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Sábado, 10 de Fevereiro de 2007

Do doente barracão para um prolongado trabalho de parto

O Centro de Saúde do Lumiar (CS), situado na Alameda das Linhas de Torres, possuía uma extensão sem as condições mínimas a funcionar num barracão da ex-Musgueira, que “estoicamente resistia em vergonhosas condições” e que encerrou em Outubro do ano passado. O Ministério da Saúde resolveu fechá-la e desactivá-la até ser feita a sua transferência para duas lojas cedidas pela Câmara de Lisboa no Condomínio da Torre, na Rua David Mourão Ferreira, e que entretanto haviam já recebido obras de beneficiação em Maio de 2006.

Ora, segundo o Público de ontem, o velho equipamento foi encerrado em Outubro devido a uma situação de "perigosidade iminente para os utentes e profissionais" e cerca de 7500 utentes têm agora de se deslocar ao edifício da Alameda das Linhas de Torres para ter uma consulta, pois o “Centro de Saúde do Alto Lumiar continua sem data para abrir”. “As instalações da Rua David Mourão Ferreira foram construídas pela Sociedade Gestora da Alta de Lisboa e cedidas pela Câmara Municipal de Lisboa à ARS, para que ali funcionasse a extensão do Centro de Saúde do Lumiar”. E até hoje…

A situação não é nova para os eleitos da CDU na Assembleia de Freguesia, que no final do ano passado realizaram um encontro com a direcção médica e de enfermagem do CS no Lumiar, ficando a saber que os recursos humanos são claramente insuficientes para a população servida. Existem 37.524 utentes inscritos e 9.471, entre os 15 mil na zona norte, sem médico de família. A estes juntam-se os mais de 7.000 inscritos, da antiga Musgueira, incluindo 1.189 sem médico de família.

Enquanto na sede do CS continua a grave falta de recursos - faltam médicos de clínica geral ou de família, enfermeiros e administrativos, a par do deficit de instalações, com a inadequação das existentes, por se encontrar instalada num prédio de habitação, e com uma falha estrutural nos seus acessos para deficientes -, desconhece-se quando abrirá as portas a nova extensão na Alta do Lumiar.

Neste contexto, a Assembleia de Freguesia do Lumiar deliberou aprovar por maioria, na sessão de 2006-12-14, a proposta dos eleitos da CDU de exigir a promoção e valorização do Serviço Nacional de Saúde, tendencialmente gratuito, a defesa do acesso com igualdade de oportunidades dos portugueses à Saúde, que se invista prioritariamente nos Cuidados Primários de Saúde, dotando-os de recursos humanos necessários, nomeadamente médicos, bem como seja construído o novo Centro de Saúde no espaço para ele já reservado.

Questionada pela jornalista do Público, a coordenadora da sub-região de saúde de Lisboa da ARS explicou que "estão a decorrer as diligências necessárias para obter a aprovação de uma série de projectos" do novo equipamento, nomeadamente junto da EDP, EPAL e Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa. Segundo Manuela Peleteiro, há ainda que "corrigir algumas não conformidades" nas obras de adaptação realizadas nas instalações da Rua David Mourão Ferreira, concluindo que se está dependente da finalização de todos estes procedimentos, pelo que não tem ainda data marcada. A coordenadora da sub-região de saúde de Lisboa afirmou apenas que tal ocorrerá "logo que possível" e após "decorrer o processo de aquisição do mobiliário", actualmente "em fase de entrega". As justificações da ARS poderão não ter convencido o presidente da Junta de Freguesia, que diz que "não se compreende por que é que a extensão não está aberta". Porém nem tudo foi dito, quer pela ARS, quer pela JFLumiar.

É que segundo informação da própria Direcção do CS, a Câmara de Lisboa entregou as referidas instalações provisórias num espaço reduzido e sem licenciamento. Toda esta situação se assume, por isso, como um logro para os profissionais da saúde e os milhares de utentes, por não resolver a falta de instalações, nem de um modo adequado, nem sequer como foi prometido, ou seja, com a construção de um Centro de Saúde de raiz. Porque não se opta então por construir esse novo Centro de Saúde no espaço para ele já reservado, e dotado dos recursos humanos considerados necessários pela Direcção clínica?

Encerrou-se um barracão doente e cederam-se dois espaços sem saúde. São quase nove meses de atraso. Quantos mais terão as lojas gémeas de esperar para ver a luz do dia? Poder-se-á ter acabado com a vergonha do ‘doente’ barracão na antiga Musgueira, mas continua a incompetência da burocracia para autorizar a utilização das lojas. Poder-se-á continuar à espera que a ARS e CML cheguem a acordo para o aluguer do novo espaço na Alta do Lumiar, mas sem licenças camarárias essa abertura será um parto difícil.

(Foto inserida no URL http://viveraltadelisboa.blogspot.com/2007/01/boas-ideias-para-2007-centro-de-sade.html)

publicado por Sobreda às 01:39
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