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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2007

Educação física nas escolas

O relatório da Comissão da Cultura e da Educação do Parlamento Europeu (PE) refere que em Espanha, Portugal e Itália os níveis de excesso de peso e de obesidade são superiores a 30% nas crianças com idades compreendidas entre 7 e 11 anos.

O PE defendeu por isso que a Educação Física deve ser obrigatória no primeiro ciclo e no secundário, com pelo menos três aulas por semana. A ideia foi esta semana apresentada no PE com a aprovação de um relatório sobre o papel do desporto na educação, com 590 votos a favor, 56 contra e 21 abstenções.

Os eurodeputados pedem aos estados-membros que invistam em instalações desportivas de qualidade nos estabelecimentos de ensino e nos centros de treino, propondo no documento que o horário escolar inclua, pelo menos, três aulas de educação física por semana, “embora as escolas devam, na medida do possível, ser incentivadas a ultrapassar este objectivo mínimo” para que haja um equilíbrio entre as actividades físicas e intelectuais durante o período escolar.

Mas, em Portugal, a Educação Física não é obrigatória no primeiro ciclo. Um professor e dirigente da Associação Portuguesa de Professores de Educação Física, considerou que este pode ser um passo positivo, já que tem havido um retrocesso nesta área. “Há dois anos, a Expressão Física/Motora fazia parte do currículo escolar. Este ano, o Ministério decidiu que a actividade em que pode ser feito exercício físico é extra-curricular e da responsabilidade das autarquias”. Ou seja, as actividades físicas deixaram de fazer parte do programa, “o que significa um claro retrocesso”.

A falta de instalações para a prática desportiva é outro problema identificado pelo docente, que sublinha haver escolas “onde a prática de actividades físicas têm de ser feita na sala de aula ou no recreio”, admitindo que nos casos dos 2º e 3º ciclos tem havido evolução.

Na União Europeia aparecem por ano cerca de 400 mil novos casos por ano de crianças com excesso de peso. Um problema a que Portugal não foge. Mas o professor defende que é apenas uma consequência. “Não se deve olhar somente para a obesidade” mas para o “sedentarismo”. O professor defende que a prática de exercício três vezes por semana é o ideal. “É preciso fomentar o gosto pela actividade física e pelo exercício. É importante criar o hábito antes de haver um problema de obesidade” 1.

Enquanto a questão dos espaços para a prática de actividades físicas não seja já um problema para parte significativa do parque escolar, a novidade é que o Governo vai mandar fechar todos os ATLs das escolas e incluir essas actividades complementares no horário normal escolar. A medida afectará “cem mil crianças”, que ficarão sem acompanhamento e levará ao “despedimento de mais de 12 mil trabalhadores” 2.

É o presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade quem vem acusar o Governo de ter em curso “uma ofensiva” para encerrar os ATL´s originando o despedimento de mais de 12 mil trabalhadores. “O Ministério da Educação, com a complacência do Ministério do Trabalho e da Solidariedade (MTSS), tem em curso uma ofensiva com vista ao encerramento dos Centros de Actividades de Tempos Livres (ATL) das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS)”, afirmou.

Em conferência de imprensa, o presidente da CNIS considerou que o novo modelo do Ministério da Educação de prolongamento do horário escolar no 1º ciclo “não assegura a compatibilização da vida profissional dos pais com a frequência da escola”. “O Ministério da Educação, a fim de fazer vingar a sua medida, acertou com o Ministério do Trabalho e da Solidariedade que este cessasse o apoio aos ATL das IPSS, forçando todas as crianças da primária a abandonar os ATL para frequentar as agora designadas Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC)”, afirmou.

Este serviço, explicou o dirigente na CNIS, visa assegurar o acolhimento das crianças das 7h30 às 9h, das 17h30 às 19h30 e durante as férias escolares 3.

 

1. Ver Metro 2007-11-14, p. 4

2. Ver www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=265629&idselect=10&idCanal=10&p=200

3. Ver http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=304306

publicado por Sobreda às 01:35
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1 comentário:
De Rosália Cristina Morais Pereira a 22 de Janeiro de 2008 às 21:55
Antes demais saúdo os demais!... Inconformada com o facto de a Educação Física entrar no cálculo de acesso ao ensino superior vi-me obrigada a fazer um comentário ao artigo acima elaborado. De facto não ponho em causa que a obesidade não adevenha do sedentarismo, mas também antes de se pôr uma lei destas em vigor é necessário pensar o seguinte: na área da Educação Física há algumas particularidades e idiossincrasias que tornam esta disciplina única, diferente, particular, a saber:
- Há indivíduos com inerentes e diferentes apetências físicas, inultrapassáveis, mas condicionantes de desigualdades;
-A actividade física jamais deve ser discriminatória, criadora de desigualdade entre educandos, mas servir para criar valores e mente sã em corpo são;
-O desempenho físico não deve ser discriminatório para uma actividade profissional futura, em que esta não é exigida para a execução cabal das tarefas laborais;
-Os alunos são submetidos a apreciação prévia do ponto de vista médico e psicológico quando se candidatam salvaguardando a sua apetência funcional física;
- A igualdade de cada aluno perante a escola é agravada nos indivíduos obesos, com patologias visuais, endocrinológicas, ortopédicas, etc., favorecendo os mais aptos fisicamente a nível da sua auto-estima e agravando os que têm mau desempenho na sua desigualdade;
- A disciplina de Educação Física deve promover a motricidade sem competição, criando valores não competitivos e exercendo um efeito salutar sobre o que se passa nas outras disciplinas;
- Discriminar os menos aptos fisicamente e classificar essa situação parece-nos reprovável ao nível dos direitos de igualdade de todos os alunos perante a escola;
- Os acometidos de acidente, de doença, os privados de aulas, não terão hipótese de recuperar dado que a forma física só se consegue com mais suor e não mais trabalho e/ou colaboração como acontece com as outras disciplinas;
- Como fazer se forem necessárias horas extra de explicação nesta disciplina? Ou aulas de recuperação?
- Os alunos com baixo desempenho poderão contratar a nível privado um professor, mas para quê? Irão tentar corromper nos consultórios médicos?
- Há desigualdade entre escolas dado que umas têm parque desportivo com piscina e com pavilhão, enquanto outras têm instalações mais pobres, umas têm um tempo semanal de aulas enquanto outras têm dois tempos semanais de aulas?
- Os critérios de avaliação variam entre professores, dado que uns fazem avaliação aula a aula e outros avaliação global. E como teremos o controlo de que esta avaliação em alguns estabelecimentos não será utilizada como favorecedora de alguns alunos em algumas escolas com pouco rigor?
Não pensemos só em nós mas em todos os alunos deste pais: é justo que um aluno com média de 19 tenha 11 a Educação Física, por exemplo... como se encontram estes alunos no momento, desmoralizados pois os bons alunos tentam de tudo para ter boas notas a tudo e se não conseguem ficam frustrados, agora se souberem ainda que a sua média desce um valor por causa de serem menos aptos a educação física como se sentem?!.... Iremos todos os descontentes para colégios particulares onde a nota de Educação Física nunca é mais baixa do que a nota mais baixa do aluno?...Mas para tal é necessário poder financeiro!!!

Na escola secundária de Monção alguns alunos estão a pedir assinaturas afim de levar as mesmas, à assembleia da república pelo motivo acima defendido. Pedimos a todos os que estiverem dispostos a colaborar ( encarregados de educação, professores, alunos, população...) o favor de nos contactarem pois só todos juntos conseguiremos mover Portugal para que isto se torne um movimento Nacional dada a sua eminente importância.

Com os melhore comprimentos:
Rosália Pereira
(uma das alunas responsáveis pelas assinaturas)

moraispereira@gmail.com 933480358

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