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Domingo, 25 de Fevereiro de 2007

Canal Memória: As promessas dos Presidentes

“Rejeitada recomendação para a requalificação do Bairro da Cruz Vermelha em Lisboa”1

A maioria PSD e CDS-PP na Assembleia Municipal de Lisboa (AML) rejeitou no dia 2006-06-20 uma recomendação do PCP que defendia a reabilitação do bairro da Cruz Vermelha, no Lumiar. Os deputados alegavam que os edifícios da Rua Pedro de Queirós Pereira, naquele bairro, estão em estado de degradação acentuada, pelo que pediam à autarquia um levantamento dos imóveis degradados e a requalificação das ruas e locais abandonados daquela zona.

"Há 34 anos que não têm obras nem qualquer tipo de intervenção com vista à sua conservação. Há esgotos entupidos, tectos e paredes em péssimo estado", descrevia a recomendação, que teve os votos favoráveis do PS, PCP, BE e "Os Verdes". O líder da bancada comunista, Modesto Navarro, lamentou a rejeição da proposta. "Estamos perante uma zona profundamente degradada e é rejeitada a recuperação pela Câmara de Lisboa precisamente pelo PSD. É uma hipocrisia condenável".

Nessa AML, bem longe dos moradores, o presidente da Junta de Freguesia do Lumiar (PSD), negou que não tenham sido feitas quaisquer obras, alegando que "nos últimos quatro anos" - em que já estava à frente daquela autarquia - "muita coisa foi feita naquela zona", como recuperação de habitações municipais. O responsável acrescentou mesmo que a vereadora da CML com o pelouro dos bairros municipais tinha anunciado a intenção de criar uma unidade de revitalização específica para o Alto do Lumiar.

Até hoje… nada! Passaram-se mais oito meses e a Rua Pedro de Queirós Pereira continua com grandes carências de reabilitação do edificado, nomeadamente ao nível das fachadas, telhados, algeirós, entre outros.

 

Fartos de esperar e tendo em consideração a necessidade de encontrar uma solução, os moradores da Rua Pedro de Queirós Pereira, com o apoio da Comissão de Moradores da Rua e a Associação de Moradores do Bº da Cruz Vermelha no Lumiar (AMBCVL) decidiu manifestar “tristeza e desagrado pela falta de medidas e soluções”. Não estiveram pelos ajustes e encetaram ontem mais uma acção de luta pela requalificação da mesma. Alegando a Campanha das 309 Medidas para 180 Dias do Presidente da CML, apresentado em 2005-10-28, perguntam: “Que medidas e que soluções foram tomadas para a Rua Pedro de Queirós Pereira? O sr. não cumpriu a promessa, o sr. não é credível”, concluem.

Exibiram panos pretos nas janelas, em sinal de luto pela "prolongada ausência de obras de conservação no bairro", acusam a autarquia de nunca ter gasto "10 tostões nas casas", construídas há quase quatro décadas. Fissuras e quedas de pedaços de betão das fachadas, infiltrações de água, esgotos a céu aberto e traseiras com lixo e ratazanas estão no topo da lista do descontentamento de quem habita as cerca de duas dezenas de lotes abrangidos pela Pedro Queirós Pereira, num total de 225 fogos.

O Presidente da Câmara, “quando ainda andava em campanha eleitoral, veio aqui petiscar com os moradores e oferecer bolas de futebol, prometendo fazer obras. Pois até hoje nada fez. Prometeu e não cumpriu. O bairro estava entre as suas 309 medidas para 180 dias", sublinhou José Bandeira, da Comissão de Moradores da Pedro Queirós Pereira. As queixas estendem-se à Junta de Freguesia do Lumiar, por "falta de apoio".

Também o presidente da Junta de Freguesia do Lumiar, agora longe da AML e pressionado pela acção pública de rua, dá o dito por não dito e garante que "está totalmente ao lado dos moradores", negando falta de apoio. A seu ver, o bairro carece de obras de requalificação e entende que a melhor solução passa por estabelecer um acordo entre a Gebalis e os moradores que são donos das suas casas. "Quem não tem dinheiro, poderia pagar em várias tranches", sugere.2

Então em que ficamos, senhor(es) Presidente(s)? "Muita coisa foi feita naquela zona" ou afinal "o bairro carece de obras de requalificação"? Decidam-se !!

O descontentamento dos munícipes agravou-se nos últimos três anos. Os residentes lamentam ainda que tenha sido cortado o acesso rodoviário à Rua Helena Vaz da Silva, deixando praticamente isolados os lotes 20 e 21. "Não consegue chegar aqui um táxi, uma ambulância ou um carro dos bombeiros. É um perigo", queixou-se Idalina Simões, do rés-do-chão do lote 21, situado quase no limite de uma encosta, ou "precipício", como gosta de dizer. Idalina Santos mora no prédio pendurado sobre o morro que então se criou, com vista para os prédios novos que dão fama à Alta de Lisboa que as imobiliárias promovem. "Já viu o que é a velhice toda aqui? É o fim do mundo", diz a septuagenária.

José Machado, do lote 15, contou que teve que forrar uma parede com esferovite porque a água escorria em bica. "Está tudo apodrecido. Ninguém olha por nós. Dentro das casas vamos fazendo o que podemos...", atacou Maria Vasconcelos, 77 anos, uma das primeiras moradoras a chegar ao bairro, vinda, como quase todos, do extinto aglomerado de barracas da Musgueira.

Segundo José Bandeira, os problemas do bairro agravaram-se com a construção da Alta de Lisboa, onde não falta habitação de luxo. "A nossa rua passou a ser passagem constante de maquinaria pesada. As nossas casas até abanavam", frisou. Dos cerca de 225 fogos existentes, 92 pertencem à Gebalis, empresa da Câmara que gere os bairros municipais. Os restantes já foram adquiridos pelos moradores, que, por um período de sete anos, não os podem alienar.

Nos últimos meses foi feito um talude em tons ocre que alindou o bairro social... quando observado do lado dos prédios novos! Porém, quem sobe as escadas encontra a degradação. "Até podemos ter vaidade dentro de casa mas na rua é uma porcaria", desabafa Odete Costa, uma das arrendatárias da CML.3

Com estas 'falhas de memória', de promessa em promessa é mais fácil apanhar um coxo do que…

1 A notícia da Lusa data de 2006-06-20. Ver o URL www.rtp.pt/index.php?article=245810&visual=16&rss=0

2. Ver o URL http://jn.sapo.pt/2007/02/25/sul/lumiar_clama_obras.html

3. Ver o URL http://dn.sapo.pt/2007/02/25/cidades/carmona_petiscou_prometeu_e_cumpriu.html

publicado por Sobreda às 03:13
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