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Sábado, 8 de Novembro de 2008

Conceito de policiamento de proximidade anda ferido de morte

Uma investigadora em antropologia considerou esta semana que a “enorme mobilidade” do pessoal da PSP em Lisboa afecta sobretudo o policiamento de proximidade, tendo defendido novas formas de recrutamento de agentes a nível regional.

Para esta especialista em estudos policiais e segurança pública, que 5ª fª lançou o livro “Patrulha e Proximidade, uma Etnografia da Polícia em Lisboa” no Instituto Superior da Polícia em Lisboa, o recrutamento deveria ser feito, numa primeira fase, com pessoas da região de Lisboa, e só depois alargá-lo a nível nacional, uma vez que a base de policiamento é o contacto com a realidade urbana.

 

 

No seu livro procura traçar um retrato dos polícias, ajudar a compreender os problemas e “as alegrias” que enfrentam na actividade e os caminhos que os agentes percorrem ao longo da sua carreira. Segundo a autora, Lisboa tem sido a “escola da profissão” na polícia portuguesa, onde a maioria dos agentes inicia a sua trajectória e “fixa muitos dos seus saberes operacionais”.
A investigadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa constatou ainda que esta “enorme mobilidade” é um erro, dificultando mesmo o conhecimento dos problemas a nível local, e levando “a um distanciamento entre as esquadras e os bairros das zonas que policiam”, pois “o desenvolvimento de mais relações entre os polícias e a cidade que policiam e de mais comunicação com os cidadãos só se obtêm com algum tempo de permanência nas esquadras”.
Os próprios agentes “defendem que quando os comandantes se começam a integrar, a conhecer bem a área de uma esquadra, a familiarizar-se com as características do seu pessoal, a ter um plano para a esquadra, a produzir realmente serviço, estão de partida... Torna-se assim muito difícil a uma unidade de esquadra trabalhar nestas condições”, lê-se no livro, que resultou de um trabalho da autora junto de agentes em esquadras da região de Lisboa.
Esta mobilidade dos agentes afecta o policiamento de proximidade, sobretudo nos chamados “bairros problemáticos”, tendo em conta que “muitos polícias de esquadra manifestam não desejar trabalhar nessas zonas”. “Isto deve-se sobretudo ao facto de desconhecerem tal realidade urbana, uma metrópole que cresceu muito e que se tornou multicultural”, afirmou, sublinhando que este desconhecimento está relacionado com o facto de a maioria dos polícias ser originária essencialmente do Norte e interior do país e vir iniciar a carreira profissional em Lisboa.
A investigadora manifestou concordância com as políticas de policiamento de proximidade, mas considerou que “na prática é necessário mais investimento a vários níveis”. “O policiamento de proximidade está ainda aquém daquilo que poderia ser. É preciso ter mais criatividade institucional”.
Para que os polícias permaneçam mais tempo nas esquadras de Lisboa, defendeu novas formas de recrutamento de polícias, nomeadamente pela contratação regional, visto ser altamente vantajoso “um recrutamento mais próximo das regiões e das culturas onde trabalham”, adiantando que se poderia mesmo contratar agentes oriundos de bairros das periferias, o que é feito noutros países do mundo há muitas décadas.
No seu livro, fala igualmente da importância do chamado patrulhamento, “serviço policial que tem vindo a ser desvalorizado em detrimento de outras funções, como a investigação criminal”. É que “o polícia do carro patrulha ou o polícia a pé são importantes para desmotivar os pequenos crimes, como os furtos”, defendendo que “a patrulha apeada precisa rapidamente de ser reinventada na organização policial”.
Com efeito, o comando da capital pode concentrar 35% do efectivo policial, entre os mais de 22 mil polícias, mas a maioria dos agentes em Lisboa encontra-se em situação de deslocação.
Destacou também que os agentes são “quem produz a maior parte do trabalho efectuado numa esquadra”, uma vez que são eles que estão na rua, os chefes e sub-chefes dedicam-se mais ao trabalho administrativo e os comandantes são meros “oficiais com formação superior” 1.
Porém, quem não se lembra das rondas de proximidade feita pelos guardas-nocturnos e das óbvias vantagens em segurança que daí advinham para residentes e comerciantes de bairro? A quem pode interessar as remotas super-esquadras? Talvez, às empresas de segurança privadas dos condomínios, mas não, na sua generalidade, ao pequeno comércio e aos bairros municipais.
 
1. Lusa doc. nº 8971737, 05/11/2008 - 11:20
publicado por Sobreda às 01:50
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1 comentário:
De paulo santos a 22 de Março de 2009 às 13:55
o policiamento de proximidade é uma pequena farsa que apenas tenta colmatar as falhas de outras instituições e que acaba por fazer falhar também a psp no seu serviço operacional.
os agentes no terreno têm que desempenhar acções que são próprias de instituições como segurança social e das próprias juntas de freguesias, como por exemplo apoio a idosos, no levantamento das suas reformas, acompanhamento dos mesmos a consultas medicas ou às juntas com o levantamento de problemas com edifícios devolutos ou com estradas esburacadas.
é de salientar que para este programa foram destacados em alguns casos (esquadras) cerca de 12 agentes, agentes estes deixaram assim de trabalhar à noite e aos fim-de-semana, deixando o efectivo que continua a fazer esses horários mais desfalcado. Ora, a minha pergunta...mas à noite e aos fim-de-semana não existe criminalidade??
A psp tem sim que fazer policiamento de proximidade dentro do seu âmbito operacional 24 horas por dia! não podendo executar o trabalho que por um ou outro motivo varias instituições não o efectuam

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