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CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

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Número de desempregados dispara em Fevereiro

Sobreda, 24.03.09
De acordo com os dados divulgados ontem pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), o número de desempregados inscritos no final do mês passado totalizava os 469.299, ou seja, mais 70.720 inscrições do que em Fevereiro de 2008, tendo o número de desempregados inscritos nos centros de emprego disparado 17,7% em Fevereiro, prolongando a subida iniciada em Outubro e marcando o acréscimo mais elevado desde Dezembro de 2003.
Para o aumento do número de desempregados inscritos nos centros de emprego em relação a Fevereiro de 2008 contribuíram essencialmente a subida do desemprego entre os homens (mais 30,7%), entre jovens (mais 17,6%) e adultos (17,8%).
A procura de um novo emprego (que justificou o registo de 92,3% dos desempregados) aumentou 19,8% face ao mês homólogo, enquanto a procura de primeiro emprego diminuiu no período considerado 2,1%.
Todos os níveis de habilitação escolar apresentavam mais desempregados do que há um ano, com os que possuíam o 2º e 3º ciclos do ensino básico a registarem os aumentos mais elevados, 25,4% e 24,2, respectivamente.
Os licenciados, por sua vez, totalizaram 40.915 registos, mais 5,3% do que os registados em Fevereiro de 2008. Na evolução anual do desemprego, o destaque, com o acréscimo mais elevado (mais 72%), vai para o grupo dos operários e trabalhadores similares da indústria extractiva e construção civil.
São ainda de assinalar, com aumentos de desemprego superiores a 30%, os grupos dos trabalhadores da metalurgia, metalomecânica e similares, condutores de veículos e operadores de equipamentos pesados móveis e trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústria transformadora.
Com menos desemprego do que há um ano, assumem relevância as profissões do ensino, representadas pelos grupos dos docentes do ensino secundário, superior e profissões similares (com menos 39,4%) e profissionais de nível intermédio do ensino (a caírem 17,4%), devido também ao aumento do número de reformas antecipadas no sector.