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Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

Trabalhar não é solução para sair da pobreza

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), cerca de 151 mil pessoas não ganhavam mais do que 310 euros líquidos por mês, em 2007. Em Portugal, metade dos trabalhadores ganha menos de 600 euros por mês.

Em Portugal, para se ser oficialmente pobre, não se pode ganhar mais do que 370 euros, mas quem gere a vida com o salário mínimo (426 euros), ou pouco mais, não se considera propriamente de classe média. E, o salário líquido de quase metade dos trabalhadores por conta de outrem não passa dos 600 euros, diz o INE.
Num exemplo de uma família onde entram em casa 950 euros, este dinheiro serve para sustentar um idoso, um bebé e dois adultos. Ambos trabalham, ela numa empresa, ele no que aparece. Mas o casal constitui apenas um par dos 1,7 milhões de pessoas, que trabalham por menos de 600 euros por mês.
Em 2004, mais de metade (52%) dos trabalhadores por conta de outrem tinha um ordenado líquido até 600 euros; no final do ano passado, eram 46%. Contudo, as subidas recentes de preços (da alimentação e dos combustíveis, em particular) “está a afectar toda a gente, mas sobretudo os mais pobres”, como lembra o presidente em Portugal da Rede Europeia Anti-Pobreza, que encontra os casos mais graves na região Norte, mas sente que Setúbal e o Algarve começam a ver a pobreza crescer.
Tanto no Norte como nos Açores, quase seis em cada dez trabalhadores empregados ganha até 600 euros. Em Lisboa, não chega a três em cada dez. E em todo o país, a média é de 46%. Por isso, mesmo trabalhando não é suficiente para se sair da pobreza.
 
Ver http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1010049
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publicado por Sobreda às 01:32
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