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CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

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Circular no Eixo do ruído

Sobreda, 16.03.08
Telheiras e o Bairro Fonsecas e Calçada sofrem com o trânsito da 2ª Circular e do Eixo Norte-Sul. Por estas estradas há contrastes, com barreiras apenas na zona residencial conotada como mais abastada.
Há assim os que moram do lado errado da estrada. É como se a 2ª Circular fosse, naquele troço junto ao Eixo Norte-Sul, de apenas algumas dezenas de metros, a fronteira entre dois países distintos. Ou, por outras palavras, eis um péssimo exemplo das desigualdades sociais que colocam Portugal no topo do respectivo ‘ranking’ europeu.
As diferenças entre o bairro de realojamento Fonsecas e Calçada, em Telheiras Sul, e o bairro situado do outro lado daquela via, no lado Norte, não só dão nas vistas por alguma degradação e abandono do edificado e do espaço público, como nos ouvidos, graças à inexistência de barreiras acústicas para travar o barulho do tráfego à porta dos moradores que, há mais de 20 anos, para ali foram transferidos das barracas da antiga Quinta das Fonsecas e do Bairro da Calçada, na freguesia do Campo Grande.
“Não se percebe como é que daquele lado há barreiras e nós aqui temos de gramar com esta barulheira”, diz uma residente bem perto do ‘zumbido’ contínuo dos pneus no asfalto. Apesar de tudo, está conformada porque “já estou habituada”. Ainda assim, “incomoda ouvir barulho logo às cinco da manhã até às nove da noite, às vezes com as motas a piorar as coisas”.
A colocação de vidros duplos alivia o stress sonoro, mas “nem toda a gente tem dinheiro para isso”, como sublinha outra moradora que dispõe daquele sistema. “Mas no Verão, com o calor, não se pode ter a janela aberta por causa do barulho”, queixa-se. Problemas agravados no caso de quem tem bebés ou filhos de tenra idade, situação que esteve, aliás, na origem de um abaixo-assinado que uma mãe indignada fez circular pelo bairro, há cerca de um ano, em busca de uma solução que, pelos vistos, tarda em chegar.
O presidente da Junta de Freguesia diz que conhece o problema, do qual já deu conta ao vereador do pelouro do Ambiente. “Falámos do assunto no âmbito dos protocolos de descentralização de competências para as juntas e ele ficou de atender ao problema”.
O que significa que será preciso fazer bastante mais... barulho, para resolver os problemas de ruído.
 
Ver JRegião 2008-03-14, p. 8