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CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

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Notas soltas sobre uma Freguesia periférica

Sobreda, 05.10.07

Na reunião de Assembleia de Freguesia do Lumiar do passado dia 27, foram abordadas algumas situações de relevância para os moradores na freguesia, a propósito da apresentação da Informação Escrita do sr. Presidente da Junta.

Começando por se rememorar a aprovação por unanimidade duma Recomendação de “Os Verdes” dois dias antes na Assembleia Municipal sobre a Alta de Lisboa e que tinha por base o Plano de Urbanização do Alto do Lumiar (PUAL) 1, foi requerido ao executivo que acompanhasse a evolução desse processo, em benefício da valorização do território, da qualidade de vida dos residentes na zona e da modernização da própria Freguesia, no quadro da realização das diversas infra-estruturas inerentes ao PUAL.

Recordou-se também que na área da reabilitação urbana haviam sido protocoladas e descentralizadas verbas, para beneficiação de prédios específicos previamente identificados, mas, independentemente de essas verbas serem reduzidas, a Junta não conseguira ter a capacidade nem de programar nem de produzir qualquer visível intervenção de reabilitação.

Ficou-se também a saber pela Informação Escrita que foram mantidos contactos com a Vereadora e a Directora Municipal de Habitação a propósito da requalificação da Rua Pedro de Queirós Pereira. Contudo, o executivo não conseguiu obter qualquer promessa de solução sobre as tão aguardadas obras de beneficiação daquele ultra degradado conjunto habitacional. Sem novas respostas da CML, para os moradores, tudo ficava na mesma 2.

Porém, verba para as iluminações de Natal era o que não faltava, destacando-se, inclusive, novo aumento de verbas cabimentadas nessa rubrica do orçamento. Situação pouco compreensível se se considerar que são os impostos dos cidadãos a pagar essa ‘iluminada’ publicidade que lhe é dirigida, para depois serem eles próprios a fazer compras nas iluminadas lojas e, também, por o próprio presidente da CML ter comunicado que ía reduzir drasticamente as despesas neste capítulo. Porque não então pedir o contributo das associações de comerciantes e de lojas locais para a iluminação?

Já quanto à higiene pública, foi feita referência a ser notório o facto de há vários meses não ser feita a desmatação, pelo que matagal na freguesia não faltava, ajudando a nidificar os animais rastejantes, como pragas de ratos, que se têm reproduzido devido à ausência de uma campanha eficaz de desratização.

Várias outras matérias ficaram sem resposta, como a reposição da interrompida pista ciclável Telheiras – Entrecampos não ser contemplada no recente Acordo entre a CML e o Sporting. Outra questão não esclarecida foi a da não compatibilização das obras do Colégio de São Tomás com o topo sudeste da Quinta das Conchas, visto o Colégio ter entrado dentro dos espaços pedonais da Quinta e procedido ao abate de árvores. Já para não voltar a repetir o habitual arrastamento de obras, quer seja na Av. Santos e Castro, na Alameda das Linhas de Torres, Eixo Norte-Sul ou no Parque Oeste.

Assinalou-se ainda que o executivo nem sequer tem procurado encontrar soluções com as entidades de segurança e ordenamento do trânsito que inviabilize o estacionamento abusivo e a venda ambulante em cima dos passeios, mesmo após a introdução da operação de ‘Tolerância zero’ pela CML. Por exemplo, a inexistência de uma intervenção policial ao redor dos estádios de futebol, impedindo o parqueamento irregular que impede a aproximação de uma ambulância ou os próprios moradores de entrarem em suas casas. Para além de que, nesses dias, o rés-do-chão das casas é utilizado para dejectos fisiológicos. Pelo que, sem intervenção do executivo, não há uma resolução para estes abusos, nem é possível melhorar radicalmente a higiene pública.

Em suma, as actividades da Junta não passaram de intenções e meras diligências, às quais faltaram actos concretos em benefício dos fregueses do Lumiar. O tempo passa e os eleitos e os moradores desesperam por aguardarem que o executivo actue e exija também respostas à Câmara e delas atempadamente informe, tanto a Assembleia, como os residentes na Freguesia. Desculpar-se que se trata de uma esquecida e periférica Freguesia, ou que se está na expectativa de uma intervenção alheia, é, obviamente, abstrair-se das soluções inadiáveis.

 

1. Ver a Recomendação em http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=78&Itemid=36

2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/tag/bairro+da+cruz+vermelha

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