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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

CDU arranca com campanha para as legislativas

 

 

  

A campanha da CDU para as legislativas vai arrancar com a sessão de encerramento da ‘Festa do Avante!’, no próximo domingo, e terá como pontos altos os comícios em Évora, no Porto e em Lisboa, no Campo Pequeno.

De acordo com um comunicado divulgado ontem, Braga vai acolher o comício que encerrará a campanha eleitoral da CDU, a 25 de Setembro.
Depois do discurso de encerramento da ‘Festa do Avante!’ pelo secretário-geral do PCP, que tem lugar no próximo domingo na Quinta da Atalaia, no Seixal, a CDU terá uma das suas “maiores iniciativas” em Évora, num comício a 13 de Setembro - já no período oficial de campanha -, e a 20 de Setembro realiza um outro comício no Palácio de Cristal, no Porto.
A 24 de Setembro, a CDU reúne os seus militantes em Lisboa, no Campo Pequeno, “um dos mais importantes comícios numa região de forte influência e responsabilidades” refere esta força política.
O PCP, que quer apostar numa “campanha de mobilização e esclarecimento” dirigida “aos trabalhadores” e aos “atingidos pela política de direita”, promete ainda “muitas iniciativas de contacto e mobilização populares” e mais comícios em Santarém, Aveiro, Beja, Coimbra, Guimarães, Setúbal e Lisboa 1.
 
Entretanto, também o Partido Ecologista “Os Verdes” vai proceder à apresentação pública do seu Manifesto Ecologista, amanhã, 5ª fª, às17h, no miradouro de São Pedro de Alcântara 2.
 
1. Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1398649
2. Ver http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2009/09/apresentacao-publica-do-manifesto.html
publicado por Sobreda às 00:44
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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

PCP alerta para chantagem do PS quando fala do perigo da direita

O secretário-geral do PCP alertou, esta 4ª fª, para a “chantagem do PS” ao exigir “um cheque em branco dos eleitores em nome do perigo da direita”, uma “mistificação” que prometeu combater na campanha para as eleições legislativas.

O dirigente comunista, que falava em Lisboa no acto público de divulgação dos candidatos da CDU às legislativas, garantiu que irá combater “todas e cada uma das mistificações que vão voltar a estar em cena”, começando pela “desmontagem e denúncia da chantagem do PS da exigência de um cheque em branco dos eleitores em nome do perigo da direita”.
Uma chantagem que, disse Jerónimo de Sousa, é feita pelo “mesmo PS que tem feito das bandeiras da direita o guião da sua acção governativa ou do fantasma da ingovernabilidade do país, para abrir campo à retoma da ofensiva contra os direitos sociais e as condições da vida do povo”.
Destacou ainda o “claro sentido de renovação e rejuvenescimento”. Além da “expressiva presença de mulheres”, que representam 42% dos candidatos, o líder comunista referiu que os elementos jovens, com menos de 40 anos, são 35% da lista, e destes, metade tem menos de 30 anos.
Além de elementos das três forças que integram a coligação - PCP (73% dos candidatos), Partido Ecologista “Os Verdes” (9%) e Intervenção Democrática (2%) -, as listas da CDU têm ainda 11,76% de candidatos independentes.
 
Ver http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1339639
publicado por Sobreda às 00:13
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Sábado, 15 de Agosto de 2009

"A ruptura necessária para uma solução inadiável"

«Esta semana o PCP deu a conhecer ao país o seu programa eleitoral. É o programa de uma força que se apresenta às próximas eleições no quadro da CDU com uma clara proposta alternativa e de ruptura com as políticas e soluções governativas que levaram o país à estagnação e à crise.
É um programa com propostas para inverter a longa trajectória de regressão económica e social e de declínio nacional que anos de política de Direita conduziram o país e melhorar a vida dos portugueses com mais justiça social.
É um programa que justamente definimos com um programa de ruptura, patriótico e de Esquerda que perspectiva um novo rumo para Portugal recentrado na afirmação de um desenvolvimento económico soberano, na criação de emprego, na redução dos défices estruturais, na valorização do trabalho, na efectivação dos direitos sociais e das funções sociais do Estado, numa mais justa distribuição do rendimento nacional, no aprofundamento da democracia e a afirmação da independência e soberania nacionais.
É hoje inquestionável que o país vive uma crise económica e social de grandes proporções.
Crise que não é de hoje, nem veio apenas de fora, mas que tem causas internas que se têm manifestado com cada vez mais virulência na vida da maioria dos portugueses.
Causas que têm a sua raiz em políticas que alimentam o monstro da acumulação e da centralização da riqueza nacional nas mãos dos grandes grupos económicos e financeiros que dominam os sectores estratégicos - da banca à energia, dos seguros à telecomunicações - e que se tornaram o principal instrumento de espoliação da economia portuguesa, dos seus sectores produtivos, dos trabalhadores, dos micro, pequenos e médios empresários e das famílias.
Está a terminar mais um ciclo governativo conduzido novamente pelo PS.
Mais um ciclo governativo perdido para a resolução dos problemas que o país há muito enfrenta, no mesmo trilho da fracassada acção governativa anterior do PSD e CDS-PP.
Um ciclo governativo que prolongou e aprofundou a situação de estagnação, crise e recessão que tem levado à degradação da vida da maioria dos portugueses, ao agravamento dos nossos défices crónicos e ao crescimento avassalador da dívida externa e ao endividamento geral das famílias e empresas.
Ao fim de quatro anos e meio de Governo PS de José Sócrates, a vida está pior para a grande maioria dos portugueses. Isso está bem patente no elevadíssimo desemprego e precariedade do trabalho, no aumento do custo de vida e na degradação dos rendimentos, nomeadamente dos salários e das reformas, no agravamento das condições de segurança das populações, em novos e inaceitáveis retrocessos civilizacionais nos domínios dos direitos laborais, na fragilização de direitos essenciais à saúde, à educação e à segurança social dos portugueses.
Um governo e uma maioria que nada fizeram no combate à corrupção que permanece e corrói a democracia portuguesa e que nada adiantou na resolução dos verdadeiros problemas que enfrenta a justiça.
Interromper a continuidade das políticas que conduziram o país ao atraso e à degradação económica e social tornou-se um imperativo.
As eleições do próximo dia 27 de Setembro são a grande oportunidade para romper o ciclo da alternância sem alternativa entre PS e PSD com a ajuda do CDS que bloqueia uma saída com novas soluções para o país.
Os que têm governado o país e são responsáveis pela situação a que se chegou tudo fazem para continuar a iludir as suas responsabilidades e identidade das suas políticas. Não têm nenhuma resposta nova e diferente para os problemas. Prometem o prometido e nunca cumprido. Repisam nos seus programas e propostas as orientações fundamentais que conduziram ao afundamento do país.
O PS que fez das bandeiras da Direita o esteio da sua governação vem agora com a chantagem do perigo da Direita, porque quer um cheque em branco para concretizar as mesmas políticas que a Direita não desdenharia de realizar.
O mesmo PS que no seu congresso reafirmou que não vai mudar de rumo da política nacional.
Quer o voto da Esquerda para legitimar a sua política de Direita. Esgrime o fantasma da Direita para bloquear o surgimento de novas alternativas, tão mais possíveis e alcançáveis quanto mais larga for a influência social e eleitoral do PCP e da CDU.
O que verdadeiramente está em causa nas próximas eleições é saber se vamos ter mais do mesmo ou se país caminha no sentido da ruptura e da concretização de uma nova política como a aquela que nós propomos para o país.
É decidir entre as imobilistas e fracassadas receitas e a nova política de desenvolvimento económico que propomos que tem subjacentes a realização de três objectivos centrais: o pleno emprego, como objectivo primeiro das políticas económicas; o crescimento económico sustentado, pelo crescimento significativo do investimento público, ampliação do mercado interno, acréscimo das exportações, aumento da competitividade e produtividade das empresas portuguesas e a defesa e afirmação do aparelho produtivo nacional como motor do crescimento económico.
Entre as receitas do capitalismo neoliberal dominante ou uma nova política de desenvolvimento económico que têm na recuperação pelo Estado do comando político e democrático do processo de desenvolvimento, a primeira grande linha de orientação visando a afirmação da soberania com a concretização de um sector empresarial do Estado forte e dinâmico nos sectores estratégicos, nomeadamente no sector financeiro, na energia e nas comunicações, condição chave para a manutenção em mãos nacionais de alavancas económicas decisivas para a promoção do desenvolvimento e garantir um apoio prioritário e preferencial a micro, pequenas e médias empresas.
Entre uma política de regressão social e uma política alternativa de valorização do trabalho e dos trabalhadores, através de uma justa repartição da riqueza com a valorização dos salários e do seu poder de compra e o aumento do salário mínimo nacional, da defesa do trabalho com direitos, de uma justa política fiscal.
Uma política fiscal que alivie a carga sobre as classes laboriosas e pequenas empresas, através do alargamento da base e do aumento da fiscalização tributárias, da significativa redução dos benefícios fiscais, designadamente no sector financeiro, da diminuição do IVA, do combate à evasão e fraude fiscais e da imposição fiscal sobre o património mobiliário e ganhos bolsistas.
Sem a valorização dos salários, sem o combate às baixas reformas e sem o reforço das prestações sociais, nomeadamente do subsídio de desemprego, será sempre correr atrás da pobreza.
Mas as opções no próximo dia 27 de Setembro são também entre a política de fragilização e privatização e encerramento de serviços de públicos como a que tem sido seguida e uma política social como a que o PCP propõe dirigida para a igualdade, dignidade e bem-estar dos portugueses.
Uma política de promoção de uma administração e serviços públicos, nomeadamente um Serviço Nacional de Saúde de qualidade e uma escola pública que garanta a gratuitidade de todo o ensino e um sistema público e universal de Segurança Social fortalecido, na base de um novo sistema de financiamento que garanta a elevação das pensões e reformas.
Uma nova política ao serviço do desenvolvimento regional que rompendo com a política centralista de sucessivos governos adopte uma verdadeira reforma democrática da Administração Pública, procedendo à criação e instituição das regiões administrativas e promova um decisivo combate às assimetrias regionais.
Uma nova política que responda a importantes necessidades imediatas das populações e do país. Que tome medidas para a imediata alteração dos aspectos negativos do Código do Trabalho e da legislação laboral da Administração Pública; promova a revogação do estatuto da carreira docente e alteração do modelo de avaliação; o direito à reforma aos 65 anos e possibilidade da sua antecipação sem penalizações para carreiras contributivas de 40 anos; o lançamento de um programa especial para garantir o acesso à consulta no próprio dia nos Cuidados Primários de Saúde e entre outras de apoio e defesa dos sectores produtivos nacionais, onde se incluem a eliminação do Pagamento Especial por Conta para as micro e pequenas empresas e a do estabelecimento de valores referência das taxas de juro.
Ao contrário do que afirmam os que pensam que têm o direito à exclusividade ou ao monopólio do Poder, estamos prontos para assumir as mais elevadas responsabilidades. Seremos governo, se e quando o povo português quiser e quando a ruptura e a mudança de políticas forem impostas pela vontade popular.
Está nas mãos dos portugueses contribuir com o reforço do PCP e com a ampliação decisiva da sua influência eleitoral e política concorrer para o surgimento das condições para uma outra política e um outro governo, patriótico e democrático, ao serviço do povo e dos interesses nacionais.»
 
Entrevista de Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1335344
publicado por cdulumiar às 10:14
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Terça-feira, 11 de Agosto de 2009

PCP apresentou programa ‘patriótico e de esquerda’

Um programa “patriótico e de esquerda, ao serviço do povo e do país”, que defenda a “necessidade de ruptura” com as actuais políticas, são as linhas programáticas para as eleições legislativas que o PCP apresentou hoje, ao final da tarde, no salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa.

Neste programa eleitoral, uma das ideias centrais é a “afirmação, com grande clareza, da necessidade de ruptura” com “o rumo que há mais de 30 anos a política de direita vem impondo ao país”, como definiu Agostinho Lopes, do Comité Central.
O PCP critica “o paradigma neoliberal, as privatizações, a liquidação das capacidades produtivas nacionais e a desvalorização do trabalho e dos trabalhadores”, propondo “uma justa distribuição dos rendimentos” e a “defesa da produção nacional”, na agricultura, pescas e indústria.
Na economia, os comunistas querem um Estado mais interventivo, defendendo “uma visão completamente oposta” a medidas como “umas pseudo-entidades reguladoras, que não regulam nada”.
“Afirmamos claramente a presença do Estado no sector financeiro”, através da nacionalização da banca comercial e de um “papel determinante” do Estado na energia, transportes e serviços públicos, área onde os comunistas rejeitam “privatizações sub-reptícias”.
Uma matéria em que o PCP promete insistir na próxima legislatura é a regionalização, medida considerada essencial para o combate às assimetrias regionais, avançou o deputado.
O reforço das liberdades, direitos e garantias, a democratização da cultura e a defesa da saúde, educação e segurança social são outras áreas que constam do programa eleitoral dos comunistas.
O conteúdo do programa foi “construído na base de um alargado processo de participação e auscultação públicas”, na sequência de mais de 20 debates sectoriais, em que intervieram elementos do PCP e especialistas de diversas áreas não inscritos no partido, além de “numerosos” encontros com sindicatos, organizações e associações económicas, sociais e culturais 1.
Durante a apresentação, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusando o PS de manter “intocável o grande poder económico”, garantindo que “não contem com o PCP para subscrever uma política desta natureza” e integrar ”um governo que lhe dê execução”.
O PCP defende uma linha de “ruptura” com as actuais concepções e modelo económico que passam pelo objectivo de atingir o “pleno emprego”, o “crescimento económico sustentado e acima da média europeia” e a defesa e afirmação do aparelho produtivo nacional como motor do crescimento económico”.
O líder do PCP considerou ainda que “a profunda crise com que Portugal está confrontado, é o resultado simultâneo de 33 anos de política de direita”, bem como “do actual processo de integração capitalista europeia”. E garantiu que o PCP se compromete “a assumir como prioridade a luta pelo abandono definitivo do Tratado de Lisboa, passo imediato da luta por uma outra Europa dos trabalhadores e dos povos” 2.
Também hoje ao início da tarde, a CDU procedeu à entrega das listas com os candidatos aos orgãos autárquicos da capital: CML, AML e Freguesias 3.
 
1. Ver Lusa doc. nº 9994238, 11/08/2009 - 06:20
2. Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1395691&idCanal=23

3. Ver http://cdudelisboa.blogspot.com/2009/08/cdu-fez-hopje-apresentacao-formal-das.html

publicado por cdulumiar às 20:18
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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

Apresentação do Programa Eleitoral do PCP

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O PCP apresenta no próximo dia 11 de Agosto, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade Clássica de Lisboa, o Programa Eleitoral para as Eleições Legislativas de 2009, construído na base de um alargado processo de participação e auscultação públicas, traduzido na realização de um conjunto de mais de duas dezenas de debates sobre temas nucleares para uma política alternativa

 

publicado por cdulumiar às 09:27
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Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

CDU compromete-se a trabalhar para reforçar política de esquerda na AR

A Coligação Democrática Unitária entregou na 3ª f,ª no Tribunal Cível de Lisboa, a lista de candidatos às eleições legislativas pelo círculo de Lisboa, deixando a “certeza” que irão respeitar os compromissos com os eleitores.

A lista ontem entregue é encabeçada pelo líder do Partido Comunista Português, Jerónimo de Sousa, logo seguido por Bernardino Soares, actual líder parlamentar dos comunistas, por Rita Rato, membro da comissão política da direcção nacional da Juventude Comunista e por José Luís Ferreira da comissão executiva do Prtido Ecologista “Os Verdes”.
De acordo com o deputado Bernardino Soares, a lista é composta por 52 candidatos que irão trabalhar “para que seja reforçada a vontade de uma politica de esquerda na Assembleia da República”.
“Apresentamos hoje a lista com uma grande confiança e com a certeza que os candidatos que aqui foram apresentados no Tribunal são candidatos que dão garantias de respeitar os compromissos com a população como é timbre da CDU”, defendeu.
“Os portugueses sabem, muitos daqueles que votaram no PS procurando uma politica de esquerda, que depois o que foi feito foi uma política de direita e sabem por isso que é nos candidatos da CDU e na lista da CDU que encontram a solução para que na próxima legislatura não seja assim e para que os votos que querem uma política de esquerda apoiem as forças que de facto praticam uma politica de esquerda”, sublinhou.
 
Ver Lusa doc. nº 9975673, 04/08/2009 - 16:39
publicado por Sobreda às 00:09
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Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

Juntos somos uma força imensa!

 

É no reforço eleitoral da CDU e no desenvolvimento da luta e acção de massas que reside a força da ruptura com a política de direita e da construção de um Portugal com futuro, afirmou Jerónimo de Sousa na apresentação pública dos candidatos da Coligação pelo distrito de Lisboa às legislativas do próximo dia 27 de Setembro.
A encerrar a iniciativa que deu a conhecer os oito primeiros nomes da lista que a Coligação Democrática Unitária leva às urnas no círculo eleitoral de Lisboa, o Secretário-geral do PCP e cabeça de lista na capital começou por saudar «de forma especial a população do distrito, os homens, mulheres e jovens que aqui vivem, trabalham ou estudam, enfrentando cada vez mais dificuldades», em particular «aqueles que são vítimas do desemprego, do trabalho precário e sem direitos, dos baixos salários e das cada vez mais degradadas reformas e pensões, dos que se defrontam com as dificuldades no acesso aos serviços de saúde e na concretização do direito à educação».
«Aqueles – prosseguiu – que vivem o drama da crise nas suas actividades e nas suas vidas e não encontram resposta aos problemas e às dificuldades nas políticas de um Governo que deu prioridade à defesa dos grandes interesses e aos senhores da finança».
Já depois de terem usado da palavra os também candidatos Rita Rato, pela Juventude CDU, José Luís Ferreira, do Partido Ecologista «Os Verdes», e João Geraldes, da Intervenção Democrática (ver página 6), Jerónimo de Sousa lembrou que a CDU volta ao terreno eleitoral «com a confiança de quem prossegue um ascendente processo de reforço eleitoral, social e político», crescimento atestado pelo expressivo resultado obtido nas últimas eleições para o Parlamento Europeu, traduzido em mais 70 mil votos, dos quais muitos milhares de novos eleitores que somaram ainda maior vitalidade à Coligação e deram «alento à luta que travamos pela viragem da situação política nacional».

Uma força inigualável

Encerrado o primeiro dos três actos eleitorais que constituem a batalha que só termina a 11 de Outubro, Jerónimo de Sousa sublinhou que enfrentamos o sufrágio para a Assembleia da República «com a firme convicção de que muitos mais portugueses compreendem a importância da CDU», não apenas no que diz respeito ao seu reforço em número de votos e mandatos, mas também «porque cada vez mais portugueses tomam consciência que é nesta força que reside a esperança, que não há saída para os graves problemas do País sem o contributo e o reforço desta grande e combativa força que se bate como ninguém pela ruptura com a política de direita e pela concretização de uma verdadeira alternativa à política que sucessivos governos maioritários do PS e do PSD protagonizaram, conduzindo o País à grave situação económica e social em que se encontra».
É certo que o que «os interesses económicos associados à política de direita mais temem é o reforço da CDU e o seu projecto de ruptura e mudança ao serviço dos trabalhadores, do povo e do País». Por isso tudo fazem para «diminuir e desvalorizar a sua intervenção e luta». Mas a realidade demonstra que a Coligação «não se fica pela frase feita para impressionar, mas age, mobiliza para a luta e intervém com denúncia e com propostas para resolver os problemas concretos, uma força inigualável no seu projecto e na sua intervenção e natureza».

Bloco central de interesses

A mudança de rumo que a CDU corporiza é uma «viragem cuja real possibilidade de concretização está bem patente na estrondosa derrota do PS e do seu Governo» nas europeias, frisou o Secretário-geral do PCP, mas é igualmente «evidente na erosão do bloco central que tem governado o País».
O Governo do PS vem tentando disfarçar a sua arrogância absoluta, mas o que resulta claro é que «está mais empenhado em operações de cosmética eleitoral, no jogo das divergências faz de conta e das grandes piruetas ideológicas que vai jogando com os seus parceiros da governação à vez», referiu aludindo ao PSD e CDS, afectos aos mesmos interesses e defensores da mesma política de direita.
Para Jerónimo de Sousa, se o PS estivesse verdadeiramente empenhado em mudar de políticas começaria por apoiar o Projecto de Lei do PCP de reforço do apoio social aos desempregados e repararia outras «marcas de uma governação marcadamente anti-social, anulando as medidas gravosas do Código do Trabalho; revogando as suas decisões que põem em causa a dignidade da profissão docente, nomeadamente o seu Estatuto e o seu aberrante modelo de avaliação; repondo os direitos dos trabalhadores da Administração Pública, sistematicamente subtraídos por uma governação que fez do ataque aos direitos dos trabalhadores e do mundo do trabalho o cerne da sua política; ou ainda repondo a justiça e equidade nos critérios de cálculo e na actualização das reformas».
Pode o bloco central de interesses ensaiar «divergências no discurso, porque na prática tudo segue como dantes, com a matriz neoliberal a continuar a comandar as opções do Governo, como ilustra a decisão, tomada há dias, de avançar para um processo de fragilização sem precedentes do transporte ferroviário enquanto serviço público e da CP enquanto operador público nacional do caminho-de-ferro», disse o dirigente comunista.
Além da entrega dos serviços públicos aos interesses privados e da insistência em orientações cujas consequências são visíveis na destruição do aparelho produtivo nacional e na desarticulação de uma política coerente de desenvolvimento, também no que toca à criminalidade económica e financeira e à corrupção o Governo PS se fica «apenas pelas palavras altissonantes e as declarações de princípio» e o PSD, de vez em quando, «lá aponta o dedo a este ou aquele membro do Governo ou do Banco de Portugal», ambos abordando os factos «pela rama e nunca indo ao fundo dos factos nem à rede tentacular que existe», prova de que «vivemos num País em que os grandes grupos económicos gozam da protecção da política do Governo para aumentarem a exploração e maximizarem os lucros, enquanto a generalidade da população vê degradadas as suas condições de vida».

Com toda a confiança

É neste contexto que «as próximas eleições legislativas constituem uma oportunidade para uma nova e clara condenação da política de direita e da acção do Governo do PS», acrescentou Jerónimo de Sousa.
«É a oportunidade para o reforço das posições, expressão e influência eleitorais da CDU, que se assume como a mais sólida condição para a concretização de uma ruptura com as políticas que têm sido prosseguidas e abre caminho a uma nova política que, vinculada aos valores de Abril e à Constituição da República, assegure um futuro e uma vida melhor para os trabalhadores e o povo, num País mais justo, desenvolvido e soberano», garantiu o Secretário-geral do Partido antes de concluir que «juntos somos uma força imensa! Força com aquela confiança inabalável de que sim é possível uma vida melhor!»

Distrito de Lisboa
Candidatos de classe

Jerónimo de Sousa, 62 anos, operário, encabeça a lista de candidatos da CDU pelo círculo eleitoral de Lisboa. Depois do Secretário-geral do PCP, deputado na Assembleia da República, encontra-se Bernardino Soares, 37 anos, jurista, membro da Comissão Política do PCP e presidente do Grupo Parlamentar comunista, e em terceiro lugar na lista de candidatos surge Rita Rato, 26 anos, licenciada em Ciência Política e Relações Internacionais, militante do PCP e da JCP, membro da DOR de Lisboa do Partido e da Direcção Nacional da Juventude Comunista Portuguesa.
Em quarto lugar, pelo Partido Ecologista «Os Verdes», está José Luís Ferreira, 46 anos, jurista, membro da Comissão executiva do PEV e eleito na Assembleia Municipal de Lisboa, seguido de Miguel Tiago, 30 anos, geólogo, da Direcção da Cidade de Lisboa do PCP e deputado à AR.
Catarina Casanova, 39 anos, docente universitária e investigadora, presidente do Conselho Pedagógico do ISCSP da Universidade Técnica de Lisboa e membro da Direcção do Sector Intelectual de Lisboa do PCP, antecede João Geraldes, 48 anos, funcionário público, vice-presidente da Intervenção Democrática.
Elsa Couchinho, 36 anos, psicóloga clínica, militante do PCP, ex-vereadora na Câmara Municipal da Azambuja e ex-dirigente do Sindicato dos Psicólogos fecha o lote de oito primeiros candidatos da Coligação no distrito de Lisboa.

 

Discurso de Jerónimo de Sousa na apresentação dos candidatos da CDU por Lisboa, publicado no Jornal " AVANTE !" de 16.07.2009

 

publicado por teresa roque às 13:21
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Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Debate sobre "Soluções para o Sector da Aviação Civil e Aeroportos" - 15 de Julho

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publicado por teresa roque às 09:38
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Sábado, 11 de Julho de 2009

Candidatos da CDU pelo distrito de Lisboa às eleições legislativas

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Jerónimo de Sousa, na apresentação de candidatos da CDU às eleições legislativas pelo Distrito de Lisboa, afirmou que a CDU não se fica pelas palavras e pela frase feita para impressionar mas que age e mobiliza para a luta, sublinhando «que não há artifícios, nem rodriguidinhos argumentativos que apaguem o facto de que somos uma força que, contra ventos e marés, rompendo calculados silêncios, insidiosas caricaturas da nossa intervenção e do nosso projecto, continua a apresentar uma trajectória de crescimento». 
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Intervenções na iniciativa:

Rita Rato

João Geraldes

José Luís Ferreira

Jerónimo de Sousa

Candidatos Apresentados:

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publicado por cdulumiar às 09:17
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Sábado, 27 de Junho de 2009

Já são conhecidas as datas para legislativas e autárquicas

A data das eleições para a Assembleia da República foi anunciada hoje pelo Presidente da República, com as eleições legislativas a realizarem-se a 27 de Setembro para a escolha dos 230 deputados.

A campanha eleitoral para estas eleições irá decorrer entre 12 e 25 de Setembro, depois de o Governo ter relevado na 6ª fª que as eleições autárquicas se irão realizar a 11 de Outubro.

De acordo com o artigo 53º da Lei Eleitoral da A.R., o período da campanha eleitoral "inicia-se no 14º dia anterior e finda às 24 horas da antevéspera do dia designado para as eleições". Desta forma, a campanha eleitoral terá início dia 12 e terminará no dia 25 de Setembro.

A campanha eleitoral para as autárquicas começará a 28 de Setembro, o dia imediatamente a seguir às legislativas, já que segundo o artigo 47º da Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais, a campanha "inicia-se no 12º dia anterior e finda às 24 horas da antevéspera do dia designado para as eleições".

Ao contrário do que acontece nas eleições autárquicas, em que é permitida a candidatura de grupos de cidadãos, para as legislativas apenas é permitida a candidatura de partidos políticos, isoladamente ou em coligação.

Segundo o artigo 23º da Lei Eleitoral da A.R., a apresentação das candidaturas "faz-se até ao 41º dia anterior à data prevista para as eleições, perante o juiz do círculo judicial com sede na capital do círculo eleitoral".

Nos círculos eleitorais com sede em Lisboa e Porto a apresentação das candidaturas é feita perante os juízes dos juízos cíveis, enquanto nos círculos das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira a apresentação faz-se perante o juíz do círculo judicial com sede na respectiva capital.

 
Ver http://aeiou.expresso.pt/legislativa-cavaco-justifica-27-de-setembro-porque-nao-podia-deixar-de-atender-aos-argumentos-dos-partidos-caudio=f523223
publicado por Sobreda às 16:34
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A farsa e os farsantes

 

 

É sempre assim: quando se aproximam eleições – especialmente para a Assembleia da República – o PS e o PSD iniciam uma muito específica intervenção em defesa da política de direita. Trata-se da representação de mais um acto da farsa intitulada «alternativa». O acto anterior ocorre quando um dos dois partidos está no Governo e ao outro compete representar o papel de «oposição» - papel por vezes muito difícil, como aconteceu nos últimos quatro anos em que Sócrates levou a política de direita tão à direita que a direita PSD ficou sem papel...
Agora, em campanha eleitoral, os dois farsantes exibem-se como «opositores» em matéria de política a levar à prática após as eleições. Na representação – que decorre num cenário cuidadosamente preparado pelos média dominantes - cada um remete para o outro as responsabilidades da situação a que ambos conduziram o País; cada um finge propor uma política diferente da que cada um pratica quando está no governo; cada um finge não ser o que é e prepara-se para ser o que sempre foi – ambos procurando criar condições para assegurar a continuação da política de direita comum aos dois.
Esta ideia de que PS e PSD são alternativa um ao outro, constitui uma das mais graves mistificações da vida política nacional e tem sido um autêntico seguro de vida para a política de direita, iniciada em 1976 pelo Governo Soares/PS, e prosseguida até hoje por todos os governos que lhe sucederam. PS e PSD (sozinhos, de braço dado, ou com o CDS/PP atrelado), destruíram, em 33 anos, parte significativa das conquistas de Abril; depositaram o País nas mãos do grande capital nacional e internacional; desferiram profundas machadadas no conteúdo democrático do regime e nos direitos, liberdades e garantias dos trabalhadores e dos cidadãos; agravaram as condições de trabalho e de vida da imensa maioria dos portugueses, enfim, mergulharam Portugal na gravíssima crise hoje existente.
E só uma total ausência de vergonha e um imenso desrespeito pela inteligência e pela sensibilidade dos portugueses pode explicar que, uma vez mais, os dois farsantes venham ocupar a boca de cena representando a velha e indecorosa farsa da «alternativa».

 

José Casanova

Publicado no Jornal "AVANTE" de 25.06.2009

 

publicado por teresa roque às 03:27
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Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

CDU prepara legislativas

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Contactos directos com milhares de pessoas, balanço do trabalho dos eleitos nas autarquias e apresentação dos candidatos ao Parlamento são iniciativas que integram uma acção da CDU, que começa hoje e decorre até final de Julho.
Com o lema “Basta de injustiças! CDU - Soluções para uma vida melhor”, a campanha “pretende colocar em evidência uma política que tem promovido injustiças sociais, desemprego, pobreza e corrupção, responsabilidade do governo do PS e que é a continuidade de alternância entre PS e PSD no governo durante mais de 33 anos”.
Com esta acção, que começa já a preparar as eleições legislativas e autárquicas, de Setembro e Outubro, a CDU quer “dar resposta aos problemas gritantes da sociedade”, com propostas como o aumento do salário mínimo nacional e o alargamento do subsídio de desemprego, numa perspectiva de “ruptura com a política de direita”.
Depois de ter aumentado a sua votação nas eleições europeias - mais 70 mil votos -, a CDU quer confirmar os resultados nos próximos actos eleitorais.
“Esperamos continuar a crescer no número de votos, na percentagem e nos mandatos, o que se reflectirá nas condições para interrogar a política de direita e criar melhores condições de vida ao povo português, que tem sido muito fustigado”.
Uma das acções previstas na campanha da CDU é uma jornada nacional de propaganda, entre os dias 25 e 28 deste mês, em que a coligação promete contactar “centenas de milhar de pessoas, nas ruas, nas empresas, nos mercados” e promover encontros, debates e visitas, procurando apresentar as suas propostas “para resolver os problemas do país e do povo”.
Nos próximos dias, a coligação apresenta já os primeiros candidatos à Assembleia da República. Candidatos que são, divulga a CDU em comunicado, “exemplos de dedicação à resolução dos problemas dos trabalhadores e do povo português, ao combate contra as injustiças sociais, à luta por um país de justiça e progresso social, por um Portugal com futuro” e que têm por princípio “não ser nem prejudicados nem beneficiados pelo exercício de cargos públicos”.
A nível local, a CDU vai prestar contas do trabalho realizado pelos eleitos nas autarquias, quer em maioria quer na oposição, ao mesmo tempo que apresentará listas candidatas aos órgãos municipais.
 
Ver http://aeiou.expresso.pt/eleicoes-cdu-na-rua-ate-julho-para-preparar-legislativas=f521540
publicado por Sobreda às 02:38
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Sábado, 22 de Novembro de 2008

Para uma real convergência de esquerda

Em Setembro, depois da aprovação da proposta de Resolução Política (Teses) para debate nas estruturas, o secretário-geral do PCP admitiu uma convergência de esquerda, incluindo o BE, com base numa ruptura das políticas seguidas pelo executivo do PS.

Agora, em nova entrevista, Jerónimo de Sousa detectou uma “má interpretação” da parte dos bloquistas, que adiaram a resposta ao PCP sobre a ‘convergência’ de esquerda para depois do congresso. “Nós queremos discutir que política é que essa alternativa iria realizar. E aqui a indefinição [do BE] é grande”, afirmou.
O secretário-geral do PCP admitiu que, “particularmente da parte do BE existe uma preocupação de entendimentos, pensando no poder e não na convergência a partir da necessidade de uma nova política. É, como diz o nosso povo, 'pôr o carro à frente dos bois'”, disse. “Que política? Que visão estratégica para Portugal? Com muita franqueza, esta é a nossa linha de fronteira”, concluiu.
Com o PS as coisas são ainda mais difíceis, se os socialistas não conseguirem a maioria absoluta nas legislativas de 2009. “Não queremos ser peninhas no chapéu e dar cobertura a uma política profundamente injusta”, disse.
O secretário-geral disse ainda que o PS é “um partido com bases de esquerda”, mas que quando chega ao poder “faz uma política de direita” e não acredita que, no futuro, mude as “suas políticas neoliberais”. “Hoje, olhando para política do PS, é um mero exercício académico pensar num entendimento. Porque a haver um entendimento, isso significaria uma claudicação do PCP, esquecendo os seus compromissos com o seu povo”, justificou.
Na entrevista, o secretário-geral do PCP afirmou que o partido vai manter a Coligação Democrática Unitária (CDU), com o Partido Ecologista “Os Verdes” e a Intervenção Democrática (ID), com que concorrerá às próximas eleições europeias.
As contas dos comunistas passam menos pela “preocupação” de retirar a maioria absoluta ao PS nas legislativas ou de ficar atrás do BE e mais por “apresentar-se pela positiva e reforçar a votação da coligação. Mal seria que a direita conseguisse ganhar as eleições”, disse, com um sorriso.
O XVIII Congresso Nacional do PCP realiza-se de 29 de Novembro a 1 de Dezembro, no Campo Pequeno, e o Comité Central reúne-se este sábado e domingo, também na capital, para discutir e aprovar a proposta de Resolução Política (Teses), a apresentar aos congressistas.
 
Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=117509
publicado por Sobreda às 17:59
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Domingo, 29 de Junho de 2008

Coligações

Numa entrevista conjunta à TV, RR e Público, o líder do PCP considera que as novas regras são inconstitucionais e diz que a flexibilidade de horários vai reduzir salários reais. Para o secretário-geral do PCP, a proposta do Código do Trabalho não serve nem os trabalhadores nem as pequenas e médias empresas, apenas as grandes, em nada ajudando ao desenvolvimento da economia.
Em resposta a uma eventual coligação pós-eleitoral com o PS, caso este não renove a maioria absoluta no Parlamento afirmou: "Não nos peçam para fazer entendimentos, acordos ou negociar mordomias ou lugares sem uma ruptura com esta política que está a ser seguida". Para o líder do PCP, a questão não se coloca na possibilidade de haver uma plataforma de esquerda, com ou sem BE, mas se "é possível ou não uma nova política".
Em relação às autarquias, a questão é a mesma. Em Lisboa, por exemplo, Jerónimo frisa que a coligação com o PS se gorou porque os socialistas se recusaram a discutir um programa concreto. "Nós assumimos todas as responsabilidades que o povo nos der, mas para cumprir o nosso programa, e não as ideias de outros", sublinha.
Já sobre a hipótese de um novo bloco central, o dirigente comunista só vislumbra entendimentos informais entre PS e PSD em caso de estado de necessidade dos socialistas. "O que sobrou do Congresso do PSD foi uma ausência, um vazio de políticas alternativas. O drama do PSD é que o PS ocupou o seu espaço".
publicado por teresa roque às 19:41
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Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

Agradecimentos ao povo irlandês

O PCP e quinze outros partidos comunistas e progressistas da União Europeia saúdam o povo irlandês por ter rejeitado o Tratado de Lisboa e congratulam-se com o resultado “impõe, de imediato, a suspensão dos processos de ratificação em curso», dado que "a vitória do 'Não' na Irlanda põe fim ao Tratado de Lisboa".

“Os partidos comunistas e outras forças de esquerda e progressistas dos países da União Europeia saúdam a classe operária e todo o povo irlandês pelo seu inestimável contributo para travar o caminho que o Tratado encerrava e felicitam-se pelo resultado alcançado”, lê-se na tomada de posição comum divulgada ontem.
Os partidos comunistas avisam que “não há mais espaço para manobras dilatórias que visem contornar a rejeição do Tratado, como aconteceu em 2005 perante a vitória do 'Não' dos povos francês e holandês”.
O que os irlandeses derrotaram no referendo do dia 12 de Junho (em que o 'Não' obteve 53,4% dos votos) foi o “aprofundamento do neoliberalismo e do militarismo e da concepção de União Europeia como um directório de grandes potências”.
Os partidos consideram o resultado do referendo “de enorme importância e de grande alcance político”, tanto mais por ter sido conseguido “no quadro de enormes pressões por parte dos principais líderes da União Europeia”.
Além do PCP, subscrevem a declaração os partidos comunistas da Alemanha, Grã-Bretanha , Dinamarca, Espanha Finlândia, Luxemburgo, França, Grécia, dois partidos comunistas irlandeses, o Partido do Trabalho da Bélgica, o Novo Partido Comunista da Holanda, o Partido Comunista dos Trabalhadores Húngaros, o Partido dos Comunistas Italianos, e o Partido Comunista da Boémia e Morávia.
Para o futuro, estas forças políticas manifestam apoio “às importantes lutas em curso em vários países da Europa em defesa dos direitos sociais e laborais erguendo uma forte barreira à ofensiva capitalista neoliberal”.
 

Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=99147

publicado por Sobreda às 00:46
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Terça-feira, 6 de Novembro de 2007

Ainda a descida do IVA e as eleições

Esta semana foi enfrentado o monstro do pensamento único com algumas alternativas concretas às opções do Governo para o presente e o futuro do país. É verdade que a proposta de descer o IVA para 20% em 2008 e para 19% em 2009 - fazendo-o depois regressar às taxas que tinha antes de Durão Barroso ter iniciado esta obsessão governativa que dura há mais de cinco anos - foi desvalorizada por “alguns escribas”.

Quem, no entanto, não embarcou na mesma onda foi o Ministro das Finanças, que, ao contrário do que é habitual, se viu na necessidade de comentar as propostas para a descida do IVA e a eliminação dos benefícios fiscais com PPR (e, já agora, para a tributação das mais-valias bolsistas, a fixação de uma taxa mínima de IRC de 20% para o sector financeiro e a eliminação do segredo bancário como instrumento do combate ao crime fiscal e ao branqueamento de capitas). Enquanto, por exemplo, o JN remeteu essas propostas para um minúsculo rodapé da secção de economia e trabalho, Teixeira dos Santos não escondia nem iludia a importância da proposta de descida do IVA, considerando, porém, que a conjuntura “ainda não permitia medidas deste tipo”.

A utilização por Teixeira dos Santos do termo “ainda” constitui, só por si, um lapso de linguagem que revela quase tudo o que de facto “vai na alma” deste Governo.

O “ainda” explica que, mesmo na óptica do Governo - que usa o Pacto de Estabilidade e o défice orçamental como um fim com que justifica a paralisia do país, a divergência com a União Europeia, o crescimento imparável do desemprego, da exclusão social e da pobreza em Portugal -, há já este ano margem e possibilidade de aliviar a carga fiscal sem pôr em causa os próprios compromissos assumidos pelo Governo com Bruxelas.

O termo “ainda” mostra à evidência como até é possível manter a obsessão governamental de dispor de um défice orçamental bem abaixo dos 3% sem ter necessidade - muito menos obrigação - de reforçar ainda mais as violentas imposições a que têm sido submetidos os trabalhadores, os portugueses mais desfavorecidos e a economia do país.

Noutro plano, o “ainda” revela que o Governo só não toma como sua a proposta de descer o IVA já este ano porque está a guardar a “surpresa” para 2009, ano de múltiplas eleições. Isto é, este “ainda” mostra que o Governo não governa em função do que é melhor para o país e para os portugueses; o Governo está já a governar com o objectivo único de criar condições de propaganda que lhe permitam manter-se a “qualquer preço no poleiro” depois de 2009.

 

Ler Honório Novo IN http://jn.sapo.pt/2007/11/05/opiniao/descida_iva_e_eleicoes.html

publicado por Sobreda às 01:16
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