Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

.Temas

. cml(388)

. governo(157)

. telheiras(157)

. cdu(146)

. lumiar(133)

. eleições autárquicas(131)

. urbanismo(117)

. pcp(101)

. alta do lumiar(97)

. partidos políticos(96)

. segurança(94)

. orçamento(93)

. carnide(84)

. pev(83)

. trabalho(83)

. desemprego(77)

. saúde(76)

. trânsito(74)

. sindicatos(70)

. economia(68)

. todas as tags

.Pesquisar neste blogue

 

.Março 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
18
19
23
24
29
30
31

.Artigos recentes

. Gestão incompetente, estr...

. A comunicação social é um...

. Apontamentos insuficiente...

. Notas sobre a sessão de c...

. Cínicos e desprezíveis

. Assembleia da ´República ...

. 26 Março - Manifestação N...

. Festa do AVANTE promove «...

. Ensino Profissional em Po...

. O movimento associativo p...

. Realizou-se a Assembleia ...

. Que política é esta?

. Orçamento do Estado para ...

. 13 Março - Assembleia da ...

. Acção Nacional dia 16 – “...

. 18 Março - Inauguração da...

. CML - Segunda Circular e ...

. 100 anos, 100 acções do P...

. Um grande Comício no Aniv...

. Câmara de Lisboa: Grandes...

. Taxas na Cidade de Lisboa...

. ...

. Lutar: A resposta dos tra...

. Obras na escola pré-fabri...

. CT Lumiar - Almoço comemo...

. PCP contacta trabalhadore...

. 6 Março - Comicio Anivers...

. REÚNE EM ÉVORA O PRÓXIMO ...

. CML - Orçamento participa...

. PCP apresenta na Assemble...

. Requerimento sobre o Bair...

. O TRATADO DO GRANDE CAPIT...

. Injustiça nas leis, (in)j...

. Medidas do Governo são in...

. Desemprego e Pensões a re...

. LINHAS DE ALTA TENSÃO - O...

. HOJE NO COLISEU - A homen...

. PCP: Em defesa da Saúde p...

. 27 Novembro, O Capital Re...

. 4 Dezembro - Homenagem a ...

. 25 Novembro, Debate promo...

. A RESPOSTA NECESSÁRIA E I...

. PCP quer reduzir desigual...

. O salto à Vara

. Aumento do Salário Mínimo...

. Dívidas à Segurança Socia...

. Combate à corrupção em di...

. Associação Iúri Gagárin p...

. Despedimentos e encerrame...

. O Sr. Governador

.Arquivos

. Março 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

.Ligações

Sábado, 25 de Outubro de 2008

Convento e Igreja de Nossa Senhora da Porta do Céu

A história do fundador deste imóvel é indissociável da génese do mesmo, que se relaciona com os interesses do império marítimo português no século XVII. Em 1591, o príncipe de Ceytavaca Catercorlas, com treze anos, subiu ao trono de Cândia, ilha de Ceilão, mas foi logo destronado. Ficou então sob protecção dos frades franciscanos e foi baptizado, tomando o nome de D. João de Áustria. A sua educação continuou até D. João de Cândia receber, em 1625, as ordens sacras em Madrid, obtendo de Filipe II de Portugal uma pensão eclesiástica. Voltou depois a Lisboa e instalou-se na Rua da Mouraria, onde veio a falecer em 1642 com 64 anos de idade.

Em 1625 instituíra a Irmandade de Nossa Senhora da Porta do Céu, mas não é certa a data da fundação do convento com a mesma invocação. Por volta de 1630 comprou a Quinta do Ouvidor-Mor, em Telheiras, para nela erigir um oratório e dedicar as construções existentes à convalescença de clérigos menores, que deveriam obter licença régia, mas como em 1632 ainda não se havia resolvido essa questão, doou o convento aos franciscanos.
Com a sua morte, encontrar-se-ia ainda em fase de conclusão a obra da igreja. Foi sepultado no carneiro debaixo do altar-mor, sendo as suas ossadas transferidas no século XVIII para um mausoléu encastrado na parede da capela-mor, encontrando-se actualmente no Museu Arqueológico do Carmo a respectiva lápide sepulcral e brasão. Está registada na porta da igreja conventual a data de 1656, que eventualmente corresponderá à da sua conclusão.
A partir do reinado de D. João V a igreja e convento passaram a ser frequentados pela casa real e nobreza, destacado-se o Marquês de Pombal como membro da Mesa da Irmandade, o que terá contribuído para a sua reconstrução após o terramoto de 1755. A mesma encontrar-se-ia pronta em 1768, facto evidenciado pela inscrição que se encontra sobre o portal.

 

 

O declínio e desaparecimento deste convento dá-se no período conturbado do século XIX. Ficou em 1833 em pleno campo de batalha das guerras liberais, tendo sido a 8 de Outubro ocupado pelas tropas do Marechal Saldanha. Neste período perdeu-se o seu recheio, nomeadamente a biblioteca, apesar de não reunir uma riqueza comparável à de outros conventos franciscanos da capital. Em 1834, com a extinção das ordens religiosas, passou para as mãos do Estado, sendo em 1837 vendido em hasta pública, juntamente com a cerca.
Em 1910, a igreja foi transformada em oficina de serralharia, tendo sido arrancado o vigamento do coro e as lápides sepulcrais, e uma taberna instalou-se nas dependências conventuais, que terão, em dado momento e pelo menos em parte, sido ocupadas como habitação. Em 1941 a igreja foi recuperada ao culto após obras de restauro promovidas pelo Dr. Caetano Macedo. O ano de 2004 coincidiu com a criação da paróquia de Telheiras, em que a agora igreja matriz paroquial teve que ficar fechada ao culto, devido ao mau estado do telhado. Foi então assinado um protocolo entre a EPUL e o Patriarcado de Lisboa para se realizarem obras de restauro do exterior e da cobertura da igreja, que se iniciaram em Setembro de 2004.
A Nossa Senhora da Porta do Céu revestia-se de grande importância para a comunidade local de Telheiras: a sua imagem tinha na mão uma chave que, quando solicitada, era emprestada aos doentes ou moribundos; As suas festividades eram comemoradas a 4 de Outubro, evidenciando grande adesão popular.
O convento, apesar de ter sofrido várias vicissitudes e transformações, reflecte a traça singela das casas franciscanas. A sua planta apresenta actualmente a forma em U, constituindo a igreja, situada a poente, com a cabeceira para Sul, a maior das actuais três alas. Volumetricamente o edifício é composto por três paralelepípedos, tendo cobertura com telhados de duas águas, articulados nos ângulos. Na reconstrução, efectuada após o terramoto de 1755, ter-se-á aproveitado muito da primitiva igreja de gosto tardo-manerista.
 
Nota: Encontra-se em vias de classificação desde 26-10-2006, ou seja, faz exactamente amanhã, domingo, 2 anos.
Ler João Marques IN www.ippar.pt/pls/dippar/ippar_home
publicado por Sobreda às 01:43
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos

.Participar

. Participe neste blogue