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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007

Dois pesos e duas medidas

Enquanto a economia portuguesa cresceu a uma taxa próxima da estagnação, as desigualdades nunca aumentaram tanto depois do 25 de Abril como agora.

No período 2002-2007, a taxa média de crescimento económico em Portugal foi de 0,8%, ou seja, 2,5 vezes inferior à taxa media de crescimento comunitário. No ano de 2005, os rendimentos dos 20% mais ricos da população foram 8,2 vezes superiores aos rendimentos dos 20% mais pobres quando em 2004 era 7,2 vezes, portanto em apenas num ano de governo PS este indicador de desigualdade aumentou 13,8%.

Em 2006, os vencimentos dos trabalhadores da Administração Pública aumentaram apenas 1,5%, as remunerações de todos os trabalhadores 2,7% e a taxa de inflação 3,1%, o que determinou uma redução generalizada do poder de compra no nosso País. No mesmo ano, os lucros das 500 maiores empresas não financeiras a funcionar em Portugal aumentaram 67%.

Entre 2004 e 2006, portanto em dois anos de governo PS, os lucros da banca cresceram 135%, e os da EDP 114%. Este ano, o preço da electricidade para consumo doméstico à saída da empresa, portanto não incluindo impostos, é superior ao preço médio da UE em 18%. E em 2008 aumentará mais do que a inflação prevista pelo governo.

Por isso temos salários em Portugal que correspondem a menos de metade (de 2,4 vezes inferiores) dos salários médios europeus, mas os preços de muitos serviços e bens essenciais são já superiores aos preços médios europeus.

Os lucros elevados das grandes empresas estão a ser também alimentados à custa de receitas do Estado. Em contrapartida o governo pretende aumentar a carga fiscal sobre os pensionistas. Dois pesos e duas medidas diferentes.

E não se pense que a miséria atinge apenas os idosos e os desempregados em Portugal. De acordo com um estudo divulgado pelo INE no dia mundial da pobreza, em 2005, 19% dos portugueses viviam abaixo do limiar da pobreza, que é 360 euros por mês, mas 42% das famílias com dois adultos e três ou mais crianças viviam abaixo do limiar da pobreza. Eis a situação a que este governo está a condenar os portugueses que têm mais filhos. A pobreza está também a atingir os trabalhadores empregados. Ainda de acordo com o INE, no ano de 2006, 20% dos trabalhadores por conta de outrem, ou seja, 700.000 recebiam um salário inferior a 400 euros por mês.

Perante o baixo crescimento económico, o desemprego crescente, e perante um governo que apenas sabe autoelogiar-se pela redução do défice, quando a ciência económica e a experiência empírica ensinam que a consolidação orçamental nunca deverá ser realizada em alturas de crise económica, é inevitável que os trabalhadores portugueses se manifestem de uma forma crescente na rua para mostrar a sua oposição e repudio a uma política que está a conduzir o País e os portugueses à ruína.

E não são só os trabalhadores organizados e mobilizados pela CGTP. A provar isso está a petição entregue na Assembleia da República com 25.000 assinaturas por cidadãos dos mais diversos quadrantes políticos que se manifestam contra as graves desigualdades e a pobreza crescente em Portugal.

Terá o PS a coragem e a humildade democrática para compreender este protesto da sociedade e mudar de rumo ou vai continuar surdo na sua torre de arrogância?

 

Ler intervenção de Eugénio Rosa na A.R. de 2007-10-18

publicado por Sobreda às 02:12
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