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Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Estrangeiros controlam sectores importantes da economia nacional

«Muito se fala da dívida externa portuguesa. No entanto, aqueles que só agora mostram tanta preocupação, durante muitos anos ignoraram essa mesma divida, embora ela já estivesse a crescer a um ritmo muito elevado.

Entre 2004 e 2009, o valor do PIB em Portugal aumentou, em valores nominais, ou seja, sem entrar com o efeito da subida de preços, 13,6%, enquanto a divida externa liquida cresceu 78,6%. Entre 2004 e 2009, a divida externa líquida do Pais passou de 64% do PIB para 100,6% do PIB. Portanto, o crescimento elevado da dívida não é recente, e muito se refere ao período 2008-2009, tendo-se apenas acentuado com o Governo de Sócrates, que mostrou sempre grande incompreensão em relação às consequências do endividamento externo.
Em 2006, a Divida Externa Bruta atingia era 3,2 vezes superior à Divida Externa Liquida. E em Março de 2009, a Divida Externa Bruta tinha aumentado para um valor 2,8 vezes superior ao PIB previsto para 2009. Portanto, para se poder ter uma ideia clara e verdadeira da dimensão de endividamento de Portugal ao estrangeiro não é suficiente conhecer apenas os valores da Divida Externa Liquida, como é normalmente feito.
Um facto que tem sido sistematicamente ocultado por aqueles que se dizem agora tão preocupados com o elevado endividamento do País e pelos defensores do pensamento económico neoliberal dominante é que o crescimento elevado da dívida externa portuguesa deve-se também ao elevado controlo da economia nacional pelo capital estrangeiro.
Entre 2006 e Março de 2009, foram transferidos para o estrangeiro rendimentos no valor de 71.627,9 milhões tendo a seguinte origem: 17.366,9 milhões de euros de rendimentos referentes a “investimentos directos” feitos por estrangeiros em Portugal; 27.592,8 milhões de euros relativos a “aplicações em carteira de títulos”, muitos deles isentos do pagamento de imposto (de acordo com o nº 2 do artº 10, do Código do IRS); e 26.668,3 milhões de euros foram rendimentos transferidos para o estrangeiro tendo como origem “outros investimentos”.
Portanto, o défice da Balança Comercial (Exportações menos Importações) não é a única causa do elevado crescimento da divida externa do País, como o pensamento neoliberal dominante pretende fazer crer.
No período compreendido entre 2006 e Março de 2009, só o valor de dividendos e lucros de investimentos directos feitos por grupos económicos estrangeiros em Portugal transferidos para o exterior somaram 10.318,1 milhões de euros. Durante o mesmo período a Divida Bruta Externa Portuguesa aumentou 48.663 milhões de euros e Dívida Líquida Externa cresceu 38.855,6 milhões de euros.
Fica assim claro que uma parte importante do crescimento da dívida externa portuguesa se deve à transferência de lucros e dividendos resultantes do elevado controlo de sectores importantes da economia nacional pelo capital estrangeiro. Não deixa de ser contraditório e esclarecedor que aqueles que só agora se mostram tão preocupados com o elevado endividamento do País não se cansam também de dizer que a solução está no aumento do investimento estrangeiro em Portugal, o que determinará um maior controlo da economia nacional pelo capital estrangeiro, o que provocará necessariamente que a transferência de lucros e dividendos para o estrangeiro cresça ainda mais, determinando um maior endividamento do País ao estrangeiro».
 
Ler o estudo “Divida externa cresce devido controlo de sectores importantes da economia nacional por estrangeiros” do economista Eugénio Rosa
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publicado por Sobreda às 00:20
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