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CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

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Portugal com a quarta taxa de desemprego mais elevada

Sobreda, 29.08.08

Segundo os dados hoje divulgados pelo Gabinete Europeu de Estatística (Eurostat), no mês de Julho a taxa de desemprego da zona euro manteve-se estável nos 7,3%, enquanto que a da UE a 27 também permaneceu inalterada, nos 6,8%. Portugal não entra no ‘pódio’, quedando-se na 4ª posição com 7,5%.

O Eurostat nota que, com maiores taxas de desemprego do que Portugal, se encontram a Espanha, a Eslováquia, a Grécia e a Hungria. Já as taxas de desemprego mais baixas foram verificadas na Dinamarca (2,3%), Holanda (2,6%) e Chipre (3,7%).
O Eurostat estima, no período em análise, cerca de 16,29 milhões de pessoas, dos quais 11,37 milhões na zona euro. Em comparação com Junho, o número de pessoas sem emprego terá diminuído em 73.000 na UE e aumentado em 25.000 na zona euro. Em relação ao período homólogo do ano passado, o desemprego caiu em 563.000 pessoas na UE e aumentou em 59.000 na zona euro 1.
Mas no caso de Portugal a análise dos dados não é assim tão linear.
Há relatos de centros de emprego que enviaram cartas a informar os desempregados ‘em lista de espera’ de que não conseguiam arranjar-lhes emprego, pelo que, iriam anular a inscrição no caso de os candidatos não manifestarem no prazo de 5 dias a intenção de a manter.
Também é sobejamente conhecido que as empresas recorrem cada vez mais ao trabalho temporário, no qual se encontram pessoas, sem qualquer estabilidade profissional, que vergonhosamente renovam contratos em períodos mensais há mais de 5 anos.
No interior de Portugal, são ainda mais raros os desempregados que se inscrevem nos Centros de Emprego, onde já é considerado como melhor solução emigrar temporariamente.
Donde, os dados referidos pelo Eurostat apenas confirmam os artifícios administrativos existentes nesses centros. Em alternativa, porque não recorre antes o Gabinete Europeu a estimativas através de outro tipo de sondagens?
A situação nem sequer é nova, pois, se estes ‘falsos empregados’ fossem contabilizados como desempregados, a taxa oficial andaria à volta dos 9% 2. Resultados que são fruto do próprio Código do Trabalho que visa “facilitar os despedimentos, diminuir as remunerações, aumentar o horário de trabalho, liquidar a contratação colectiva e limitar a liberdade de organização sindical”, mas não reduzir a precariedade e o número real dos desempregados.
Por isso, o PCP vai promover uma campanha nacional contra as alterações ao Código do Trabalho que visa “a denúncia da política de direita do PS” e a mobilização dos trabalhadores contra a precariedade e os baixos salários 3.
 

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