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Sábado, 24 de Fevereiro de 2007

A Alta continua em baixo?

Fruto de uma parceria entre a Câmara de Lisboa, detentora de grande parte dos terrenos, e uma empresa privada constituída para o efeito, a Sociedade Gestora do Alto do Lumiar (SGAL), a Alta de Lisboa pertence em grande parte a um magnata macaense do jogo, que é o seu accionista maioritário, tendo sido fundada em 1984 para promover a construção e comercialização do maior mega-projecto imobiliário da Europa, com uma área de intervenção de 300 hectares e um investimento de 1.100 milhões de euros para construir uma “nova cidade” de 65 mil habitantes.

Em troca da entrega faseada dos terrenos camarários a custos baixos, esta sociedade, escolhida pela autarquia através de concurso, comprometeu-se a urbanizar 80 por cento dos terrenos livres das Freguesias do Lumiar e da Charneca. Isto incluía não só os prédios, como os equipamentos necessários, como escolas, centros de saúde e equipamentos desportivos, por exemplo, e respectivos arruamentos.

Por querer um novo dinamismo à frente da imobiliária e para ”voltar a dinamizar a SGAL e o projecto da Alta de Lisboa que nos últimos anos (terá) perdido embalagem e projecção no mercado imobiliário nacional”, o accionista principal acaba de substituir dois elementos na presidência da Comissão Executiva (CE).

Será por isso que o dito “maior projecto imobiliário europeu” está em crise?

Ora, uma outra fonte do sector imobiliário esclarece que “a actividade e o conceito da Alta de Lisboa do ponto de vista comercial do imobiliário poderá não ser brilhante” e ocasionar “algum desequilíbrio financeiro”. Porém, mais importante do que a frieza dos números, é a constatação do “mau nível de qualidade de que os seus clientes se queixam”, afectando o “bom desempenho da empresa”1.

E então de que tipo de queixas se trata?

Parece que as vendas de apartamentos são muito inferiores ao previsto, apesar dos baixos preços (?) praticados. De tal modo que a empresa responsável pela Alta de Lisboa procurou renegociar com a Câmara um adiamento do prazo de conclusão do mega-empreendimento imobiliário do Lumiar.

O director financeiro da SGAL atribui a redução da procura de fogos na Alta de Lisboa à recessão económica, mas também à vizinhança dos prédios do Plano Especial de Realojamento. Embora o convívio entre as diferentes classes sociais fosse um dos pressupostos do projecto, na prática, o convívio já é pouco entre muitos dos que adquiriram casa no mercado de venda livre, e menor ainda entre estes e os menos favorecidos. Por outro lado, viver num local onde nuns casos faltam vias de comunicação eficazes, noutros centros de saúde, noutros ainda limpeza de ruas ou onde há espaços públicos escalavrados e terrenos baldios abandonados, a que se junta a proximidade do aeroporto, impede que o projecto e o local sejam mais atractivos.

A autarquia explica os atrasos com a necessidade de comprar a particulares terrenos que não lhe pertenciam e com as demoras nos registos. O director da unidade de projecto (UPAL) e o director da SGAL queixam-se da lentidão dos processos na autarquia2.

Os moradores também não percebem por que razão já ali foi construído um recinto polidesportivo e uma pista de atletismo, sem que os habitantes tenham sequer um centro de saúde, equipamentos escolares, um posto de limpeza, mais transportes públicos ou a nova esquadra da PSP finalmente construída.

Afinal, talvez seja ‘apenas’ por estas (e por outras) que “a Alta continue em baixo” e a SGAL pretenda ”voltar a dinamizar o projecto da Alta de Lisboa”.

1. “Stanley Ho demite presidente da Alta de Lisboa”, por Nuno Miguel Silva, no URL http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/empresas/pt/desarrollo/742719.html

2. “Alta de Lisboa sem dinheiro para terminar no prazo previsto nova cidade do Lumiar” por Ana Henriques, “Público”, 2006-08-13

publicado por Sobreda às 02:05
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