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CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

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Eco-ilhas em Carnide versus sistema de recolha em Telheiras

Sobreda, 13.01.09

O núcleo histórico de Carnide disponibiliza desde ontem seis novas ‘eco-ilhas’, ou seja, contentores de 1.100 litros de capacidade, destinados à deposição de resíduos urbanos (RU). Os contentores têm tampas de cores diferentes: cinzenta para os indiferenciados, azul para o papel e cartão, amarela para as embalagens e verde clara para o vidro 1.

Este tipo de equipamento já existe em áreas próximas do Núcleo Histórico, como sendo o Bairro Novo de Carnide, o Bairro da EPUL, a Quinta do Bom Nome e numa área central da Quinta da Luz.
Esta alteração no sistema de deposição de RU, para além de proporcionar um aumento dos quantitativos de resíduos a valorizar, vai de encontro à vontade dos munícipes, manifestada pela Junta de Freguesia de Carnide e pelo Grupo Comunitário de Carnide Centro, entre outros representantes dos moradores.
Neste sentido, a área-alvo de intervenção é a servida actualmente por sacos, representando 190 habitações e 29 actividades económicas. A recolha manter-se-á em horário diurno, a partir das 6 horas da manhã 2.
O sistema de recolha de lixo tem estado periodicamente a ser alterado pelo município, com variantes consoante as características dos bairros da capital 3.
Note-se, por exemplo, que não foi esta a metodologia escolhida pela CML para o vizinho bairro de Telheiras, cuja opção foi programar um polémico porta-a-porta, com o regresso à colocação dos caixotes nas ruas a partir do fim da tarde e até à sua recolha apenas após a meia-noite.
Recorde-se que há década e meia atrás, a A.R.T., para evitar estas situações, tinha conseguido acordar com a CML um sistema de recolha bem mais higiénico, com menos lixo espalhado no espaço público e menos odores.
É que a maioria das habitações em Telheiras dispõem de ‘casa do lixo’ com porta para o exterior. Na altura, a direcção da A.R.T. conseguira, em conjunto com alguns condomínios, que todas essas ‘casas’ tivessem uma chave comum que os trabalhadores da DHURS da CML usavam para retirar os contentores domésticos apenas quando vinham proceder à respectiva recolha de lixo.
Ou seja, deixara de haver aglomeração de lixo no espaço público, logo de odores ‘suplementares’, durante horas seguidas. Hoje, a recolha de lixo em Telheiras passou a constituir um retrocesso ambiental. Uma medida que “ameaça tornar-se num fiasco” 4, como se pôde constatar no período natalício.
 
1. Ver Metro 2009-01-12, p. 3