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Quinta-feira, 12 de Abril de 2007

Mercado insuflado

Os comerciantes do Mercado do Lumiar foram temporariamente transferidos para um pavilhão insuflável situado entre o Mercado do Lumiar e a Avenida Padre Cruz, devido à construção do viaduto do Eixo Norte/Sul. O pavilhão insuflável acolherá (sabe-se lá se apenas) até Agosto os comerciantes por questões de segurança devido à construção do viaduto. Como a obra do viaduto, a cargo das Estradas de Portugal (EP), passa por cima do Mercado do Lumiar, existia o risco de poder ocorrer algum acidente durante as obras.

De início, os comerciantes mostraram alguma resistência por se irem instalar numa tenda. A proprietária de uma pequena loja de artigos de louça no interior do mercado disse estar contente no novo espaço. “Ao princípio estava um bocadinho preocupada, mas agora estou satisfeita”, os clientes gostam do novo espaço, que tem “melhores condições e mais higiene” que o antigo mercado. Uma das detentoras de uma bancada de peixe acrescenta que para já “está a correr tudo bem, estamos a gostar. O frio é que é pior”.

Uma outra comerciante no Mercado do Lumiar há 33 anos queixa-se que o negócio está fraco, atribuindo esta situação à pouca divulgação do mercado, aos maus acessos ao pavilhão e à falta de estacionamento. “Não estamos a vender praticamente nada. É preciso tempo de adaptação para que os clientes venham conhecer o mercado”, adiantando que está “a sentir a falta das pessoas”. “Há arestas a limar que são os acessos para as traseiras do mercado e o estacionamento”, sublinhando que “as grandes superfícies têm todas as condições e os clientes não se sujeitam a estes pequenos sacrifícios”. Defendeu ainda que tinha ficado mais barato à CML fazer um mercado de raiz com mais condições, do que estar a ter gastos com uma solução provisória.

Esclareça-se, para quem não o saiba, que esse projecto existia! Mas já lá vamos...

O presidente da Junta de Freguesia do Lumiar considerou esta solução "positiva", e que “seria uma boa solução, porque o antigo mercado fica mesmo debaixo do viaduto”, adiantando que o único problema no local é a falta de estacionamento. O custo das instalações provisórias deverá ser suportado pela empresa que está a construir o viaduto, através de um protocolo assinado entre a autarquia e a Estradas de Portugal, estando também a ser estudada a possibilidade do mercado do Lumiar permanecer naquela infra-estrutura, através da colocação de um telhado 1.

Já cá faltava mais uma solução transitória... Infelizmente, em Portugal, os cidadãos já estão fartos de situações provisórias que passam a definitivas, independentemente das suas condições de instalação e manutenção. Esta não passa de uma solução... insuflada.

Acontece que, antes das eleições autárquicas de 2001, o Mercado do Lumiar tinha de facto um projecto de construção para um novo edifício de raiz, com dois pisos, incluindo serviço de restauração, e uma cave de estacionamento. Qual o local então previsto? A Travessa do Canavial, ao lado do balneário público, bem no centro da freguesia e a escassos 50 metros das actuais instalações, no local onde ainda permanece um ‘stand’ de automóveis. Projecto esse que levaria à pedonalização da zona e à recuperação paisagística de uma das emblemáticas entradas em Lisboa, balizada entre o Largo Júlio de Castilho e a Rua do Lumiar.

Em que gaveta guardaram os actuais executivos da Junta e da CML este projecto? O pavilhão insuflável vai lá ficar até Agosto. E depois, para onde vão comerciantes e clientes? Faz-se um remendo e regressam ao velho mercado? Eis um exemplo de mais um rotundo falhanço de planeamento e gestão do actual executivo de direita na CML. Os cidadãos e equipamentos urbanos de qualidade são secundários perante outros interesses especulativos ou de ocasião.

1. Lusa, SIR-8913745

publicado por Sobreda às 17:43
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