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Sábado, 23 de Agosto de 2008

Hospitais com saúde a prazo

Os hospitais públicos têm funcionários administrativos, fisioterapeutas, enfermeiros ou outro pessoal auxiliar com contratos a prazo há mais de dez anos. E nem a suposta solução dos concursos, abertos no final do ano passado, resolveu a situação, pois os mesmos funcionários voltaram a assinar contratos a termo, só que, desta vez, com o prazo de um ano, não renovável.

 

 

Só no Hospital Curry Cabral existem 370 funcionários com contratos a prazo, segundo dados fornecidos pelo próprio conselho de administração. Uma situação que envolve cerca de 60 funcionários administrativos e 10 fisioterapeutas, ou seja, um terço destes técnicos ao serviço daquele hospital.
E há situações profissionais deveras graves. Um dos vários assistentes administrativos contratados naquele hospital está a contrato há 13 anos. “Trabalho aqui há 13 anos, sempre na área administrativa, já assinei todo o tipo de contratos, de seis meses renováveis por mais seis ou de três mais três e continuo sem saber o que me vai acontecer quando o actual contrato acabar”, disse o funcionário que, claro, preferiu não identificar-se. Neste momento, e desde Dezembro de 2007, que se encontra abrangido por um contrato de trabalho a termo resolutivo certo, no âmbito de mais uma alteração, a sexta, introduzida em 2007 ao Estatuto do Serviço Nacional de Saúde.
“O hospital abriu um concurso nacional em finais de Novembro, o que parecia ser a esperança para resolver esta situação de precaridade e, apesar de o meu contrato só terminar em Janeiro, rescindiram comigo em Novembro, o subsídio de férias nem foi devidamente pago, e apresentei-me (de novo) a concurso”. E quando em Abril pediu para gozar férias, foi impedido. “A administração disse-me que, para todos os efeitos legais, eu - que lá estou há 13 anos - só era funcionário há quatro meses e portanto não poderia gozar férias naquela data, só em Junho, quando completasse os seis meses”.
Em situação de igual instabilidade encontram-se também 10 fisioterapeutas daquele hospital, que representam cerca de um terço do pessoal daquela especialidade. Uma dessas profissionais, que também pediu anonimato, exerce ali funções há cinco anos. “Entrei com um contrato de três mais três meses não renovável, mas tanto o meu contrato como os de outros colegas foram sendo automaticamente renovados, tendo chegado ao cúmulo de nos pedirem para assinar contratos que já tinham terminado”.
 “Quanto tempo mais esta situação vai continuar? Nunca fui avaliada ao fim deste tempo todo, nem tenho nenhum estímulo para investir em formação, pois não se vislumbra nem uma carreira, quanto mais progressão na carreira”, desabafou a fisioterapeuta.
Nem os tribunais podem ultrapassar esta lei especial. A instabilidade mantém-se, mas o recurso aos tribunais não funciona, porque o Governo legislou um regime especial para os contratos a prazo no Estado que permite quase tudo 1.
Por estes motivos, o PCP vai promover uma campanha nacional contra as alterações ao Código do Trabalho que visa “a denúncia da política de direita do PS” e a mobilização dos trabalhadores contra a precariedade e os baixos salários, pois “o país não precisa de uma proposta que acrescentará, se for aprovada, mais exploração àquilo que já existe” 2.
 
1. Ver http://dn.sapo.pt/2008/08/23/sociedade/hospitais_contratos_a_prazo_mais_10_.html
2. Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1340042
publicado por Sobreda às 17:26
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