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CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

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O olho electrónico de Orwell

Sobreda, 23.12.07
Londres é hoje das cidades mais vigiadas do mundo. Na capital do país do autor do romance ‘1984’, George Orwell, desde que se nasce até que se morre, desde que se entra no território até que se abandona as terras de Sua Majestade, tudo e todos são muito vigiados.
Num estudo realizado pela Universidade de Hull (RU) em 2002 e que se debruçava sobre o uso da videovigilância nas cidades europeias, Londres e alguns dos seus bairros foram objecto de análise. Na cidade, além das câmaras nos estabelecimentos comerciais, da responsabilidade dos seus proprietários, existem câmaras em diversos locais públicos desde o metropolitano, autocarros, comboios, aeroportos e auto-estradas, locais turísticos, monumentos.
Na pesquisa, um dos seus capítulos é dedicado a um caso de estudo, o do quotidiano vigiado de um casal estrangeiro acabado de chegar ao Aeroporto de Heathrow. A primeira aparição ‘televisiva’ do casal em solo britânico é registada logo na área da passadeira das bagagens e visionada pelo guarda na central de controlo. Esta não será a última vez que serão filmados. Câmaras hão-de vigiá-los no metro, na plataforma de embarque da estação de comboios. O transbordo entre composições é filmado por seis câmaras diferentes. Apenas a caminhada da estação até à entrada do hotel não é filmada. Mas por pouco tempo. Há câmaras no átrio e no parque de estacionamento.
Apesar de toda a sofisticação e tecnologia, o sistema britânico tem, contudo, falhas. Um relatório oficial da Administração Interna britânica revela que 80% das imagens captadas “está longe do ideal, se for usada para identificação”, devido à sua má qualidade ou ao deficiente posicionamento das câmaras.
Falhas extensíveis aos direitos de privacidade inalienáveis dos transeuntes. Como se interrogaria Lasswell, quem observa quem, fazendo o quê, onde, e com que finalidade, com o mórbido prazer de ‘Big Brother’ Orwelliano?
 

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