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Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2008

Como levar os ‘burros’ à nora

A ex-deputada do PCP, Odete Santos, faz um balanço da actual situação do nosso país, afirmando que este é o governo dos ricos contra os pobres. Quanto à presidência portuguesa da União Europeia, a comunista salienta que dela “não resultou positivamente nada” e que o “não” ao referendo do novo tratado é um reflexo do medo de que não fosse ratificado. Odete Santos espera ainda para 2008 um agravamento das condições de vida, mas afirma que 2009 será um bom ano, pois há eleições e vem aí a realização de muitas promessas para “levar burros à nora”.
Que balanço faz da governação de José Sócrates?
O balanço que faço, agora que estou fora da A.R., é extremamente negativo. Tem havido ataques violentos aos direitos sociais, nomeadamente ao direito à saúde e ao direito à educação. O direito à segurança social tem agora um expoente que só não é ridículo, porque é muito grave, ao ter sido anunciado o pagamento de retroactivos aos reformados em prestações de 14 meses. Acho que tudo isto vindo de um governo é uma afronta às pessoas, mas às pessoas pobres, pois este é o governo dos ricos contra os pobres.
O ministro Teixeira dos Santos sublinhou que Portugal conseguiu manter o défice controlado abaixo dos 3%. Como vê estes resultados?
No tempo do Salazar também teve muito valor. Dizem que ele era um génio das finanças porque equilibrou as finanças do País e eu comparo-os muito, porque o equilíbrio é sempre a favor dos ricos contra os pobres. Portanto, isso do equilíbrio das finanças não me diz nada porque, para mim, ter as finanças equilibradas com um País florescente, isso sim; agora ter as finanças equilibradas à custa de uma grande maioria do povo português não é ter as finanças equilibradas. Isso é muito fácil e qualquer ministro faz isso: chega lá, manda apertar o cinto aqui, ali e acolá, não sendo preciso ser nenhum génio das finanças.
Como caracteriza a Presidência Portuguesa da UE?
Foi uma presidência, como um balão cheio, que depois de picado com um alfinete não deita nada. O que resultou? As cimeiras? A cimeira de África ou do Brasil? Do ambiente? Sobre o Kosovo? Mas não resultou positivamente nada. A presidência portuguesa foi ar e vento.
O PCP passou de 3ª para 4ª força política na A.R. Esta situação comporta algum significado para o partido?
O PCP sabia muito bem àquilo a que ficava sujeito quando fez o processo disciplinar contra a deputada Luísa Mesquita. Mas, em matéria de princípios, o PCP respeita os seus princípios e portanto não tem esse significado todo passar a quarta força política, pois não se perde nada. O CDS quando era a quarta força política tinha o mesmo tempo para falar que nós. É meramente simbólico. O secretário-geral mostrou o documento assinado por ela em como se comprometia a quando o PCP entendesse, que o cargo estaria na disponibilidade do partido. Eu assinei, ela também e toda agente assinou.
Há quem diga que o PCP ou “muda e acaba ou não muda e acaba”. Que comentários tem a fazer a esta afirmação?
Já se tem vaticinado ao longo dos anos que o PCP vai acabar. Como não muda, vai acabar. O PCP não acabou e reforça-se com novos militantes, reforça-se com uma força social importante em Portugal. Desde logo, há bem pouco tempo, o PCP fez uma interpelação no Parlamento sobre o estado dos direitos liberdades e garantias, onde comprovamos que este governo é o que mais tem agido contra estes valores. Portanto, o PCP não acabará, nem diminuirá de importância, tanto pelo contrário, porque à medida que os direitos sociais vão sendo atacados, e aqui invoco o património do PCP, torna-se mais expressiva a importância de um partido que age em defesa dos direitos de todos os portugueses.
Que perspectivas tem para 2008?
As minhas perspectivas são sempre muito pessimistas. Espero o agravamento das condições de vida, pois o governo não dá mostras de querer voltar atrás na sua política. Quando desejei um bom ano na passagem de ano foi com a morte na alma, porque acho que não vai ser. O ano de 2009 será eventualmente um bom ano porque como é ano de eleições, vem ai a realização de muitas promessas para, como disse António Aleixo, “levar burros à nora”. Assim, 2009 será um ano desses, mas atenção, 2008 vai ser ainda um ano de apertar ainda mais o cinto.
 
Ler entrevista completa IN www.semanario.pt/noticia.php?ID=3835
publicado por Sobreda às 02:22
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