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CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

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Plano de Pormenor da Malha 14 deverá entrar em discussão pública

Sobreda, 19.12.08

A CML avalia, na próxima 2ª fª, a abertura de um período de discussão pública da proposta de Plano de Pormenor para uma área do Alto do Lumiar que deverá corrigir a rede viária e alterar equipamentos previstos.

De acordo com a proposta do vereador do Urbanismo, que será analisada nessa reunião extraordinária da autarquia, o período de discussão pública da proposta de Plano de Pormenor (PP) da Malha 14 do Plano de Urbanização do Alto do Lumiar (PUAL) deverá durar 22 dias úteis.
A área do Alto do Lumiar abrange o projecto da Alta de Lisboa, pensado para ser quase uma “pequena cidade”, com cerca de 65.000 habitantes.
A proposta do PP da Malha 14 prevê a alteração do traçado viário da zona, modificando a relação do Bairro Padre Cruz com o restante tecido urbano, e alterações ao nível dos equipamentos previstos inicialmente no PUAL.
Recorda-se que para a Malha 14 estavam programados um parque infantil e uma extensão de Centro de Saúde, que não será concretizada tendo em conta “a revisão de orientações por parte da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo”, lê-se no relatório da Sociedade Gestora da Alta de Lisboa (SGAL).
Ao longo da Rua 3, que funcionará como a “coluna vertebral” para distribuição de tráfego, o plano prevê dois conjuntos habitacionais: um a nascente, com dois edifícios de 12 pisos (350 fogos), e outro a sul, com cinco edifícios-torre com um máximo de 14 pisos (235 fogos).
Para o estacionamento de acesso público está prevista a construção de um silo de quatro pisos em subsolo, com uma capacidade de 634 lugares. À superfície estão previstos um total de 244 lugares de uso público. No estacionamento privado foi tido em conta um valor médio de dois lugares por fogo.
O PP sugere igualmente a criação de uma Frente Urbana para o Parque Oeste (Parque do Vale Grande), uma área verde, da autoria de uma arquitecta espanhola, que ocupará 26 hectares e deverá estar concluído em Março de 2009.
O projecto da Alta de Lisboa foi idealizado para ter 65.000 habitantes, 500.000 metros quadrados de sector terciário com centros comerciais, escritórios, hotéis, centros de mercadorias e equipamentos públicos 1, que, no caso do Centro de Saúde, a SGAL procura agora descartar, barateando custos, à revelia das necessidades básicas da população.
Deveria ainda englobar quatro estações de Metro, três grandes parques com cerca de 70 hectares de zonas verdes, 20 recintos desportivos, 21 escolas, creches, centros culturais e de juventude, uma esquadra de polícia, quartéis de bombeiros e 25 quilómetros de rede viária. Mas, pelo destino previsto para a projectada nova extensão do Centro de Saúde, tudo o resto poderá ainda, inesperadamente, vir também a ser posto em causa.
Donde, se este Plano de Pormenor da Malha 14 entrar de facto em discussão pública, será a altura ideal para os moradores da Alta de Lisboa se manifestarem em defesa dos equipamentos que consideram indispensáveis para manter os níveis mínimos de qualidade de vida na zona. Desta vez, não poderão os movimentos de cidadãos se ficar por um mero ‘encolher os ombros’ ou ‘cruzar os braços’, pois é quase um ‘agora ou nunca’.
 
1. Ver Lusa doc. nº 9131261, 18/12/2008 - 17:26