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CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

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Telheiras, de Aldeia a Ilha

Sobreda, 17.12.07
Para quem veio morar para Telheiras há um quarto de século, constata a redução na qualidade de vida no bairro. Não é que se pretenda regressar ao período do pastoreio vaccum ou de rebanho de ovelhas, por entre os blocos de edifícios, mas longe vão os tempos em que se colhiam pequenas rosas selvagens junto aos velhos tanques de regadio ou se compravam produtos hortícolas directamente aos caseiros da Quinta de Sant’Ana.
Da Aldeia inicial 1, o bairro foi-se progressivamente isolando cercado pelas vias rápidas - 2ª circular, Av. Padre Cruz e Eixo Norte-Sul -, metamorfoseando-se em Ilha, situação que só agora alguns parecem reconhecer.
“…a transformação de um bairro residencial numa zona de atravessamento da cidade. Uma zona diariamente violentada, de forma verdadeiramente intolerável. Sobre quem apontar a crítica e o protesto? Sobre quem diariamente a violenta (os milhares empurrados para subúrbios, mas que têm que vir para a cidade trabalhar)? Ou sobre, quem décadas e décadas a fio, tem ‘planeado’ a Grande Lisboa, numa orgia de incompetência (se não mesmo dolo) e venalidade? E com isso forçando impunemente situações aberrantes, como aquela que todos os dias (e já não é de manhã e ao fim do dia, é a todo o tempo) testemunhamos em Telheiras.
Mas Telheiras sujeita-se a outras violências. Telheiras, eventualmente elevada a moda há uns anos, digamos desde a 2ª metade da década de 90, cresceu disparatadamente. E vai crescendo, saturada, estupidamente densificada, sucedendo-se os prédios, separados por ruas abertas agora mas de largura oitocentista (ou pior), e começando a ser também local de instalação de empresas, escritórios, sedeadas numa zona com volumetria pacatamente residencial, que trazem mais gente e automóveis, sem que para estes, como fatalmente teria que ser, haja previsão de um espaço de estacionamento minimamente decente”.
“Um só e breve exemplo disso: a zona em torno da estação de correios”. Outro ainda, a “vergonha do estacionamento selvagem invadindo Telheiras em dias de jogo no velho estádio de Alvalade. Foi abaixo, fez-se um novo. Acaso se resolveu, ou ao menos se atenuou, com esse novo estádio, esse verdadeiro crime?”
Telheiras vem-se assim transformando-se de “bairro residencial numa zona de atravessamento da cidade, agora extremamente prejudicado com a abertura do último troço do eixo Norte-Sul. Atravessar o bairro tornou-se um pesadelo com grandes congestionamentos e óbvia perda de qualidade de vida. Dá a impressão de que tanto o urbanismo como a mobilidade, tudo é feito a olhómetro. E assim, com a maior das calmas e das facilidades, se vão destruindo bairros que, à semelhança da Expo, poderiam ser considerados exemplares em vários aspectos” 2.
Nada que neste blogue não se venha há muito alertando. Denúncias que, também impunemente, ficam sem resposta da parte da Junta e da CML.
 

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