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CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

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Risco em inglês de ensino coloca dívida

Sobreda, 01.05.07

Não se percebe? Está ao contrário? É fácil, nós explicamos.

“A autarquia de Lisboa deveria ter pago, até ao final da semana passada, uma verba no valor de 120 mil euros. No entanto, o pagamento ainda não foi efectuado, e agora a empresa corre o risco não ter dinheiro para pagar os salários aos 50 professores que tem contratados”. Caso isso não aconteça, “as aulas de inglês em 32 escolas de ensino básico da capital podem deixar de estar asseguradas, a partir da próxima semana” 1, a cerca de quatro mil alunos do primeiro ciclo da capital.

A directora da escola afirmou que a situação da empresa é muito complicada, esperando que o Ministério da Educação resolvesse o problema até ao final do mês passado (ontem, 2ª fª). Explicou ainda que, devido à dívida da autarquia, a empresa não pode pagar aos professores, uma vez que está quase em colapso financeiro. “Tenho um total de 50 professores a trabalhar em Lisboa para as escolas públicas do primeiro ciclo e um total de cerca de quatro mil alunos do primeiro ciclo que vão deixar de ter aulas, a partir de meados desta semana, a menos que o Ministério da Educação encontre uma solução de viabilidade desta empresa”, revelou 2.

1º, a Câmara fala em irregularidades de facturação como justificação para o atraso no pagamento. Ou seja, no primeiro período, a empresa terá facturado dois valores, um de 50 mil euros e outro de 16 mil euros. O chefe de gabinete do vereador da Educação explica que “o segundo valor é uma sobrefacturação, que a autarquia não pode pagar, por não ter contratado esses serviços”.

Ainda não se percebe o ‘enredo’? Então cá vai.

2º, o responsável vai mais longe ao falar num problema de incompatibilidades, por a responsável “ser simultaneamente directora da empresa e exercer funções na Câmara de Lisboa” 3. Esclareça-se melhor: está ‘lá dentro’ e ‘cobra por fora’.

“De recordar que ela é assessora da cultura e responsável de uma empresa que garante aulas de enriquecimento extracurricular. Deste parecer depende a manutenção de prestação de serviços da empresa” 4É que a empresária/funcionária autárquica foi professora de inglês e português e é escritora. Em 1988 fundou a primeira escola de inglês para crianças em regime extracurricular. Já passou pela acção social da CML e actualmente é ainda assessora no gabinete de Cultura.

Há mesmo quem pergunte se foi esta “assessora do vereador da Educação quem apresentou uma proposta para prestação do serviço das aulas de inglês no dia seguinte a ter saído o despacho que abria o concurso? Proposta que foi aprovada e corresponde a 25% de todas as aulas?” 5

Então e as aulas das crianças das nossas freguesias? Espera-se que até 6ª fª a CML resolva se há ou não incompatibilidade entre as prestações de serviços à autarquia da funcionária/empresária.

Há alguma coisa a direito nesta CML? Então o título também não está ao contrário…

1. Ver http://jn.sapo.pt/2007/05/01/pais/dividas_podem_comprometer_aulas_ingl.html 

2. Ver http://tsf.sapo.pt/online/vida/interior.asp?id_artigo=TSF179926

3. Ver www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=240575&idselect=21&idCanal=21&p=200

4. Ver www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=23&SubSubAreaId=53&ContentId=205572

5. Ver

www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=240660&idselect=10&idCanal=10&p=200

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