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CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

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Comemorações do 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem

Sobreda, 12.11.08

Há sessenta anos, a Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovava a Declaração Universal dos Direitos do Homem. Um grito de esperança que a vitória dos povos sobre o nazi-fascismo impunha. A Declaração representava a aguda consciência de que em nenhuma sociedade pode haver progresso e justiça sem respeito pelos direitos do Homem.

Em Portugal os direitos humanos viram a luz do dia apenas um quarto de século depois. Com Abril, veio a esperança de um tempo novo, um tempo de paz, de liberdade, de direitos sociais e políticos que o Povo fez seus e a nossa Constituição acolheu.
Mas os Direitos do Homem não existem para serem contemplados, estão aí para serem defendidos e conquistados todos os dias, sobretudo quando se adensam novas ameaças à paz, às liberdades e à democracia.

 

Assim o entenderam mais de quinhentos intelectuais, trabalhadores das artes e das letras, da ciência e da educação, sindicalistas, trabalhadores e individualidades das mais diversas áreas e de todas as regiões do país, que neste último ano, subscreveram um abaixo-assinado no qual denunciavam e combatiam as desigualdades sociais no país, as limitações e ataques aos direitos, liberdades e garantias no exercício dos direitos constitucionais. Fizeram-se encontros em vários pontos do país e reuniões com os principais órgãos de soberania.
Neste 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem este movimento vai voltar a encontrar-se e conviver, num acto de cidadania e de luta por direitos reais e humanos de quem vive e trabalha neste país, num sobressalto de coragem e de afirmação política, cultural e cívica, contra a instalação da paralisia e do medo que estas políticas têm impulsionado, contra a vigilância policial, as perseguições sobre trabalhadores e camadas das populações do país, que estão cada vez mais mobilizadas e participativas, que lutam e ambicionam a felicidade e o bem-estar a que têm direito.
Juntos, nessa iniciativa, propõem-se partir das preocupações, da revolta, da indignação, das ideias e de propostas concretas dos cidadãos, procurando vencer uma situação de crise generalizada e cada vez mais antidemocrática e perigosa, e por isso contrária aos direitos que cada homem e mulher têm pelo simples facto de terem nascido.
Honrando o compromisso de continuar a combater de forma determinada, firme e activa, pela liberdade, pela democracia e por Abril, contam com uma participação e intervenção alargadas. Por isso, leve outros amigos também.
A sessão realiza-se no Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa, Alameda da Universidade de Lisboa, dia 15 Novembro 2008, às 16 horas. No debate participam Alice Vieira, A. Borges Coelho, José Saramago, Louzã Henriques e Modesto Navarro, fazendo parte da Comissão Promotora, Dulce Rebelo, Eduardo Chitas, Guilherme da Fonseca, João Madeira Lopes, Manuel Gusmão e Modesto Navarro.