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CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

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Será Telheiras pioneira na recolha porta-a-porta?

Sobreda, 14.11.08

Diz-se que a zona de Telheiras vai ser pioneira na recolha de embalagens e papel porta-a-porta, abandonando os ecopontos azuis e amarelos, a partir da próxima 2ª fª. Segundo anunciou a CML, a medida deverá abranger quase 6.000 fogos, atingindo quase 15 mil habitantes, além de empresas e escolas da zona.

Neste sentido, a CML vai disponibilizar aos edifícios, moradias e estabelecimentos comerciais da zona contentores “de cores diferenciadas para o papel/cartão - azul - e para as embalagens de plástico, metal, cartão para líquidos alimentares - amarela”.
Segundo a autarquia, “a deposição destas fracções passará a ser similar à actualmente existente para os resíduos indiferenciados, abandonando-se o sistema actual de deposição em ecopontos” azuis e amarelos, mas mantendo o verde utilizado na recolha de vidro. “A deposição de vidro manter-se-á nos actuais locais dos ecopontos, sendo reforçada pela instalação de mais oito vidrões em novos arruamentos da área em questão”. [Nada se informa, porém, sobre o Pilhão].
O papel passará a ser recolhido pelos serviços da CML às 4ªs fªs e as embalagens às 2ªs e 6ªs fªs. As 3ªs, 5ªs e sábados serão reservados para os resíduos indiferenciados. A recolha terá início às 23h00.
A autarquia justificou a escolha de Telheiras para iniciar este tipo de recolha com “a adequação às características urbanísticas e populacionais da área abrangida” e com “o historial de recolha de resíduos na área”.
O principal objectivo deste tipo de recolha deverá ser “a melhoria da limpeza do espaço público com a redução de equipamentos na via pública” e a medida “vai servir 5.900 fogos, a que corresponde uma população de 14.750 habitantes, 355 entidades e actividades económicas e oito estabelecimentos de ensino” 1.
Para além da propaganda municipal, vejamos então agora a outra face da realidade…
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa existe a ameaça de privatização da recolha de lixo em Lisboa, situação, aliás, já confirmada pelo próprio presidente que alegou falta de meios humanos [?].
Por outro lado, esta medida de substituição de equipamento ameaça tornar-se num fiasco. Com efeito, os grandes ecopontos de 2,5 m3 (2.500 litros) existentes nas vias públicas, e com recolha quase diária, serão deste modo substituídos por pequenos contentores de 110/120 litros, que ficarão armazenados nos vãos de escada dos prédios, e que terão recolha em muito menos dias por semana.
Ou seja, seriam no mínimo necessários 20 pequenos contentores para substituir um grande ecoponto. E isto se a cadência de recolha de resíduos se mantivesse aos actuais níveis de periodicidade, o que não se verificará.
Também os maus cheiros ficarão a cargo dos condomínios dos munícipes. E no caso do papel/cartão, a recolha passará a ser feita apenas num único dia por semana, isto num bairro com um consumo elevado destes resíduos, como é o caso de Telheiras. Aguarde-se, entretanto, pelo balanço das primeiras semanas…
 
1. Ver Lusa doc. nº 9005663, 13/11/2008 - 16:43