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Sábado, 16 de Agosto de 2008

Uma cidade de férias

«Lisboa está vazia, de manhã cedo quando vou para o atelier atravesso ruas desertas, como se vivesse numa cidade fantasma. Mas a sensação não é de todo desagradável. Não tanto nas ruas que gosto mais cheias de gente, mas no trabalho.

Agosto é para mim um dos meses mais proveitosos, porque, liberto de telefonemas e urgências, tenho quase todo o tempo para me dedicar a novos projectos. É também por esta altura que aproveito para tratar de coisas que durante o resto do ano encaro como arriscadas aventuras (…)
Há quem diga que temos luz a mais e por isso se venera tanto a obscuridade. Mas nada justifica esta proliferação de caves lúgubres, e tantas vezes imundas, que por essa cidade fora abrigam comércios, cafés, restaurantes e muitas empresas onde nunca entra o sol e ainda menos a felicidade. Não sei se isso tem alguma coisa a ver com o fado e a saudade, modo privado de melancolia nacional, mas que é muito triste é.
Mas não é só a luminosidade que falta. Lisboa tem muitos dos defeitos das velhas cidades e poucos dos seus atractivos. É uma cidade decadente, suja, com baixa qualidade de vida, fraca mobilidade, pouca diversidade.
Das grandes às pequenas coisas são muitas as carências. E as pequenas coisas são muitas das vezes aquelas que fazem a diferença entre o bem e o mal-estar. Cito uma. Já se sabe que os portugueses detestam árvores e que só as concebem como algo para cortar.
Mas não deixa de ser menos obnóxio este evidente desprezo pela fruta e em particular pelos sumos naturais. São raros os cafés que os fornecem e os que o fazem só conhecem as laranjas. Por cá ainda não se descobriu que se pode espremer praticamente qualquer fruto ou legume e com eles fazer múltiplas combinações. Sempre com um resultado muito agradável. Fenómeno de penúria que se repete nos restaurantes onde as saladas são invariavelmente de alface e tomate demasiado verde e o acompanhamento de tristes brócolos cozidos demais. Ou falta a matéria-prima ou falta a imaginação. Ou simplesmente é este deixa andar da preguiça e dos maus hábitos.
Mas se os lisboetas abandonam a sua cidade há quem a invada. Devido à estatística, Agosto é seguramente o mês em que Lisboa parece mais cosmopolita. A cada esquina, e em particular nos bairros ditos populares, cruzamo-nos com línguas diversas, umas conhecidas outras estranhas. Dá gosto. À noite os restaurantes enchem-se de gente que troca os nomes de todos os peixes. A maioria destes turistas vem certamente à procura da antiguidade que já lhes falta ou que conhecem por demais, mas também dessa degradação que tanto me arrelia.
As cidades velhas e sujas são sempre fascinantes para alguém. E hoje uma boa parte do turismo faz-se dessa transformação dos centros históricos, dos bairros decadentes e da miséria, em verdadeiros parques temáticas para os que habitam países mais modernos e civilizados. O sucesso de Lisboa nos circuitos internacionais deve-se em parte a essa procura. Peço desculpa, mas não me agrada uma tal distinção».
 

Ler Leonel Moura IN www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=327768

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publicado por Sobreda às 00:21
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