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Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

Marx e a filosofia idealista de Hegel

José Barata-Moura, professor da Faculdade de Letras e ex-reitor da Universidade de Lisboa (UL), foi um dos principais oradores do Congresso Internacional Karl Marx, que teve lugar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova, nesta 6ª fª, sábado e domingo.

Perante um auditório cheio, Barata-Moura apresentou uma comunicação de cerca de 30 minutos subordinada ao tema ‘materialismo e dialéctica’. Como tal, segundo o docente universitário, Marx sublinha na sua obra que “a dialéctica é pela sua essência crítica e revolucionária”.
Antes de tirar as suas conclusões, referiu-se a uma revelação feita por Marx em 1843, de que não era sua intenção “antecipar dogmaticamente o mundo”. “A partir da crítica do mundo velho, queremos apenas encontrar o novo”, disse, citando o filósofo alemão.
“De acordo com a formulação acutilante da ideologia alemã, os comunistas são materialistas práticos, no sentido de que dentro da materialidade do ser buscam uma compreensão de uma transformação das realidades num escopo enriquecido de efectiva transformação humana”, apontou Barata-Moura, antes de retirar uma segunda conclusão de ordem ontológica. “Os comunistas devem sempre representar simultaneamente no movimento do presente o futuro do movimento”, observou, numa alusão ao carácter de vanguarda que, alegadamente, se julga inerente à própria acção dos marxistas.
Na sua intervenção, Barata-Moura centrou parte da análise na questão do «reviramento» da dialéctica hegeliana produzida por Karl Marx, opondo idealismo e materialismo histórico.
“Os ideólogos, os campeões da ideologia, contra os quais Marx investe, não se convertem imediatamente em objecto de reparo por serem os produtores de representações da consciência social. Eles são atacados sim por considerarem o mundo como comandado por ideias; e por encararem as ideias e os conceitos como princípios determinantes, como tais susceptíveis de revelar o mistério do mundo material”, justificou o ex-reitor.
Para o professor universitário, Marx rejeita totalmente “a autonomização absoluta das ideias relativamente à materialidade do viver” - ou seja, “o homem como puro produto do pensar, desligado de qualquer condicionalismo material, histórico e social”.
Procurando depois fazer o contraste dos idealistas com a filosofia de Marx, Barata-Moura recorreu a formulações que reconheceu não serem plenamente consensuais ao nível da interpretação académica marxista.
“A consciência nunca pode ser algo de outro que não o ser consciente; o ser dos homens é o seu processo de vida real”, referiu, citando Marx e Engels, para acrescentar: “O homem não é apenas ser da natureza, mas é ser de natureza humana, constituindo por isso a História a verdadeira História natural do homem. A materialidade advém historicamente da natureza humanizada”, apontou.
Em outro ponto, que Barata-Moura sublinhou não ser inteiramente pacífico na interpretação marxista, sustentou que a “dialéctica, ao contrário do que se diz, não é apenas uma adjunção subjectiva humana em relação à materialidade do ser”. “Pelo contrário, a dialéctica é una face à própria materialidade do ser, na medida em que a historicidade não lhe é acidental mas constitutiva. Trata-se de uma compreensão da historicidade como estando inscrita no próprio ser”, sublinhou.
 
Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=117114
publicado por Sobreda às 00:11
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