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Sábado, 15 de Março de 2008

Função Pública em luta contra despedimentos

Alguns milhares de trabalhadores da administração central foram ontem à tarde a São Bento exigir um sistema retributivo que lhes valorize as carreiras profissionais e lhes permita recuperar o poder de compra perdido nos últimos anos. O apelo foi feito numa resolução entregue no gabinete do primeiro-ministro, no final de uma manifestação que decorreu em Lisboa durante a tarde e que juntou milhares de pessoas.
No documento, aprovado no início do protesto junto ao Ministério das Finanças, é também reivindicada a alteração do sistema de avaliação da função pública e a revogação do aumento da idade de aposentação. Na resolução, os trabalhadores da Administração Pública prometem “prosseguir a luta para travar o passo a este Governo e às políticas de direita por ele desenvolvidas, com a destruição de direitos fundamentais e da sua dignidade profissional e laboral”.

O secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, que falou aos manifestantes no Terreiro do Paço, disse que os trabalhadores da Função Pública têm todas as razões para protestar e lembrou, nomeadamente, que estes perderam um décimo dos seus salários nos últimos anos, por terem tido sucessivamente aumentos salariais abaixo da inflação.
Criticou ainda o Governo por não admitir a hipótese de um aumento salarial intercalar para este ano - em que os trabalhadores da Administração Pública tiveram aumentos de 2,1% quando a inflação deverá chegar aos 2,5% - quando todos os anos tem constatado a desvalorização dos salários reais, acrescentando que “a democracia é alimentada pela intervenção dos cidadãos”.
A coordenadora da Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública acusou também o Governo de não respeitar os Sindicatos, de impor aos trabalhadores uma grelha salarial que baixa a remuneração média da Função Pública e de tentar encontrar, através do estatuto disciplinar, forma de despedir trabalhadores sem justa causa.
A manifestação marcou o final da semana de luta convocada pela Federação, afecta à CGTP, para protestar contra o novo diploma dos vínculos, carreiras e remunerações, o congelamento de escalões, a imposição de quotas no sistema de avaliação e o aumento da idade de reforma.
 
Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1322680&idCanal=57
publicado por Sobreda às 00:27
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