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Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007

Modernização ou degradação

Nem o sorriso amarelo do secretário de Estado 1 conseguiu esconder ou disfarçar a incomodidade governamental face ao êxito da greve de 6ª fª. Essa era aliás uma missão impossível, já que, ao longo do dia, o país tinha dado sinais claros de apoio à determinação com que a administração pública decidira enfrentar a arrogância política de Sócrates e seus ministros.
O facto de terem encerrado mais de 1300 escolas, de mais de um milhão de alunos não terem tido aulas, de centenas de julgamentos e actos médicos terem sido adiados ou de inúmeros serviços municipais (ainda) não privatizados terem fechado portas mostra a força desta greve. Até os comentadores oficiais e oficiosos se mostraram mais moderados na contestação numérica, não obstante alguns não terem conseguido evitar sinais claros de irritação que chegou ao ponto de não ‘contabilizarem’ os trabalhadores da administração local como se, por algum encanto, estes tivessem deixado de ser funcionários públicos ou não estivessem implicados na greve.
Insisto num ponto a dimensão desta paralisação não se pode medir apenas pelo número de grevistas ou pela quantidade de serviços que encerraram ou funcionaram a meio-gás, deve também medir-se pela reacção esmagadoramente compreensiva e cúmplice dos ‘atingidos’ pelos impactos grevistas, evidenciando-se assim uma amplitude bem maior de contestação às políticas e à atitude do primeiro ministro.
Esta greve congregou diferentes posicionamentos e contestações. Primeiro os de uma legítima revolta face a um Governo que não negoceia, antes se limita a impor o mesmo ‘número’ durante um mês de reuniões de faz de conta. Depois, a percepção de que o Governo anda a enganar tudo e todos, sendo evidente que podia ‘dar mais qualquer coisa’, só não o fazendo por se estar já a guardar para o regabofe eleitoralista de 2009. Por último, a certeza de que são cada vez mais os que percebem que uma ‘administração moderna e eficiente’ é incompatível com a crescente desvalorização do trabalho, com uma continuada política de perda de poder de compra dos trabalhadores, com um clima arrepiante de precariedade e instabilidade nas relações de trabalho, com a menorização de carreiras profissionais, a destruição de direitos ou a frustração de expectativas.
É esta insanável contradição entre a (desejável) modernização da administração pública e a degradação constante das suas condições de trabalho que faz com que Sócrates tenha cada vez menos êxito na sua cruzada contra os direitos dos funcionários públicos e da generalidade dos trabalhadores 2.
 
1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/173281.html
2. Ler H. Novo IN http://jn.sapo.pt/2007/12/03/opiniao/dimensoes_uma_greve.html
publicado por Sobreda às 01:16
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