Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

O preço da alimentação

teresa roque, 09.05.08


produtos-alimentares.jpgEm intervenção na AR, Agostinho Lopes denunciou a “subida desenfreada dos preços dos produtos alimentares básicos” como resultado de “opções e escolhas políticas feitas por interesses económicos, países, organizações internacionais, partidos e responsáveis políticos”. Agostinho Lopes declarou ainda que estes efeitos também se fazem sentir no nosso país, num contexto de “2 milhões de cidadãos no limiar da pobreza, profundas desigualdades sociais, baixos salários e baixas pensões " o que representa um “motivo para grande alarme social e a tomada de sérias medidas de emergência”.
Ler mais...

 

António Costa retira ilegalmente propaganda do PCP

teresa roque, 08.05.08
 
A CML, presidida por António Costa, retirou ilegalmente do Marquês de Pombal um «outdoor» do PCP com propaganda política condenatória das políticas de direita do Governo. Este acto ilegal de clara protecção do Governo e da sua política mereceu do PCP a exigência da imediata reposição dos materias de propaganda ilegalmente retirados pela Câmara.
Ler mais...

Contacto verde nº 41

Sobreda, 07.05.08
 
Foi editado um novo nº da ‘newsletter’ bimensal “Contacto Verde”.
O grande destaque vai para a interpelação ao Governo sobre “Ambiente e Ordenamento do Território”, realizada na A.R. por iniciativa de “Os Verdes” no passado dia 17 de Abril. A perspectiva que ficou patente em quase todas as bancadas do Parlamento é a de que “não há um ministro do Ambiente em Portugal”.
No final do debate na A.R. ainda se colocou a questão do próprio significado do processo de Avaliação de Impacte Ambiental, quando o ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional afirmou que “o nosso entendimento é o de que, para projectos feitos em condições normais, a avaliação de impacte ambiental serve, sobretudo e em primeiro lugar, para melhorar a qualidade do projecto”!
Em resposta, Heloísa Apolónia considerou profundamente grave a afirmação, tendo retorquido que “os estudos de impacte ambiental não servem para minimizar os efeitos dos projectos, servem para sustentar uma decisão sobre a realização ou a localização de um determinado projecto”.
Nesta edição a ‘Entrevista’ foi realizada com a dirigente nacional Manuela Cunha, a propósito da carta aberta que “Os Verdes” dirigiram aos presidentes das Câmaras de Alijó, Murça, Vila Flor e Carrazeda de Ansiães, com conhecimento ao presidente da Câmara de Mirandela, em defesa do vale da linha do Tua, das diversas iniciativas levadas a cabo e das perspectivas de acções futura, designadamente dos contactos com a UNESCO no sentido desta zelar pelo vale do Tua, que em parte integra a zona do Alto Douro Vinhateiro classificado como Património da Humanidade por aquela entidade.
É também dado ‘Destaque’ à Tertúlia organizada no passado dia 19 de Abril por “Os Verdes” na Moita sob o título ‘Abril, Educação, Indignação’ e na qual participou a Ecolojovem.
Entre outras informações são ainda dadas notícias sobre o ‘Encontro Mundial de Verdes’, que se realizou em São Paulo (Brasil) nos dias 1 a 4 de Maio.
 

Ver www.osverdes.pt/contactov.asp?edt=41

Despejo transitório?

Sobreda, 05.05.08
Receberam finalmente 'ordem de despejo' os contentores que habitavam ‘provisoriamente’, há longos anos, o parque localizado no entroncamento da Azinhaga dos Ulmeiros com a Azinhaga da Torre do Fato, mesmo em frente ao Hospital da Força Aérea, ao lado do Templo Hindu 1.
Esse parque encontra-se separado da Quinta de Nª Srª da Paz (e dos viveiros camarários de São Cristóvão) por um facilmente escalável muro, permitindo a devassa deste e prolongada rapina do seu espólio arquitectónico, designadamente da azulejaria oitocentista, tendo inclusive servido de alojamento a sem-abrigos e sofrido um pequeno incêndio na cave do edifício.

 

 

Recorda-se que esta Quinta histórica possui no seu interior uma vivenda que já abarcou o Departamento de Núcleos Dispersos da CML, uma escola primária (entretanto relocalizada no Alto da Faia), uma associação de moradores, um campo de jogos e parque infantil (que lá se encontram degradados), e que desde a sua devolução pela Junta de Freguesia à CML, em finais de 2001, tem sofrido um progressivo abandono, tendo por isso sido periodicamente vilipendiada.
Aparentemente o problema estaria agora resolvido, não fosse o isolamento total do local, levantando-se agora dúvidas sobre a sua manutenção e destino. Ou seja, como irá agora ser recuperado e ocupado? Passará o conjunto de edificado e espaços verdes, com toda a naturalidade, a fazer parte integrante da Quinta e dos Viveiros? Ou reservar-lhe-á a CML um outro destino patrimonial e urbanístico?
Recorda-se que a CDU apresentou em finais do ano passado, na Assembleia de Freguesia do Lumiar, uma Recomendação aprovada por Unanimidade, na qual propunha a elaboração de um projecto de reabilitação de todo aquele quarteirão 2.
A situação requer agora, talvez mais do que nunca, um acompanhamento atento sobre o seu futuro, por parte dos moradores e órgãos autárquicos.
 

Petição pela segurança

Sobreda, 04.05.08
A Associação de Residentes do Alto do Lumiar (ARAL) já recolheu, desde 2ª fª, 223 assinaturas numa petição on-line 1, para a instalação da 6ª divisão da PSP, no Alto do Lumiar, prometida pela autarquia de Lisboa.
Para o porta-voz dos moradores da zona do Alto do Lumiar, esta petição da ARAL surge como uma “forma de protesto à ocupação das instalações por parte da Divisão de Trânsito, quando estas seriam destinadas para uma nova divisão da PSP”.
As instalações municipais na Av. Maria Helena Vieira da Silva, no Alto do Lumiar, estão a ser preparadas para receber a Divisão de Trânsito. Porém, os moradores defendem um “maior policiamento em toda a Zona Norte de Lisboa, adequado à população residente nas áreas geográficas” das freguesias adjacentes.
Denunciam ainda que apenas existe uma esquadra de polícia, no bairro da Cruz Vermelha, com um único carro de patrulhamento, e recursos insuficientes para uma população que engloba as freguesias da Ameixoeira, da Charneca e do Lumiar.
A instalação de uma Divisão Policial no Alto do Lumiar, mais concretamente, nas instalações recentemente criadas na Av. Helena Vaz da Silva, está prevista no Plano de Urbanização do Alto do Lumiar (PUAL) 2.
Recorda-se que foi a CDU quem, na recente Assembleia de Freguesia do dia 21 de Fevereiro, apresentou documentos que denunciam o ‘acordo’ entre o Governo e o MAI para instalar a Divisão de Trânsito nas instalações inicialmente previstas para a PSP na Av. Helena Vaz da Silva, de modo a desactivar o ‘valioso’ edifício de Santa Marta “que será assim libertado e pode ser utilizado numa permuta entre a Câmara e o MAI, com as justas compensações resultantes da avaliação do valor dos imóveis” 3.
É evidente que quem ficará a perder com a ‘justa’ valorização dos imóveis de Santa Marta é a segurança dos moradores da Ameixoeira, Charneca e Lumiar.
 

Haja Circo !

Sobreda, 03.05.08

De 9 a 11 de Maio Carnide vai realizar a 1ª edição do festival ‘Haja Circo’, um programa cultural que inclui animação de rua, tendo o Jardim da Luz como centro da animação. No dia 10 a Junta de Freguesia lança o seu 4º livro, desta vez, uma homenagem ao circo e à carnidense Karley Aida.

Do Programa destaca-se:
6ª fª, dia 9 Maio: Participação no programa da TVI ‘Você na TV’, Animação nas escolas e jardins de infância, Inauguração da exposição ‘Karley Aida - quando a vida é o circo’.
Sábado, dia 10: Maik Magic - momentos de magia, Circo no jardim, Oficinas temáticas, Lançamento do livro ‘Karley Aida - o circo, a vida’.
Domingo, dia 11: A magia da cor, Circo no jardim, Oficinas temáticas, Sons do bairro, culminando com o desfile ‘Haja Circo’.
Participe !
 

Da oferta de emprego versus nível de formação

teresa roque, 02.05.08

Aparte talvez as qualificações específicas a nível superior – conferidas por universidades, por politécnicos – na área genericamente designada por «informática», as outras nas outras áreas parecem corresponder a um factor negativo por parte de quem as possui e consequentemente se candidata – em particular os jovens – a postos de trabalho, ou o que quer que se entenda hoje em dia por esta expressão.
Escrevi acima talvez porque já não são um nem dois nem três desses informáticos, em particular sendo engenheiros informáticos, que vejo escaparem-se para fora do país. Aliás, repete-se um exemplo «clássico» presenciado na televisão: primeiro-ministro José Sócrates, de visita à Finlândia – acho que em Helsínquia, a memória já se vai esbatendo –, apresentado a engenheiros portugueses empregados pela Nokia; primeiro-ministro embevecido pelo exemplo, e orgulhoso pela sua qualidade, demonstrando quanto valem os «nossos»; um dos nossos, respondendo, «pois só cá estamos por que não encontrámos trabalho em Portugal, respondemos a anúncios e cá viemos parar, cá nos aceitaram» (a Finlândia é um dos países do mundo como uma maior percentagem na população em termos de formação superior universitária, e, mesmo assim, precisa de mais trabalhadores com estes níveis de qualificação – e não serão apenas, nem maioritariamente, portugueses os que para lá emigram!).
Já uma pessoa próxima de mim, há pouco desaparecida, uma pessoa muito lúcida e com uma longa e impecável carreira profissional, um alto funcionário, sempre recusando os compadrios – aliás, o compadrio de diversos tipos é o método mais infalível de «progressão» nas mesmas carreiras –, mas dizia-me essa pessoa, lá por finais de 2007 – data referida aqui só para situar no tempo essa conversa –, que devíamos dissuadir os nossos jovens de alcançarem muita formação, sobretudo doutoramentos, porque isso era caminho quase andado por inteiro para não conseguirem arranjar trabalho. À guisa de explicação, acrescentava que tal acontecia por os empregadores se assustarem, terem medo de tais pessoas lá para a sua empresa, ou lá para o seu serviço. Além de que, por outro lado, os jovens – continuou essa pessoa a dizer-me –, sentindo-se de posse de tais capacidades e vendo que isto por cá não dá para nada, emigrarão como já muitos estão a fazer (estaria a pensar num filho que, depois de doutorado, ficou pelas estranjas, aí casou, aí está a ter filhos, e com os quais, já que dispunha de acesso de «banda larga» à Internet, comunicava por messenger e por videotelefone, servindo-se do ecrã do seu computador (poupando assim dinheiro tanto nas contas de telemóvel como nas chamadas de longa distância do serviço telefónico fixo)? Eles vão-se embora, e ficamos sem eles? – terríveis, as saudades dos pais, com estes mais a mais na fase de saída da carroça [da Vida], que hoje é mais cedo que antes (aparente paradoxo em face de uma acrescida longevidade, que «implica» que se vá sofrendo de abaixamentos progressivos de pensões de reforma).

Dramas

Tudo isto a ocorrer-me, estimulado (eu) por ocasião da passagem de uma novela na televisão, ali pelos lados do ecrã postado naquele canto da sala. Era uma espécie de tragédia da coxinha, mas com laivos de dramas próprios do viver de hoje. O «chefe de família», um «gestor» de médio coturno, desempregado recente, com um filho doente grave de fresca data, um «chefe de família» desmoralizado por estar a ser sustentado pela sua mulher, um «chefe de família» que acabou por empregar-se em turnos nocturnos como gerente de um «importante» hotel. Entretanto – e era onde estávamos – o tal colarinho branco desempregado queixava-se de que não podia, enquanto procurava emprego, referir-se a sua formação superior, universitária, senão eliminavam-no como hipótese logo à partida. É claro que logo a seguir viria uma novela onde os exemplos estelares são profissionais informáticos de elevado calibre (ainda não há muito, eram os pilotos da aviação). Mas, de qualquer forma, o exemplo afirmado de, em geral, licenciados nem os querer ver, parece-nos que possui um decisivo significado.
Dramas de trabalhadores ditos da «classe média», ou mesmo «classe média alta» – dir-se-á –, dramas diferentes dos dramas que ocorrem com os vividos pelas gentes da «classe dos mais desmunidos» – um violento eufemismo –, mas, de qualquer maneira, são dramas. E dramas a lembrarem tempos de grande crise, como os dos fascismos nascidos na primeira metade do século XX.

 

Francisco Silva

Publicado no Jornal "AVANTE" 30.04.2008

Pág. 4/4