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Domingo, 14 de Dezembro de 2008

Direitos Humanos sem mudanças nos últimos dez anos

Na passada 4ª fª celebraram-se os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

No final da cerimónia dos dez anos de homenagem à atribuição do Nobel da Literatura a José Saramago, o autor considerou que “a situação piorou e nada mudou”, nos últimos dez anos em relação aos Direitos Humanos, acusando os Governos mundiais de nada fazerem em prol da defesa do indivíduo.
Saramago acusou os governantes de nada fazerem, de apenas “acenderem charutos uns aos outros e de trocarem condecorações”. No entender do escritor, “muito se podia fazer se os cidadãos se mobilizassem em torno da temática dos Direitos Humanos”.
Ao som do fado por Carlos do Carmo e da leitura de textos de vários leitores portugueses, José Saramago foi então homenageado na Casa do Alentejo, em Lisboa onde pode ser vista a exposição “Levantado do Chão”, com base na obra do Nobel sobre o Alentejo.
No final da cerimónia, José Saramago proferiu o discurso de Estocolmo, de há dez anos atrás, pronunciado no banquete Nobel, em 10 de Dezembro de 1998.
“A Declaração Universal é geralmente considerada pelos poderes económicos e pelos poderes políticos, mesmo quando presumem de democráticos, como um documento cuja importância não vai muito além do grau de boa consciência que lhes proporcione”, relembrou o laureado José Saramago.
 
Ver http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/7b4d708a09b4caea769efb.html
publicado por Sobreda às 00:50
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