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CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

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Mais de 90% dos trabalhadores da higiene urbana aderiram ao protesto

Sobreda, 09.12.08

A greve de lixo dos funcionários da higiene urbana da CML começou ontem e deverá causar alguns transtornos aos lisboetas. O problema está na falta de recursos humanos e materiais, ou/e uma organização que não acompanhou o crescimento da capital, são algumas das principais queixas dos funcionários de limpeza urbana.

O Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML) e o STAL defendem ser necessário a “entrada de 200 cantoneiros” e a compra de meios, como varredouras mecânicas, fatos de água e equipamento básico como luvas para o departamento de higiene conseguir funcionar sem falhas.
“A cidade cresceu, por exemplo, na Alta de Lisboa, e os meios são iguais, a organização das zonas de limpeza é a mesma, os recursos mantêm-se inalterados”, criticou o sindicalista, que está convencido de que o facto de CML não ter obtido autorização do Tribunal de Contas para contrair um empréstimo de 360 milhões de euros para pagar dívidas levou a autarquia a “desinvestir” no sector da limpeza urbana.
E exemplifica: “há três varredouras mecânicas à espera de serem reparadas há meses porque não há dinheiro para substituir as peças”, denunciou.
A greve tem também a haver com a alegada intenção de a autarquia concessionar a lavagem e varredura da Baixa-Chiado a uma empresa privada, algo que o sindicalista vê como uma “pré-privatização” do sector de limpeza. “Temos consciência que a greve vai causar transtornos, mas queremos mostrar que são os munícipes que vão pagar [a alegada concessão a privados]. Daqui a uns meses, vão surgir mais umas taxas e o serviço não vai ser melhor”, alertou o dirigente do STML 1.
Em comunicado conjunto, ambos os sindicatos afirmam que a autarquia lisboeta “se prepara para concessionar a privados parte das obrigações que detém no que concerne à limpeza e lavagem da cidade”, nomeadamente na Baixa-Chiado e em Santa Maria dos Olivais, um cenário que repudiam 2.
Por isso, mais de 90% dos trabalhadores da higiene urbana da CML estão em greve, segundo dados do STML, que garante, no entanto, os chamados “serviços mínimos”.
O protesto visa contestar a alegada intenção de privatizar os serviços de recolha de lixo e limpeza das ruas em algumas zonas, bem como a contratação de 200 cantoneiros e a aquisição ou reparação de meios materiais e equipamentos 3. “Só no ano 2008 saíram cerca de 100 pessoas deste serviço, nomeadamente por reforma”, esclareceu um sindicalista, para quem estas saídas contribuem para uma progressiva ineficácia na limpeza da capital 4.