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| No ano em que se cumpre o 35.º aniversário da Revolução de Abril, não podia faltar, nas comemorações dessa data tão importante para o viver colectivo dos trabalhadores e dos democratas portugueses a viva recordação dessa voz de poeta revolucionário que animou os mais significativos passos das transformações políticas, económicas, sociais e culturais a que Abril deu forma e conteúdo. As palavras com que alentou a Revolução e denunciou as manobras reaccionárias que a quiseram desde logo abafar, o entusiasmo e o acerto com que sublinhou as vitórias e alertou para os perigos, o coração e a razão que presidiram à criação de uma poesia que não se ficava pelas páginas dos livros nem pela gravação dos sons e das imagens mas logo saltaram para as ruas do País e para as vozes amplificadoras dos revolucionários de Abril, perduram na memória dos mais velhos e estão destinadas a alcançar e permanecer nas consciências dos jovens que hoje constroem o futuro. Poeta comunista, Ary dos Santos perdura sobretudo nos corações dos seus camaradas, detentores de um projecto de sociedade que era também o seu. A voz poderosa que ouvimos nos dias gloriosos e nos momentos mais difíceis, encorajando as lutas, as palavras escritas que outros artistas transformaram em música e cantaram de novo se fazem ouvir. Arrebatado pela morte há 25 anos, Ary continua a nosso lado! RETRATO DE ALVES REDOL Porém se por alguém não foi ninguém cantou e disse flor canção amigo a si o deve. A si e mais a quem floriu cresceu cantou lutou consigo. Homem que vive só não vive bem morto que morre só é negativo morrer é separar-se de ninguém e contudo com todos ficar vivo. Nado-vivo da morte. É isso. É isso. Uma espécie de forno de bigorna de corpo imorredoiro que transforma em fusão o metal do compromisso: Forjar o conteúdo pela forma: marrar até morrer. E dar por isso. POETA CASTRADO, NÃO! Serei tudo o que disserem por inveja ou negação: cabeçudo dromedário fogueira de exibição teorema corolário poema de mão em mão lãzudo publicitário malabarista cabrão. Serei tudo o que disserem: Poeta castrado não! Os que entendem como eu as linhas com que me escrevo reconhecem o que é meu em tudo quanto lhes devo: ternura como já disse sempre que faço um poema; saudade que se partisse me alagaria de pena; e também uma alegria uma coragem serena em renegar a poesia quando ela nos envenena. Os que entendem como eu a força que tem um verso reconhecem o que é seu quando lhes mostro o reverso: Da fome já não se fala – é tão vulgar que nos cansa – mas que dizer de uma bala num esqueleto de criança? Do frio não reza a história – a morte é branda e letal – mas que dizer da memória de uma bomba de napalm? E o resto que pode ser o poema dia a dia? – Um bisturi a crescer nas coxas de uma judia; um filho que vai nascer parido por asfixia?! – Ah não me venham dizer que é fonética a poesia! Serei tudo o que disserem por temor ou negação: Demagogo mau profeta falso médico ladrão prostituta proxeneta espoleta televisão. Serei tudo o que disserem: Poeta castrado não E CADA VEZ SOMOS MAIS Pela espora da opressão pela carne maltratada mantendo no coração a esperança conquistada. Por tanta sede de pão que a água ficou vidrada nos nossos olhos que estão virados à madrugada. Por sermos nós o Partido Comunista e Português por isso é que faz sentido sermos mais de cada vez Por estarmos sempre onde está o povo trabalhador pela diferença que há entre o ódio e o amor. Pela certeza que dá o ferro que malha a dor pelo aço da palavra fúria fogo força flor por este arado que lavra um campo muito maior. Por sermos nós a cantar e a lutar em português é que podemos gritar: Somos mais de cada vez. Por nós trazemos a boca colada aos lábios do trigo e por nunca acharmos pouca a grande palavra amigo é que a coragem nos toca mesmo no auge do perigo até que a voz fique rouca e destrua o inimigo. Por sermos nós a diferença que torna os homens iguais é que não há quem nos vença cada vez seremos mais. Por sermos nós a entrega a mão que aperta outra mão a ternura que nos chega para parir um irmão. Por sermos nós quem renega o horror da solidão por sermos nós quem se apega ao suor do nosso chão por sermos nós quem não cega e vê mais clara a razão é que somos o Partido Comunista e Português aonde só faz sentido sermos mais de cada vez. Quantos somos? Como somos? novos e velhos: iguais. Sendo o que nós sempre fomos seremos cada vez mais! A BANDEIRA COMUNISTA Foi como se não bastasse tudo quanto nos fizeram como se não lhes chegasse todo o sangue que beberam como se o ódio fartasse apenas os que sofreram como se a luta de classe não fosse dos que a moveram. Foi como se as mãos partidas ou as unhas arrancadas fossem outras tantas vidas outra vez incendiadas. À voz de anticomunista o patrão surgiu de novo e com a miséria à vista tentou dividir o povo. E falou à multidão tal como estava previsto usando sem ter razão a falsa ideia de Cristo. Pois quando o povo é cristão também luta a nosso lado nós repartimos o pão não temos o pão guardado. Por isso quando os burgueses nos quiserem destruir encontram os portugueses que souberam resistir. E a cada novo assalto cada escalada fascista subirá sempre mais alto a bandeira comunista. O FUTURO Isto vai meus amigos isto vai um passo atrás são sempre dois em frente e um povo verdadeiro não se trai não quer gente mais gente que outra gente. Isto vai meus amigos isto vai o que é preciso é ter sempre presente que o presente é um tempo que se vai e o futuro é o tempo resistente. Depois da tempestade há a bonança que é verde como a cor que tem a esperança quando a água de Abril sobre nós cai. O que é preciso é termos confiança se fizermos de Maio a nossa lança isto vai meus amigos isto vai. |