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Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007

Policiamento de proximidade versus Orwell

Em época de compras, a PSP reforça os meios humanos em circulação nas ruas É uma tendência há muito diagnosticada: os amigos do alheio arriscam algo mais nas alturas festivas, em que as bolsas andam mais recheadas para compras e os fluxos de consumidores nos transportes públicos ou junto a zonas comerciais aumentam de tal forma que, no meio da confusão, facilmente se constata, quase sempre tarde demais, a perda de uma carteira, do telemóvel, óculos, ou o que mais calhe a jeito.
Para contrariar a situação, na quadra natalícia e de fim de ano, a PSP lançou a ‘Operação Presente II’. Um verdadeiro ‘presente’ para a segurança dos cidadãos, que se prolonga apenas até à próxima 2ª fª. Nesta época, todos os meios daquela força policial são canalizados para esta área, incluindo as patrulhas do programa Escola Segura, uma vez que já terminou o período lectivo. A PSP já tem, habitualmente, a sua Divisão de Transportes Públicos em vigilância junto dos passageiros. Mas por estes dias todas as divisões contribuem como podem para a mesma causa, seja através de agentes fardados ou à civil.
Quem acompanhar estas equipas confirma a satisfação estampada na cara dos passageiros pela presença dos agentes. Infelizmente, também recebemos o testemunho de quem se viu espoliado de economias que faziam muita falta.
Os conselhos da PSP apontam para o bom-senso de se ‘andar com poucas quantias de dinheiro, e se não for esse o caso ter o cuidado de o dividir por vários bolsos. Sobretudo ter em atenção que as entradas e saídas dos transportes são as alturas em que os larápios aproveitam para actuar, beneficiando dos empurrões e encostos’. Porque uma vez o mal feito já não é fácil haver remédio.
Os larápios profissionais “são extremamente rápidos a desfazerem-se dos objectos furtados, passam-nos de uns para os outros com grande velocidade e mesmo quando se apanha um ou dois elementos, o produto do furto já está longe”, especifica um dos subchefes da PSP. A operação em curso aposta na prevenção. “Os larápios já nos conhecem e 'convidamo-los' a sair mesmo que não estejam a fazer nada, pelo menos nestas áreas vigiadas”.
São autênticos ‘empresários’ nesta actividade, à qual, frequentemente, se dedicam famílias inteiras. Personagens como um cidadão de leste que terá confessado já ter 90 mil euros no seu país de origem, amealhados em apenas sete anos de ‘profissão’, ou aquele veterano nestas andanças que um dia se queixou às autoridades por lhe terem assaltado o carro topo de gama! Mas a “grande maioria são cidadãos portugueses” e, dado a reter, “são pessoas de aparência normalíssima, bem vestidos, muitas vezes com sacos de compras ou jornais e casacos nas mãos para melhor camuflarem as suas acções”.
Em geral, não há uso de violência e a moldura penal aplicável não facilita a sua prisão preventiva. O máximo que as forças policiais conseguem, na esmagadora maioria dos casos, é estragar o dia de trabalho dos infractores, levando-os para a esquadra. Até já aconteceu prenderem um carteirista que, passadas apenas algumas horas, já estava a ser apanhado de novo em acção, após ter sido solto.
Apesar de tudo, a PSP apela a que, mesmo assim, as vítimas façam a respectiva queixa. Em conclusão, que ninguém duvide que para os utentes e os transeuntes em geral, a presença de agentes policiais nas ruas e nos transportes públicos é um garante de maior tranquilidade e segurança 1.
Não há qualquer olho electrónico de Orwell que substitua com eficácia a sua actuação atenta. Por uma razão muito simples: A acção dos agentes da PSP é preventiva, enquanto, na melhor das hipóteses e se conseguirem captar imagens com nitidez, as câmaras de videovigilância apenas poderão servir de prova a posteriori. Quanto aos danos do furto, esses já aconteceram e estragaram a vida do cidadão assaltado.
 
Ver Jornal da Região nº 109 de 2007-12-21, p. 6
publicado por Sobreda às 00:04
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