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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Só quem quer é que está sempre mais ou menos cego

José Saramago juntou-se ao realizador brasileiro Fernando Meirelles para uma conferência de imprensa em Lisboa a propósito da adaptação do seu livro ‘Ensaio Sobre a Cegueira’ ao cinema. E falou de outra cegueira de que o mundo inteiro padece.

Como o pior cego, lá diz o povo, é o que não quer ver, e a propósito da actual crise financeira internacional, Saramago comentou: “Se há uma catástrofe em qualquer lado, aparecem logo países a querer ajudar, mas um ano depois a ajuda ainda não chegou. Como é possível demorar-se tanto a disponibilizar dinheiro para uma emergência e agora, de repente, saltam milhões?” 1
O escritor português, criticando o sistema capitalista e a actual lógica de mercado, atribuiu responsabilidades aos “grandes financeiros, os directores das grandes empresas e dos grandes bancos”, pois o dinheiro que devia ser destinado a auxiliar pessoas em situação de tragédia está a ser usado para… salvar a banca.
“Onde estava esse dinheiro? Que dinheiro é esse? Não estou dizendo que tem origem criminosa, mas estava muito bem guardado. E, tendo todas as dificuldades do mundo para aparecer quando era necessário para ajudar as pessoas em situações de tragédia, apareceu de repente para salvar o quê? Vidas? Não. Para salvar bancos”, acrescentou José Saramago.
“Os caprichos ou os crimes ou os delitos dos responsáveis por esta crise, que são os grandes financeiros, que são os directores das grande empresas e dos grandes bancos, vai-se-lhes acudir com o dinheiro de todos. Esse dinheiro, que parece que deveria ter outros destinos, agora destina-se a salvar os bancos e o grande argumento é este: sem bancos isto não funciona. Marx nunca teve tanta razão como hoje”, argumentou 2.
Remetendo a metáfora do romance ‘Ensaio sobre a cegueira’ para a crise que o mundo atravessa, Saramago observou: “Estamos sempre mais ou menos cegos para o que é fundamental” e “não queremos que nos macem”. “As consequências piores ainda não chegaram. Essa ideia de que se pensava pôr o mercado no altar e rezar todos os dias, finalmente nem era auto-regulador nem autodisciplinador, era simplemente um instrumento de saque das riquezas” 3.
 
1. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=114823
2. Ver http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=370104&visual=26&rss=0
3. Ver Lusa doc. nº 8940530, 27/10/2008 - 17:45
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publicado por Sobreda às 01:12
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