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CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

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As 64 casas da Biblioteca

Sobreda, 20.11.07

A antiguidade do Xadrez originou muitas lendas sobre a sua invenção. Apesar desta diversidade, há aspectos que são comuns à maioria das histórias, como aquele que atribui o seu aparecimento à necessidade de entreter personalidades importantes, como monarcas e chefes militares.

É o caso da lenda que tem por cenário as guerras entre Gregos e Troianos: terá sido durante o prolongado cerco de Tróia, que Palamedes, chefe do exército Grego, para ocupar o tempo dos seus soldados inventou um jogo chamado “Petteia”, que muitos consideram antepassado do xadrez.

Mas a versão mais consensual entre os praticantes é o de o Xadrez terá nascido na Índia, tendo a história como personagem principal um sábio de nome Sissa que, para ajudar o rei a ultrapassar a tristeza resultante da morte de um filho, inventou um jogo - num tabuleiro de 8 por 8 casas - que se chamava “Chaturanga”. Este rei ter-se-á entusiasmado desejando compensar o sábio pelos seus serviços. O sábio terá então pedido um grão de trigo pela primeira casa do tabuleiro de xadrez, dois grãos pela segunda casa, quatro pela terceira, oito pela quarta e assim por diante. Os matemáticos chamados a calcular o número de grãos de trigo que o rei teria de pagar ao sábio chegaram ao espantoso resultado de 18.446.744.073.709.551.615! Pelo que não havia terra suficiente para garantir tamanha produção.

Em Telheiras, a A.R.T. obteve da CML, no início da década, a cedência de dez tabuleiros. Com esse material passou a ministrar com regularidade aulas de iniciação aos mais jovens, tendo estes chegado a participar em simultâneas e torneios dos então Jogos de Lisboa. Mais tarde a A.R.T. optou por divulgar o xadrez junto da comunidade local e dos utilizadores da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro (BMOR), transferindo, por empréstimo, esses tabuleiros para esta biblioteca.

A curiosidade de aprender, a vontade de jogar, a presença de parceiros, a qualidade do espaço e sabe-se lá que mais motivações foram chamando e fidelizando jogadores à BMOR. Hoje há já muitos que não dispensam uma visita, às 4ªs fªs ao fim da tarde, à sala de leitura do rés-do-chão da BMOR para uma relaxante partida com dois entusiastas animadores do referido bairro.

Entre na Biblioteca e descubra também o jogo das ’64 casas’ que entusiasmou os reis de outros tempos e entusiasma de novo os jovens leitores de hoje.

 

Ver http://blx.cm-lisboa.pt/noticias/detalhes.php?id=320

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