é ainda mais baixa: 45,7% no 4º Trimestre de 2008, quando era 57,8% no 1º Trimestre de 2005.
A taxa de desemprego não tem aumentado de uma forma igual nas diferentes regiões do País. Entre 2004 e 2008, a taxa de desemprego aumentou 13,4% a nível do País, mas na Região Norte o crescimento foi de 13%, na Região do Centro 25,6%, na Região de Lisboa 7,9%, na do Alentejo somente 2,3%,mas na do Algarve 27,3%, na RA dos Açores 61,8% e na RA da Madeira 100%.
Se a análise for feita tomando como base valores absolutos do desemprego por regiões as conclusões são um pouco diferentes. Assim, entre 2004 e 2005, o número oficial de desempregados aumentou em 23.000 na Região Norte, em 16.700 na Região Centro e, na Região de Lisboa, em 12.000, tendo sido muito menos nas restantes regiões
Para finalizar, interessa ainda referir que no 4º Trimestre de 2008, 39,1% do desemprego estava concentrado na Região Norte, seguindo-se a Região de Lisboa com 28% e, depois, a do Centro com 17,9% do desemprego oficial.
 
Ler o estudo do economista Eugénio Rosa “Emprego e desemprego em Portugal, 2005-2008-ERosa”
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publicado por Sobreda às 01:29
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Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Janeiro foi o segundo pior mês em 30 anos

O número de desempregados detectados pelo IEFP deu em Janeiro o maior salto de que há memória: mais 31 mil em apenas um mês. Os despedimentos crescem e o mercado não absorve todos os que ficam sem trabalho: em Janeiro foram 70 mil, o segundo maior valor de que há registo.

No primeiro mês do ano inscreveram-se nos centros de emprego 70.334 desempregados, o segundo valor mais alto desde, pelo menos, 1979. Este número só foi superado uma vez, quando em Setembro de 2004 se inscreveram mais de 71 mil pessoas, mostram dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e do Banco de Portugal.
As inscrições aumentaram 44,7% em termos homólogos e 27,3% quando comparadas com Dezembro. O número de inscritos ao longo do mês tem vindo, aliás, a subir desde meados do ano passado. De Novembro a Janeiro registaram-se mais de 178 mil pessoas, o que representa o maior aumento homólogo (29%) dos últimos 15 anos.
Já há alguns meses que o mercado não consegue dar resposta ao aumento de novos desempregados. Por isso, os dados relativos aos que permanecem como desempregados no final do mês estão a aumentar e de forma cada vez mais expressiva.
Os dados do IEFP não são comparáveis aos do Instituto Nacional de Estatística - que se baseiam num inquérito trimestral -, que apontam para a estabilização homóloga do desemprego no final do ano passado. Mas, assumindo a mesma população activa, o número de desempregados em Janeiro implicaria uma taxa de desemprego de 8%.
Um quarto das 170 mil inscrições registadas ao longo de Janeiro foi motivado por despedimentos unilaterais (14.724) ou por mútuo acordo (2.274). O peso tem vindo a aumentar, já que estas situações explicavam, há um ano, 19% dos casos.
O principal motivo continua a ser o fim de trabalho não permanente.
 
Ver http://dn.sapo.pt/2009/02/24/economia/janeiro_o_segundo_pior_em_anos.html
publicado por Sobreda às 00:19
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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

O escândalo de um Estado ausente

Quando o país enfrenta uma regressão acentuada e a vida está cada vez mais difícil para a generalidade dos portugueses, é incompreensível que o Governo nada faça para inverter a situação.

«Nas visitas e reuniões em que tenho participado, um pouco por todo o País, são notórias as críticas à política do Governo e às inúmeras injustiças que continuam a ser praticadas.
Por um lado, acentua-se uma crise profunda na área das micro, pequenas e diversas médias empresas, a quem têm faltado os apoios públicos que sobram para a banca e os grupos económicos, que vivem asfixiadas pela burocracia e escassez de financiamento bancário, que sofrem directamente as consequências da baixa do poder de compra da população, contribuindo também para agravar a situação com o aumento de falências, despedimentos e atrasos no pagamento de salários. O que se está a passar é a conhecida proletarização dos pequenos empresários, de que já falava Karl Marx, quando descreveu as inevitáveis crises do sistema capitalista.
Por outro lado, a crescente multiplicação de casos de algumas médias, mas sobretudo, de grandes empresas, incluindo grupos económicos e multinacionais que, aproveitando o pretexto da crise, estão a tentar reduzir custos, fomentando despedimentos, reduzindo tempo de trabalho, pressionando os trabalhadores que ficam a maiores ritmos e cargas de trabalho.
Um dos casos mais escandalosos é o da Corticeira Amorim, cujos lucros, no conjunto dos dois últimos anos, foram superiores a 30 milhões de euros, sendo que mais de seis milhões se registaram em 2008. No entanto, este mês, a corticeira anunciou o despedimento de cerca de 200 trabalhadores, alegando o efeito da crise, esquecendo que foram eles quem ajudaram a construir o grupo que vale muitos milhões de euros, para o que também contribuíram apoios públicos, incluindo fundos comunitários.
São particularmente os trabalhadores, os reformados, os agricultores e pescadores, os micro e pequenos empresários quem está a ser mais atingido pela crise, que assume níveis cada vez mais preocupantes, empurrando para o desemprego milhares de pessoas. Simultaneamente, as grandes empresas e grupos económicos e financeiros mantêm lucros, embora menos elevados do que anteriormente, e, no entanto, são quem mais continua a beneficiar dos apoios públicos e financiamentos estatais, o que é uma injustiça.
É (por isso) inadmissível que o governo do PS não tome uma posição clara de protesto e indignação contra estes anúncios de despedimentos colectivos, que são um escândalo, impondo medidas eficazes que impeçam outras tentativas semelhantes, quando o país está numa regressão acentuada e a vida está cada vez mais difícil para a generalidade dos portugueses».
 
Ler Ilda Figueiredo IN www.semanario.pt/noticia.php?ID=4583
publicado por Sobreda às 00:09
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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

Governo ainda não compreendeu a gravidade da crise

Quem tenha analisado com atenção o Programa de Estabilidade e Crescimento 2008-2011 (PEC 2008-2011), que este Governo enviou à Comissão Europeia no fim de 2008, assim como as Propostas de Alterações do Orçamento de Estado para 2009 que o PS aprovou, a conclusão que tira é que este Governo ainda não compreendeu nem a gravidade, nem a dimensão, nem a provável duração da crise actual.

Tal como aconteceu no passado recente, em que durante muito tempo Sócrates negou a crise, mesmo quando vários indicadores revelavam, a partir de Agosto de 2007, que ela era inevitável, e mesmo depois de ela ter atingido com gravidade muitos países, incluindo Portugal, agora também este Governo continua a mostrar a mesma cegueira perante as características qualitativamente diferentes da crise actual. E tal como sucedeu no passado, essa cegueira tem graves consequências porque impede que sejam tomadas as medidas adequadas.
A prová-lo está o compromisso constante do PEC 2008-2011, enviado à Comissão Europeia, de já em 2010 reduzir o défice orçamental em 1.700 milhões de euros; baixar o investimento público em -14,3%; diminuir os subsídios a empresas de serviços públicos em -42,5%, o que provocará aumentos significativos de preços; e de continuar a destruir, já em 2009, emprego na Administração Pública, o que só agrava o desemprego no País.
O aumento de desemprego em Portugal não se pode combater sem aumentar o investimento, pois é ele que cria emprego, e de dinamizar, de uma forma imediata, o mercado interno.
De acordo com dados que o INE divulgou já em 30.1.2009, este ano o investimento das empresas deverá baixar em 8,6%, o que significa menos 2.700 milhões de euros do que em 2008. Para compensar esta redução significativa do investimento empresarial o Governo, de acordo com a chamada ‘Iniciativa para o Investimento e Emprego’ que justificou a Alteração ao OE2009, tenciona aumentar o investimento público em apenas 300 milhões de euros em 2009 com o objectivo de recuperar 100 escolas (segundo o governo, a recuperação das 100 escolas terá lugar em 2009, em 2010 e 2011).
É evidente que com tão reduzido aumento do investimento público não se combate verdadeiramente o aumento do desemprego.
Melhor teria sido para o País e para os portugueses, que o Governo, no lugar de apoiar a banca com 24.000 milhões €, e de utilizar 1.800 milhões de euros para anular, através da CGD, os prejuízos do BNP, tivesse reforçado significativamente o investimento público e aumentado o poder de compra dos portugueses com maiores dificuldades para suportar a actual crise (reformados, desempregados e trabalhadores com baixos salários), pois seria um medida que teria efeitos imediatos na dinamização do mercado interno tão necessário às empresas.
As medidas anunciadas pelo Governo para combater o desemprego, são manifestamente insuficientes. Muitas delas são medidas que já existiam, cujos efeitos no combate ao desemprego tem sido reduzidos, que foram repescadas por Sócrates e dados novos nomes para poderem passar como medidas novas, uma forma de manipulação da opinião pública.
A única coisa que este Governo pretende modificar na lei é permitir a suspensão do subsídio do desemprego no caso do desempregado arranjar emprego no prazo de 6 meses, e quando seja despedido de novo poderá continuar a receber o subsídio durante o período de tempo que faltava, mas não quer alargar o subsídio de desemprego.
O subsídio que pretende atribuir aos desempregados sem subsídio de desemprego e sem recursos, não é um alargamento do subsídio de desemprego, como alguns órgãos de informação, entrando no jogo do Governo, erradamente propagandearam, mas sim um novo subsídio de valor inferior ao limiar de pobreza, que não impedirá que saia da miséria quem o receba, e que se pretende criar precisamente para não alargar o subsídio de desemprego (…)
Quanto tempo levará este Governo a perceber a gravidade da crise actual? É uma questão que deverá preocupar todos os portugueses (…)
 
Ler o estudo de Eugénio Rosa “O Governo ainda não compreendeu nem a gravidade nem a provável duração da crise”
publicado por Sobreda às 00:31
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Sábado, 31 de Janeiro de 2009

A política que levou o país à grave situação actual

O Governo apresentou na Assembleia da República a sua proposta de “Programa de Estabilidade e Crescimento 2008-2011” (PEC:2008-2011) que tenciona enviar à Comissão Europeia, a qual mostra que este Governo não aprendeu nada com os erros que tem cometido a nível de politica económica, a qual conduziu também o País à situação grave em que se encontra.

Apelando aos patrões privados para que não destruam emprego, gastando milhões e milhões de euros de fundos públicos para os apoiar, nomeadamente as grandes empresas, o Governo tem feito e tenciona continuar a fazer precisamente o contrário.
De acordo com dados constantes daquela proposta, entre 2006 e Setembro de 2008, foram destruídos na Administração Pública 51.488 postos de trabalho. A Administração Pública era, até ao actual Governo, o principal empregador de jovens licenciados, passando de criadora de emprego a (com fama e proveito) principal destruidora de emprego.
Como consequência, entre 2005 e 2008, o desemprego com ensino superior aumentou em 69,6%. E entre 2009-2011 o governo prevê a destruição de mais 56.000 postos de trabalho na Administração Pública o que vai contribuir para agravar ainda mais o problema do desemprego.
De acordo também com a proposta do PEC:2008-2011, o Governo prevê que o número previsível de “inactivos disponíveis” e do subemprego visível, que são desempregados não considerados nos números oficiais do desemprego, o desemprego efectivo atingirá, em 2009, cerca de 664 mil portugueses, o que corresponderá a uma taxa de desemprego de 11,8%.
E uma redução no deficit orçamental só poderá ser obtida conjugando o investimento e o consumo público o que, a concretizar-se, poderá determinar (ou não) um agravamento maior da crise em que o País ainda estará certamente mergulhado. È cada vez mais evidente que só rompendo com a política de obsessão do défice é que Portugal poderá sair da grave crise económica e social em que está mergulhado.
Seguir-se a política que em vários aspectos vinha perfilhando contribui para a situação grave em que estão a economia e a sociedade portuguesa. Embora faça um apelo aos patrões privados, o governo na Administração Pública faz precisamente o contrário, pois tem levado a cabo uma politica de destruição continuada de emprego e, ainda por cima, gaba-se desse facto previsivelmente com a intenção de captar as simpatias de toda a direita.
 
Ler artigo do economista Eugénio Rosa
publicado por Sobreda às 01:39
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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Recessão ‘severa’ para os do costume

Uma equipa de técnicos pertencente ao grupo editorial do ‘Economist’, que organiza 2ª e 3ª fª uma ‘mesa redonda empresarial’ com o Executivo (membros do Governo), considera que Portugal tem de enfrentar em 2009 um desafio duplo: a “recessão económica severa” e o “ciclo eleitoral exigente” 1.

Na lógica empresarial do relatório do ‘Economist’, a economia portuguesa deverá contrair-se pelo menos 2% em 2009.
Segundo aqueles analistas, a tentativa de consolidação orçamental dos últimos tempos será provavelmente anulada em 2009 e 2010, dado o abrandamento da economia, com o défice orçamental a subir para os 4,5% do PIB este ano e para os 4,8% em 2010, ultrapassando por dois anos o limite dos 3% do Pacto de Estabilidade e Crescimento.
Tal como habitualmente, o encontro organizado pelo ‘Economist’ será à porta fechada, tendo como tema este ano ‘Construir uma economia baseada no conhecimento’.
O impacto da crise mundial em Portugal, as qualificações dos trabalhadores portugueses e a possibilidade de Portugal se tornar num centro de investigação, desenvolvimento e inovação serão alguns dos assuntos em cima da mesa 2.
Também a Comissão Europeia deverá rever em baixa, esta 2ª fª, as previsões de crescimento económico e apresentar uma evolução mais sombria para as contas públicas dos Estados-membros para este ano 3.

 

 

Repare-se, no entanto, nos números da tabela, com a subida em flecha do índice previsto para o desemprego 4. Donde se conclui que serão os ‘culpados’ do costume a terem de pagar a anunciada ‘crise’ empresarial.
 
1. Ver www.eiu.com/index.asp?rf=0
2. Ver www.economico.pt/noticias/economist-preve-recessao-severa-para-portugal-em-2009_1300.html
3. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=123366
4. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=123412
publicado por Sobreda às 02:10
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Domingo, 18 de Janeiro de 2009

Mais 76 mil pessoas em situação de desemprego

O Governo diz que o desemprego chegará aos 8,5% da população activa, a mais alta taxa das últimas duas décadas. Isto significa que haverá mais 36 mil desempregados em 2009, com a população desempregada a atingir, apenas segundo os números oficiais, os 470 mil.

Mas, na realidade, o desemprego pode atingir contornos mais negros. É que, nas previsões governamentais, está indicado um decréscimo de 0,7% do emprego (o Banco de Portugal calcula um recuo de 1%). Isto significa que pelo menos 36 mil pessoas saem do mercado de emprego. A estes ‘números’ haverá que somar pelo menos 40 mil pessoas que todos os anos tentam entrar no mercado de trabalho.
As despesas do Estado previstas para 2009 superam as receitas em 3,9% do PIB. O défice sobe mais de 2,7 mil milhões desde Outubro último, devido à crise económica. Mais de 1,4 mil milhões de euros, 0,9% do PIB, é justificado em despesas com o desemprego e com a perda de impostos.
Para estes números, o Governo continua a não mostrar todas as contas que fez, na preparação do orçamento suplementar, para travar a recessão. Diz ter alargado os cordões à bolsa e que vai ‘injectar’ na economia pelo menos 2,7 mil milhões de euros.
No entanto, as despesas orçamentais, que estavam em Outubro desenhadas para serem superiores às receitas em 2,2% do PIB (défice orçamental), estão agora, com a crise, a conduzir o desequilíbrio das contas para os 3,9% da riqueza 1.
Afinal, com os números do desemprego sempre a subir, será que o Governo vai teimar em dizer que não passam de ‘hipotéticos cenários’ inventados pela oposição?
 
1. Ver http://dn.sapo.pt/2009/01/17/economia/desemprego_atingir_mais_000_neste_an.html
publicado por Sobreda às 00:11
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PS chumba proposta de alargamento do subsídio de desemprego

A maioria parlamentar do PS chumbou hoje os projectos do PSD, PCP, CDS e BE, que previam o alargamento do subsídio de desemprego, para que um maior número de desempregados fosse abrangido pela prestação e durante mais tempo.

O chumbo do PS aos projectos da oposição já tinha sido anunciado e justificado por um deputado socialista com o argumento de que não faz sentido estar a avançar com “medidas extemporâneas” para fazer face a “cenários” de aumento do desemprego. “Se e quando mudar a duração do desemprego, então o Governo deve agir e tomar medidas imediatas” e “o essencial” agora é adoptar políticas de promoção do emprego, defendeu o vice-presidente da bancada socialista.
No início de um ano em que o Banco de Portugal prevê 90 mil novos desempregados, a oposição apresentou as medidas que entendeu necessárias para combater o desemprego. Mas o secretário de Estado da Segurança Social tinha já dito que o Executivo está mais preocupado com os desempregados que podem ainda este ano perder o subsídio.
Alguns partidos da oposição propunham inclusive “uma melhor, mais duradoura e mais eficaz protecção social àqueles que perdem o seu trabalho, num período particularmente difícil da economia nacional e internacional e em que o crescimento do desemprego é uma certeza”.
O PCP queria também alargar a duração da prestação e alterar o mecanismo legal que apenas considera as contribuições desde a última situação de desemprego. Contudo, os comunistas advertem que a legislação “precisaria de uma alteração bem mais profunda da qual resultaria uma lei substancialmente diferente da actual” mas que dada a situação de urgência consideram necessário avançar já com este projecto 1.
Será que afinal a ‘variável’ desemprego não passa de um hipotético cenário, inventado pelos partidos da oposição, só para ‘contrariar’ o Governo?
 
Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1356384&idCanal=12
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publicado por Sobreda às 00:05
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Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009

Banco de Portugal prevê 90 mil desempregados em 2009

Pelo menos 90 mil pessoas podem cair no desemprego em 2009. E o número de desempregados vai ultrapassar o meio milhão, de acordo com os dados antes de ontem divulgados pelo Banco de Portugal.

O governador do banco central traçou mesmo um quadro muito negro, confirmando que a economia entrou em recessão técnica no segundo semestre de 2008. A economia deverá recuar 0,8% em 2009, face a 2008, e já está em recessão técnica causada pela quebra do investimento e das exportações.
O banco central prevê um decréscimo de 0,7% a 1% no emprego, o que equivale a dizer que pelo menos 50 mil pessoas - de entre 5,1 milhões de empregos - estarão no desemprego. A este número haverá que juntar mais 40 mil pessoas (jovens) que todos os anos - em média - terminam a escolaridade e tentam encontrar trabalho.
Ou seja, 525 mil pessoas poderão em 2009 estar sem trabalho e em 2010 haverá ainda mais desemprego, tendo os serviços calculado que existirá uma queda de 0,2% no mercado de trabalho, o que significa menos oito mil empregos. Outros 40 mil terão dificuldades em arranjar trabalho. Isto apesar de então, a economia crescer 0,3% face a 2009. A queda na produção (PIB), é explicada pela ‘rotura’ no investimento e forte recuo nas exportações (3,6%).
Entre 2008 e 2010 completa-se um ciclo de três anos em queda contínua no investimento, pelo que, com a actual governação, a luz ao fundo do túnel, se calhar, nem lá para o início da próxima década.
 
Ver http://dn.sapo.pt/2009/01/07/economia/constancio_admite_mil_desempregados_.html
publicado por Sobreda às 02:41
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Sábado, 3 de Janeiro de 2009

Aumentam as inscrições nos centros de emprego

A corrida aos centros de emprego está a acompanhar e a reflectir o agravamento da situação económica. De Setembro a Novembro, o Instituto de Emprego e Formação Profissional registou uma média mensal de 63.700 novos desempregados inscritos ao longo do mês. Um valor que representa um aumento de 19,7% em relação ao período homólogo, o maior desde Abril de 2003.

Ou seja, cerca de 60 mil pessoas em média por mês estão a inscrever-se nos centros de emprego como desempregados, pois as ofertas no mercado já não conseguem dar resposta.
Só em Novembro, foram mais de 59 mil, o que representa um crescimento de 24,8% em relação a Novembro do ano anterior. Em termos absolutos, Outubro foi o pior mês de sempre, com mais de 66 mil novas inscrições.
O aumento do fluxo - que é geralmente interpretado como um sinal do risco de agravamento futuro do desemprego - seria menos problemático se o sistema fosse capaz de absorver estas pessoas. Mas os dados sugerem que as contratações não estão a ser suficientes.
O fim de trabalho não permanente - de que é exemplo a não renovação de contratos a prazo - continua a ser o principal motivo de desemprego registado ao longo do mês, tendo motivado, em Novembro, 43% das inscrições nos centros de emprego.
O aumento do fluxo de novos desempregados verificou-se em todas as regiões do País, com o Norte (+28%) e Lisboa e Vale do Tejo (+27,4%) a registarem em Novembro as maiores variações homólogas. O Norte é a região que mais contribui para o número de inscritos 1.
Onde estão, afinal, os eleitoralmente prometidos 150.000 novos empregos?
 
Ver http://dn.sapo.pt/2009/01/02/dnbolsa/inscricoes_centros_emprego_sobem_20_.html
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publicado por Sobreda às 00:14
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Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009

Despedimentos colectivos continuam a aumentar

O número de trabalhadores afastados em processos de despedimento colectivo aumentou, nos primeiros dez meses do ano, cerca de 30% quando comparado em relação a 2007, segundo dados da Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho.

Em 2007, houve 195 empresas cujas administrações optaram por despedimentos colectivos, já de si um crescimento significativo face às 116 empresas em 2006. Mas, apenas nos primeiros dez meses de 2008, houve 176 empresas afectadas por despedimentos colectivos.
Em 2006, foram despedidos 1931 trabalhadores; em 2007, 2289 trabalhadores, ou seja, 13% dos trabalhadores das firmas afectadas; e nos primeiros dez meses de 2008 foram afastados 2979 trabalhadores, representando 23% do pessoal dessas empresas.
Esta evolução prende-se com a alteração do regime legal e, possivelmente, com o início da recessão.
Até 2006, as empresas preferiam evitar o envolvimento do Ministério do Trabalho nos processos de despedimento e o mau nome na praça que implicava um despedimento colectivo.
Os ‘despedimentos colectivos’ eram feitos por mútuo acordo com os trabalhadores e a Segurança Social suportava o custo dos subsídios de desemprego, que acresciam às indemnizações pagas aos trabalhadores, apaziguando o custo social do seu afastamento.
Mas em 2006, o Governo passou a limitar o número de acordos de rescisão amigável que dessem direito a subsídio de desemprego. Desde então, cresceu o número real de despedimentos colectivos.
Até Outubro de 2008, por regiões, o Norte foi a região mais afectada, tal como em 2007, com 87 empresas a comunicar a intenção de dispensar funcionários, por despedimento colectivo, num total de 1585 trabalhadores 1.
Porreiro pá! Eis um Governo simplex e todo ‘prafentex’, com o qual os trabalhadores afectados (leia-se enganados) não estão nada de acordo.
 
1. Ver http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20081230%26page%3D32%26c%3DA
publicado por Sobreda às 01:46
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Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

Famílias portuguesas em risco de pobreza

Quase 20% das famílias portuguesas continuam em risco de pobreza, segundo o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (EUSILC) realizado em 2007. Ao todo, são 18% os que se encontram em risco, mantendo-se o valor estimado para o ano anterior, avança o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O impacto das transferências sociais (excluindo pensões) na redução da taxa de risco de pobreza foi de 6 pontos percentuais. De acordo com o mesmo inquérito, “o rendimento dos 20% da população com maior rendimento era 6,5 vezes o rendimento dos 20% da população com menor rendimento, observando-se uma ligeira redução face ao valor de 6,8 estimado no ano anterior”, diz ainda o INE.
A taxa de risco de pobreza corresponde à proporção de habitantes com rendimentos anuais por adulto equivalente inferiores a menos de 4.544 em 2006 (cerca de menos 379 por mês), o que reflecte um crescimento do limiar de pobreza de 4% face ao ano anterior.
Tal como nos anos anteriores, conclui-se que o risco de pobreza afecta sobretudo os idosos, com uma taxa de risco de 26%. Destes, verificava-se uma maior preponderância para as mulheres (27% face a 24% de homens idosos). Também os menores registavam uma taxa de pobreza superior à média nacional, estimando-se que 21% das pessoas com idade inferior a 18 anos se encontravam em risco.
Já o risco de pobreza para a população em situação de desemprego era de 32%, valor ligeiramente superior ao do ano anterior (31%). Esta condição afectava mais os homens, com 37%, do que as mulheres, com 28%.
Por outro lado, a população empregada (seja por conta de outrem, seja por conta própria) registava uma taxa de risco de pobreza de 10%, o que reflecte uma ligeira melhoria face ao exercício anterior (11%) 1.

 

 

Por isso, a alternativa só pode ser, não o da caridadezinha, mas o da luta contra a precariedade e por melhores condições salariais, contra a pobreza e subsequente exclusão social.
 
1. Ver http://diario.iol.pt/economia/pobreza-rendimento-ine-portugueses-emprego-pobres/1023521-4058.html
publicado por Sobreda às 00:09
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De desempregado a sem-abrigo, na primeira pessoa

Num Abrigo em Lisboa apoiado pela AMI, na Graça, eles contam como é sair do emprego e não ter uma casa à qual regressar. É que há cada vez mais gente sem abrigo e algumas destas pessoas até recebem um ordenado ao final do mês. Mas, tal não chega para mudar de vida. Alguns exemplos:

 

Tem 34 anos e foi segurança quase toda a vida. “Mas na empresa onde estava não me pagavam havia dois meses e fui-me embora. Pensava que ia ser fácil arranjar trabalho. Sempre tinha sido. Mas a verdade é que não arranjei. Até há um ano e pouco tinha uma casa alugada nos arredores de Lisboa, vivia sozinho.
O tempo foi passando, o dinheiro que tinha juntado acabou-se, inscrevi-me em tudo o que era sítio e não conseguia trabalho. As dívidas foram-se acumulando... Já não tenho nem mãe, nem pai. Tenho primos, mas uns disseram que não podiam por causa disto, outros por causa daquilo... Amigos, tenho poucos. Informei-me sobre onde é que podia dormir, arranjei um sítio onde meter as minhas coisas e entreguei as chaves ao senhorio.
Não fui dormir para a rua. Sempre achei que quem dorme na rua é porque tem um problema e o meu único problema era estar sem emprego. Fui para um abrigo em Xabregas. Foi um choque. Nunca tinha estado naquele mundo. Nunca tive problemas com droga, nem com álcool, nunca fiz nada de grave... e ali há de tudo.
Fiquei nesse abrigo nove meses. Pelo meio arranjei trabalho num restaurante, o meu objectivo era juntar dinheiro para pagar as duas rendas que é preciso avançar quando se aluga uma casa e o salário era razoável, 700 euros. Mas é difícil ter um trabalho daqueles e estar a dormir num abrigo. Uma pessoa chega cansada ao fim do dia e tem que levar com a fila para tomar banho, a fila para jantar... É filas para tudo e para mais alguma coisa. Não há silêncio. Éramos uns 250... vi coisas que nunca tinha visto na minha vida. Psicologicamente não andava nada bem. Despedi-me do restaurante porque não aguentava. Depois falaram-me do Abrigo na Graça. É mais pequeno, a primeira semana pareceu-me um sonho.
Há uns meses arranjei emprego como segurança, mas faltei três dias seguidos e despediram-me com justa causa. Faltei porque me sentia muito cansado. Não tenho médica de família e não consegui apresentar baixa. Sei que falhei. Mas não estou bem. Esta situação está-me a fazer mal. Nunca pensei que isto me ia acontecer.
Estou a viver com o dinheiro que juntei e tenho ajuda da Santa Casa da Misericórdia. Todos os dias vou procurar trabalho por aí. Aceito tudo, menos construção civil, porque tenho problemas de coluna. À tarde, vou à fonoteca, no Monumental, ou à videoteca, em Alcântara... mas os dias custam a passar. O Abrigo só abre às seis da tarde. Por isso é que adoro os fins-de-semana, porque abre mais cedo, às 16h, e posso estar em vez de andar na rua... e então é como se estivesse em casa...”
E quando “os salários são uma miséria”?
Tem 49 anos e um filho com 25 anos, que vive em Londres, e dois netos que ainda não conhece, de três anos e um ano e meio. “A minha profissão é motorista de pesados. Mas agora estou como jardineiro e chauffeur. Trabalho para uma empresa. Comecei há cinco meses. Ganho 426 euros, mais subsídio de alimentação. É muito difícil pagar uma renda com isto. É claro que gostava de ter o meu espaço, mais privacidade do que a que tenho aqui no Abrigo da Graça. O que mais me custa é as pessoas que ressonam imenso.
Há uns anos emigrei para o Norte da Irlanda e estive lá vários anos, trabalhava num matadouro. Mas as coisas correram mal... prefiro não falar nisso. Quando regressei a Portugal não tinha trabalho. Havia alguns problemas familiares e não sou pessoa de ir bater às portas para me darem a mão. Até porque dão a mão, mas logo a seguir estão-nos a dar na cara. Por isso, comecei a dormir na rua, em casa de amigos, debaixo da ponte, onde calhava.
Depois, arranjei um trabalho como motorista internacional. Dormia no camião, nas instalações do parque automóvel, às vezes alugava um quarto ou assim para descansar... Mas já não tinha 30 anos, já não tinha idade para aquilo. Consegui uma vaga aqui no Abrigo da Graça. E agora, estou a aprender esta profissão de jardinagem: plantar árvores de grande porte, arrancar raízes... estou a gostar. Trabalho numa empresa que tem a concessão da Expo. Tudo o que ali está de jardinagem é nosso.
Todos os dias acordo às 6h da manhã, tomo o pequeno-almoço, depois vou apanhar o [autocarro] 708 para o Parque das Nações e trabalho das oito horas da manhã até às cinco da tarde. Quando acabo, nunca venho directo para o Abrigo, gosto sempre de ir dar uma voltinha, beber um café.
As portas do Abrigo fecham às 22h30, mas podemos chegar ao pé do Pedro (o director) e dizer: 'Olha, hoje vou chegar à meia-noite', e não há problema. Precisamos é de dar conhecimento.
Não gosto de fazer planos. Quando faço saem-me sempre furados. Mas não queria acabar os meus dias aqui. Há muito tempo que não consumo drogas. Queria ter uma casa. E, se possível, encontrar uma mulher. Se formos dois a pagar a renda já é mais fácil.
Assim, sozinho, e com as rendas tão altas, acho difícil suportar as despesas, a alimentação e ter uma vida. Os salários em Portugal são uma miséria”. Casos de vida, contados na primeira pessoa.
 
Ver http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20081221%26page%3D3%26c%3DA
Domingo, 21 de Dezembro de 2008

A realidade do desemprego

Neste Estudo, Eugénio Rosa desmente a propaganda Governamental com os números do próprio Instituto Nacional de Estatística.
Assim, no 3º Trimestre de 2008, o desemprego atingiu 569 mil portugueses, os desempregados com o Ensino Superior aumentaram 44%, e menos de metade dos desempregados recebe subsídio de desemprego.

Ler Estudo em PDF

publicado por teresa roque às 12:17
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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Duplicam despedimentos colectivos

Desde o início do ano que a cada trimestre que passa o número de processos e de desempregados aumenta de forma inequívoca, com um agravamento da situação na região de Lisboa e Vale do Tejo. Não restam dúvidas que a responsabilidade radica na conduta neoliberal do actual Governo, que vem desregulamentando a actividade laboral, incluindo os contratos colectivos.

O contexto económico não é o mais favorável à resolução pacífica destes casos. Mas com a economia portuguesa hesitante entre a estagnação e a recessão, os empresários terão mais dificuldade em manter emprego. A análise das instituições mais credíveis apontam, aliás, para a provável destruição de postos de trabalho. A Comissão Europeia prevê que em 2009 a economia deixe de criar emprego; a OCDE é mais dramática ao sugerir uma redução de 0,5%.
O agravamento do cenário foi, aliás, confirmado, pelos últimos dados oficiais. O INE revelou que a taxa de desemprego foi de 7,7% no terceiro trimestre deste ano. O IEFP revelou uma subida do número acumulado de desempregados, pela primeira vez em 31 meses 1.
Resultado: os processos de despedimento colectivo mais do que duplicaram no terceiro trimestre, em comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto o número de desempregados quase triplicou.
Os dados são da Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho e mostram que de Julho a Setembro, 87 empresas concluíram processos de despedimento colectivo, que lançaram 1509 pessoas para o desemprego. Em período homólogo, os processos tinham envolvido 32 empresas e resultado em 446 despedimentos efectivos.
A informação disponível mostra que 2008 será, provavelmente, um ano pior: os processos concluídos até Setembro (155) equivalem já ao total registado durante todo o ano passado e o número de despedidos (2591) é já superior. Nestes primeiros nove meses de 2008, o Norte de Portugal foi a região mais afectada, com 43% das empresas e mais de metade do total de pessoas afectadas.
Os processos foram mais frequentes em pequenas e microempresas, que de Janeiro a Setembro desencadearam 77% dos casos. As grandes empresas concluíram menos processos (8% dos casos), mas que tiveram, naturalmente, mais impacto na população (36% do número de desempregados).
Apesar da região norte ser tradicionalmente a mais afectada e manter ainda a predominância nos casos acumulados desde o início do ano, os dados mais recentes apontam para um agravamento da situação na região de Lisboa e Vale do Tejo. No terceiro trimestre deste ano, 42 processos resultaram em 408 despedimentos, o que corresponde a uma proporção anormalmente alta para esta região do País 2.
 
1. Ver http://dn.sapo.pt/2008/12/01/economia/despedimentos_colectivos_mais_que_du.html
2. Ver www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1019000&div_id=1730
publicado por Sobreda às 00:04
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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

Contra os vínculos precários

 

1 - Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à protecção contra o desemprego. 
2 - Todos têm direito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual. 
3 - Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita e à sua família uma existência conforme com a dignidade humana, e completada, se possível, por todos os outros meios de protecção social. 
4 - Toda a pessoa tem o direito de fundar com outras pessoas sindicatos e de se filiar em sindicatos para defesa dos seus interesses.
 
Ler artigo 23º da ‘Declaração Universal dos Direitos do Homem’
publicado por Sobreda às 00:24
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Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

Destruição laboral premeditada por assédio moral

Indesejados na empresa, milhares de trabalhadores portugueses têm vindo a ser ‘emprateleirados’, forçados a cumprir horário num ambiente hostil, com o único objectivo de os fazer desistir. Este ‘assédio moral’ “é um processo de destruição premeditada do indivíduo” que está a aumentar em Portugal.
“O trabalhador é colocado a ler um jornal num cubículo e não lhe é distribuído trabalho durante um determinado período de tempo. Há muitas situações que nós detectamos e o número tem aumentado”, alerta o Inspector-geral do Trabalho, assegurando que estes casos “existem com cada vez mais frequência”.
Nos últimos três anos, a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) recebeu 913 queixas, tendo instaurado 206 autos. Só no primeiro semestre de 2008 foram realizadas 151 acções de fiscalização direccionadas para estes casos.
“O assédio moral em Portugal é uma realidade do quotidiano e é agravado em tempos de crise económica, de precariedade e desemprego”, defendem especialistas em Direito do Trabalho, que estimam ser estas estratégias das empresas para forçar a saída do trabalhador e afectando 16 milhões de pessoas em toda a Europa e cerca de 100 mil só em Portugal. “Há largas dezenas de milhar de falsos acordos de cessação de contrato que na realidade são despedimentos e que muitas vezes são precedidos de assédio moral. É um meio de pressão, chantagem e desestabilização”.
Diz o Código do Trabalho que em causa está qualquer comportamento com “o objectivo ou o efeito de afectar a dignidade do trabalhador e criar um ambiente intimidativo, hostil, degradante, humilhante ou desestabilizador”. Mas na prática, a estratégia mais vulgar passa por colocar o funcionário ‘na prateleira’, muitas vezes numa secretária sem computador e até sem acesso a telefone. No caso dos funcionários da Administração Pública os trabalhadores são enviados para o quadro de excedentes, o que vai dar no mesmo.
Os “métodos (são de tal modo) maquiavélicos”, que há casos em que “os colegas foram proibidos de falar com o trabalhador, como se ele tivesse lepra”, sendo as situações deste tipo mais difíceis de fiscalizar.
São os funcionários mais antigos, sobretudo na casa dos 50 anos, regra geral, os principais alvos. “A empresa não pode pagar os salários e arranja bodes expiatórios. Normalmente, são os empregados que (deixaram de ser) úteis” aos ‘novos objectivos empresariais.
Sindicatos, advogados e psicólogos que lidam de perto com estes casos garantem que as estratégias são reiteradas para “quebrar a resistência psicológica” do trabalhador, forçando-o a despedir-se ou a aceitar a rescisão do contrato. Conhecem as histórias de perto e sabem como terminam: primeiro vêm os calmantes e ansiolíticos e, passadas algumas semanas, são muitos os que entram de baixa psiquiátrica.
“O assédio moral é um processo articulado no sentido de provocar ameaça e ansiedade crescente no indivíduo, perda da auto-estima e desistência, frequentemente por doença”, pelo que não há dúvidas: “é um processo de destruição premeditada”.
 
Ver http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=367732&visual=26&rss=0
publicado por Sobreda às 00:53
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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

Empresas encerram definitivamente para férias

Todos os anos, muitos patrões aproveitam as férias para encerrar as portas das fábricas sem avisar os trabalhadores. Este ano, a situação está pior.
Desde Junho, de acordo com dados da CGTP, já encerram 13 empresas, deixando no desemprego cerca de 657 trabalhadores, e existe ainda uma lista extensa de fábricas em dificuldades financeiras, muitas com salários em atraso.
A região norte está a ser fustigada por este fenómeno, tendo sido contabilizados só este mês cinco encerramentos. O sector têxtil é o mais ameaçado, mas a situação também é grave na metalurgia e metalomecânica e na indústria naval.
Arménio Carlos, dirigente da CGTP, salientou que, apesar de os números finais ainda estarem a ser apurados, “este ano está a verificar-se um número significativo de encerramentos no Verão”, o que permite aos patrões não pagar as indemnizações devidas e, muitas vezes, retirar os equipamentos das empresas sem conhecimento dos operários.
No total, as dívidas aos trabalhadores resultantes de processos de falência apuradas até ao primeiro trimestre deste ano somam mais de 145 milhões de euros, de acordo com os últimos dados da estrutura sindical.
Entre Janeiro e finais de Julho, a CGTP contabilizou um total de 42 empresas em dificuldade, umas em processo de insolvência, encerramentos e deslocalização da produção, afectando directamente 5.490 trabalhadores.
 
Ver http://dn.sapo.pt/2008/09/12/dnbolsa/vao_ferias_e_nao_abrem.html
publicado por Sobreda às 00:19
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