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CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

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Em prisão domiciliária à espera de pulseira electrónica

Sobreda, 22.11.08

O jovem criminoso tem apenas 16 anos, mas é suspeito de dez roubos violentos. E, na última semana, praticou mais um, apesar de estar obrigado a ficar em casa, na Ameixoeira, Lisboa, com pulseira electrónica a controlar os movimentos.

Apontou uma navalha ao pescoço de um professor, sequestrando-o quando este estacionava o carro na zona de Telheiras - e, depois de se sentar ao volante, forçou-o a levantar dinheiro em várias caixas. Mais de 500 euros. Levou-o para a Cova da Moura, onde foi comprar droga, mas também acabou assaltado. Ficaram sem nada.
Depois de fazer os vários levantamentos em diferentes caixas ATM e de comprar os primeiros cem euros em cocaína nas Galinheiras, o jovem assaltante, sempre com a vítima sequestrada no banco ao lado, decidiu ir reforçar a sua dose diária de droga ao bairro da Cova da Moura, na Amadora.
Mal saiu do carro do professor já tinha dois homens com navalhas apontadas ao corpo. O ladrão de 16 anos acabou desarmado por dois mais velhos, que levaram o dinheiro levantado da conta do professor e seguiram viagem no carro da vítima. O automóvel foi abandonado e acabou recuperado pela PSP.
O jovem assaltante e o professor sequestrado ficaram apeados numa das zonas mais perigosas da área metropolitana de Lisboa, onde a navalha com 15 centímetros de lâmina já não servia de nada ao jovem de 16 anos. Separaram-se, com a vítima em pânico, mas a identificação do assaltante à PJ foi fácil.
Inspectores da secção de roubos foram buscá-lo anteontem e ainda tinha ainda o leitor de MP3 roubado ao professor. Faltava o telemóvel 1. Só ontem seria presente ao tribunal, à espera da pulseirinha... 2
Quando sequestrou na última semana o professor em Telheiras, encontrava-se no cumprimento de uma medida de coacção de obrigação de permanência na habitação por outros crimes cometidos recentemente. No entanto, a pulseira electrónica que deveria garantir a sua permanência em casa ainda não tinha sido colocada.
A medida tinha sido decretada pelo tribunal no final de Outubro, mas duas semanas depois ainda não tinha sido aplicada pela Direcção-Geral de Reinserção Social, tutelada pelo Ministério da Justiça.
A situação não é inédita e repete-se com frequência. Isto porque, quando o tribunal decreta a obrigação de permanência na habitação de um arguido com aplicação de pulseira electrónica, é necessário que os técnicos da Direcção-Geral para a Reinserção Social verifiquem a adequabilidade e exequabilidade da medida de coacção 1.
 
2. Ler o que se previa para estes casos já há mais de um ano e meio IN http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/20704.html

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