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CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

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Declaração política de Ruben de Carvalho

teresa roque, 30.07.09


Hoje às 18.30, na Sede da CDU de Lisboa, Centro Vitória, na Avenida da Liberdade, o cabeça de lista da CDU para a Câmara de Lisboa, Ruben de Carvalho, vai dar início aos trabalhos da Coordenadora da CDU de Lisboa com uma Declaração Política sobre o actual momento político autárquico em Lisboa.
Esta parte da reunião é aberta à comunicação social.

Na CML só a CDU esteve do lado do sector táxi!!!

teresa roque, 28.07.09

taxi.jpgPor decisão do PS, PSD, Helena Roseta e Sá Fernandes, O contingente de táxis em Lisboa vai aumentar. São mais 50 licenças a somar às já existentes! Esta medida, tomada a propósito da justa introdução de veículos adaptados ao transporte de pessoas com mobilidade reduzida, revela um total desconhecimento (ou desinteresse) do sector do táxi em Lisboa, onde o excesso de licenças já se está a traduzir em enormes dificuldades económicas face à redução da procura.

Ler Comunicado ao Sector do Taxi

Acção do PCP insubstituível

teresa roque, 25.07.09


  PCP presta contas


Em hora de balanço P é
parlamentar, o PCP presta contas do trabalho realizado na Assembleia da República na X Legislatura – um trabalho único e insubstituível – e reafirma o compromisso de prosseguir a luta por uma política alternativa, uma política de esquerda, em defesa dos interesses do povo e do País.

 

 

PCP presta contas do seu trabalho na Assembleia da República na X Legislatura
Acção sem paralelo na luta por um fututo melhor !!!
 


A X legislatura aproxima-se do seu termo, estando agendada para hoje a última sessão plenária. Em hora de balanço, olhando para o que foram estes quatro anos de trabalho do Parlamento, bem se pode dizer que o PCP voltou a destacar-se pela sua acção inigualável em defesa dos interesses do povo e do País.

Um trabalho que é reconhecidamente ímpar não apenas pelo seu valor intrínseco em termos qualitativos e quantitativos como também pelo carácter singular que assume no panorama político nacional.
Como salientou Bernardino Soares em conferência de imprensa realizada na passada semana, o balanço do trabalho dos deputados comunistas é não apenas «uma indispensável prestação de contas a que todos os eleitos estão obrigados» mas «constitui também, para o PCP, um compromisso de continuação da luta por uma política de esquerda, que garanta a todos os portugueses uma vida melhor».
Esse, bem se pode dizer, foi o espírito que comandou toda a intervenção do Grupo comunista na legislatura que agora termina - a mais longa desde o 25 de Abril –, legislatura marcada no essencial pelo agravar de todos os nossos défices estruturais, bem como pelo agravar da vida da maioria dos portugueses, patente em realidades como o desemprego, a precariedade, os baixos salários e reformas e o aumento do custo de vida.

Viver cada vez pior

«A situação do País piorou com a política de direita do PS», sintetizou o líder parlamentar do PCP, antes de enumerar os aspectos essenciais que contribuíram para este estado de coisas, nomeadamente a obsessão pelo défice e o baixo investimento, factores que conduziram a uma «crescente dependência externa» e à «contínua destruição do aparelho produtivo», com isso comprometendo o desenvolvimento do País.
Mas não se esgotam aqui os traços que pesam mais negativamente na realidade que caracteriza hoje o País.
«Aumentaram as desigualdades na distribuição da riqueza, no acesso aos direitos sociais e laborais e entre grandes e pequenos empresários», alertou Bernardino Soares, que não escondeu a sua preocupação por ter simultaneamente crescido a «subordinação do poder político ao poder económico».
Para o presidente da formação comunista, que estava acompanhado na conferência de imprensa por António Filipe, vice-presidente da AR, estes últimos anos com o PS no Governo traduziram-se ainda num acentuar da degradação dos serviços públicos, bem como das funções do Estado, a par de um amputar da soberania nacional.

Convergência nas malfeitorias

Analisando de forma mais detalhada as principais linhas de acção da política do Governo chefiado por José Sócrates, e comparando-as com as executadas pelos seus antecessores, a bancada comunista conclui que também nesta legislatura ficou demonstrado que «em questões fundamentais e descontadas as tácticas de demarcação em cada momento», PS, PSD e em muitos casos também o CDS-PP «adoptam juntos as mais graves políticas».
«Em questões fundamentais, o Governo PS deu continuidade às linhas políticas do Governo anterior», acusou Bernardino Soares, lembrando a propósito que tal como o Governo PSD/CDS-PP também o Governo PS fez da obsessão pelo défice o elemento central da sua política económica, com isso penalizando o investimento, do mesmo modo que apostou na continuidade da política de baixos salários e de baixas reformas, de ataque aos direitos dos trabalhadores - «seja na área da administração pública seja através da alteração para pior do Código do Trabalho, que na oposição tanto criticava», como foi recordado -, e, bem assim, de agravamento das dificuldades das micro, pequenas e médias empresas.

Política de direita

Outro traço fundamental apurado na análise do Grupo Parlamentar do PCP à legislatura que agora termina foi a convergência na política de direita protagonizada por PS e PSD e, frequentemente, pelo CDS-PP.
O que aconteceu em áreas da maior importância, como foi o caso da Justiça com a celebração de um «pacto» entre os dois partidos do bloco central de interesses com o qual aprovaram «um conjunto significativo de leis que tornaram a justiça mais cara e menos acessível para a generalidade dos cidadãos, degradaram as condições do seu funcionamento, procuraram cercear as autonomias das magistraturas e promoveram alterações na lei que fragilizaram a investigação criminal e o combate à criminalidade».
De mãos dadas andaram ainda PS e PSD em matéria de defesa e política externa, designadamente «no alinhamento com a NATO e as orientações da União Europeia», negando, por exemplo, como lembrou o líder parlamentar comunista, «o referendo sobre o Tratado de Lisboa com que se tinham comprometido com os portugueses».
Igual postura foi assumida por aqueles partidos em matéria fiscal, «com a manutenção dos benefícios à banca e às grandes empresas e o prolongamento dos benefícios fiscais para o off-shore da Madeira».
«Foi assim no apoio à banca e sector financeiro, com a convergência na aprovação de avales de quatro mil milhões e de injecções de capital até 20 mil milhões», sustentou o presidente da bancada comunista, para quem esta realidade é por si só uma eloquente demonstração da necessidade de operar uma «ruptura com esta política que, à vez, é aplicada por PS, PSD e CDS-PP».

 Publicado no Jornal "AVANTE" de 23.07.2009

PCP e PS não falaram de alianças em Lisboa - «Não houve nenhuma reunião para esse fim»

teresa roque, 24.07.09

Muito se tem dito na imprensa acerca das eleições autárquicas em Lisboa e dos alegados esforços do candidato do PS, António Costa, para estabelecer uma união à esquerda que trave Pedro Santana Lopes. O Avante! falou com Carlos Chaparro, do Comité Central, e responsável pela organização do PCP na cidade de Lisboa para esclarecer o assunto.

Avante! – Recentemente, muito se disse acerca das tentativas de António Costa para estabelecer alianças de esquerda em Lisboa, impossibilitadas pelos outros partidos, nomeadamente o PCP. Que comentário te merece estas afirmações?

Carlos Chaparro – Que isso não corresponde à verdade. Não houve nenhuma reunião com o PS para esse fim, talvez porque António Costa e o PS tiveram consciência de que não era possível haver uma aliança entre os que combatem a política de direita e os que a realizam. Formalmente, a última reunião entre o PCP e o PS ocorreu a seguir às eleições de 2007. Daí para cá podem ter sido proferidas algumas declarações públicas, mas não houve nenhuma reunião entre partidos para discutir esse problema. Nem sequer nenhuma tentativa...

 

Publicado no Jornal "AVANTE" de 23.07.2009

O argumento apresentado por muitos para a necessidade de união «da esquerda» é o perigo de ver novamente a autarquia da capital nas mãos da direita e de Santana Lopes. O que pensa o PCP sobre este «perigo»?

Não podemos ter a memória curta: em 2001, quando Santana Lopes ganhou as eleições, havia uma coligação entre o PCP, o PS e o PEV. Que, por responsabilidade do PS, se desagregou logo no início de 2002. Alguns dos que agora vêm referir a necessidade de combater a política de direita não fizeram absolutamente nada, nessa altura, para esse combate. Aliás, a política de direita só passou porque o PS a deixou passar.
É bom recordar que o PS, que se queixa agora da situação financeira da Câmara, aprovou os planos e orçamentos do PSD no tempo de Santana Lopes. Mas aprovou também os relatórios e contas, a alteração simplificada do Plano Director Municipal (que levou a todas as negociatas na área do urbanismo) e o negócio do Parque Mayer. O que vimos nessa altura foi o PS a sufragar a política de direita quando, juntamente com o PCP, teria uma maioria absoluta na Assembleia Municipal que permitiria travar o seu desenvolvimento. Portanto, quem combateu sozinho a política de direita foi o PCP, foi a CDU.
Além do mais, há que ter presente que Santana Lopes não representa hoje o perigo eleitoral que representava em 2001. Passaram oito anos e Santana Lopes fez a política miserável que fez em Lisboa e no Governo do País.

Entretanto, Helena Roseta, que se candidatara por um movimento de independentes há dois anos, chegou a acordo com o PS e integrará a sua lista...

Para nós não é surpresa que Helena Roseta integre as listas do PS. Aliás, ela tem já um acordo de gestão com o PS, inclusivamente com vereadores a tempo inteiro na actual Câmara. O facto de haver membros do movimento que integram a lista do PS sem sequer discutir programas mas apenas lugares é revelador do que são alguns destes movimentos que se dizem independentes e que na primeira oportunidade se passam de armas e bagagens para a lista do PS. E é bom não esquecer que o movimento de Helena Roseta fez toda uma campanha contra os aparelhos partidários e os partidos.
Todos aqueles que, pelas razões mais diversas, votaram nas políticas que a lista de Helena Roseta defendia têm uma única alternativa, que é a CDU.

 

CDU exige que a RTP cumpra a Lei!

cdulumiar, 23.07.09

 

 

 

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Na concentração realizada da RTP, a CDU exigiu da RTP o cumprimento da lei, que esta violou realizando apenas entrevistas aos candidatos do PS e do PSD à Câmara de Lisboa, no quadro da mega-operação de falsificação da realidade política da capital destinada a tentar convencer os eleitores que estão condenados a escolher entre dois candidatos da mesma política de direita.

 

Carta entregue à RTP durante a concentração

 

À Direcção de Informação da RTP

A RTP, no Programa “Grande Entrevista”, entrevistou sucessivamente Pedro Santana Lopes e António Costa, primeiros candidatos do PSD e do PS candidatas à Câmara Municipal de Lisboa.

Na entrevista de António Costa, a entrevistadora anunciou a abertura de um novo ciclo de debates, agora com os secretários-gerais dos partidos, dando por encerrado o ciclo com os candidatos à CML.

Estando marcadas eleições autárquicas para 11 de Outubro e estando já apresentado publicamente desde 26 de Março de 2009, o primeiro candidato da CDU à CML, Ruben de Carvalho, não é admissível a sua exclusão do ciclo de entrevistas.

Não é admissível no plano legal, porque estando marcadas eleições a RTP está obrigada a respeitar o princípio da igualdade de tratamento (Constituição da República e Lei 27/2007), tem ainda a RTP especiais responsabilidades em matéria de pluralismo e de isenção (Artº. 50º. /nº. s 1 e 2 da mesma Lei).

Acresce que a CDU não é apenas mais uma força que aparece para marcar presença em período eleitoral. A CDU tem uma história de ligação aos trabalhadores, bairros, movimento associativo e população da cidade, está ligada aos que de melhor foi feito em Lisboa nos últimos 33 anos. Foi a única força que no plano político fez frente à desastrosa política do PSD/ Santana Lopes / Carmona Rodrigues, tem um presente de combate a tudo o que é negativo e de apresentação de propostas para melhorar a vida em Lisboa.

A CDU é uma grande força autárquica em Lisboa, com dois vereadores. Preside a 8 freguesias, tendo mais de 150 eleitos nos vários órgãos autárquicos.

Ao excluir das entrevistas o cabeça der Lista da CDU e outros candidatos já anunciados, a RTP toma partido e assume-se como participante activo na tentativa de bipolarizar a campanha em torno das candidaturas do PS e do PSD, tentando fazer crer à população de Lisboa que está condenada a votar numa das duas força que no essencial defendem a mesma política, escondendo a CDU que nas eleições de 11 de Outubro se apresentará com o seu projecto como a força alternativa de que Lisboa precisa.

A CDU reclama da RTP que respeite a legalidade democrática, entrevistando Ruben de Carvalho e que cubra em pé de igualdade as iniciativas das várias forças políticas, não se escondendo debaixo do eufemismo dos critérios jornalísticos para fugir ao cumprimento da Lei a que o serviço e interesse público a obriga.

A CDU / Lisboa

 

 

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