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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Polícias queixam-se de pressões para passarem mais multas

Elementos da 5ª Divisão de Lisboa da PSP (na Penha de França) queixam-se de estar a ser forçados pelo 2º Comandante para aumentar o número de autuações, sob ameaça de mudança de Secção se não se destacarem nas estatísticas mensais.

Esta situação foi relatada na 6ª fª por elementos daquela divisão, que pediram para não serem identificados por temerem represálias, e confirmada pelo presidente do Sindicato Unificado de Polícia, que desempenha funções precisamente na 5ª Divisão.

 

 

Contudo, a medida deverá mesmo estar a ser seguida noutros locais da cidade. Por exemplo, fez exactamente ontem uma semana, que os agentes de trânsito procederam a uma acção semelhante na Estrada de Telheiras, e apenas no passeio do lado direito do troço entre a Igreja de Nossa Senhora das Portas do Céu e a Rua prof. Eduardo Araújo Coelho.
Muito estranho não é o facto de as rodas de todas as viaturas terem sido bloqueadas, mas sim não existir, naquele troço, qualquer sinal vertical de proibição de estacionamento!!

 

 

Ainda sobre o mesmo assunto, a Direcção Nacional da PSP, através do gabinete de Relações Públicas, declarou que “não estão definidos 'rankings' na Esquadra de Intervenção e Fiscalização Policial (EIFP), não foram proferidas ameaças e não estão consignados prémios”. “São apenas definidas operações a nível de EIFP, que são depois executadas pelas diferentes Equipas de Intervenção Rápida”.
Parece que face à “saída de elementos daquela Esquadra para o Porto, o comandante daquela divisão, após a redefinição das Equipas de Intervenção Rápida, reuniu com todo o efectivo no sentido de clarificar as missões que estão consignadas àquelas equipas e os deveres inerentes ao serviço”, segundo os quais “nesta reunião, ficou clarificado o âmbito da missão, nomeadamente a prossecução de operações policiais e o desenvolvimento de relatórios no fim do serviço que determinarão uma adequada percepção do trabalho desenvolvido durante o turno”.
Ora, de acordo com o relato dos elementos daquela Divisão, está a ser implantado um denominado ‘Código de Conduta’ pelo 2º Comandante e criado um ‘ranking’ mensal onde só têm ascensão na carreira e ‘prémios de produtividade’ os elementos que passarem mais multas. A partir de hoje, 2ª fª, esta situação deverá estender-se aos polícias que fizerem mais detenções.
Relataram ainda que os agentes estão a ser informadas individualmente pelo próprio Comissário, em conversa no seu gabinete, a sós ou acompanhados pelo chefe de Secção. Quando não atingem os objectivos alegadamente estabelecidos, dizem estar a ser chamados e confrontados com ameaças de saída da Secção onde se encontram ou saída da Divisão.
“Os graduados são obrigados a chamar diariamente à atenção os agentes para que efectuem mais autuações”, disse uma das fontes, acrescentando que há dias em que são feitas operações STOP de manhã e outra à tarde. As mesmas fontes adiantaram que estes procedimentos estão a ser transmitidos também aos novos elementos que chegam à 5ª Divisão, “para que sintam as mudanças e aprendam que têm de autuar”. Segundo os testemunhos, esta situação está a criar “um grave mal-estar” entre oficiais, subchefes e agentes, que receiam resistir às ordens de aumentar o nível de autuações e de detenções.
O próprio presidente do Sindicato Unificado de Polícia confirmou a existência destas pressões par aumentar a quantidade de multas e especificou que estas situações sucedem mais nas Equipas de Intervenção e Fiscalização Policial, relativamente às Secções de Intervenção Rápida. Todavia, os elementos da PSP “não podem aceitar estas situações, que estão a gerar um grande desgaste no seio do pessoal da 5ª Divisão” e que o Sindicato Unificado de Polícia “está contra esta forma de actuação”.
O dirigente sindical relatou que a argumentação para estas listas é a falta de produtividade, mas realçou que a produtividade não se mede por autuações, sublinhando que a primeira função policial é prevenir e combater a criminalidade, num efectivo policiamento de proximidade e aconselhamento para com o cidadão, e não a caça à multa.
 
Ver www.destak.pt/artigo/41234
publicado por Sobreda às 00:20
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Domingo, 20 de Setembro de 2009

Novas alterações de trânsito em Lisboa

A partir desta 2ª fª, dia 21 de Setembro, e com duração prevista de 1 mês, devido à necessidade de se proceder a diversos trabalhos relacionados com a ‘Conduta Adutora Telheiras / Amadora’, da EPAL, ir-se-á proceder a um estreitamento de via com pequeno desvio de trânsito no cruzamento da Estrada da Correia com a Estrada Militar, sem interrupção da circulação viária.

Também a partir de 2ª fª, devido a obras de repavimentação, irá verificar-se o condicionamento de trânsito na Avenida José Malhoa/Rua de Campolide (junto ao entroncamento). Os trabalhos serão executados por 5 fases, com duração total de cerca de 12 dias.
Por fim, devido às obras de prolongamento da Linha Vermelha do Metropolitano, Estação Oriente/Aeroporto da Portela, irá proceder-se ao encerramento, nos dois sentidos, do viaduto da Rua João Pinto Ribeiro, a partir das 22h do próximo dia 22 de Setembro, durante cerca de 3 meses. Assim, o trânsito proveniente da Praça José Queiroz e Parque das Nações será desviado pelas laterais, Rua João Pinto Ribeiro e Rua 1.º de Maio, respectivamente.
 
Ver http://news.automotor.xl.pt/?s=12&n=26189&nivel=3
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publicado por Sobreda às 00:15
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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

CML anuncia várias alterações de trânsito em Lisboa

A partir de hoje 6ª fª, dia 28 de Agosto, o trânsito irá ser condicionado nas Ruas Basílio Teles, Dr. António Granjo, Dr. António Martins e Av. Madame Curie, devido a obras de repavimentação. Os trabalhos serão executados por cinco fases, com a duração total de cerca de 10 dias.

Também desde hoje, na sequência de um evento de cinema ao ar livre na zona do Chiado, o troço da Rua Nova do Almada entre a Rua da Conceição e a Rua do Carmo vai estar encerrada ao trânsito automóvel entre as 17h do dia 28 de Agosto e as 05h do dia 29 de Agosto. O acesso à Rua Garrett poderá ser efectuado via Rua Victor Cordon, Largo da Academia das Belas-Artes e Rua Ivens.
A partir da próxima 2ª fª, dia 31 de Agosto, e até ao dia 29 de Setembro, para a realização da ‘Feira da Luz’, vai verificar-se o corte de trânsito nos arruamentos laterais do Largo da Luz, nos dias úteis das 20h às 24h e aos sábados e domingos das 10h30 às 24h.
O arruamento interior do jardim junto à Azinhaga das Carmelitas ficará encerrado ao trânsito durante todo o mês. Nos períodos de corte de trânsito, a Azinhaga das Carmelitas funcionará com os dois sentidos para permitir as acessibilidades locais, sendo o trânsito de veículos pesados desviado na Praça São Francisco de Assis e a faixa destinada ao corredor BUS na Estrada da Luz, junto ao jardim, funcionará como corredor pedonal. O arruamento poente do Largo da Luz ficará ainda condicionado ao estreitamento da faixa de rodagem para uma fila de trânsito durante o mês de Setembro.
Ainda na próxima 3ª fªª, dia 1 de Setembro, será reaberta ao trânsito a Rua Anastácio Rosa. A Rua de S. Bernardo passará a ter o sentido original, sentido Nascente-Poente.
 
Ver http://news.automotor.xl.pt/?s=12&n=25799&nivel=3
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publicado por Sobreda às 00:06
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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

Acesso da Caparica para Lisboa encerrado este fim-de-semana

O acesso da Costa de Caparica para Lisboa, através da Ponte 25 de Abril, vai estar encerrado ao tráfego durante o fim-de-semana, segundo informa a Lusoponte.

O encerramento terá lugar a partir das 22h de hoje, prevendo-se a sua reabertura para as 12h de domingo, dia 23 de Agosto, que se justifica pela necessidade de trabalhos de reabilitação do pavimento.
A Lusoponte informa ainda que o tráfego proveniente do IC20 será desviado para a Ponte 25 de Abril através da primeira rotunda (antiga rotunda da Piedade), estando as alternativas devidamente assinaladas.
 
Ver http://economico.sapo.pt/noticias/acesso-da-caparica-para-lisboa-encerrado-no-fim-de-semana_67958.html
publicado por Sobreda às 22:52
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Domingo, 16 de Agosto de 2009

Condicionamento de trânsito em Alvalade

A Divisão de Comunicação e Imagem da CML informou que, na sequência da execução de obras na zona exterior da Estação do Metropolitano da Praça de Alvalade, se procederá ao condicionamento da circulação viária neste cruzamento entre a Av. da Igreja e a Av. de Roma.

Durante o decorrer das obras serão garantidas a circulação viária e pedonal e todos os acessos em geral, nomeadamente às garagens, cargas e descargas de carácter especial e veículos prioritários.
A PSP-DT e/ou PM estará no local a gerir as alterações à circulação viária. Os trabalhos terão início no dia 17 de Agosto, prevendo-se a sua conclusão num prazo de 120 dias.
 
Ver  http://news.automotor.xl.pt/?s=12&n=25587&nivel=3
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publicado por Sobreda às 00:09
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Terça-feira, 4 de Agosto de 2009

Volta a Portugal corta trânsito no centro de Lisboa

O trânsito no Marquês de Pombal e na Avenida da Liberdade vai estar cortado 4ª fª, entre as 5h e as 23h, devido à realização do prólogo da Volta a Portugal em bicicleta, anunciou hoje a Câmara Municipal de Lisboa.

Em comunicado, a CML apelou aos automobilistas que evitem circular nesta zona e indicou que apenas será permitido o acesso a moradores, comerciantes para cargas e descargas, veículos de emergência, e para o serviço de hotel, teatro e garagens.
No sentido Sul-Norte, a circulação será cortada na Praça Dom Pedro IV (Rossio), com inversão pela Rua do Ouro, e na Avenida Fontes Pereira de Melo, com alternativa para a Avenida António Augusto de Aguiar ou entrada pelo Túnel do Marquês de Pombal.
Também o trânsito proveniente da Praça José Fontana estará cortado na Avenida Duque de Loulé com a Rua Luciano Cordeiro, tal como o procedente das Amoreiras e da A5, devido à interrupção na Avenida Joaquim António de Aguiar com a Rua Castilho, e do Largo do Rato, com a restrição na Rua Castilho com a Rua Alexandre Herculano e Rua do Salitre.
Antevendo que o estacionamento irá estar fortemente condicionado, a CML sugere a verificação de outros percursos e a utilização de transportes alternativos, acrescentando que os parques de estacionamento da Rua Braancamp 2 e da Rua Barata Salgueiro vão estar disponíveis para cidadãos com mobilidade reduzida.
 
Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1394667
publicado por Sobreda às 20:17
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Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Túnel do Campo Pequeno condicionado

A circulação no túnel do Campo Pequeno encontrava-se condicionada esta 2ª fª, devido a uma inundação causada pela chuva que ontem caiu em Lisboa a meio da tarde, informaram os Sapadores Bombeiros, que têm uma equipa no local para escoar a água.
Segundo os Sapadores Bombeiros de Lisboa, a sua intervenção deve-se ao facto de as bombas do túnel terem parado de funcionar, permitindo o alagamento e dificultando o trânsito, “que no sentido Saldanha-Campo Pequeno se faz apenas por uma faixa”.
Segundo a mesma fonte, “a chuva que caiu intensamente entre as 16h30 e as 17h motivou cerca de 40 outras inundações, sobretudo de Chelas a Alcântara e com destaque para a zona das Avenidas Novas (Av. 5 de Outubro, Av. da República, Av. Miguel Bombarda)” 2.
 
Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=138600
publicado por Sobreda às 00:06
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Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Arraiais e marchas cortam trânsito em Lisboa

 

A CML divulgou os cortes de trânsito impostos pela quadra festiva na cidade de Lisboa.
No âmbito da Festas de Lisboa, a realização do tradicional “Desfile das Marchas Populares na Avenida da Liberdade” irá levar aos seguintes cortes de trânsito:
- na Av. da Liberdade, entre as 23h do dia 11 de Junho e as 6h do dia 12 de Junho. Nas vias centrais desta mesma avenida, no dia 12 de Junho a partir das 17h e, nas vias laterais, a partir das 20h. A Avenida será reaberta ao trânsito às 10h do dia 13 de Junho, após limpeza da zona. No acesso do Túnel do Marquês à rotunda, no dia 12 de Junho a partir das 17h. A circulação no Rossio será interrompida a partir das 20h do dia 12 de Junho.
Novo condicionamento de trânsito será efectuado por causa da realização dos tradicionais “Arraiais Populares”. O tráfego nos seguintes arruamentos será cortado entre as 18h do dia 12 de Junho e as 7h do dia 13:
- na Rua da Alfândega/Rua da Madalena; Largo da Madalena/Rua da Madalena; Largo Adelino Amaro da Costa/Rua da Madalena; Largo do Martim Moniz/Rua dos Cavaleiros; Rua das Olaias/Calçada do Monte; Travessa do Açougue/Rua de São Tomé; Largo da Graça/Calçada da Graça; Largo da Graça; Rua Voz do Operário/Rua de São Vicente/Calçada do Correio Velho; Rua dos Remédios/Rua Museu da Artilharia; Rua dos Remédios; Rua Museu da Artilharia/Rua Jardim do Tabaco; Boqueirão da Praia da Galé; Boqueirão da Ponta de Lama; Rua dos Remédios/Largo do Chafariz de Dentro; Avenida Infante Dom Henrique/Cais da Lingueta; Avenida Infante Dom Henrique/acesso ao Campo das Cebolas; Rua Cais de Santarém/Campo das Cebolas; Rua dos Arameiros/Rua da Alfândega; Avenida Infante Dom Henrique/Rua dos Arameiros.
 
Ver http://news.automotor.xl.pt/?s=12&n=24472&nivel=3
publicado por Sobreda às 00:11
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Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Alterações de trânsito em Lisboa

A CML anunciou várias alterações de trânsito na capital. A saber:

Desde ontem, por motivos de trabalhos urgentes na faixa descendente da Lateral da Avenida da Liberdade, no troço de acesso à Praça dos Restauradores, o trânsito vai ser cortado durante 3 semanas.
Devido ao evento ‘Lisboa Down Town’, irão ocorrer cortes de trânsito a partir das 20h do dia 22 de Maio até às 24h do dia 23 de Maio, na Rua Jardim do Tabaco com o Largo Chafariz de Dentro e na Rua Cais de Santarém com o Campo das Cebolas. A alternativa ao tráfego será a Avenida Infante Dom Henrique.
Ainda a partir do dia 21 de Maio, e até ao dia 23 de Maio, devido a obras de repavimentação da Avenida Gomes Pereira, o trânsito vai ser condicionado no troço entre a Rua General Morais Sarmento e a Estrada de Benfica do seguinte modo: o troço ficará a funcionar alternadamente para transportes públicos e acessos locais; o tráfego de passagem será desviado por percursos alternativos.
 
Ver http://news.automotor.xl.pt/?s=12&n=24086&nivel=3
Temas: ,
publicado por Sobreda às 00:06
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Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

Uma luzinha ao fundo do túnel

A CML aprovou na sua reunião de ontem a realização de um protocolo com a autarquia de Loures, o qual vai permitir a expropriação de uma parcela de terreno em Camarate, necessária para a conclusão da Avenida Santos e Castro, na Alta de Lisboa 1.

Porém, a ‘mudança do semáforo’ para o arranque da intervenção continua intermitente, pois continua a faltar a calendarização do reinício das obras nesta via estruturante do Alto do Lumiar.
 
1. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=134250
publicado por Sobreda às 02:15
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Condicionamentos de trânsito no Lumiar e em Benfica

Desde o dia 5 de Maio, e durante cerca de 2 meses, devido a obras na via, designadamente com a construção de uma passadeira sobrelevada na Rua Carlos Paredes, frente à Escola D. José I, onde há quase dois anos sucedeu um acidente mortal de uma jovem estudante, a circulação viária irá sofrer um pequeno desvio passando a efectuar-se em duas faixas, uma em cada sentido e, segundo a CML, ambas devidamente visíveis e sinalizadas 1.

Também a execução de uma camada de pavimento na Estrada de Benfica levará à alteração de trânsito neste local durante o próximo fim-de-semana.
Assim, no próximo fim-de-semana, das 6h30 de sábado, dia 9, até às 8h de domingo, dia 10, devido a obras para execução da camada final do pavimento da Estrada de Benfica, o trânsito irá ser vedado em ambos os sentidos, no troço compreendido entre a Estrada A-da-Maia e a Rua Prof. Santos Andrea, a iniciar do lado da Estrada A-da-Maia.
O trânsito individual será desviado pelos arruamentos envolventes e com o apoio policial. Os transportes públicos que servem a Estrada de Benfica serão desviados nos dois sentidos pelo seguinte percurso: Rua Paz dos Reis / Rua das Pedralvas / Rua João Ortigão Ramos / Estrada dos Arneiros/ Av. Mar. Teixeira Rebelo / Interface / Av. Colégio Militar / Estrada de Benfica.
Por seu turno, as carreiras da Carris que servem os eixos Av. do Uruguai / Av. Gomes Pereira, serão desviados pelas Rua Carolina M. Vasconcelos / Rua Ten. Cor. Ribeiro dos Reis / Estrada de Benfica, num dos sentidos, e pela Rua José Rodrigues Miguéis / Rua Prof. Sebastião e Silva / Rua Ten. Cor. Ribeiro dos Reis / Rua Carolina M. Vasconcelos, no outro sentido 2.
 
1. Ver www.cm-lisboa.pt/?idc=42&idi=41656
2. Ver http://news.automotor.xl.pt/?s=12&n=23803&nivel=3
publicado por Sobreda às 02:03
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Domingo, 5 de Abril de 2009

Moradores exigem abertura de estacionamento no centro do Lumiar

Junto à estação do Metro no Lumiar existe um parque de estacionamento subterrâneo cuja abertura chegou a estar anunciada, mas permanece fechado, numa zona carenciada de lugares. Os moradores há muito imploram por soluções que sejam rápidas.

Aquando da construção da estação do Metro, e com o objectivo de aproveitar a escavação que foi feita no local, o Metropolitano de Lisboa construiu um parque de estacionamento no Largo República da Turquia. O equipamento chegou mesmo a ostentar um cartaz anunciando a sua abertura ao público em 2007, mas este desapareceu pouco tempo depois e o parque nunca abriu.
A 24 metros de profundidade estão mais de 200 lugares à espera de serem preenchidos. À superfície centenas de viaturas apinham-se nos poucos lugares disponíveis autorizados e em cima de passeios.
Vários são os moradores prejudicados com o impasse, declarando “se isto estivesse a funcionar não havia esta indisciplina toda. Os automóveis estão em todos os cantos. Nós, moradores, não conseguimos arrumar os nossos carros”. “Precisei de ir às Finanças e andei às voltas para encontrar um lugar. Ainda tive que dar uma moeda a um arrumador. Pagar por pagar, prefiro não alimentar vícios”. “Não faz sentido gastar dinheiro para nada. Ninguém consegue explicar este impasse”.
Como o parque está fechado e a falta de lugares é uma constante, a rampa de acesso vai servindo para estacionamentos improvisados, enquanto as paredes ficam à mercê da grande criatividade dos grafiters.
A Junta de Freguesia garante ter questionado a CML e o Metropolitano sobre o impasse em torno da abertura do parque, explicando que a zona onde foi implantado tem alguma carência de estacionamento, uma vez que, além de habitação tem comércio, serviços e Repartição de Finanças.
Segundo fonte do Metropolitano, a ‘desculpa’ é que a empresa se encontra a “proceder à instalação de equipamentos técnicos” que se tornaram obrigatórios desde o início deste ano e que se prendem, entre outros, com os sistemas de ventilação e de energia, precisando que os trabalhos deverão estar concluídos até final do próximo mês.
A abertura ficará depois dependente de uma nova aprovação final por parte da CML, entidade que tem a competência de licenciamento do espaço, e de uma decisão sobre a exploração do futuro equipamento. Porém, o Metropolitano ainda não definiu qual a entidade que irá explorar o futuro parque de estacionamento.
Terá mesmo já havido já uma inspecção ao parque, mas o Regimento de Sapadores Bombeiros terá detectado “falhas” ao nível da segurança e, entre os problemas detectados estava, por exemplo, uma ventilação deficiente do espaço”. Entretanto, os moradores desesperam.
 
Ver http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1185257
publicado por Sobreda às 14:22
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Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

Projectos para ligar a Alta de Lisboa à cidade

Melhorar as ligações rodoviárias da nova urbanização da Alta de Lisboa ao resto da cidade é o desafio posto a concurso para a capital.

Para isso, a CML quer estender até ao Lumiar o eixo Av. da Liberdade / Av. da República / Campo Grande. Como? Fazendo passar uma estrada por cima da Segunda Circular? Por baixo? “É uma operação difícil”, reconhece um arquitecto, recordando que os planos para dar continuidade ao eixo rodoviário central da cidade datam de há mais de três décadas.
Do projecto faz parte a construção de um corredor de transportes colectivos que inclua uma linha de metro de superfície, bem como a melhoria das condições de deslocação dos peões e dos velocípedes. Prevista está também a criação de um novo parque verde à entrada da Alta de Lisboa, na zona de Calvanas.
Resolver imbróglios urbanísticos e requalificar áreas é o desafio posto aos jovens arquitectos europeus no âmbito da décima edição do concurso Europan. Os organizadores do concurso escolheram estas três localidades - Cascais, Entroncamento e Lisboa - para se juntar a seis dezenas de outras congéneres suas do continente, onde também é preciso solucionar problemas causados pela expansão da urbe e pela degradação do espaço urbano.
Para cada local haverá uma proposta premiada. Além de um prémio pecuniário de 12 mil euros, os concorrentes - com idade inferior a 40 anos - terão direito à encomenda de um projecto por parte da entidade que quer ver o problema urbanístico solucionado.
O que não é garantia de que aquilo que foi idealizado e premiado irá, de facto, por diante: segundo o arquitecto responsável pelo Europan em Portugal, por razões várias a taxa de execução destas propostas não costuma ir além dos 60%, quer em Portugal, quer no resto da Europa 1.
Sempre são mais um grupo de projectos que ficam em carteira...
 
1. Ver http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20090401%26page%3D16%26c%3DA
publicado por Sobreda às 02:01
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Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Condicionamento de trânsito na Baixa

A frente ribeirinha, nas Avenidas Infante D. Henrique e Ribeira das Naus, entre o Campo das Cebolas e o Largo do Corpo Santo (ao Cais do Sodré), vai ficar cortada ao trânsito deste ontem e durante um período previsível de quatro meses.

 

 

Este corte, para o qual a CML e a Carris têm vindo a divulgar alternativas de circulação, promete complicar a vida dos milhares de automobilistas que diariamente atravessam esta zona da cidade.
O corte de trânsito deve-se a um conjunto de empreitadas a cargo de diversas entidades: obras de consolidação do torreão poente do Terreiro do Paço pela Sociedade Frente Tejo, drenagem e saneamento pela Simtejo, construção de um colector de obras pluviais pela própria autarquia e substituição da conduta de abastecimento de água pela EPAL.
 
Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1365288
publicado por Sobreda às 00:19
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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

O regresso da trilogia visita - obras - promessas

A principal avenida urbana do Alto do Lumiar, com cerca de três quilómetros, será o Eixo Central que a CML promete venha a resolver o problema do tráfego pesado da cidade de Lisboa. Com uma largura similar à da Avenida da República, o Eixo Central terá passeios com dez metros de largura e guia para cegos, ciclovia e espaços verdes.

Promete também que haverá uma zona de controlo de velocidade e uma pequena rotunda - a rotunda das 5 vias - que, mantendo todos os sentidos de trânsito, poderá vir a solucionar o problema de trânsito no cruzamento entre as ruas Eugénio de Andrade, General Vasco Gonçalves, Helena Vaz da Silva, Arnaldo Ferreira e Av. Álvaro Cunhal. A sua conclusão está prevista para Abril de 2009.
Em fase de conclusão está o Parque Oeste, com cerca de 24 hectares, que compreende duas áreas distintas: uma área de espaços verdes, com 25 mil metros quadrados de espelho de água, e outra de carácter desportivo, com uma pista de atletismo.
Há muito que se esperam sejam criados locais de animação, cafetarias e novas instalações para os serviços de jardinagem da CML, substituindo os degradados barracões sitos no Jardim do Campo Grande, na qual deveriam ser agrupados todos os jardineiros ao serviço da autarquia.
Para o Bairro da Cruz Vermelha também há a promessa de vir a ser alvo de melhoramentos a curto prazo, uma vez que já deverão existir verbas para o efeito no orçamento camarário.
Outro ponto fulcral da Alta de Lisboa é a Av. engenheiro Santos e Castro, actualmente ainda dependente da aquisição de duas parcelas de terreno, para o qual existem duas situações por resolver naquela via. Um assessor da CML prometeu que “dentro de mês e meio tudo estará resolvido”, pois vão ter de “contactar as pessoas para regularizar tudo o mais cedo possível”.
Todas estas ‘promessas’ são originadas por uma visita efectuada, ontem à tarde, durante cerca de duas horas, do presidente da CML as obras da Alta de Lisboa, que deverão estar concluídas até 2011.
Promessas há. Nada que não se tenha ouvido em mandatos anteriores. Agora só falta a execução das obras num qualquer ano futuro.
 
Ver www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentID=E6B74C08-D536-47BA-8FBB-372407087E48&channelID=00000021-0000-0000-0000-000000000021
publicado por Sobreda às 02:23
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Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Corte no acesso à Baixa de automóveis particulares

O executivo municipal apresentou ontem um plano alternativo de mobilidade para a Baixa que prevê que nenhum automóvel particular, vindo da Avenida da Liberdade, possa atravessar a Baixa para ir para nascente ou para poente.

O ‘conceito’ apresentado supõe “um corte na ligação da Baixa à frente ribeirinha” para tráfego automóvel, à excepção dos transportes públicos, mas tendo sido posto em causa por toda a oposição, a sua discussão acabou por ser adiada para a próxima reunião da CML.
De acordo com a ideia apresentada pelo presidente da CML, os automóveis particulares só poderiam ir na direcção Santa Apolónia-Cais do Sodré/Alcântara e vice-versa pela Ribeira das Naus, ficando o estacionamento na zona exclusivamente reservado a moradores e comerciantes, e devendo ser construídos novos parques subterrâneos no Campo das Cebolas e junto ao edifício das agências internacionais, ao Cais do Sodré.
Segundo o novo ‘conceito’, todo o trânsito particular que chegasse à Baixa proveniente de Norte, do Rossio ou do Marquês de Pombal, teria assim que voltar para trás quando chegasse ao último quarteirão da Rua do Ouro.
A ideia seria “alargar o espaço para peões e bicicletas” na zona ribeirinha e no Terreiro do Paço, que passaria a ficar com as duas vias que ladeiam a praça (a nascente e poente) completamente livres de trânsito.
O autarca afirmou que os percursos de eléctrico se manteriam tal como estão, considerando que a solução apresentada era a melhor, para evitar o tráfego de atravessamento dos quarteirões da Baixa. Este novo ‘conceito’ substituiria uma outra ideia de reordenamento do tráfego na Baixa, defendido até agora pela CML.
Para a oposição, o pretenso novo ‘conceito’ era diferente daquele que os vereadores contavam discutir e conheciam, tendo o movimento Lisboa com Carmona, salientado que faltavam pareceres do Departamento de Tráfego municipal e de entidades exteriores à CML, como a PSP e a Carris, pelo que aconselhou alguma calma, perante o “receio que a pressa leve a más soluções” e recomendando “um faseamento e que se acautelem as medidas que possam ser foco de problemas”.
Para a vereadora do movimento Cidadãos por Lisboa, eram óbvios “interesses contraditórios que (era) preciso discutir com moradores e cidadãos”, manifestando por outro lado preocupação pelos “35 mil carros por dia” que entrariam em Lisboa, se se mantivesse a opção rodoviária na terceira ponte sobre o Tejo.
Para Rita Magrinho, era fundamental determinar “para onde vai o trânsito que não passe pela Baixa”, apontando como possível congestionamento de vias mais distantes, desde o Conde Redondo à Infante Santo, pelo que era “preciso salvaguardar os impactos nessas zonas”. Grave é ainda a opção por novos ‘tampões de marés’ que constituiriam mais estacionamentos subterrâneos numa zona de tão frágil equilíbrio como a frente ribeirinha.
 
Ver http://aeiou.visao.pt/Pages/Lusa.aspx?News=200812179128373
publicado por Sobreda às 01:28
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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Câmara recusa aumento das portagens

A CML recusou-se ontem a pedir ao Governo que aumente as portagens de entrada. O presidente da autarquia diz que continuará a defender a medida, como contrapartida do aumento do tráfego devido à construção da terceira travessia do Tejo, entre Chelas e o Barreiro.

Numa votação “taco a taco”, os vereadores rejeitaram a criação da taxa sobre as portagens pretendida pelo executivo, que, no entanto, não abdica de continuar a defender a sua posição: “Continuarei a reivindicar a taxa. Eu sou presidente da câmara”.
Uma posição que não caiu bem junto das forças políticas que mais se bateram contra isso, os vereadores comunistas e os do movimento Cidadãos por Lisboa, que entendem que os automobilistas não devem ser penalizados por uma decisão governamental: a construção da nova ponte.
“Se o sentido democrático de António Costa fosse maior, não continuaria a defender tal posição”, observa Rita Magrinho, do PCP. “Como presidente da Câmara não tem legitimidade para defender algo que a Câmara recusou”, diz por seu turno Roseta. “Do ponto de vista ético pode ser complicado. Mas também não o podemos obrigar a prescindir da sua opinião”, reconhece.
Ambas as autarcas sustentam que a partir de agora, quando se referir ao assunto, o presidente da autarquia vai ter de distinguir entre a sua posição pessoal e aquela que tem validade por ter sido ontem aprovada pelo executivo autárquico. Recordam, no entanto, que não foi assim que procedeu noutras ocasiões, sempre que a Câmara deliberou contra a sua vontade.
Divergências à parte, socialistas e comunistas conseguiram aprovar uma proposta em que o município rejeita a entrada da nova travessia em Lisboa através de um viaduto e preconiza a solução dos túneis - desde que eles não acarretem impactos ambientais negativos nem bloqueiem a passagem dos barcos que seguem Tejo acima. O documento aprovado prevê que os concessionários da nova ponte paguem várias obras rodoviárias em Lisboa consideradas essenciais para que a cidade não mergulhe num engarrafamento quase permanente.
Todos os autarcas rejeitaram ainda a ideia do vereador dos espaços verdes - baseada numa proposta do LNEC -, de abrir a parte rodoviária da ponte um ano depois de a ferroviária estar a funcionar, de forma a habituar os utentes a usarem os transportes públicos.
Uma ideia que o líder social-democrata também começou por classificar como interessante. Porém, este autarca, cujo voto podia ter sido decisivo em matéria de terceira travessia, uma vez que houve um empate numa das votações que teve de ser resolvido pelo voto de qualidade do presidente, voltou mais uma vez a estar ausente aquando da votação camarária (o que não deixa de ser deveras lamentável).
 
Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1351345
publicado por Sobreda às 01:45
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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Cortes de trânsito e de estacionamento na Avenida da Liberdade

Era previsível. O coração da capital vai ser afectado pelo Roadshow. O trânsito e o estacionamento vão estar condicionados na Avenida da Liberdade, Marquês de Pombal e Restauradores, no próximo fim-de-semana, no âmbito da realização do espectáculo de Fórmula 1. Quem o anuncia é a própria organização.
O “Roadshow”, promovido em parceria com a CML, é uma demonstração de Fórmula 1 que pretende mostrar vários modelos durante três horas, ao longo dos próximos sábado e domingo. E da rotunda do Marquês de Pombal aos Restauradores, os espectadores até vão poder assistir gratuitamente ao espectáculo de automobilismo, que conta com pilotos profissionais aos comandos das viaturas.
Mas, de acordo com uma informação distribuída por carta aos comerciantes da zona, o estacionamento vai estar condicionado temporariamente na Alameda Edgar Cardoso, Rua Castilho, Marquês de Pombal Nascente, Parque Eduardo VII, Palácio da Justiça, Avenida da Liberdade, nomeadamente no parque junto ao cinema de São Jorge e parque junto ao Tivoli, Praça dos Restauradores e Alameda Cardeal Cerejeira.
Para cidadãos com mobilidade reduzida, haverá parques de estacionamento na Rua Braancamp, 1º de Dezembro e Rua Barata Salgueiro.
Também os transportes públicos (Carris) e a circulação pedonal estarão impedidos. O trânsito vai ser cortado sábado das 13h às 23h e no domingo das 04h às 23h, naquelas zonas da cidade. No sentido Sul-Norte, haverá cortes de trânsito na Praça de São Pedro IV (Rossio), com inversão pela Rua da Prata, na Praça da Figueira e Praça do Comércio. Haverá ainda cortes na Av. Fontes Pereira de Melo, Av. Duque de Loulé com a R. Luciano Cordeiro e na R. Castilho com a R. Alexandre Herculano e R. Salitre.
As ruas laterais do Marquês de Pombal, Avenida da Liberdade e lateral ascendente dos Restauradores estão reservados como corredores de emergência, pelo que não será permitida a circulação de veículos particulares. O comunicado refere ainda que as cargas de descargas para o comércio, e tomada e largada de passageiros para os hotéis, só são permitidas com a supervisão e acompanhamento da PSP/Divisão de Trânsito, que controlará as várias entradas da área isolada.
Claro que os comerciantes e os residentes da zona já contestaram a iniciativa, considerando que irá prejudicar o negócio.
Também a CDU já criticou que a Avenida seja transformada vedada sem “qualquer estudo de tráfego” ou informação aos moradores que “serão obrigados a dar voltas enormes para fazerem pequenas deslocações”. “Os comerciantes das lojas da Avenida protestam e com razão”, refere a CDU de Lisboa em comunicado, acrescentando preocupações com as zonas ajardinadas da Avenida da Liberdade.
Ou seja, “quem tiver dinheiro paga e serve-se da cidade como a sua montra privativa, sem respeito por quem vive e trabalha na cidade de Lisboa”, criticam os comunistas, frisando que “este modelo de gestão da cidade é errado”. Ou seja, quem tiver dinheiro pode agora comprar à CML o espaço público e impedir a circulação dos habitantes de uma cidade a saque.
 
Ver Lusa doc. nº 8922003, 22/10/2008 - 18:37
publicado por Sobreda às 02:15
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Sábado, 27 de Setembro de 2008

Se vai à bola não leve o carro

 

O Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, a CML, a EMEL e as empresas de transportes públicos da cidade, anunciaram esta semana o reforço das carreiras do Metro e da Carris, a par de um novo modelo no estacionamento da capital, com vista aos jogos nos estádios do Benfica e do Sporting, procedendo à abertura gratuita dos parques do Areeiro, da Biblioteca Nacional em Entrecampos, na Cidade Universitária, na Estrada da Luz e no Pavilhão Carlos Lopes 1.
Recorda-se que, em Janeiro deste ano, o Grupo Municipal do Partido Ecologista “Os Verdes” havia apresentado uma Recomendação na AML, que seria aprovada por Unanimidade, a propósito da necessidade de implementação de medidas de mobilidade, mais concretamente, o reordenamento do trânsito e dos estacionamentos nas imediações dos estádios de futebol, e onde se apelava à CML para “campanhas de sensibilização do uso dos transportes públicos na deslocação dos espectadores para os estádios como alternativa ao uso do transporte individual” 1.
A medida, que inclui a abertura a título gratuito dos parques nos dias dos jogos, entra já hoje em vigor com o Benfica - Sporting, sendo repetida nos jogos europeus e no Sporting - Porto do próximo fim de semana.
Fica por resolver a segurança das deslocações pendulares e o atravessamento de ambas as claques pelas zonas residenciais, entre os dois estádios de Lisboa, que no último Sporting - Benfica para a Taça de Portugal, em Abril deste ano, redundou no esfaqueamento de um jovem em Telheiras 3.
 
1. Ver http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=153&Itemid=36
2. Ver http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20080926%26page%3D23%26c%3DA
3. Ver www.artelheiras.pt/pages/index2.php?page=noticias&section=violencia
publicado por Sobreda às 03:06
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Domingo, 21 de Setembro de 2008

Linha vermelha altera trânsito

Devido às obras de prolongamento da Linha Vermelha do Metropolitano, entre a Estação Oriente e o Aeroporto da Portela, irá proceder-se à substituição de dois troços da conduta da EPAL, na Av. de Berlim, junto ao Regimento Sapadores Bombeiros da Encarnação.

Assim, a partir da próxima 2ª fª, dia 22 de Setembro, e com a duração prevista de 3 semanas, será ocupada a parte central da Av. de Berlim, deixando apenas uma fila de circulação para cada sentido.
A partir do dia 13 de Outubro de 2008, e com duração prevista de 3 semanas, haverá supressão da fila da direita da Av. de Berlim, no sentido descendente.
 
Ver www.tvnet.pt/noticias/detalhes.php?id=34145
Temas:
publicado por Sobreda às 17:31
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Domingo, 14 de Setembro de 2008

Segunda Circular com acidente de primeira gravidade

A viatura avariada no final da Segunda Circular, em frente à Escola Superior de Educação, no sentido Norte-Sul, encontrava-se devidamente pré-sinalizada pelo respectivo triângulo amarelo.

O local, caracterizado por uma curva acentuada, talvez não permita uma total visibilidade, motivo mais que suficiente para os condutores redobrarem a atenção e moderarem a velocidade. Mas uma segunda viatura acabaria por chocar violentamente com o veículo imobilizado.

 

 

Segundo fonte da Divisão de Trânsito da PSP, o evitável acidente entre duas viaturas ligeiras, registado ontem à noite cerca da 22h, acabou por provocar um morto e quatro feridos, com dois sinistrados encarcerados nas viaturas em estado grave, e o corte da via no sentido Norte-Sul.
O Regimento de Sapadores de Bombeiros fez deslocar para o local três viaturas de desencarceramento, uma ambulância e uma equipa de 15 elementos. No local estiveram também várias ambulâncias e viaturas de apoio do Instituto Nacional de Emergência Médica.
Durante várias horas, o trânsito na Segunda Circular no sentido Norte-Sul teve de ser desviado para a Estrada de Benfica e outras vias circundantes. Motivo imediato para todo este aparato: excesso de velocidade em zona de visibilidade reduzida. Tarda a implementação de medidas redutoras de velocidade, um pouco por toda a cidade.
 
Ver http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1013045 e http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=363018&tema=27
publicado por Sobreda às 10:44
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Domingo, 7 de Setembro de 2008

Altos quadros da Estradas de Portugal sob suspeita

Uma grande parte dos negócios da área do Ambiente relacionados com a construção de estradas está nas mãos de empresas controladas por altos quadros da Estradas de Portugal (EP), que actuam em violação da lei e das suas obrigações de funcionários públicos.

Embora haja indícios de situações mais graves na EP, algumas das quais estão a ser investigadas internamente, este caso ocorre nos seus serviços de Ambiente, onde pelo menos quatro quadros superiores estão, ou estiveram, envolvidos em empresas cuja actividade se centra na produção de estudos ambientais e arqueológicos encomendados por aqueles serviços.
A situação é parcialmente conhecida e comentada nos meios arqueológicos há muitos anos, mas nunca deu origem a nenhuma queixa das empresas concorrentes por receio de represálias. A administração da EP, que herdou as competências da antiga Junta Autónoma de Estradas (JAE), diz que desconhecia estes factos e abriu (finalmente!) esta semana um “inquérito completo e detalhado”.
As suspeitas de promiscuidade entre altos quadros da entidade que tutela a construção de estradas e as empresas a quem adjudica contratos vêm de longe e encheram muitas páginas de jornais há uma década.
O problema, no entanto, está longe de ter desaparecido e alguns dos seus afloramentos actuais têm origem em teias de relações criadas no início dos anos 90, antes, portanto, das investigações judiciais, da sindicância e do inquérito parlamentar que abalaram a antiga JAE e conduziram à sua extinção, em 2000, por iniciativa do ex-ministro João Cravinho.
Tudo começou em 1992…
 
Ler artigo na íntegra em http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20080906%26page%3D6%26c%3DA
publicado por Sobreda às 02:23
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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

Alterações ao trânsito no Largo da Luz

Devido à realização da Feira da Luz, a partir do próximo sábado, dia 30 de Agosto, e até ao dia 28 de Setembro, vai verificar-se o corte de trânsito nos arruamentos laterais do Largo da Luz, nos dias úteis das 20h às 24h e aos sábados e domingos das 10h30 às 24h.

O arruamento poente do Largo ficará ainda condicionado ao estreitamento da faixa de rodagem para uma fila de trânsito. O arruamento interior do jardim junto à Azinhaga das Carmelitas ficará encerrado ao tráfego durante todo o mês.
Nos períodos de corte de trânsito a Azinhaga das Carmelitas funcionará com os dois sentidos para permitir as acessibilidades locais, sendo o trânsito de veículos pesados desviado na Praça São Francisco de Assis e a faixa destinada ao corredor “BUS” na Estrada da Luz junto ao jardim funcionará como corredor pedonal.
Também de 12 a 28 de Setembro decorrerá a iniciativa popular “Olhar Carnide em Setembro”.
 

Ver www.tvnet.pt/noticias/detalhes.php?id=32830

publicado por Sobreda às 00:17
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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

O caso das passadeiras desaparecidas

Ainda a propósito do caso “Inquérito aponta para descoordenação na CML no caso de atropelamento mortal” junto à Escola D. José I, no Lumiar, transcrito na comunicação social 1 e recentemente analisado neste blogue 2, cabe aqui produzir uma observação retrospectiva (com um agradecimento prévio aos seus autores), recuperando uma dúvida omissa no inquérito.

Em Janeiro de 2006, a Associação de Moradores do Alto do Lumiar escrevia o seguinte:
Como alguns moradores tem vido alertar, as passadeiras na Alta de Lisboa/Alto do Lumiar desapareceram em alguns locais. Este alerta não seria necessário se as entidades competentes procedessem a verificação periódica dos (sic) estado das passadeiras. Na realidade em alguns pontos encontramos sinalização vertical indicando a existência de passadeira mas infelizmente as mesmas já desapareceram.
O excesso de velocidade de alguns condutores, e a sua falta de civismo, coloca em perigo a vida de todos os residentes mas em especial dos idosos e das crianças e jovens que todos os dias têm necessidade de utilizar as passadeiras, em especial nas suas deslocações para as escolas locais.
(…) aqui fica o apelo para que as entidades competentes procedam à pintura das passadeiras3.
Dois meses e uma semana depois a Associação rejubilava ao fazer o ponto da situação:
Por vezes existe o péssimo hábito de mencionar só o que está mal, no entanto penso que se deve igualmente mencionar o que foi resolvido ou corrigido, por isso aqui fica uma nota positiva: a passadeira junto à Escola Secundária D. José I foi novamente pintada4.

 

 

É caso para perguntar: então se há dois anos havia (pelo menos) uma passadeira assinalada (e entretanto esbatida) em frente à Escola D. José I, e, em alguns locais, sinalização vertical, quem é responsável pela sua remoção após a conclusão das obras e reabertura da via (Av. Carlos Paredes) onde sucedeu o acidente mortal? Quem é (ou são) a(s) entidade(s) responsável(is) pelo empreendimento e infra-estruturas daquela zona da capital?
Quem afirmou, no dia 21 de Maio deste ano, escassos 15 dias antes do acidente, que “teve lugar a abertura ao trânsito da Avenida Carlos Paredes, passando a circulação a efectuar-se pelas faixas respectivas o que contribui para uma maior fluidez de trânsito e melhor ordenamento. Até ao final do mês estão previstas um conjunto de acções de dinamização do espaço público que incluem a pavimentação e sinalização horizontal e vertical, a pintura de passadeiras e a replantação dos separadores de Avenidas”? 5
E o instrutor do processo só conclui que houve “faltas de coordenação e de comunicação entre os serviços municipais e entre os serviços e a SGAL”? 1 Pois essas ‘faltas’ custaram a vida da jovem Joana.
 
1. Ver Público do dia 2008-08-24, p. 16
2. Reler http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/311915.html e http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/263845.html
3. Ver http://associacao-moradores-alto-lumiar.blogspot.com/2006/01/passadeiras-urgente-resolver.html
4. Ler José Rodrigues e Carla IN http://associacao-moradores-alto-lumiar.blogspot.com/2006/03/passadeira-escola-d-jos-i.html
5. Ver www.altadelisboa.com/noticia/melhor-espaco-publico?from=noticias
publicado por Sobreda às 01:27
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Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

Descoordenação entre a CML e a SGAL foi causa de atropelamento mortal

 

Na sequência de um acidente no passado dia 4 de Junho em frente à Escola EB 2-3 D. José I, no Alto do Lumiar, a CML decidiu investigar o atropelamento da malograda jovem Joana Santos, de 12 anos 1.

 

 

A principal conclusão do inquérito interno da CML, que foi aberto para apurar eventuais falhas do município no acidente junto à escola, não poupa críticas ao desempenho dos serviços municipais e da Sociedade Gestora da Alta de Lisboa (SGAL): houve falta de coordenação e de comunicação entre serviços da CML e a sociedade privada gestora da Alta de Lisboa na intervenção ao nível da segurança rodoviária junto à escola onde se verificou o atropelamento mortal de uma aluna.
Num extenso dossier de mais de 100 páginas, o instrutor conclui que houve “faltas de coordenação e de comunicação entre os serviços municipais e entre os serviços e a SGAL”, concluindo que “não existem indícios de infracção disciplinar na actuação dos serviços e funcionários”. Porém, o relatório não poupa críticas ao desempenho dos serviços da CML e da SGAL, promotora imobiliária privada que é a entidade responsável pelo empreendimento e infra-estruturas daquela zona da capital, à luz de um contrato celebrado com a autarquia.
Segundo o mesmo relatório, os departamentos em causa funcionaram como se fossem ilhas: “Cada serviço agia, apenas, de acordo com a sua óptica do problema, considerando que os aspectos que diziam respeito ao serviço do lado lhes era alheio”, lê-se no documento que indica também algum desconhecimento da realidade.
O Departamento de Segurança Rodoviária e Tráfego da CML, por exemplo, “não conhecia o projecto pormenorizado das vias para a área envolvente da Escola D. José I”. E a Unidade de Projecto do Alto do Lumiar (UPAL) - serviço da CML que tem por objectivo de assegurar a gestão e a reconversão urbanística da zona - “não conhecia a calendarização da abertura do lado sul da Avenida” onde se situa a escola (troço em obras antes do acidente) e que alterou as condições de circulação no local.
Foi também apurado que “a generalidade das infra-estruturas do Alto do Lumiar não estão a ser recebidas pela CML, apesar de estarem em funcionamento”, o que leva a uma “indefinição jurídica” sobre quem é responsável pela sua actual manutenção.
Os resultados do inquérito denotam também “falta de funcionários em quantidade ou qualificação suficientes para assegurarem algumas funções importantes”. No Departamento de Segurança Rodoviária e Tráfego, por exemplo, o técnico responsável pelo Lumiar e outras zonas próximas declarou ser um aprendiz e “nunca ter exercido” as funções !! [Este só pode ser o resultado das contratações na autarquia seguirem o critério da cor do cartão partidário].
A comunicação por parte dos serviços também é criticada: “Na generalidade, é pouco clara e, frequentemente, não indicativa do que se pretende”. Por último, o relatório conclui que a intervenção da UPAL é “essencialmente gestionária”, visto o director desta unidade reconhecer durante o inquérito que o acompanhamento à urbanização do Alto do Lumiar é feito numa “perspectiva de gestão e não de fiscalização, que seria impossível”.
Perante este relatório, o presidente da CML vem agora determinar que sejam executadas as obras propostas pelo autor do inquérito para melhorar a segurança rodoviária na zona envolvente da escola. Em despacho, de 22 de Julho, Costa determina que as intervenções devem estar concluídas até ao início deste ano lectivo, e avisa que “não devem ser adiadas por dúvidas quanto ao âmbito da responsabilidade entre município, SGAL e Estado” 2.
A SGAL ainda não se quis pronunciar sobre o relatório, embora, segundo a assessoria de imprensa da CML, as obras recomendadas estejam em andamento. E a culpa? Vai mais uma vez morrer solteira ou dará origem à inevitável substituição das chefias? 3 Afinal, quem ameaçou que “alguém vai pagar por não ter pintado as passadeiras”? 4
Os lisboetas é que não esquecem quem, entre as suas “dez medidas prioritárias do mandato”, lançou, há exactamente um ano, a promessa eleitoral de pintura das passadeiras em Lisboa 5. Os resultados têm, infelizmente, estado bem à vista 6.
 
1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/263845.html
2. Ver http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20080824%26page%3D16%26c%3DA
3. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/270661.html
4. Ver http://diario.iol.pt/esta-e-boca/lisboa-passadeira-antonio-costa/963485-4087.html
5. Ver www.cm-lisboa.pt/?id_item=14581&id_categoria=11
6. Ver http://diario.iol.pt/sociedade/atropelamento-passadeira-peoes-transito-ultima-hora-portugal-diario/952877-4071.html
publicado por Sobreda às 00:15
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Vida roubada, pintura na estrada

A ACA-M tem, meritoriamente, promovido parcerias com escolas do ensino básico e secundário da região de Lisboa para lançar um programa de estudo multidisciplinar das envolventes rodoviárias dos estabelecimentos de ensino, com o objectivo de promover entre os jovens um melhor conhecimento do meio rodoviário e dos seus perigos, instrumentos de análise de infra-estruturas, sinalização e comportamento dos diferentes utentes, das vias e do espaço público em que as escolas se inserem 1.

A título de exemplo, em meados de Abril, e cerca de dois meses antes do acidente mortal de uma das suas alunas, o director da escola EB 2-3 D. José I enviou uma carta aos serviços da CML a “pedir encarecidamente” a colocação de uma passadeira em frente ao estabelecimento.
O alerta consta do relatório do inquérito interno da CML que apurou ter havido outras chamadas de atenção para os riscos que os peões corriam no troço junto à escola, nos seis meses que antecederam o atropelamento. Aliás, segundo o relatório, o troço da avenida Carlos Paredes, onde se situa a escola, “é perigosíssimo”.

 

 

Na carta dirigida ao director municipal de Segurança Rodoviária e Tráfego, o responsável da escola indignava-se com a falta de acessos para os alunos, queixando-se do problema se arrastar “há quatro anos sem resolução”.
Após a troca de dezenas de ofícios entre os vários serviços da CML, sobre a melhoria da sinalização e das condições de acesso dos alunos à escola, nenhuma das diligências resultou em acções concretas no terreno. Até chegou a ser marcada uma reunião entre a UPAL e o Departamento de Segurança Rodoviária da CML para tentar resolver este problema, mas o encontro viria apenas a realizar-se já na sequência do acidente.
Existe uma passadeira a 25-30 metros da escola, mas é pouco utilizada pelos alunos, que preferem atravessar em linha recta. Uma das hipóteses mais discutidas entre os serviços foi a colocação de outra passadeira mesmo em frente à escola, mas argumentou-se que era inviável, por ser impossível instalar um gradeamento, já que o portão do estabelecimento de ensino é utilizado por peões e por automóveis.
Agora, é parte dessa solução que vai ser adoptada por ordem do presidente da CML, o qual determinou ainda que seja estudada a colocação de uma passadeira onde haja melhor visibilidade e protegida por semáforos, tal como afinal já recomendava o relatório 2.
Por seu lado, os pais insistem numa maior protecção dos seus filhos: “Queremos uma vedação à frente da escola de forma a obrigar os miúdos a ir à passadeira” 3. E agora, em quantas mais escolas de Lisboa poderão repetir-se estas dramáticas situações? 4 Que manutenção têm e durante quanto tempo dura a tinta das passadeiras na capital? 5
 
1. Ver www.aca-m.org/ruasseguras/index.php5?title=Proposta_de_Programa
2. Ver http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20080824%26page%3D16%26c%3DA
3. Ver http://dn.sapo.pt/2008/06/06/cidades/colegas_joana_exigem_passadeira_junt.html
4. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/search?q=passadeiras
5. Ver http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2008/08/trgica-despintura-das-passadeiras.html
publicado por Sobreda às 00:08
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Sábado, 23 de Agosto de 2008

Azinhagas ‘entupidas’ na Ameixoeira

Um morador da Rua Fernando de Gusmão gostaria de saber se está previsto algum tipo de ligação entre esta rua e a rua que dá acesso à rotunda do Eixo Norte Sul. Todos os dias ele e centenas de moradores têm de se deslocar através de estreitas ruas, onde dois carros mal se cruzam sendo que, segundo afirma o próprio, já danificou o carro com toques e raspagens nos muros, pois “muitas daquelas casas estão inabitadas e em avançado estado de degradação”.
Em resposta à mensagem enviada para a o blogue CDU Lumiar 1, devemos esclarecer que os acessos do Eixo Norte/Sul foram sofrendo várias alterações ao plano inicial, pelo que nos é difícil perceber hoje, tal como à população, qual será o resultado final 2.
Mesmo a CML não esclarece devidamente quanto às infra-estruturas viárias da sua responsabilidade, alterando muitos projectos com o argumento financeiro como factor determinante para a falta de concretização dos melhoramentos necessários.
No entanto, parece haver alguma certeza de que os acessos ao Eixo mais próximos da Rua Fernando Gusmão são o Nó da Ameixoeira que já está a funcionar, e cujo acesso é feito através do Núcleo Histórico da Ameixoeira, que presumimos serem as tais ruas estreitas por si referidas.
Neste caso a CDU defende há muito tempo que será necessário realizar o reordenamento viário desta Zona Antiga através de circulação em sentidos únicos, mas que estará comprometida pelo encerramento definitivo da antiga Azinhaga de São Gonçalo, aquando da construção do Eixo, e que poderia ser reformulada e reaberta. Outra solução poderia passar pela concretização de uma via que estava projectada para ligação dos Bairros junto à chamada Casa da Cultura até à Estrada de São Bartolomeu/Nó da Ameixoeira através da Rua Manuel Martins da Hora, embora esta hipótese implicasse a demolição de uma área considerada de génese ilegal - a Quinta da Mourisca - junto ao Núcleo Histórico, o que seria bastante demorado, pois implica expropriações e realojamentos.
Na verdade a urgência de cumprir a obra do Eixo Norte/Sul foi remetendo as alternativas de acessos ao impossível porque nem a CML nem a EP - Estradas de Portugal se preocuparam com os residentes na Ameixoeira, e com as dificuldades que iria criar uma via desta envergadura. Esta situação sempre foi denunciada por nós mas infelizmente não teve grandes repercussões na política de ordenamento da Câmara, que preferiu deixar por conta de um construtor dos edifícios o alargamento da curva na Estrada de São Bartolomeu / Azinhaga da Cidade em vez de cumprir o projecto atrás referido, o qual era muito mais abrangente.
Existe ainda outro acesso ao Eixo Norte/Sul, previsto através do Nó do Alto do Lumiar na Charneca, junto à Feira das Galinheiras, mas essa entrada e saída só devera funcionar mais tarde quando for concluída a nova Av. Santos e Castro.
Resumindo, as soluções são urgentes e algumas hipóteses já estão ou estiveram previstas, mas a inércia do Município na defesa dos interesses da Ameixoeira parece não preocupar quem apenas olha para os mapas sentados nas secretárias e até a própria Junta de Freguesia que sofre, na nossa opinião, de uma falta de actividade nas reivindicações necessárias.
Pela nossa parte temos denunciado estas situações através de publicações periódicas 3 e dos eleitos da CDU na Câmara e na Assembleia municipais, mas as propostas ou sugestões não têm sido bem aceites pelo actual Executivo. Apelamos também por isso à reclamação dos munícipes através dos seus próprios meios junto dos Órgãos Autárquicos eleitos, reforçando também estas e outras necessidades que temos apresentado, de modo a torná-las mais consistentes, reais e unitárias.
 
1. Extracto da resposta preparada por Bruno Rolo, anterior presidente da Junta de Freguesia da Ameixoeira, pela CDU
2. Recorde-se o recente corte local de vias na Ameixoeira IN http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/280320.html
3. Ver, como ex., http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/277621.html
publicado por Sobreda às 00:52
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Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

Metro altera trânsito nos Olivais

A partir de hoje e durante cerca de 9 meses, irá proceder-se ao encerramento da lateral sul do viaduto da Rua João Pinto Ribeiro, devido às obras de prolongamento da Linha Vermelha do Metropolitano, entre a Estação Oriente e o Aeroporto da Portela.
Assim, quem se dirija à Estrada de Moscavide ou a Moscavide, deverá seguir o viaduto da Rua João Pinto Ribeiro até à rotunda da Praça D. Manuel I, no Parque das Nações, e aí efectuar a inversão de marcha 1.
Prevê-se que, na sua continuação, este troço da linha vermelha seja posteriormente prolongado até à estação do Lumiar.
 
Ver www.cm-lisboa.pt/?id_item=17170&id_categoria=11
publicado por Sobreda às 00:09
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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

Acessos cortados ao Eixo Norte/Sul

Na sequência do Projecto de Beneficiação do IP17-Eixo Viário Norte/Sul e para além dos condicionamentos já a decorrer ao longo da via, vão ser efectuados cortes de trânsito nos ramos de entrada e saída no Eixo Viário Norte/Sul.

Os trabalhos irão desenvolver-se por fases no troço entre a Av. Padre Cruz e a A5, em período nocturno das 21h às 6h, sendo os cortes de trânsito, bem como os respectivos desvios, acompanhados por elementos policiais devidamente sinalizados 1.

 

Porém, para as obras, que têm uma duração prevista de cerca de dois meses, não é fornecida qualquer indicação das datas precisas para o início e conclusão dos trabalhos.
Mais grave é o facto de a sinalética rodoviária não apontar quais as alternativas viárias ao corte nocturno de trânsito (como se pode constatar na foto), por exemplo, em caso de trânsito de urgência em direcção ao Hospital de Santa Maria. Preocupante é ainda a obstrução que a placa produz sobre a movimentação em segurança dos peões e pessoas com mobilidade reduzida, que são obrigados a circular no asfalto.
 
1. Ver www.cm-lisboa.pt/?id_item=17166&id_categoria=11
publicado por Sobreda às 22:28
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Metro muda trânsito no Bairro Azul

As obras que o Metropolitano de Lisboa está a realizar em São Sebastião da Pedreira, motivadas pelo prolongamento da Linha Vermelha, vão obrigar à introdução de novos condicionamentos da circulação automóvel na zona do Corte Inglês e do Bairro Azul.
A partir de hoje, o trânsito entre a Avenida António Augusto Aguiar e a Rua Nicolau Bettencourt vai sofrer novas restrições que irão prolongar-se por algumas semanas e que vêm juntar-se às que já ali vigoram há muitos meses.
O trânsito circulará numa única fila por sentido de trânsito na Avenida António Augusto Aguiar enquanto a ligação nascente/poente e poente/nascente da Rua Marquês de Fronteira estará cortada, sendo os carros desviados para a Rua Nicolau Bettencourt.
Os trabalhos, que vão ser executados entre as 8h e as 24h, decorrerão até ao próximo dia 2 de Setembro, data prevista para a sua conclusão.
 
Ver Público 2008-08-15, p. 16 e www.cm-lisboa.pt/?id_item=17157&id_categoria=11
publicado por Sobreda às 22:18
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Troço da CRIL agride habitação e ambiente

Terminou hoje o prazo estabelecido pela “Estradas de Portugal” para que os moradores do bairro de Santa Cruz, em Benfica, desocupassem as suas habitações, para poderem avançar as obras de construção do último troço da CRIL.
Os residentes do bairro já afirmaram que não vão abandonar as suas casas e admitem usar meios próprios para impedir a demolição das suas casas, devido à construção do troço da CRIL-Circular Regional Interna de Lisboa.
Esta manhã, o porta-voz da comissão de moradores garantiu que “a maioria dos moradores não libertou o espaço e não vai libertar por considerar que a obra nesta zona é ilegal” porque consideram que o Governo alterou o projecto inicial, que previa a construção de “três mais três vias com túnel tapado e não quatro mais quatro a céu aberto”.
Os moradores pedem ainda que se trave este processo por estarem em causa os seus direitos básicos. “Já apelámos ao Presidente da República, às várias entidades responsáveis pela obra e ao presidente da CML no sentido de salvaguardarem os nossos direitos”.
Caso não obtenha resposta, a comissão de moradores admite usar meios próprios de protesto para travar as obras, que obrigam à demolição de algumas casas e anexos, no bairro de Santa Cruz. Prevê-se que as obras que visam a construção do último troço da CRIL fiquem concluídas até ao final do próximo ano 1.
Os moradores tinham entregue uma queixa na PGR por as cartas da Estradas de Portugal lhes terem apenas sido entregues nas vésperas da desocupação das habitações, recordando que não existindo ainda “projecto de execução aprovado para esta zona”, “a obra não pode ter início sem que este esteja aprovado e sem que exista o Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução (RECAPE)” 2.
Também hoje foi publicado no Diário da República um Despacho que dispensa do Regulamento Geral do Ruído as obras no troço do IC 17/CRIL entre a Buraca e a Pontinha 3.
 
1. Ver www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=53&ContentId=257052
2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/300572.html
3. Ver Despacho nº 21436/2008, de 18 de Agosto
publicado por Sobreda às 22:12
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Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008

Bairro Azul com alterações de trânsito

O trânsito sofrerá diversas alterações na Av. António Augusto Aguiar com a Rua Nicolau Bettencourt, das 8h às 24h, desde 6ª fª, dia 15 de Agosto e até dia 2 de Setembro, devido às obras da linha vermelha do Metropolitano de Lisboa, informa a CML em comunicado.

A Av. António Augusto Aguiar ficará restringida a uma fila em cada sentido. Na Rua Marquês da Fronteira é cortada a ligação nascente/poente e vice-versa. No sentido nascente/poente, o tráfego é desviado através da Rua Nicolau Bettencourt, Av. António Augusto Aguiar para a praça de Espanha.
No sentido poente/nascente, o trânsito vai ser desviado pela Av. Sidónio Pais, Rua Engenheiro Canto Resende, Av. António Augusto Aguiar, retomando a Rua Marquês da Fronteira no cruzamento (onde é permitida a viragem à esquerda para o Bairro Azul aos veículos vindos da ponte.
Os autocarros da Carris utilizarão o desvio do transporte individual no sentido nascente poente. No sentido inverso, a partir de dia 21 e até dia 2 de Setembro, serão desviados para a Rua Nicolau Bettencourt, sendo que no cruzamento com a Av. António Augusto Aguiar voltam à esquerda, retomando a Rua Marquês da Fronteira.
 

Ver http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=345041

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publicado por Sobreda às 00:10
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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

Troço da CRIL gera queixa na PGR

O troço final da CRIL, que deverá ficar concluído até final de 2009, ligará o nó da Buraca ao da Pontinha e este à rotunda de Benfica, numa extensão aproximada de 4,5 quilómetros, tendo a adjudicação da obra sido fixada em cerca de 110 milhões de euros. Como a obra, para ser executada, implica o derrube de várias habitações, os moradores começaram a ser notificados.
Porém, as cartas enviadas pela Estradas de Portugal (EP) têm selo dos CTT de 11 de Agosto, pelo que os moradores terão recebido o documento apenas no dia seguinte. No texto, a empresa convida cada proprietário a um acordo para uma indemnização amigável mas com a data-limite do dia anterior (11 de Agosto) à recepção, ficando obrigado a desocupar a sua habitação até ao dia 15 de Agosto.
Naturalmente, os moradores do Bairro Santa Cruz, em Benfica, entregaram de imediato na Procuradoria-Geral da República (PGR) uma queixa contra a EP, responsável pelo troço final da CRIL, acusando-a de aproveitar o Verão para tentar desocupar casas afectadas pela obra.
Nesta queixa os moradores acusam a empresa de pôr em causa os seus “mais básicos direitos”, explicou o porta-voz da comissão, considerando que a EP está a “aproveitar esta época, em que as pessoas estão de férias, para enviar cartas com avisos para desocupar as casas porque vão iniciar os trabalhos”.
“Entregámos (ontem) uma queixa na PGR contra o que consideramos ser um atropelo dos direitos dos cidadãos. A EP age com total impunidade e como um Estado dentro do próprio Estado” e “isto não pode acontecer numa democracia”.
A comissão acusa ainda a empresa de aterrorizar e encetar uma ‘perseguição’ contra os moradores e de agir com ‘má fé’, negando-lhes um direito ‘que legalmente é seu, dando-lhes um prazo de 10 dias, para desocuparem as suas casas’. Desta forma, ‘negam-lhes o direito de reacção e de defesa em tempo útil’, sustentou o porta-voz da comissão.
“As pessoas que vivem nestas casas são, muitas delas, mais idosas e estão angustiadas e a sofrer com o desgaste desta situação. Houve pessoas que não foram de férias com medo de ficarem sem as suas casas e as que foram arriscam-se a chegar e a não ter a sua, sem sequer saberem”.
Os moradores afirmam que “ainda não existe projecto de execução aprovado para esta zona”, e que “a obra não pode ter início sem que este esteja aprovado e sem que exista o Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução (RECAPE)”.
Recorda-se que os moradores entregaram no passado mês de Julho uma petição com 4.000 assinaturas na Assembleia da República mostrando o seu total desacordo relativamente ao projecto.
 
Ver Lusa doc. nº 8647568, 12/08/2008 - 19:22
publicado por Sobreda às 00:57
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Domingo, 10 de Agosto de 2008

Acessos à Rua Luís Pastor de Macedo

Por motivo de obras, a partir das 8h30 da próxima 2ª fª, dia 11 de Agosto, e durante cerca de um mês, a circulação viária na Luís Pastor Macedo [sic] será interrompida entre os nºs 5B e 7B, numa extensão de 80 metros, ficando apenas garantido o acesso pedonal neste troço.

As alternativas viárias para o trânsito geral, serão sempre garantidas pela malha viária envolvente e assinalada no local. O acesso a veículos de emergência deverá ficar sempre garantido. A rua situa-se no denominado Bairro Tóbis, junto à estação do Metropolitano da Quinta das Conchas.
 

Ver www.cm-lisboa.pt/?id_item=17147&id_categoria=11

publicado por Sobreda às 11:22
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Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

Uma Divisão sem Trânsito e a 44ª esquadra

A Divisão de Trânsito da PSP dispõe de um efectivo de 660 elementos, que recorrem a 220 veículos para desempenhar as suas funções, incluindo, entre outros, 115 motos, 23 viaturas de reboque e um número de automóveis que os responsáveis policiais não quiseram divulgar.
E é o próprio director nacional da PSP quem admite que “algumas viaturas” ao serviço da Divisão de Trânsito de Lisboa estão “inoperacionais”, escusando-se, contudo, a indicar o número de carros imobilizados no parque daquelas novas instalações.
No mesmo edifício da Alta de Lisboa está também em regime de instalação a 44ª esquadra daquela polícia. Esta esquadra, que tem como objectivo o policiamento da Alta de Lisboa e Zona demarcada pelo perímetro poente do Aeroporto de Lisboa, a sul pela 2ª circular e a Oeste pela Alameda das Linhas de Torres, disporá de 30 efectivos.
 
Ver Público 2008-07-23, p. 18
Temas: ,
publicado por Sobreda às 00:14
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Terça-feira, 22 de Julho de 2008

Um ano de mandato adiado

Das principais promessas eleitorais do actual presidente da CML anunciadas como prioritárias, nem todas as medidas que o candidato socialista anunciou foram concretizadas 1:
- Acção de limpeza de emergência geral da cidade, centrada na recolha de detritos, lavagem de passeios e remoção de cartazes ilegalmente afixados. (Há uma opinião quase generalizada de que a cidade continua suja 2).
- Recuperação das passadeiras de peões, dando prioridade às situadas junto de estabelecimentos de ensino (Uma aluna do Lumiar morreu atropelada no mês passado. O presidente da CML mandou apurar responsabilidades por os serviços camarários não terem pintado a passadeira em causa. Até hoje, nada mais se soube).
- ‘Tolerância zero’ para o estacionamento em segunda fila ou em cima do passeio (Continuam a existir infracções deste tipo por toda a cidade).
- Assinatura de um contrato de saneamento financeiro com o Governo (O Tribunal de Contas considerou o plano de recuperação da autarquia pouco credível e pediu a sua reformulação).
- Iniciar o desvio do tráfego do Terreiro do Paço, começando por encerrar aos domingos as vias laterais do Terreiro do Paço e o troço da Ribeira das Naus entre o Largo do Corpo Santo e o Campo das Cebolas (A iniciativa tem-se revelado um fracasso, porque a população não tem acorrido aos eventos ali promovidos pela autarquia).
- Retomar obras paradas por falta de pagamento aos empreiteiros (Empreiteiros e outros credores da CML têm vindo a ser pagos pelo município).
- Reforço da Polícia Municipal em 150 efectivos (efectuado).
 
1. Ler artigo de Ana Henriques IN Público 2008-07-21
2. “As ruas de Lisboa estão cheias de cocó”. A crítica não partiu do vulgar cidadão, mas da mandatária para a juventude na campanha do presidente da CML, a actriz Margarida Vila-Nova.
Também o ex-vereador da CML Rui Godinho teceu também reparos ao actual sistema de recolha do lixo. As promessas do presidente da câmara de limpeza geral da cidade ficaram no tinteiro, e a sujidade das ruas tem sido tema recorrente de conversa nos últimos meses, quer entre as diferentes forças políticas representadas na autarquia, quer entre habitantes e turistas.
“Não notei muita diferença em relação ao Brasil”, observava um médico acabado de chegar de Mato Grosso, a quem a falta de limpeza dos espaços públicos saltou à vista logo que aterrou. No Largo do Camões, onde tinha ido às compras, o postal turístico dificilmente podia ser pior, com os degraus que servem de base ao monumento cobertos de escorrências já secas de bebidas de várias proveniências e a calçada portuguesa ali mostra um canto tão encardido que mal se notavam os desenhos. Quando o turista por ali passou, já a imundície se acumulava há muitos dias.
“A cidade continua suja e pouco amigável”, escreveu a presidente da AML, num artigo publicado num semanário deste fim-de-semana.
Já o arquitecto Manuel Graça Dias desvaloriza o problema. “Podemos ter uma cidade com imensa qualidade, apesar de as ruas estarem um pouco sujas e sarapintadas com graffiti”, contrapõe. “O que aqui vemos é uma cidade moderadamente suja. E é mais importante que não chova nas casas e que estas tenham casas de banho do que estar tudo muito asseado por fora, como no Portugal salazarista, e numa miséria por dentro”.
Ler entrevista ao arquitecto IN “Câmara parece estar no bom caminho, mas já podia ter feito algo pelos transportes”, Público 2008-07-21.
publicado por Sobreda às 01:30
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Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

CRIL não respeita critérios de segurança

O traçado do troço Buraca-Pontinha da CRIL não respeita um único critério técnico de segurança e a obra devia ser cancelada para que o projecto fosse refeito, conclui um relatório do Observatório de Segurança de Estradas e Cidades.
“O presente traçado do IC17 em construção não verifica um único critério técnico de segurança”, conclui o relatório ontem divulgado. Segundo os técnicos que elaboraram o documento, “impõe-se o cancelamento da execução da presente empreitada para que seja executado um projecto que garanta as condições obrigatórias de segurança para os utentes da estrada que se pretende construir”.
De acordo com o documento do OSEC, uma organização não-governamental, “na estrada em construção, a redução forçada de velocidade nas entradas (...) provocaria uma diferença de velocidades da ordem dos 50 a 65 quilómetros/hora, o que está associado a níveis inadmissíveis de sinistralidade”. O facto de as “violações graves” aos critérios de segurança se concentrarem nas zonas de curva “potencia níveis de risco proibido em que se colocam os utentes da estrada, sem que estes tenham noção do perigo”, lê-se no documento.
O OSEC considera que “para corrigir os defeitos do traçado” não basta afixar sinalização a limitar a velocidade de circulação naquela via, um acto que considera “nulo”, “sem valor jurídico” e que continua a ser susceptível de “responsabilização criminal por parte dos técnicos e políticos que promoveram a construção” desta via. Qualquer outra medida para reduzir a velocidade de circulação (colocação de radares ou semáforos com limite de velocidade, por exemplo), “irá sempre provocar uma grande redução de velocidade a montante e a jusante deste lanço do IC17 em construção”.
No documento, o Observatório defende o cancelamento da execução da presente empreitada para que seja elaborado “um projecto que garanta as condições obrigatórias de segurança para os utentes da estrada que se pretende construir”.
O troço final da Circular Regional Interior de Lisboa (CRIL), que deverá ficar concluído até final de 2009, ligará o nó da Buraca ao da Pontinha e este à rotunda de Benfica, numa extensão aproximada de 4,5 quilómetros. A adjudicação da obra fixou-se em cerca de 110 milhões de euros e tem sido contestada pelos moradores da zona 1.
Ontem, os moradores do Bairro de Santa Cruz de Benfica entregaram no Parlamento mais de 4.000 assinaturas recolhidas na petição “Por uma CRIL Segura que respeite o Ambiente e as Populações”, em que mostram total desacordo com o projecto adjudicado para o troço final da CRIL 2.
 
1. Ver http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=968409
2. Ver www.cril-segura.com e www.cril-segura.com/peticao.html

 

publicado por Sobreda às 13:55
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Terça-feira, 8 de Julho de 2008

Alterações ao trânsito

Desde as 8 horas de ontem, e durante cerca de duas semanas, a circulação viária na Estrada de São Bartolomeu fica interrompida entre a Azinhaga da Cidade e a Rua Manuel Martins da Hora, ficando a Rua Projectada à Estrada de São Bartolomeu (Quinta de Santa Susana e Castelinhos) apenas com acesso pedonal, devido à construção de um colector no referido arruamento.
Os pesados, com peso superior a 3.500 Kg, incluindo transportes públicos, não poderão avançar na direcção da Estrada de São Bartolomeu para além da Rotunda de Acesso ao Eixo Norte-Sul e do início da Azinhaga da Cidade junto da estação de Metropolitano da Ameixoeira.
As alternativas viárias para o tráfego geral, serão sempre garantidas pela malha viária envolvente e assinalada no local.
 
Ver www.tvnet.pt/noticias/detalhes.php?id=30170
publicado por Sobreda às 22:05
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Segunda-feira, 7 de Julho de 2008

Simplis em Lisboa

O programa de simplificação administrativa da autarquia lisboeta, Simplis, que será lançado nesta 2ª fª, vai permitir obter autorização de utilização e alvarás para obras em estabelecimentos comerciais ‘na hora’ e calcular ‘online’ o valor da taxa urbanística TRIU.
O Simplis envolve um total de 17 medidas a concretizar ao longo deste ano, oito das quais na área de prestação de serviços, quatro de funcionamento interno e cinco para a participação dos cidadãos na vida autárquica.
Até Dezembro será possível a “auto-liquidação da TRIU” (taxa pela realização de infra-estruturas urbanísticas), em que o cálculo do valor daquela taxa passa a ser feito no sítio da Câmara na Internet 1 através de um simulador.
O objectivo desta medida é não só agilizar o procedimento de pagamento da taxa, mas também aumentar a “transparência das regras urbanísticas”, uma das recomendações da sindicância aos serviços de Urbanismo, concluída no final do ano passado.
Além de um “atendimento personalizado online”, em que os munícipes são atendidos através do sítio da CML na Internet por um funcionário da autarquia nos dias úteis entre as 8h e as 20h, que avança já este mês, em Setembro será possível obter ‘na hora’ autorização de utilização para estabelecimentos comerciais.
No próximo mês avança o ‘Alvará já’, medida que vai permitir a emissão no dia e local em que são requeridos os alvarás de licença de obras em estabelecimentos comerciais. Também as certidões de licença de utilização passarão a ser emitidas no momento da sua solicitação, no balcão de atendimento, em Novembro.
Ainda na área urbanística, vai passar a ser possível este mês ter acesso diário no sítio da Câmara na Internet aos pedidos de licenciamento urbanístico entrados, uma medida que pretende melhorar o acesso à informação e o consequente aumento da "transparência".
Este mês avança igualmente a "reprodução na hora", medida através da qual “cerca de 60% das plantas do imóveis para pedidos de isenção de IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis), que já se encontram digitalizadas, passam a ser entregues no momento e no local em que são requeridas”.
As “plantas de localização e direitos de preferência” passarão a estar disponíveis imediata e gratuitamente no sítio da CML na Internet a partir de Novembro.
Com o objectivo de aumentar a “rapidez no processamento das contra-ordenações de trânsito” está previsto para Novembro o estabelecimento de um protocolo com a Autoridade de Segurança Rodoviária “para ter acesso aos dados relevantes para o processamento das contra-ordenações”.
No âmbito da “Lisbon Film Commission” os profissionais do audiovisual e cinema vão ter um “único interlocutor na Câmara, exclusivamente dedicado a apoiar a sua actividade”.
Com esta medida, a concretizar a partir de Outubro, a autarquia pretende aumentar o número de produções cinematográficas e audiovisuais na cidade e agilizar os procedimentos de licenciamento e outras autorizações que são necessárias a esta actividade.
Para ‘regulamentar melhor’, numa primeira fase que arranca em Novembro, vai ser definido um “quadro de referência para a simplificação normativa municipal” e elaborado um “código regulamentar municipal que cumpra as regras da 'better regulation'”.
Em Setembro, começa a ser debatido ‘online’ no sítio da CML o orçamento participativo, com a possibilidade dos munícipes deixarem comentários e sugestões àquele instrumento financeiro da autarquia.
Reduzir o consumo de papel e consumíveis é uma das medidas propostas para avançar em Outubro, no âmbito da qual o “consumo de papel e impacto ambiental da gestão dos serviços municipais passam a ser rigorosamente controlado através de uma aplicação informática”.
Para melhorar o funcionamento interno da autarquia, entre Novembro e Dezembro serão concretizadas medidas que passam pela “desmaterialização das comunicações, renovação da 'intranet', partilha de informação com aplicações informáticas e classificação documental, e um roteiro de moradas geográfico” 2.
 
1. Ver www.cm-lisboa.pt
2. Ver http://sic.aeiou.pt/online/noticias/pais/Alvaras+na+hora+e+calculo+de+taxa+urbanistica+online.htm
publicado por Sobreda às 00:21
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Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

Alguém vai sair responsabilizado

O actual executivo camarário tinha feito, durante a campanha eleitoral, a promessa de pintar as passadeiras junto aos estabelecimentos de ensino da capital, que se traduziria na ‘Acção para as Escolas em Segurança 2007/2008’, cuja 2ª fase deveria ter ficado completa até 12 de Setembro do não passado 1.
Segundo esse programa de acção e declarações do próprio presidente da CML, a melhoria da sinalização e pintura de passadeiras, teria incluído, na 1ª fase, a escola 2+3 D. José I, na Azinhaga da Musgueira.
Interpolado por vários agrupamentos municipais, durante a reunião de ontem da Assembleia Municipal de Lisboa, o presidente da CML garantiu que “alguém vai pagar” a falta de cumprimento da instrução dada aos serviços camarários para a pintura de passadeiras junto às escolas, depois de uma criança ter morrido atropelada no Lumiar.
“Considero absolutamente intolerável que esta instrução do executivo não tenha sido cumprida. Alguém não cumpriu esta ordem [pintura da passadeira junto à escola] e alguém vai pagar por não a ter cumprido”. Por isso, agora, autarquia mandou abrir um inquérito urgente, que ainda não produziu conclusões 2.
Recorde-se que uma aluna de 12 anos daquela escola da Freguesia do Lumiar foi mortalmente atropela a 4 de Junho, por um autocarro da Carris, quando atravessava a Avenida Carlos Paredes, que liga o extremo do Bairro da Cruz Vermelha à Alta de Lisboa 3.
Estranha-se que só agora, nove meses depois dos prazos dados pelo município, os ‘serviços’ tenham dada conta que se terão (lamentavelmente) ‘esquecido’ desta passadeira em particular. Houve, de facto, uma passadeira (re)pintada naquela zona, mas cerca de 50 metros distante da saída da escola.
E quantas mais não faltam ainda pintar por toda a cidade? E quem sairá responsabilizada por essa incúria camarária?
 
1. Ver www.cm-lisboa.pt/index.php?id_item=14581&id_categoria=11
2. Ver http://diario.iol.pt/esta-e-boca/lisboa-passadeira-antonio-costa/963485-4087.html
3. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/263845.html
publicado por Sobreda às 01:50
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Sexta-feira, 6 de Junho de 2008

A ausência de passadeiras foi mortal

Joana Santos tinha 12 anos. Na 4ª fª, depois das aulas da manhã, almoçou na escola EB 2+3 D. José I e saiu a correr, ainda com comida na mão, para ir participar numa briga a decorrer entre colegas, do outro lado da estrada. Alguns amigos ainda lhe gritaram para a alertar para a aproximação do autocarro da carreira 108 da Carris que subia a rua, mas Joana foi apanhada a meio da via.
O embate custou-lhe a vida às 13h42, na Avenida Carlos Paredes, situada numa zona conhecida como a Azinhaga da Musgeira, tendo sido atropelada mortalmente por um autocarro, quase junto à casa onde morava com os pais e um irmão, no Bairro da Cruz Vermelha. A Secção de Investigação de Acidentes da PSP esteve no local e comunicou o caso ao Ministério Público. A Carris abriu um processo de averiguação. Para a vida da Joana estes actos administrativos à posteriori são já irrelevantes.
Os professores dizem que era uma morte anunciada, pois ali não há passadeiras nem sinalização de precaução para a saída de alunos. Os primeiros culpados pela insegurança pedonal que se repete na cidade? A vereação municipal, que se exime a agir com previdência.
Professores, alunos e pais vão reuniram-se ontem, pelas 10h, em frente aos portões da escola, que permaneceram fechados, para manifestarem a sua indignação. Uns e outros não querem que “esta tragédia caia em saco roto. Alguém vai ter que fazer alguma coisa”, já que a morte de Joana há muito parecia estar anunciada. “Se não fosse ela, seria um de nós ou qualquer outro aluno”, sublinhou uma professora. Tantas eram as situações de perigo vividas diariamente na via que passa em frente à D. José I, de quatro faixas, e que liga o centro do Lumiar à Alta de Lisboa. Isto porque, “não há passadeiras junto à área de saída dos alunos, nem tão pouco sinalização de precaução para a existência da escola”.
O Conselho Executivo já solicitou várias vezes à autarquia que a situação fosse resolvida, mas a última resposta que chegou, no dia 1 de Abril, referia que “tínhamos que aguardar até que as obras na zona terminassem”. A agravar a situação, da falta de passadeiras e de sinalização, que permite que a circulação se faça, por vezes, “com muita velocidade”, há a registar uma mudança de sentido na faixa em que Joana foi atropelada. “Até há uma semana, as quatro faixas tinham sentido descendente, agora a via da esquerda passou a ter sentido ascendente. Até nós, adultos, nos esquecemos que tudo mudou e continuamos a olhar para o sentido contrário, quanto mais uma criança”, argumentou outro professor.
Quem presenciou ficou em estado de choque. “A Joana vinha a correr. Estava acompanhada de duas colegas que lhe gritaram para não atravessar e que ficaram no separador central. Ela olhou, viu o autocarro, o condutor também a viu e tive a sensação de que um e outro pensaram que um e outro ia parar. Mas não. Ela foi apanhada, caiu com o embate e a segunda roda do veículo passou-lhe por cima”, contou uma das professoras que na altura aguardava também para atravessar a estrada.
O autocarro parou uns metros à frente com o jovem condutor em estado de choque e teve que lidar com a fúria dos populares, mas a situação acabaria por ser controlada.
Um ramo de flores no local assinala agora a tragédia. À porta da escola, professores, alunos e moradores não falavam de outra coisa. Os pais da aluna foram informados pela escola. A mãe, que costumava ir levá-la e buscá-la, chegou a correr, pois “não queria acreditar” na tragédia. Transportado para o Instituto de Medicina Legal, o corpo será agora autopsiado. Ao condutor foram feitos testes de álcool e de substâncias psicotrópicas, como manda a lei 1.
Em Lisboa os acidentes mortais em passagens de peões sucedem-se, sem fim. Neste caso, a investigação prosseguirá. Antevê-se que o município, mais uma vez, ficará incólume.
 
1. Ver http://dn.sapo.pt/2008/06/05/cidades/aluna_12_anos_morre_atropelada_autoc.html
publicado por Sobreda às 01:10
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Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Lisboa negociou mal

Numa sala ‘à pinha’ da Junta de Freguesia de Benfica, decorreu anteontem à noite mais uma reunião descentralizada da CML, numa sessão dominada pelo descontentamento e a revolta dos moradores do Bairro de Santa Cruz de Benfica. Em causa estava o projecto de conclusão da Circular Regional Interna de Lisboa (CRIL), mais concretamente, o troço entre a Buraca e a Pontinha 1.
Foram 150 moradores de Benfica que encheram o auditório Carlos Paredes até às 23h30 de quarta-feira, um dia, de resto, em que a autarquia esteve em reunião durante 14 horas. Contando com a assistência da sala contígua (onde as palavras do presidente chegam pelo vídeo), são mais de 250 pessoas, sentadas nas cadeiras, nos degraus, de pé, ao colo, espalmadas contra o palco e contra as portas 2.
Vestidos de negro em sinal de luto pela obra que dizem pôr em causa a sua qualidade de vida e a saúde pública na zona, os moradores apontaram vários defeitos ao projecto 3, que alegam violar a Declaração de Impacto Ambiental, emitida pelo Instituto do Ambiente em 2004.
Consideram que, em vez das três vias em cada sentido, em túnel fechado, que lhes prometeram, em 2005 o Governo decidiu alterar o projecto para quatro vias em cada sentido e, pior, num túnel a céu aberto que passa a poucos metros das suas casas e onde são esperados cerca de 120 mil veículos por dia. O Governo inseriu também um nó rodoviário na Damaia, que os residentes na zona dizem servir apenas os interesses imobiliários na Amadora.
Os moradores pediram então ao presidente da CML que interceda junto do Governo para que este ‘atentado’ não vá avante, mas António Costa alegou que já não vai a tempo de pedir alterações de fundo, tendo-se comprometido apenas a “trabalhar para mitigar os efeitos daquela solução”.
Perante a ‘agonia’ dos munícipes, o presidente da CML acabou por reconhecer que “esta não é a melhor solução possível”, tendo-se ‘apenas’ comprometido a “trabalhar para mitigar os efeitos daquela solução”, nas reuniões semanais que a CML tem tido com as Estradas de Portugal para resolver problemas práticos como os realojamentos e os arranjos de superfície.
No final, o autarca acabaria por reconhecer que “o concelho da Amadora negociou bem e o concelho de Lisboa negociou mal” 4.
Por resolver continuarão ainda os problemas de trânsito, a insegurança rodoviária junto à Estação de Benfica e os cruzamentos que são “autênticas ratoeiras”, a falta de passadeiras, os jardins que são “grandes WC caninos” (“sr. presidente, não queremos WC tão grandes para os fiéis amigos”), a insegurança e sobretudo a ausência de estacionamentos (“põem pilaretes de 35 euros por tudo quanto é sítio, até em frente a uma árvore, vá-se lá saber com medo que alguém ponha o carro lá em cima”) 2.
 
1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/161862.html
2. Ver “António Costa admite que Lisboa "negociou mal" a CRIL” IN Público 2008-04-04
3. Ver posição dos moradores IN www.cril-segura.com
4. Ver http://jn.sapo.pt/2008/04/04/pais/costa_se_compromete_a_mitigar_efeito.html
Domingo, 30 de Março de 2008

Radares em Lisboa mudam de local

A Divisão de Trânsito de Lisboa tem estado, desde 2006, a proceder a um estudo sobre os locais e causas dos acidentes na cidade. Em Setembro 2007, a CML criou uma Comissão 1 com o encargo de avaliar o desempenho dos 21 radares instalados em Lisboa e preparar recomendações quanto à sua futura localização e aos limites de velocidade por eles impostos 2.
Na sequência de várias reuniões dessa Comissão, e ao que parece em breve, todos os radares das Avenidas de Ceuta e Marechal Spínola (no prolongamento da Av. EUA) e um da Radial de Benfica vão ser retirados e transferidos para a 2ª Circular bem como para a Avenida Infante D. Henrique, reforçando a vigilância já existente nestas vias de grande circulação. Por seu turno, o Túnel do Marquês passará a ter lombas.
Esta recomendação apresentada pelos membros da Comissão de Avaliação dos Radares de Lisboa, foi aprovada na sua última reunião, realizada na passada 5ª fª. Caberá agora à CML executar a medida e avaliar os respectivos custos financeiros, já que a transição vai implicar, por exemplo, a abertura de valas e a instalação de novas cabinas.
Nesta reunião, a discussão não abrangeu algumas hipóteses que já tinham sido ponderadas em encontros anteriores. Para já, os técnicos não aprovaram, por exemplo, o aumento dos limites de velocidade em algumas artérias (caso das avenidas da Índia e de Brasília, onde não se pode exceder 50 km/h), nem a colocação de caixas para disfarçar a localização dos aparelhos.
Além disso, no documento oficial que a CML vai apresentar nos próximos dias também não deverá estar incluída a instalação de aparelhos no Eixo Norte-Sul, nem na Avenida Alfredo Bensaúde, como inicialmente estava previsto 3.
 
1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/126694.html
2. Ver http://radares50-80.blogspot.com/2007/09/radares-em-avaliao.html

3. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=86689

publicado por Sobreda às 09:48
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Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

Saltitar sobre rodas

Por habitar na zona de Loures, há quem use diariamente o eixo Norte-Sul por ser a rodovia que “melhor facilita a vida”. Mas para uma estrada que foi inaugurada à tão pouco tempo, estranham, e com razão, que o seu piso seja já bastante irregular, “pois o seu pavimento é ondulado em grande parte do novo troço”.
Por outras palavras, assim que entram na saída da C.R.I.L. até Telheiras, dizem que se anda “sempre com o meu carro aos ‘saltinhos’, o que para além de provocar danos na suspensão e folgas na direcção do carro que é recente (quem paga o prejuízo, não é?! o do costume!), não é aceitável para uma estrada pavimentada tão recentemente”.
Estranham por isso que os grandes arautos da defesa dos direitos dos lisboetas ainda não se tenham pronunciado sobre esta matéria. Talvez por alguns se terem chegado ao “poder” e depois se “calarem” 1.
Mas parte do problema dos ‘saltinhos’ podia facilmente resolver-se e em parte com melhor mobilidade, pelo recurso ao uso dos transportes públicos, designadamente para quem vem de Odivelas, da linha amarela do Metropolitano. São outras opções.
 
1. Ver http://oprofano.blogspot.com/2008/02/eixo-norte-sul-lx.html
Sábado, 2 de Fevereiro de 2008

Túnel indemnizado

A CML confirmou ontem que vai ter de indemnizar o consórcio construtor do Túnel do Marquês, na sequência de uma decisão do Tribunal Arbitral, pois “CML perdeu no Tribunal Arbitral e vai ter de indemnizar o consórcio construtor do Túnel do Marquês” 1.
Terá assim de indemnizar o consórcio construtor do Túnel do Marquês no montante de 17,8 milhões de euros, pela suspensão dos trabalhos decretada judicialmente em 2004, em larga medida como forma de compensação pelos atrasos induzidos pela providência cautelar interposta por dos actuais vereadores da equipa de A. Costa.
Para além disso, a ‘emblemática’ obra já derrapou 40% nos custos e o preço final deverá situar-se nos 27 milhões de euros 2.
 
1. Ler www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=910990&div_id=291
2. Ler http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/231392
Temas:
publicado por Sobreda às 02:14
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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

Limites de velocidade em zonas urbanas

A Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária (ENSR) propôs a redução dos limites máximos de circulação para 30 km/hora em centros urbanos, zonas residenciais e espaços com “forte presença de tráfego pedonal”. A proposta deverá agora ser estudada por um grupo de trabalho em que participam estruturas como a Estradas de Portugal, Governos civis e Associação Nacional de Municípios Portugueses.

 

 

Prevê-se que o documento enquadrador da ENSR, que define 28 objectivos operacionais, seja ao longo deste ano aprofundado sectorialmente, com a constituição de grupos de trabalho diferenciados. O documento inclui o objectivo de introduzir a carta por pontos. Até 2015, define como objectivo global reduzir os mortos a 30 dias para 62 por milhão de habitantes (foi de 91 em 2006).
Entre os 28 objectivos há dois que visam especificamente a segurança de peões. Promete-se a definição de um programa de requalificação de percursos pedonais e a fiscalização do estacionamento e do comportamento dos peões.
Já para este ano, é anunciada a criação do primeiro Plano Nacional de Fiscalização - algo que a Comissão Europeia recomendou em 2004, mas Portugal nunca cumpriu. Ou seja, um programa que defina estradas, horários e dias da semana em que deve ser intensificada a fiscalização de velocidades, consumo de álcool e uso de cinto.
Porém, para o porta-voz da Brigada de Trânsito da GNR, actualmente não existe uma estratégia, mas antes uma definição a curto prazo, “ou quando muito a médio”, das acções prioritárias, adequadas regionalmente por cada comando. “Articular a actuação das forças de segurança e definir um plano nacional é importantíssimo, desde que este seja permanentemente actualizado”.
A recomendação 345/2004 da Comissão Europeia apontava um formulário normalizado a seguir pelos Estados-Membros na elaboração dos seus planos de fiscalização, incluindo inventários das estradas em que são mais frequentes as infracções em cada uma das três áreas apontadas.
Só que, além de nunca ter elaborado um plano, Portugal também nunca cumpriu um segundo ponto da recomendação: a elaboração de relatórios de fiscalização a cada dois anos. Nestes documentos deveria constar, além de estatísticas de fiscalização, o circuito de aplicação de sanções, pagamento efectivo e decisões judiciais 1.
É a ordem para, em defesa das nossas vidas, se carregar no travão dentro das localidades. Nada para que desde há muito vários grupos não tenham já apelado para iniciativas similares 2.
 
1. Ver http://jn.sapo.pt/2008/01/09/nacional/zonas_urbanas_limite_30_quilometros_.html
2. Ver http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2008/01/zonas-urbanas-com-limite-de-30-km-hora.html
publicado por Sobreda às 07:21
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Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007

Telheiras, de Aldeia a Ilha

Para quem veio morar para Telheiras há um quarto de século, constata a redução na qualidade de vida no bairro. Não é que se pretenda regressar ao período do pastoreio vaccum ou de rebanho de ovelhas, por entre os blocos de edifícios, mas longe vão os tempos em que se colhiam pequenas rosas selvagens junto aos velhos tanques de regadio ou se compravam produtos hortícolas directamente aos caseiros da Quinta de Sant’Ana.
Da Aldeia inicial 1, o bairro foi-se progressivamente isolando cercado pelas vias rápidas - 2ª circular, Av. Padre Cruz e Eixo Norte-Sul -, metamorfoseando-se em Ilha, situação que só agora alguns parecem reconhecer.
“…a transformação de um bairro residencial numa zona de atravessamento da cidade. Uma zona diariamente violentada, de forma verdadeiramente intolerável. Sobre quem apontar a crítica e o protesto? Sobre quem diariamente a violenta (os milhares empurrados para subúrbios, mas que têm que vir para a cidade trabalhar)? Ou sobre, quem décadas e décadas a fio, tem ‘planeado’ a Grande Lisboa, numa orgia de incompetência (se não mesmo dolo) e venalidade? E com isso forçando impunemente situações aberrantes, como aquela que todos os dias (e já não é de manhã e ao fim do dia, é a todo o tempo) testemunhamos em Telheiras.
Mas Telheiras sujeita-se a outras violências. Telheiras, eventualmente elevada a moda há uns anos, digamos desde a 2ª metade da década de 90, cresceu disparatadamente. E vai crescendo, saturada, estupidamente densificada, sucedendo-se os prédios, separados por ruas abertas agora mas de largura oitocentista (ou pior), e começando a ser também local de instalação de empresas, escritórios, sedeadas numa zona com volumetria pacatamente residencial, que trazem mais gente e automóveis, sem que para estes, como fatalmente teria que ser, haja previsão de um espaço de estacionamento minimamente decente”.
“Um só e breve exemplo disso: a zona em torno da estação de correios”. Outro ainda, a “vergonha do estacionamento selvagem invadindo Telheiras em dias de jogo no velho estádio de Alvalade. Foi abaixo, fez-se um novo. Acaso se resolveu, ou ao menos se atenuou, com esse novo estádio, esse verdadeiro crime?”
Telheiras vem-se assim transformando-se de “bairro residencial numa zona de atravessamento da cidade, agora extremamente prejudicado com a abertura do último troço do eixo Norte-Sul. Atravessar o bairro tornou-se um pesadelo com grandes congestionamentos e óbvia perda de qualidade de vida. Dá a impressão de que tanto o urbanismo como a mobilidade, tudo é feito a olhómetro. E assim, com a maior das calmas e das facilidades, se vão destruindo bairros que, à semelhança da Expo, poderiam ser considerados exemplares em vários aspectos” 2.
Nada que neste blogue não se venha há muito alertando. Denúncias que, também impunemente, ficam sem resposta da parte da Junta e da CML.
 
1. Ver, por ex., http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/11009.html
2. Ver http://carmoeatrindade.blogspot.com/2007/12/pilaretes.html
publicado por Sobreda às 01:14
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Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2007

O cerco a Lisboa

Lisboa vai ser palco, a partir de hoje, da maior operação policial e de segurança aeroportuária alguma vez organizada em Portugal, no âmbito da Cimeira União Europeia/África. A reunião vai decorrer na Feira Internacional de Lisboa (FIL) e no Pavilhão Atlântico, no Parque das Nações, incluindo as comitivas 42 chefes de Estado 31 primeiros-ministros e 54 ministros dos negócios estrangeiros.
Estão por isso destacados 3.250 agentes policiais, sem contar com os elementos de segurança pessoal que vão acompanhar as comitivas. Em todos os locais onde as comitivas estão instaladas e por onde passam haverá atiradores no topo de edifícios. O espaço aéreo na zona estará vedado a aeronaves não autorizadas. Do total de agentes, três mil farão policiamento e controlo do trânsito, enquanto 250 membros do corpo de segurança pessoal vão garantir a integridade física das 144 personalidades aguardas em Lisboa durante os dias da cimeira.
“Durante estes dias deslocam-se para Lisboa 100 carros-patrulha, 85 motociclos, 100 agentes de segurança a instalações, 20 viaturas de segurança pessoal, três equipas de inactivação de explosivos e segurança em subsolo e outras três de busca e detecção de explosivos, disponibilizados pelos comandos da PSP do continente”, disse o subintendente da Direcção Nacional da PSP. Na operação de segurança vão também participar três helicópteros que permitirão a recolha de imagens da cidade em tempo real, transmitidas para o local onde funcionará o comando.
A deslocação das comitivas entre aeroportos, hotéis e locais onde decorre o encontro vai obrigar a condicionamentos no trânsito na 6ª fª, sábado e domingo, os quais começarão a ser sentidos pelos lisboetas logo na manhã dehoje, altura em que é esperada a chegada da maioria das altas entidades.
Durante a manhã de 6ª fª, entre as 18h e as 19h30, são de evitar as seguintes zonas: Amoreiras, Rua Castilho, laterais da Av. Joaquim António de Aguiar, Rotunda do Marquês de Pombal, Praça do Comércio, Av. Infante D. Henrique, Praça José Queiroz, Av. Dr. Alfredo Bensaúde e toda a área da Expo, na parte onde estão sedeados a FIL e o Pavilhão Atlântico. No sábado de manhã (7h30/8h30) e de tarde (18h/20h30) os condicionamentos são os mesmos, tal como na manhã (7h30/8h30) e na tarde (12h30/13h30) de domingo.
Ainda no sábado, por causa do banquete oferecido no Palácio da Ajuda, em honra dos chefes das delegações participantes na cimeira, os condicionamentos estendem-se ao Cais do Sodré, Av. 24 de Julho, Av. da Índia e Calçada da Ajuda. Durante os três dias a saída do túnel do Marquês de Pombal para a rotunda do Marquês estará encerrada 1. Para além dos condicionamentos ao trânsito, existem restrições à circulação de automóveis nas entradas e saídas da cidade de Lisboa 2.
Por coincidência, várias estações da Linha Azul do Metropolitano - Avenida, Restauradores e Baixa-Chiado - encerram este fim de semana para trabalhos de melhorias técnicas 3.
 
1. Ver www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=889389&div_id=291
2. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=70305
3. Ver www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=23&SubSubAreaId=53&ContentId=228518
Foto IN http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Default.aspx
publicado por Sobreda às 08:58
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Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007

Por requalificar, q.b.

De nada parece ter servido a abertura do troço do Eixo Norte-Sul, pois o trânsito continua a afectar a Calçada de Carriche.
Para quem cá vive não se nota qualquer diferença, não existe qualquer intervenção de requalificação, quer urbanística, quer a alteração pura e simples do alcatrão (…) ou a colocação de barreiras sonoras.
Talvez nas próximas eleições surjam mais promessas. O problema é que a degradação desta zona da cidade pode conduzir a fenómenos de abandono e insegurança.
Sem um planeamento pormenorizado ou compromissos públicos, a requalificação do espaço público continua a ser servida nas apropriadas doses de q.b.
 
Ver http://decarricheaolumiar.blogspot.com/2007/12/prometida-requalificao.html
publicado por Sobreda às 01:26
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Sábado, 24 de Novembro de 2007

Graves defeitos no último troço da CRIL

O Observatório de Segurança das Estradas aponta ‘graves defeitos’ no último troço da Circular Regional Interna de Lisboa (CRIL) 1, entre a Buraca e a Pontinha, obra adjudicada a semana passada por cerca de 110 milhões de euros.

Francisco Salpico, engenheiro civil responsável pelo estudo feito pelo Observatório, salienta que as deficiências são tais que “não será suficiente limitar a velocidade com sinalização vertical”. “É muito fácil construir estradas com total violação dos critérios de segurança e depois limitar a velocidade para passar a responsabilidade dos acidentes para os condutores”, afirma.

O especialista defende ainda que no último troço da CRIL, obra adjudicada a semana passada a uma construtora, a circulação só se fará em segurança se a velocidade de tráfego “não exceder os 60 km/hora”.

“A vigilância e a gestão desta velocidade é da responsabilidade da entidade que promove a construção e a manutenção da via” e para que os 60 km/h não sejam ultrapassados “não basta colocar sinalização vertical”, acrescentando que são necessárias outras “medidas especiais”. Por exemplo, “o mais indicado é a colocação de semáforos ligados aos limites de velocidade, como fizeram na marginal que liga Lisboa a Cascais, em que o sinal seguinte fica vermelho se o condutor ultrapassar determinada velocidade”, refere.

Questionado sobre a possibilidade de colocação de radares para limitar a velocidade, o especialista é peremptório: “isso iria acarretar um encargo brutal para a máquina judicial, entupindo os tribunais de multas, e não resolveria o problema, além de que é injusto cobrar ao automobilista toda a culpa”. “Quando o condutor excede a velocidade já tem parte da culpa, mas as deficiências na estrada não são culpa dele e é ele quem acaba por pagar a totalidade da multa”. “Se estas condições de segurança não forem garantidas, facilmente se demonstra o porquê do acidente e pode ser suscitada a responsabilização criminal das entidades públicas que aprovaram este projecto defeituoso”, explica.

Segundo o especialista do Observatório, a manutenção de estradas com graves defeitos é uma situação corrente “corrente em Portugal”, dando como exemplo a própria CRIL, no troço entre a 2ª Circular e Algés.

Aí, garante, “as condições de visibilidade e o pavimento são defeituosos”. “O pavimento é muito escorregadio quando molhado, retirando ao condutor a capacidade, que lhe deveria estar garantida, de efectuar travagens em condições de segurança”, denuncia.

“As condições deficientes desse traçado existente na CRIL, conjugadas com a má macrotextura desse pavimento, fazem com que, na ocorrência de chuvadas frequentes, a hidroplanagem ocorra para velocidades entre 80 e 90km/h, colocando em perigo concreto a vida dos utentes da estrada, uma vez que a segurança deveria estar garantida até à velocidade de tráfego que aí se pratica”, alerta.

O último troço da CRIL, que deverá ficar concluído até final de 2009, ligará o nó da Buraca ao da Pontinha e este à rotunda de Benfica, numa extensão aproximada de 4,5 quilómetros. Contra o traçado escolhido também se têm manifestado os moradores dos bairros de Alfornelos, Damaia e Santa Cruz e até chegaram a ser entregues em tribunal duas providências cautelares, que acabaram por ser rejeitadas.

A Associação de Moradores do Bairro de Santa Cruz promete não baixar os braços e já disse que vai apresentar uma queixa contra o Estado português e pedir a intervenção do Presidente da República nesta matéria, alegando que a atitude do Governo ao adjudicar a obra com um traçado diferente do que esteve em consulta pública é “prepotente” e “antidemocrática”.

Segundo a associação, o traçado escolhido está cheio de ‘pontos negros’ e é “irregular e ilegal” por não respeitar a norma da Declaração de Impacte Ambiental (DIA), que obriga à construção de três vias em cada sentido, em túnel fechado.

“Ao contrário do que o Governo quer fazer querer, e temos documentos que provam isso, o traçado escolhido nunca esteve em consulta pública”. “Ao invés, avançam com um traçado que inclui quatro faixas em cada sentido, com um percurso a céu aberto, ocupando para isso propriedade privada", afirmou aquele membro, adiantando que os moradores já receberam as respectivas cartas de expropriação.

Com efeito, “a insistência e rapidez em avançar com esta obra revela que não houve qualquer preocupação em relação à estrada e às populações”. “Esta rapidez deve-se aos interesses das empresas que querem construir nos terrenos da Falagueira/Venda Nova” 2.

Convém não esquecer que o troço final da CRIL fará confluir mais trânsito, logo mais engarrafamentos, para as freguesias de Benfica e Carnide, à semelhança do que ocasionou o Eixo Norte-Sul na freguesia do Lumiar.

 

1. Ver www.cril-segura.com

2. Ver Lusa doc. nº 7724015, 21/11/2007 - 6:44

publicado por Sobreda às 01:51
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