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Sábado, 14 de Julho de 2007

Ex-piscina de referência no Campo Grande

Projectada na década de 50 por Francisco Keil do Amaral, foi durante anos piscina de referência dos lisboetas, principalmente durante o Verão, quando era retirada a cobertura e funcionava como espaço ao ar livre. Hoje é ponto de encontros sexuais e abrigo de toxicodependentes. Usada em tempos pelo Sporting Clube de Portugal, servia ainda para a prática de natação durante o Inverno, até que em Setembro de 2006 foi encerrada por falta de condições de utilização, nomeadamente dos balneários.

Fechada há quase um ano, a antiga piscina do Campo Grande, em Lisboa, é por isso hoje local privilegiado para encontros sexuais e abrigo de toxicodependentes, onde o lixo e a vegetação conquistam cada vez mais espaço. Actualmente, ferros, bidões, tubos, oleados, cadeiras partidas, caruma de pinheiros e latas de refrigerantes ocupam o recinto, que recentemente foi vandalizado.

“Isto está tudo abandonado, a rede foi cortada há dois meses e desde aí isto tem servido para virem para aqui com os rapazes fazer já se sabe o quê”, disse um jardineiro que trabalha no Campo Grande há mais de duas décadas, referindo-se aos encontros sexuais que ali têm lugar. Embrenhado na tarefa de cortar a já alta vegetação que protege a piscina dos olhares de quem passa, o jardineiro - que recusou identificar-se - acredita que um espaço mais exposto desencorajará tais práticas, pelo menos durante o dia.

João Donato, de 80 anos, que lidera a indignação do grupo de quatro reformados que passa os dias no Campo Grande em torno de uma mesa de cartas a jogar a sueca, considera “absurdo” e “inacreditável” o estado de abandono e de degradação a que chegaram as instalações da antiga piscina. “Chegam-se a ver casais, sobretudo de homens, em actos sexuais em pleno dia. É inacreditável”. Vítor Silva, 72 anos, outro elemento do grupo, revolta-se com o chão “pejado” de preservativos nas imediações da piscina e em várias áreas do jardim.

Um antigo utente da piscina, funcionário público de 52 anos e residente no Bairro das Colónias, não esconde a tristeza que a degradação do espaço lhe provoca. “Quando me lembro de que há 10/15 anos vinha para a piscina, custa-me, dói-me ver aquilo fechado e naquele estado de abandono”, pois tinha na piscina e no jardim do Campo Grande “uma referência” na animação da capital, particularmente durante o Verão. Este funcionário público, que trabalha naquela zona há cerca de um ano, passa frequentemente a sua hora de almoço no Campo Grande, um jardim que, segundo diz, em 40 anos beneficiou apenas da construção de um parque infantil e de um circuito de manutenção.

“O jardim está num estado de abandono terrível, muito sujo, há papéis, fezes e urina por todo o lado, um cenário que só chama mais marginais. Não me admira que a piscina seja um refúgio de droga”. Lamenta o fim do serviço de aluguer de bicicletas e o encerramento dos ringues de patinagem e dos campos de ténis, estruturas que traziam gente ao jardim.

Mas as queixas dos utentes do Campo Grande estendem-se também à falta de casas-de-banho, à degradação dos equipamentos (bancos e mesas), à falta de bocas de incêndio e de pontos de água, à insegurança e aos assaltos e roubos. “As torneiras e os lavatórios dos balneários foram roubados, rouba-se tudo aqui, até mesmo as ninhadas de patos que nascem no lago”.

O lago é outro dos pontos críticos do jardim, já que, segundo o concessionário da Esplanada do Lago, uma das poucas estruturas que continua a funcionar, há sete anos que a água não é mudada e os tradicionais barcos apenas ao domingo registam alguma actividade. O comerciante diz que tem hoje 10% dos clientes que tinha há oito anos, uma realidade que atribui por um lado à perda de hábitos dos lisboetas e por outro à falta de atractivos e ao estado de conservação do jardim.

A Comissão Administrativa (CA) da CML disse “desconhecer completamente” que o recinto da piscina esteja a ser usado para encontros sexuais e que há um projecto para a reabilitar e transformar num espaço ao ar livre “enquadrado na recuperação” daquela zona, mas tudo depende agora do novo executivo camarário.

Pois sim, só não esclareceu que esse projecto de recuperar a antiga piscina do Campo Grande passa pelo luxo de “um health club a concessionar”. Megalomanias.

 

A situação desta e de outras piscinas municipais foi já denunciada no comunicado disponível em www.dorl.pcp.pt/cdulisboa/index.php?option=com_content&task=view&id=374&Itemid=43

Fonte: Cristina Fernandes Ferreira, Lusa nº 7286063, 2007-07-13

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publicado por Sobreda às 00:04
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