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CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

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Assaltantes de ‘confiança’

Sobreda, 13.01.09

Segundo fonte da Polícia Judiciária (PJ), os assaltos à mão armada a residências particulares estão a ocorrer com maior incidência, devido ao aumento da criminalidade associada a factores de violência, tratando-se de “uma forma que não estava tão explorada e que tem vindo a sê-lo, fruto do aumento da criminalidade e da crise social e económica”.

Nos últimos seis meses, a directoria de Lisboa da PJ registou 58 assaltos à mão armada a residências particulares, o que segundo a mesma fonte “não é nada de alarmante”. Na maioria deles, os assaltantes surgem encapuzados e “actuam de surpresa”.
Segundo a PJ, por estranho que pareça, é frequente haver uma “relação entre os assaltantes e as vítimas”, pois os suspeitos “sabem o que vão encontrar” no interior das residências ou procuram muitas vezes “fazer justiça com as próprias mãos para reaver dívidas”, de negócios ilícitos associados, por exemplo, ao tráfico de droga.
Há mesmo situações em que os assaltantes planeiam ao pormenor o assalto, procurando vigiar as habitações e “estudar os hábitos de vida dos moradores”, até mesmo em habitações com sistema de videovigilância. Muitas vezes, fazem-se passar por “funcionários de empresas como a TV Cabo, EDP, dos CTT e (até) falsos polícias”.
Foi o que aconteceu há uma semana na Grande Lisboa. Os assaltantes “tocaram à porta, identificaram-se como sendo funcionários da TV Cabo e levaram bens”. Os alvos são normalmente “computadores (portáteis), telemóveis, jóias, dinheiro e tudo o que seja fácil de transportar” 1.
Para evitar que mais assaltos desta natureza ocorram, a PJ alerta os cidadãos para a necessidade de “não abrir as portas ao primeiro impulso e ter sistemas de segurança”, usar uma simples corrente na fechadura que impeça a abertura total da porta.
Da mesma forma, quando alguma pessoa disser que é funcionário do Estado ou de uma empresa privada, deve ser exigida a apresentação das respectivas credenciais por debaixo da porta e, em caso de dúvida, não hesitar em contactar a polícia. A PJ alerta ainda para quando se aperceber de estranhos a entrar no prédio em que habita, “não entre. Volte para trás e espere”. Por último, pessoas que vivam sozinhas não devem relatar essa situação a pessoas que não conheçam.
Segundo os dados da secção de roubos da Directoria de Lisboa da PJ havia, no final do ano passado, 800 processos por resolver relativos a assaltos com recurso a violência. Os casos de carjacking e homejacking - roubos de carros e casas com violência sobre os ocupantes ou moradores - contribuem para o elevado número de processos actualmente sob investigação: 58 só nos últimos seis meses 2.