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CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

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CDU apresentou lista com críticas ao Tratado de Lisboa

Sobreda, 31.03.09

 

A CDU garantiu ontem, durante a apresentação da lista de candidatos às eleições europeias, que vai continuar a lutar contra o Tratado de Lisboa, criticando as social-democracias europeias e a sua relação com os EUA.
“É necessário reforçar a esquerda vinculada com os interesses dos trabalhadores e demarcada da social democracia, a esquerda apostada na cooperação e na luta contra a ofensiva concertada do grande capital e na defesa por uma outra Europa, por isso, o projecto da CDU dá continuidade à luta dos que se opuseram à dita constituição europeia e ao projecto de Tratado de Lisboa”, afirmou a cabeça de lista da CDU às europeias, Ilda Figueiredo.
A eurodeputada, eleita desde 1999, falava na apresentação da lista de 30 candidatos da CDU - constituída pelo PCP e pelo “Os Verdes” - às eleições europeias de 7 de Junho em Lisboa, onde também o mandatário da lista, o professor catedrático de Coimbra António Avelãs Nunes, teceu críticas à “Europa de cócoras perante” os EUA.
Na sua intervenção, Ilda Figueiredo disse querer que haja “consequências da vitória do ‘Não’ nos referendos da França, Holanda e Irlanda”, uma vitória “que veio demonstrar que há um fosso cada vez maior entre a vontade dos povos e a decisão da maioria dos políticos nos governos e nos parlamentos”. “Daqui denunciamos as pressões das grandes potências europeias para imporem um novo referendo na Irlanda ainda este ano, tal como denunciamos o não cumprimento aqui em Portugal da promessa de referendo sobre o projecto de Tratado de Lisboa”.
Neste sentido, Ilda Figueiredo - que integra uma lista composta por 16 mulheres e 14 homens - considerou ainda que “não é na promoção de soluções numa dinâmica de factos consumados” nem um “qualquer aprofundamento do projecto classista da União Europeia que dá resposta aos graves problemas que afectam os trabalhadores”.
“Não estamos condenados aos directórios das grandes potências, ao reforço e à crescente intervenção militar, cada vez mais aliada aos Estados Unidos como as comemorações dos 60 anos da NATO estão a demonstrar”, acrescentou.
Já o mandatário Avelãs Nunes destacou a presença de José Saramago na lista da CDU - em décimo lugar - e acusou que à imagem da "social-democracia europeia" os “socialistas portugueses são os principais responsáveis pela construção de uma Europa condenada à falência”.
Avelãs Nunes rejeitou ainda uma “harmonização do sistema social que só pode funcionar através do mercado” e que é “contra o neoliberalismo por imperativo da moda” e disse que o Tratado de Lisboa é “o filhote que [os lideres europeus] não quiseram enjeitar apesar de ser o patinho feio”.
“Somos europeus e pela Europa sim senhor, mas somos contra a Europa neoliberal que quiseram constitucionalizar, a morte à ditadura europeia querem agora impor sem lhes pedirem opinião, a questão decisiva reside em saber que Europa queremos: não queremos a Europa que eles construíram, queremos princípios de solidariedade social e não a violência da concorrência sem limites, uma Europa livre de e não de joelhos perante o império norte-americano”, acrescentou António Avelãs Nunes.
O professor de Coimbra exaltou ainda os “afectos e valores democráticos fiéis aos princípios da solidariedade social, pela paz e no combate ao racismo, à xenofobia e à exclusão social”.