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CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

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100 mil respondem ao insulto

Sobreda, 09.03.08
A ‘Marcha da indignação’ constituiu um protesto de professores sem precedentes. Os organizadores garantem que mais de 100 mil docentes participaram na iniciativa, em Lisboa. E o comando metropolitano de Lisboa da PSP confirmou a presença de cerca de 100 mil manifestantes no desfile dos professores, ratificando os dados adiantados pelos sindicatos 1.

Os números indicam que os professores marcharam de forma massiva para Lisboa em protesto contra a política de Educação do Governo. Segundo o sindicato, cerca de dois terços de toda a classe profissional (constituída por 143 mil docentes) terá estado nesta “Marcha da Indignação”.
Os docentes, que chegaram de todos os pontos do país em centenas de autocarros, concentraram-se no Marquês do Pombal descendo depois para o Terreiro do Paço. Juntos exigiram a demissão da ministra da Educação, a renegociação do Estatuto da Carreira Docente e a suspensão do processo de avaliação de desempenho 2.
Os sindicatos garantem que se trata da maior manifestação de sempre na Educação e um dos maiores protestos dos últimos anos em Lisboa. No discurso que proferiu no final do desfile, o dirigente da Fenprof e porta-voz da plataforma sindical, garantiu que “mais de dois terços” da classe profissional participou no protesto, um anúncio que foi recebido com um forte aplauso pelos manifestantes.
A cabeça do desfile chegaria ao Terreiro do Paço cerca das 16h30, mas mais de duas horas depois eram ainda milhares os manifestantes que chegavam ao local, onde decorrem os discursos finais. Cerca das 18h50, o Terreiro do Paço encontrava-se praticamente cheio, enquanto uma densa mole humana preenchia ainda os últimos dois quarteirões da Rua do Ouro 3.
Vestidos de negro os professores fizeram de Lisboa a capital do seu protesto contra o Governo. E afirmam que venceram o executivo socialista por uma maioria qualificada de dois terços 4.
Foi uma resposta ímpar ao “maior insulto à Democracia” 5.