Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

Alta de Lisboa tenta atrair investidores

Sobreda, 12.06.08
A Sociedade Gestora da Alta de Lisboa (SGAL) quer atrair investidores privados para o seu projecto urbanístico. O seu Plano Estratégico para o triénio 2008-2010, agora apresentado, tem por objectivo promover a instalação de áreas comerciais, escritórios e hotéis e, deste modo, “aumentar a competitividade” de todo o empreendimento. Foi entretanto também revelado que, neste momento, 95% da oferta habitacional da Alta de Lisboa colocada no mercado, já se encontra comercializada.
Para o presidente da Comissão Executiva da SGAL, “o nosso grande propósito é incluir, nos próximos anos, a Alta de Lisboa na rota dos grandes investidores internacionais”, sendo “necessário continuar a criar condições para que os investidores apostem neste local”. “Durante o último ano foram sendo criadas condições para atrair investidores para o projecto. Se ainda não construímos o centro comercial, escritórios e hotéis é porque estes projectos têm de ser desenvolvidos com os investidores”.
Para já, decorrem negociações com vários investidores que se mostraram interessados em desenvolver o centro comercial e os hotéis. “Até ao final deste ano, esperamos ter as negociações concluídas”. No caso do centro comercial, são três os promotores que, neste momento, disputam o desenvolvimento desta estrutura, que terá 60 mil metros quadrados de área bruta de construção. A SGAL já fez saber que o investidor vencedor terá total liberdade para desenhar o projecto e desenvolvê-lo conforme as suas necessidades, cabendo-lhe também a tarefa de obter a licença comercial e a licença de construção.
Quanto aos hotéis - o plano da SGAL prevê o lançamento de três unidades hoteleiras de quatro e cinco estrelas -, o número de interessados ascende a cinco, mas a SGAL acredita que poderão ser mais, agora que foi apresentado o plano estratégico para o triénio 2008-2010.
O ‘modus operandi’ de todo o processo relativo aos hotéis será semelhante ao do centro comercial. O desenho do projecto cabe aos investidores, não existindo grandes constrangimentos ao seu desenvolvimento. “Vamos optimizar tudo com base numa parceria a estabelecer entre a SGAL e os investidores. Só depois disso, é que o hotel será planeado, construído e depois gerido”, garante o presidente da Comissão Executiva da SGAL.
O enfoque estará também na promoção de edifícios de escritórios. É aqui que a empresa gestora quer captar mais investidores, até porque o número de interessados é ainda pouco significativo. O facto de este projecto urbanístico se localizar numa zona em forte expansão de PME, e junto a algumas vias estruturantes da cidade, é “uma mais-valia que será decisiva para todos aqueles que resolverem apostar na Alta de Lisboa”, assinala Amílcar Martins.
Segundo o plano da SGAL, estão previstos cerca de 80 mil metros quadrados de escritórios, com um núcleo central que absorverá a maior parte deste volume de construção.
Consolidada parece estar a oferta residencial da Alta de Lisboa, onde actualmente já residem cerca de 32 mil pessoas. Contudo, está previsto para este ano o lançamento de mais apartamentos, uma tendência que deverá repetir-se nos próximos anos, pois Amílcar Martins revelou que “falta ainda construir metade da componente residencial prevista”. Recorde-se que as estimativas iniciais do projecto apontavam para uma densidade populacional na Alta de Lisboa de 65 mil pessoas.
Todavia, a construção de futuros condomínios habitacionais estará muito dependente da evolução do mercado imobiliário. “Iremos construir novos edifícios habitacionais, à medida que a procura for surgindo. Não vale a pena estar a construir, se depois não existe procura para absorver estes produtos”.
Apesar de uma notória quebra nas vendas ao longo dos três últimos anos, a SGAL faz um “balanço muito positivo” da comercialização, garantindo que estão já colocados cerca de 95 % dos apartamentos que se encontravam à venda 1.
Em suma, centros comerciais, mais escritórios e mais hotéis, tudo para “aumentar a competitividade” de todo o empreendimento. Afinal, onde estão os projectados - no PUAL - equipamentos sociais, culturais, desportivos, melhores acessibilidades e transportes? E ainda há residentes na Alta ‘de esperanças’ com as promessas da SGAL.
 
1. Ver Público 2008-06-11, Caderno ‘Imobiliário’, p. 8