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CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

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Viaturas da PSP levam meses a ser reparadas

Sobreda, 09.08.08

Os agentes da polícia denunciam que a PSP “tem dívidas em atraso com as oficinas”, pelo que é fácil entender porque, constantemente, faltam carros em condições operacionais.

Elementos do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa (Cometlis) queixam-se que muitas viaturas da corporação “estão encostadas e não podem circular, porque foram apedrejadas ou sofreram avarias e têm de ficar meses à espera até serem reparadas nas oficinas”. Outras também estão fora de serviço, “porque falta irem às revisões de manutenção periódicas”, referem, adiantando que “por vezes faltam carros para seguir para as ocorrências e é preciso pedi-los emprestados às esquadras mais próximas”.
Alertam que essa falta de veículos operacionais “poderá dificultar as deslocações dos agentes da Divisão de Trânsito para as operações nas imediações dos estádios da Luz e José Alvalade”, onde esta noite se realizam os jogos internacionais de futebol.
Por outras palavras: há burocracia a mais.
O presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP), confirmou ter recebido “informações relativas a vários casos de viaturas avariadas” e recorda que “antes, cada comando da PSP tinha uma verba própria para mandar fazer as reparações necessárias e pagá-las. Agora o processo é muito mais demorado, porque é preciso todos os pedidos passarem pelo departamento de finanças da Direcção Nacional da PSP, que tem de atender as situações de todo o País”.
Agentes do Cometlis, que solicitaram a não publicação das suas identificações, criticam essa situação, afirmando que “a PSP peca pela burocracia. Às vezes um carro fica um ou dois meses parado à espera de conserto de um farolim ou qualquer outra coisa, por mais simples que seja. É muito demorado o processo burocrático para reparação”.
Lembram um caso recente ocorrido na “esquadra de Moscavide, em que se fundiu a luz da porta de entrada e só passado um mês e meio é que chegou finalmente a nova lâmpada para substituir a outra”.
Mas há também a questão das dívidas em atraso.
Explicam que “nas oficinas da PSP, em Alfragide (Amadora), praticamente só se faz mudança de óleo. Cerca de 95% dos serviços de revisão, manutenção e reparação são efectuados em oficinas particulares que foram contratadas, através de concurso, pela PSP. Sobra um problema: como a Direcção Nacional da PSP não lhes tem pago no prazo e há dívidas em atraso, tem-se evitado enviar mais carros para reparação”.
“Só conseguimos ter em condições 60% da frota”, dizem os mesmos agentes, considerando que “a situação está cada vez pior e ultimamente tem-se agravado bastante. Na 1ª Divisão chegou a haver dez viaturas paradas por estarem avariadas, sem bateria ou sem revisão. Também há muitos carros encostados na 2ª e na 5ª Divisão”, bem como “na Divisão de Trânsito”.
Na esquadra de Moscavide, aconteceu o caso caricato de “o carro de reserva ser utilizado durante mais de um mês sem travão de mão. Era preciso estacioná-lo num sítio que não fosse inclinado, e com a primeira mudança ou a marcha-atrás engatada, para não sair do lugar”.
Recordam os recentes confrontos na Quinta da Fonte, em Loures, nos dias 10 e 11 de Julho, em que “várias viaturas da PSP foram apedrejadas. Pelo menos três ainda estão no parque de S. João da Talha à espera de reparação”.

 

 

Acrescentam que outros veículos da PSP “estão parados por falta de revisão, manutenção ou à espera de reparação e encontram-se no parque do Restelo, em Lisboa”. Não é por isso de estranhar que faltem viaturas para o serviço. “Devia haver pelo menos três carros em cada esquadra, mas muitas vezes só há um, que tem de rolar 24 horas por dia e depois não aguenta. Até chega a haver só um carro para duas esquadras”.
Lembram que “na esquadra da Musgueira, em quatro dias foram encostadas três viaturas por falta de condições para circular. E isto sucede habitualmente”.
Relatam casos de “carros que chegaram a estar parados dois e três meses, porque não havia dinheiro para mandar reparar furos nos pneus. Os carros andam sem condições. Alguns já sem suspensão nem aderem ao piso. Temos de conduzir devagar e com muito cuidado. Já me aconteceu querer travar e o carro continuar a andar. Outra vez ia numa viatura, virei para a direita, mas seguiu em frente e bateu no passeio”, conta um dos agentes.