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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

Os cadernos desconhecidos da prisão

 

A apresentação do tomo II das ‘Obras Escolhidas’ de Álvaro Cunhal, cobrindo os anos de 1947 a 1964, será feita hoje, dia 10 de Novembro, entre as 18 e as 20 horas no Cinema S. Jorge, em Lisboa. Usarão da palavra o secretário-geral do PCP e o director da Editorial ‘Avante!’.
 
Até hoje apenas se conheciam alguns dos textos que amanhã vão ser parcialmente revelados e que relatam a vida prisional do líder comunista. Mais do que um diário, está nestes volumes manuscrita toda a génese da produção intelectual e política que iria ser projectada na vida partidária ainda antes de fugir do Forte de Peniche. Este segundo volume das 'Obras Escolhidas' reproduz as cartas escritas enquanto detido.
 
A biografia de Álvaro Cunhal tem a partir de amanhã mais algumas dezenas de páginas inéditas que serão tornadas públicas com o segundo volume das Obras Escolhidas 1947-1964. Trata-se de várias cartas que foram transcritas de apontamentos feitos pela mão do histórico dirigente do PCP e que faziam parte do espólio de documentos que estavam em sua casa. Nestes três cadernos, com várias dezenas de folhas numeradas, ia anotando meticulosamente a sua estada na prisão em apontamentos diários e todo o seu pensamento político - o qual conduziu a actividade do PCP enquanto esteve detido e guiou todas as mudanças de orientação partidária postas em prática quando fugiu da prisão - e intelectual, de que resultou a produção literária da novela Cinco Dias Cinco Noites e do romance Até Amanhã, Camaradas, entre outros. Estas páginas históricas - de que o DN reproduz quatro - foram redigidas a partir de 25 de Novembro de 1949, na Cadeia Penitenciária de Lisboa, e prolongam-se pelos anos 50 até à fuga do Forte de Peniche.
 
Este será, segundo o director das Edições Avante!, e responsável pela investigação de que resultam estas Obras Escolhidas, o volume "mais personalizado e que permite a reconstituição em primeira mão e pelo próprio punho de uma biografia da vida prisional". Para Francisco Melo, a importância destes documentos inéditos está também no facto de "mostrar a sua faceta de revolucionário", porque confirmam os três momentos em que Álvaro Cunhal consideravam que o revolucionário era chamado a dar provas da sua qualidade: quando era preso e torturado; no tribunal e o seu comportamento na prisão. Este último, diz, "é o seu momento da vida prisional e fica retratado nestes três cadernos, a que se acrescentam algumas folhas soltas que foram preservadas", porque demonstram a forma com Álvaro Cunhal se comportava enquanto detido, num protesto constante e de exigências múltiplas junto dos directores dos serviços prisionais, do Ministério da Justiça e da PIDE.
 
Mas o volume não inclui apenas esta faceta do político, pois reúne bastantes dos textos teóricos que "dizem respeito ao desvio de direita que aconteceu no Partido em 1959" e onde Álvaro Cunhal já predizia os desvios de outros partidos comunistas europeus, os que vieram mais tarde a promover o eurocomunismo (o italiano, o francês e o espanhol).
 
A forma de lutar contra o regime é outro capítulo com bastantes textos e em que critica a ideia de que Salazar iria cair face ao desfecho da II Guerra Mundial, ou por pensar-se que a salvação viria de fora, através de um dissidente do regime que fizesse um golpe militar, ou de atitudes como a de António Sérgio, que chegou a pedir uma intervenção da Inglaterra para derrubar o salazarismo.
 
Muitos destes documentos, explica Francisco Melo, foram pensados na cadeia, local onde Álvaro Cunhal, apesar de estar, de início em isolamento, e depois sob severas medidas de vigilância, ia sendo informado sobre a situação interna do seu partido e enviando textos para o exterior: "Não se sabe como o fazia, mas recebia os jornais - O Avante! e O Militante - mesmo quando estava incomunicável, e isso foi confirmado em duas cartas para a direcção do PCP em 1952, nas quais relatava pormenores da vida partidária e também no envio de artigos para a revista Vértice." Curiosamente, do Cinco Dias Cinco Noites não há nenhum registo nestes livros, apesar de ter sido pedido um parecer à censura a propósito da sua publicação e de a PIDE ter sido favorável.
 
Este volume inclui outros textos que se mantinham dispersos ou apenas do conhecimento de especialistas e sistematiza toda a produção do dirigente comunista no período de antes e depois da sua prisão. No primeiro caso estão as relações de Salazar com os alemães, ingleses e americanos para legitimar o regime, vários documentos de organização da luta partidária e o reconhecimento do PCP perante os seus pares, designadamente no relacionamento com a Jugoslávia e a URSS. No segundo caso está relatada a actividade política realizada no exílio, o conflito sino-soviético e questões do movimento comunista internacional.
 
O II volume das Obras Escolhidas reúne ainda uma imensa série de textos teóricos que, apesar de não assinados, são considerados de sua autoria, num conjunto de anexos, além de três dezenas de páginas com notas extremamente esclarecedoras.
 

http://dn.sapo.pt/2008/11/09/centrais/os_cadernos_desconhecidos_alvaro_cun.html

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publicado por cdulumiar às 09:25
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