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Sábado, 21 de Abril de 2007

Lumiar desprotegido - 2

Na Rua do Lumiar existem vários exemplos de edifícios em péssimo estado, alguns deles totalmente irrecuperáveis, quer porque lhes arrombaram os portões, quer por terem ardido ou entrado em derrocada, bem como por lhes terem acabado por emparedar portas e janelas. E o Município - CML e JFL - mantém-nas ao abandono. Talvez porque prevejam vir a editar um roteiro turístico local sobre incompetência em reabilitação urbanística.

Eis mais três exemplos que dilaceram a alma e a vista do transeunte ou de quem acaba de chegar à cidade por um dos seus acessos Norte.

Um caso típico é o que ainda subsiste nos nºs 131 e 133, junto à Travessa do Picadeiro, uma casa de três pisos com uma água furtada recuada.

Esta casa com o nº 133 remata a Rua do Lumiar que, juntamente com as suas transversais, foi cortada e viu as suas casas demolidas para se construir a Calçada de Carriche. Por ali se cumpriam os últimos quilómetros da Volta a Portugal em Bicicleta até à já inexistente chegada na pista do estádio José de Alvalade.

Mais perto da Travessa do Alqueidão, no nº 111, existiu até há algum tempo um estofador em actividade. Lamenta-se que do edifício apenas reste a sua característica fachada em azulejos, com baluarte em mármore no topo do telhado.

Apenas pelas traseiras do nº 109 facilmente se percebe que ruiu todo o interior do edifício. A pequena chaminé cónica indicia o tipo de indústria artesanal que ali decorria. As traseiras foram entaipadas, mas hoje antevê-se a ‘ameaça/esperança’ de início de empreitada a qualquer momento.

Num dos andares do nº 75 depreendemos a existência de cortinas e a dúvida de uso subsiste.

Talvez pareça anómalo mas, circulando pelas traseiras do nº 79 e torneando a Rua do Alqueidão, reconhece-se que a casa se encontra de facto parcialmente habitada no primeiro piso e águas furtadas. A fotografia não consegue fazer jus ao surreal amontoado de lixo e dejectos que por lá jazem, virados para a Av. Padre Cruz e expostos para turista ver!

Talvez por estar condenada a um reordenamento geral tenha esta via tantas casas arrasadas, devolutas, ou em ruína. Poderá ser inimaginável, mas na Rua do Lumiar ainda há situações em pior estado. Resta acrescentar que, segundo os moradores, a área está protegida pelo IPPAR.

Também aqui não houve recuperação do património...

publicado por Sobreda às 00:01
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